março 02, 2021

A Apple publicou na semana passada, um anúncio de emprego, que diz procurar engenheiros de pesquisa de sistemas sem fio para redes actuais e de próxima geração, com vista a depender cada vez menos de terceiros.

De acordo com a Bloomberg, as vagas são para cargos nos escritórios do Vale do Silício e San Diego, onde a empresa trabalha com desenvolvimento de tecnologia sem fio e design de chips.

“Você terá a oportunidade única e gratificante de criar a tecnologia sem fio da próxima geração que terá um impacto profundo nos futuros produtos da Apple“, diz o anúncio. “Nesta função, estarás no centro de um grupo de pesquisa de ponta, responsável pela criação de tecnologias de acesso de rádio disruptivas das próximas gerações”, acrescenta a descrição do anúncio.

As vagas oferecidas pela gigante tecnológica, mostram também seu esforço contínuo no desenvolvimento de mais tecnologia interna. No ano passado, a empresa projectou os processadores principais para iPhone e iPad e expandiu esse esforço para o Mac. Além disso, acelerou o trabalho em suas próprias telas personalizadas, tecnologias de câmera, chips sem fio para AirPods, Apple Watch e dados de localização precisas.

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A empresa sediada na Califórnia, nos Estados Unidos, postou esta semana anúncios de emprego procurando engenheiros de pesquisa de sistemas sem fio para redes actuais e de próxima geração.

O pesquisador em segurança Alex Birsan, desenvolveu um estudo que ditou um ataque coordenado a repositórios de software livre, onde foi capaz de abrir brechas em 35 empresas do sector tecnológico, dos quais, constam grandes nomes como Apple, Microsoft, Uber, PayPal, Netflix e mais.

O estudo publicado na Bleeping Computer, revelou que, uma manipulação sofisticada em bibliotecas de código aberto pode ser a chave para permitir ataques à grandes companhias do mundo da tecnologia.

O ataque focado na cadeia de fornecimento, se aproveita de falhas de verificação em sistemas de actualização automática e download de pacotes para servidores internos. De forma simplificada, caso um malware fosse ocultado como um destes elementos, ele poderia acabar nas estruturas das grandes companhias, sendo distribuído em suas aplicações e gerar vulnerabilidades que, na sequência, poderiam ser utilizadas por cibercriminosos.

Os testes do estudo usaram o PayPal como foco principal, de forma a entender de que maneira os pacotes internos e externos eram geridos. Basicamente, Birsan experimentou nomear um elemento de um repositório público como um dos itens criados de forma privada, nos servidores da empresa, descobrindo que, em casos desse tipo, o sistema sempre dará prioridade aos dados públicos, mesmo que isso envolva a substituição dos dados anteriormente presentes em plataformas restritas.

O pesquisador destaca que, ao contrário de outros métodos que também usam essa substituição de pacotes, esse é mais sofisticado por não envolver nenhum tipo de acção manual da vítima. “Obter os nomes de pacotes internos pode não ser tão simples, é verdade, mas manifestos disponíveis no Github, outros repositórios ou sistemas de gestão de conteúdos, poderiam revelar tais identificações, possibilitando a inserção de malwares, de forma mais efectiva que um ataque de engenharia social”, revelou o pesquisador.

Pelas descobertas, Birsan chegou a receber mais de 130 mil dólares em recompensas pelos programas de caça a bugs de diferentes companhias, incluindo o maior valor já pago pela Microsoft em iniciativas desse tipo, 40 mil dólares.

A indústria de produção de semicondutores vive um momento crítico nos últimos dias, impactando desta forma, o resultado da produção das indústrias pesadas dependente deste material, com o sector automotivo a liderar as grandes compras.

De acordo com a Bloomberg, o déficit global de semicondutores é causado pela explosão da demanda por eletrónicos e veículos cada vez mais sofisticados, que processam grandes quantidades de dados. Enquanto isso, o aperto do fornecimento relacionados à pandemia agravaram o problema, o que levou fabricantes de chips a investirem bilhões de dólares em novas unidades para lidar com o aperto, fazendo com que especialistas perspectivem situações piorares nos próximos dias.

Esta escassez mundial que já paralisou algumas linhas de produção de fabricantes dependentes, como o sector de produção de alumínio, poderá atingir (se a situação continuar) outros mercados secundários, como o de construção cívil.

Pal Kildemo, Director financeiro da Norsk Hydro, maior fornecedora de alumínio europeu, disse em entrevista à Bloomberg TV, na passada sexta-feira(12) que, as fábricas mantiveram as compras, mas a demanda pode ser impactada se a escassez continuar.

