junho 19, 2021

Uma startup de jovens angolanos criou um identificador de Fake News baseado em Inteligência Artificial denominado "Nuxo", capaz de resolver um dos problemas que mais aflige a sociedade por via do avanço da internet e redes sociais.

Com este feito, o "Nuxo" torna-se na primeira solução baseada em inteligência artificial, desenvolvida em Angola e por angolanos e utiliza um algoritmo que permite identificar fake news com rapidez e precisão.

Residentes em Luanda, os jovens trabalham no projecto desde 2017, a olhar para um problema reconhecido e combatido por organizações internacionais, como é o caso das Nações Unidas, que tem programas de combate activo contra os impactos negativos, a nível global, causados por aquilo que se chama a "epidemia da desinformação" ou "Infodemia".

Representados pelo grupo Manifexto, uma das características mais surpreendentes do Nuxo é a sua grande capacidade de analisar notícias virtualmente em qualquer língua.

Disponibilidade por enquanto no Facebook

A solução pode ser utilizada por qualquer pessoa no mundo. Mas o Nuxo não oferece apenas inclusão linguística. Vai mais longe e garante inclusão digital, uma vez que está disponível no Facebook e pode ser utilizado sem gastar saldo de dados, com recurso ao Facebook Zero, uma iniciativa lançada pela rede social, em colaboração com fornecedores de internet móvel.

"Por causa do trabalho que temos vindo a desenvolver com o Manifexto, na luta contra as fake news, recebemos diariamente várias solicitações para identificar e informar se notícias específicas são ou não verdadeiras. O processo 'fact-checking' é muito demorado e consome muitos recursos humanos para pesquisar e investigar cada uma das solicitações. Por isso, e sabendo que muitas entidades passam pelas mesmas dificuldades, decidimos utilizar a tecnologia para facilitar o processo e consequentemente 'empoderar' a população", explica em nota de imprensa Zedilson de Almeida, director geral da Simpluz Tecnologias, empresa detentora do Manifexto.

"O Nuxo não vai resolver o problema das fake news. O combate tem de ser individual. As pessoas têm de ser informadas sobre os perigos das notícias falsas e aprender o que fazer e não fazer para que possam activamente contribuir para a redução da proliferação das fake news, sendo o Nuxo apenas uma ferramenta que ajudará no processo de identificação", acrescentou.

A equipa de jovens está a trabalhar para lançar o Nuxo noutras plataformas como WhatsApp, Telegram e Signal. Para quem utilize um computador, estão também ser desenvolvidas extensões para o Google Chrome e o Microsoft Edge.

Origem do nome da marca

Nuxo é o diminutivo de Manucho, um "nome de casa" bastante comum em Angola, geralmente dado ao filho mais velho, aquele que por natureza é o mais responsável, fiável, conciliador, protector e sempre disponível para os seus irmãos, em qualquer situação.
O Nuxo representa os mesmos valores, apresentando-se como o elemento em quem pode-se confiar e com o qual pode-se contar, para que, a qualquer momento, confirme se uma notícia é verdadeira ou falsa.

A tecnologia, por detrás do Nuxo, possibilita uma solução para qualquer pessoa, disponível 24 horas por dia, todos os dias do ano, em qualquer parte do mundo.

"O Nuxo foi inicialmente treinado com uma base de dados de mais 10 mil notícias, todas elas identificadas como verdadeiras ou falsas. Após analisar todas elas, o algoritmo consegue identificar um padrão, algo que o ser humano não consegue fazer", explica Zedilson de Almeida.

A startup angolana Deya assegurou a sua primeira ronda de financiamento pré-semente de mais de 50.000 mil dólares americanos (valor exacto não divulgado) junto a um grupo de investidores anjos.

A Deya é a primeira plataforma de crowdfunding (financiamento colectivo) em Angola e nos PALOP, lançada em 2017 tendo como missão ajudar a impulsionar o acesso ao financiamento para causas de impacto social e posteriormente projectos empreendedores, tornando-se o ponto de encontro rápido e seguro entre angariadores de fundos e financiadores/doadores.

Este investimento possibilitará à startup melhorar o desenvolvimento da sua plataforma nos próximos meses, para ser mais robusta e com melhor experiência para os utilizadores, bem como implementar o seu modelo de negócio, começando assim a gerar receita para impulsionar o seu crescimento.

“Estou muito entusiasmada com o sucesso desta ronda de financiamento, pois durou quase um ano até fecharmos as negociações com os investidores anjos desta ronda. Este financiamento pré-semente é importante porque vai permitir-nos desenvolver nova propriedade intelectual para a plataforma e expandir a oferta da Deya para que os seus utilizadores (individuos e organizações) possam tirar o maior valor possível, e assim possibilitar maior crescimento de forma exponencial da plataforma.” revela a co-fundadora da Bantu Makers e CEO da Deya, Vanda de Oliveira.

