novembro 24, 2020

Sob o lema “O Conhecimento do Espaço ao Alcance de Todos”, a Federação Astronáutica Internacional (IAF, do inglês International Astronautical Federation), anunciou, no dia 12 de Novembro de 2020, o lançamento da Biblioteca Digital IAF - a principal biblioteca digital espacial do mundo, com mais de cinquenta mil artigos completos de todas as disciplinas espaciais.

O património digital da IAF cobre mais de 70 anos de partilha de conhecimento e colaboração em pesquisa e aspira fortalecer os vínculos entre a indústria, a investigação e a academia e aqueles que trabalham na linha de frente nesse campo.

A Biblioteca Digital IAF é a maior fonte de artigos em todo o mundo, acessível a todos, incluindo investigadores, cientistas, engenheiros, académicos, industriais, formuladores de políticas, media, a geração jovem e o público em geral.

Esta nova iniciativa da IAF visa ser um destino onde o conhecimento vai além do espaço e da exclusão digital, estendendo as fronteiras do passado, prevendo o futuro e estabelecendo-se como uma fonte infinita de informação, inovação e inspiração para o benefício da humanidade.

 

 

Fonte: GGPEN

No âmbito da implementação do Programa de Partilha de Satélite da SADC, foi criado o Gabinete de Gestão de Projectos (PMO), com vista a prestar assistência técnica a Comissão de Direcção e aos Estados Membros da SADC, para melhor acompanhamento da execução do projecto de partilha de Satélite.

Estas acções, propostas pelos ministros das TICs da SADC, em 2017, surgem em função da necessidade urgente da região responder aos desenvolvimentos na tecnologia de satélite, com vista a evitar o risco de não ser emplementado e por consequência ser economicamente marginalizado.

Tendo em consideração as resoluções tidas aquando do workshop de capacitação sobre as ferramentas de satélites da União Internacional de Telecomunicações (UIT), bem como as discussões sobre a Partilha de Satélite da SADC, em Janeiro de 2020, em Luanda, na qual Angola assumiu a liderança do Comité de Especialistas de Satélite da SADC e a África do Sul com a vice liderança do mesmo Comité, foi recomendado a criação deste Gabinete de Gestão de Projectos (PMO).

O PMO facilitará a partilha de recursos, metodologias e ferramentas. O seu trabalho será definir e manter os padrões para gestão das empreitadas dentro do Programa de Partilha de Satélite da SADC como por exemplo, identificação e análise de recursos orbitais, análise de interferência e assistência técnica na coordenação de frequências.

O PMO elaborará a documentação que vai oferecer orientação sobre a execução do plano de accão, e desenvolver as métricas sobre a prática da gestão do mesmo e sua execução. Portanto, irá monitorar e relatar ao mais alto nível o progresso das diferentes acções do projecto da SADC, de formas a promover a tomada de decisões estratégicas.

A equipa criada é composta por membros do Comité de Especialistas da SADC, uma equipa de acompanhamento do projecto (directores do GGPEN e INFRASAT) e técnicos executores do GGPEN e INACOM.

A China colocou em órbita nesta sexta-feira (6) o primeiro satélite com “tecnologia 6G” do mundo. Operado pela Universidade de Ciência Eletrônica e Tecnologia da China (UESTC), em Chengdu, na província de Sichuan, ele tem como principal objectivo sensoreamento remoto do solo, com foco em áreas como construção urbana, agricultura e monitoramento florestal, e foi lançado a bordo de um foguete Longa Marcha 6 junto com 10 satélites de monitoramento terrestre NuSat, operados pela empresa argentina Satellogic.

O satélite também testará comunicação em uma faixa de frequências que é considerada crucial para a próxima geração da tecnologia móvel, a 6G. Ele é equipado com um transmissor e receptor capaz de comunicação na faixa de frequência dos Terahertz, e servirá como uma plataforma de testes para aplicação da tecnologia no espaço. Esta faixa de frequências é cobiçada para a tecnologia 6G pois tem como vantagens uma abundância de espectro e alta taxa de transmissão.

Entretanto, comunicação na faixa dos Terahertz apresenta desafios como baixo alcance e a dificuldade de atravessar obstáculos, como construções. São os mesmos problemas que afligem as actuais redes 5G na faixa de frequências conhecida como "millimeter wave".

Segundo dados avançados pelo Olhar digital, empresas chinesas como Huawei e MediaTek já trabalham no desenvolvimento da tecnologia necessária para as redes 6G. A Samsung espera que ela começará a ser oferecida comercialmente em 2028 e chegará aos consumidores em larga escala em 2030, com velocidades de download de até 1.000 gigabits por segundo.

O secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Mário Oliveira, revelou esta quarta-feira, em Luanda, que o país já possui mais de 50 especialistas espaciais, entre formandos e outros em fase de "upgrade".