A escassez de chips deve eliminar 61 mil milhões de dólares em vendas apenas das fabricantes, mas, embora difícil de quantificar neste estágio inicial, o impacto para a indústria eletrónica pode ser muito maior. Uma vez que a indústria electrónica é o maior segmento industrial nos países de economia desenvolvida, sendo responsável por 12% do PIB daquelas nações. Nos Estados Unidos, que tem o PIB de 14,2 trilhões de dólares por exemplo, mais de 1,7 trilhão de dólares são gerados pela indústria eletrónica americana.

Um estudo de mercado desenvolvido pela empresa Mira Research, que entrevistou 954 pessoas, com mais de 20 anos e com contas bancárias, aponta que, grande parte dos clientes dos bancos prefere aderir às longas filas, em vez do uso das tecnologias proporcionadas por estas instituições. 

Segundo a amostra, concluiu-se que nem o forte investimento na inclusão da tecnologia em operações bancárias tem sido capaz de mudar a mentalidade da maior parte dos clientes dos bancos comerciais, que continuam a deslocar-se às agências bancárias, mesmo com a disponibilidade de recursos tecnológicos que possibilitam efectuar as principais movimentações sem sair de casa.

A consultora que estudou o comportamento dos clientes bancários em tempo de pandemia, revelou que 88% das pessoas vão regularmente aos balcões de atendimento, apontando como causa as longas filas nos ATMs (multicaixas) ou mesmo a falta de recursos financeiros nos sistemas electrónicos, num registo de 45% de inquiridos do sexo feminino e 55% do sexo masculino, sendo 32% residentes em Luanda e 68% em outras províncias.

Para a directora-geral da Mira, Filipa Oliveira, "as causas estão na falta de conhecimento de como usar as novas tecnologias bancárias, bem como a desconfiança na fiabilidade, segurança e eficácia destes instrumentos, nomeadamente, o cartão multicaixa e os serviços de internet banking.”

Apesar de ser um aplicativo novo no mercado em serviços de internet banking, o Multicaixa Express registou um crescimento de 20% de utilizadores.

A par do estudo da Mira Rechearch, 33% dos entrevistados dizem sentir dificuldades no acesso aos balcões. As longas filas quer para o balcão ou um ATM, constitui uma das maiores dores de cabeça para o cidadão angolano.

Mas devido à pandemia da Covid-19 no país, 46% das pessoas usam cada vez menos os cartões, justificando a falta de valores monetários, poupança de dinheiro e outros porque têm preferência em guardar dinheiro em casa.

De forma a facilitar e reduzir as enchentes, o Banco Nacional de Angola (BNA) vem a incentivar a utilização dos meios alternativos, nomeadamente, o cartão multicaixa, bem como as soluções de internet e mobile banking, como opção para a realização de pagamentos de compras e serviços, transferências e consultas de saldos, já que não requerem uma ida presencial ao balcão.

Nzambi Matee, é uma uma engenheira queniana que está a produzir tijolos resistentes e sustentáveis a partir de resíduos de plásticos reciclados, na sua fábrica de nome Gjenge Maker, fundada em 2017.

A produzir cerca de 1.500 tijolos por dia em diferentes tamanhos e cores, Nzambi, em entrevista à Reuters, alega que o seu produto é quase cinco a sete vezes mais resistente que o concreto, o que levou a montar a sua própria fábrica após perder a paciência esperando que o governo do seu país resolvesse o problema da poluição do plástico.

"Há aquele lixo que eles não podem mais processar; eles não podem reciclar e é isto que recebemos", explica.

Os tijolos são feitos a partir de uma mistura de diferentes tipos de plástico. Como exemplo, os plásticos polietileno de alta densidade, usados ​​em frascos de leite e Shampoo.

A engenheira queniana também trabalha com polietileno de baixa densidade, muitas vezes usado para sacos de cereais ou sandes e também o polipropileno, usado em cordas, tampas "flip-top" e baldes.

Sem planos futuros para trabalhar com plásticos tereftalato de polietileno, também denominado por PET, usado ​​em garrafas plásticas, Nzambi

Matee usa os resíduos plásticos e mistura areia aquecida em alta temperatura e depois comprime em tijolos, que são vendidos a preços variados consoante a espessura e cor.

Os tijolos cinzas comuns, custam 850 xelins quenianos ( cerca de 5.000 kwanzas) por metro quadrado, por exemplo.

O lixo vem das fábricas de embalagens gratuitamente, embora pague pelo plástico que obtém de outros recicladores. Mas agora, a queniana planeia adicionar outra linha de produção maior, que pode triplicar a capacidade até ao final de 2021.

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