Mário Oliveira prestou esta informação à imprensa, durante as jornadas comemorativas dos 45 anos da independência nacional (11 de Novembro) e da Semana Mundial do Espaço, assinalada anualmente de 4 a 10 de Outubro, este ano sob o lema “Os satélites melhoram a vida das pessoas”.

Na ocasião, o secretário de Estado congratulou-se com a participação de crianças e jovens nas festividades alusivas à Semana Mundial do Espaço, o que no seu entender demonstra interesse na Ciência Espacial.

“Tudo isto a pensar no futuro de Angola, porque os satélites hoje em dia têm uma grande participação na vida de todos, desde a agricultura, ordenamento de território, defesa e protecção dos territórios, navegação aérea e marítima e nas telecomunicações”, disse.

Questionado sobre os profissionais que farão o manuseio do Angosat 2 quando estiver em órbita, o secretário de Estado fez saber que existem angolanos a acompanhar a construção do satélite, lembrando que o Centro de Missão Espacial da Funda está a ser gerido por técnicos nacionais.

“Em função daquilo que hoje o mundo vive, houve um desaceleramento de alguns trabalhos, mas o cronograma está a ser reajustado e em tempo oportuno será comunicada a data exacta do fim da construção e o lançamento do Angosat 2, que pode ser em 2022”, realçou.

No Centro de Acolhimento Mama Muxima, o secretário de Estado para as Telecomunicações de Tecnologias de Informação procedeu à inauguração da sala de informática, instalada pelo seu pelouro.

“Tem sido apanágio nosso quando montamos centros dessa natureza dar formação aos professores locais por forma a que o centro não fique dependente do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação”, acrescentou.

A Semana Mundial do Espaço foi oficialmente declarada pelas Nações Unidas como sendo, anualmente, de 4 a 10 de Outubro. É uma celebração internacional da contribuição da ciência e tecnologia espacial para o melhoramento da condição humana.

As datas que delimitam a Semana Mundial do Espaço comemoram acontecimentos marcantes da era espacial: no dia 4 de Outubro de 1957 foi lançado o Sputnik I, o primeiro satélite terrestre construído pelo homem. O Tratado de Exploração Pacífica do Espaço Exterior foi assinado pelos estados membros da ONU no dia 10 de Outubro de 1967.
Durante a Semana Mundial do Espaço, ocorrem em todo o mundo vários eventos e programas educacionais relacionados com o espaço. No ano passado, mais de 2.700 eventos em diferentes países celebraram os benefícios do espaço e o entusiasmo pela exploração espacial.

O Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), irá participar em uma videoconferência subordinada ao tema “Cunene, das Secas às Cheias: um Programa Científico Nacional”, a realizar-se, no dia 30 de Setembro de 2020, na plataforma digital ZOOM, com início às 10h e término às 13h (hora local).

De acordo a informação publicada no site oficial do GGPEN, a referida videoconferência que contará com o preletores de Angola, Cabo Verde, Moçambique e Portugal, será realizado pelo Grupo de Águas do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da UAN, em parceria com o Secretariado Permanente da Comissão Nacional de Angola para a UNESCO e o Centro da África Austral para Ciência e Serviços para Adaptação as Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos (SASSCAL).

Esta videoconferência é dirigida à comunidade científica, especialistas, profissionais, estudantes e a comunidade em geral com interesse nos tópicos apresentados e tem por objectivo apresentar e discutir resultados de investigação científica, assim como as novas linhas de investigação científica no domínio da gestão integrada dos recursos hídricos em zonas semiáridas e áridas do Sul de Angola.

O GGPEN será representado pelo dr. Gilberto Gomes, membro da equipa do Projecto Científico Internacional em desenvolvimento na instituição, com a parceria do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), dos Estados Unidos da América, Universidade de Tokyo no Japão e Universidade Internacional do Espaço na França, denominado “Angola Drougth Monitoring” que se traduz em Sistema de Exploração de Dados de Satélite para o Monitoramento de Secas.

Durante o evento serão apresentados os resultados dos projectos realizados por diferentes autores que se dedicam às temáticas relacionadas com os recursos hídricos, assim como as linhas de investigação científica no domínio da gestão integrada dos recursos hídricos, iniciadas pelo Grupo de Águas do DEI de Geologia e direccionadas para a região do Cunene e áreas transfronteiriças em que se enquadram as bacias hidrográficas do Cuvelai, do Cunene e Cubango (Okavango).

O referido projecto de pesquisa científica, visa adquirir os dados necessários para o monitoramento da seca e gestão das reservas hídricas no sul do país em particular e da África Austral no geral, através do uso de um sistema de mineração de dados por satélite.

O projecto de Sistema de Monitoramento de Secas por Satélite, é uma iniciativa do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) sob execução do GGPEN, para atender a carência das populações do Sul de Angola.

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