Desde o seu lançamento, já foram angariados através da Deya mais de 15 milhões de Kwanzas para projectos de impacto social. A startup, que neste momento opera nos modelos de doação e recompensa, já está também a desenhar a implementação do modelo de equity (capital), a ser lançado ainda neste ano, para permitir que negócios inovadores e PMEs possam levantar financiamento através desta modalidade de financiamento colectivo.

De acordo com um estudo do Banco Mundial (relatório de 2013), há oportunidade para que mais de 344 milhões de pessoas nos países emergentes possam participar no crowdfunding, e o continente africano tem um potencial de mercado de $2.5bn até 2025. “A beleza do crowdfunding é a possibilidade de individuos, empresas e organizações poderem angariar fundos sem a intermediação de bancos ou outras instituições tradicionais de financiamento e é neste potencial que estamos a trabalhar para tornar a plataforma de referência neste sector para África subsariana nos próximos cinco anos. Este financiamento é a primeira fase de fazer cumprir este objectivo” acrescentou a CEO Vanda de Oliveira.

Sobre a Deya

Fundada em 2017 pela startup studio Bantu Makers e Doriel Fonseca, a Deya é a primeira plataforma de crowdfunding angolana e nos PALOP, e tem como a missão ajudar a impulsionar o acesso ao financiamento para causas de impacto social e brevemente projectos empreendedores, sendo o ponto de encontro rápido e seguro entre angariadores de fundos e financiadores/doadores.
A plataforma remove as barreiras físicas tradicionalmente associadas ao recebimento de apoio financeiro para causas de impacto social e ajuda também a empoderar os filantropos modernos a causar impacto, facilitando a doação e conexão com causas que importam.

Sobre Crowdfunding
Crowdfunding (financiamento colectivo ou colaborativo), uma subcategoria de fintech (financeiras tecnológicas), que consiste em financiar projectos e causas, angariando pequenas quantias de dinheiro através de uma grande quantidade de pessoas, por intermédio de campanhas em plataformas online de crowdfunding.

O crowdfunding ajudou a democratizar o acesso ao financiamento tornando-se uma opção de financiamento popular para startups e causas sociais, e hoje também para PMEs e é considerado como parte integrante do financiamento de capital de risco.

O Ministério das Finanças, fez saber, por meio de um comunicado, que a plataforma tecnológica de apoio às suas actividades com acesso aos e-mails e pastas partilhadas foi alvo de um ataque cibernético na passada quinta-feira (18), com origem e motivações não identificadas.

Não obstante a situação, os sistemas de arrecadação de receitas (SIGT, ASYCUDA, Portal de Serviços, Portal do Munícipe, Portal do Contribuinte e Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado – SIGFE) bem como os portais institucionais encontram-se em pleno funcionamento.

De acordo com o comunicado que o Portal de T.I teve acesso, o Serviço de Tecnologias de Informação e Comunicação das Finanças Públicas (SETIC- FP) está a identificar o alcance da perturbação e os potenciais constrangimentos causados nos postos de trabalho do Ministério das Finanças e organismos tutelados, principalmente o programa de desmaterialização da correspondência interna e externa.

"As equipas do SETIC estão desde então ininterruptamente engajadas na solução e normalização do sistema de e-mails e da pasta de documentos partilhados, mitigando assim os impactos de tal situação na produtividade dos funcionários das Finanças Públicas", lê-se no comunicado.

O Ministério das Finanças aproveita a ocasião para tranquilizar os cidadãos nacionais e comunidade financeira internacional quanto ao firme engajamento nos compromissos financeiros do Estado angolano, num contexto macroeconómico de consolidação orçamental.

Uma equipa de jovens de várias universidades do país denominado por FACUL, apresentaram a 10 de Fevereiro, no Hotel Epic Sana, em Luanda, o "Centro Académico Digital", especializado no ensino à distância, com o objectivo de facilitar os processos e meios de ensino aos jovens com poucas condições financeiras.

Com ferramentas e serviços de fácil aprendizado, a FACUL entra para revolucionar o ensino nacional por meios tecnológicos e ajudar o Estado na busca de soluções aos diversos problemas anteriormente existentes, como exemplo, a interrupção do ano lectivo 2020 originado pela covid-19.

"Isto tem sido alvo de estudos já há cinco anos, fruto dos dilemas que os estudantes têm demonstrado nas salas de aula, e nós olhávamos de forma atenta, no entanto, fomos mapeando essas dificuldades dos estudantes e estamos agora a trazer as soluções dentro desta plataforma", disse o mentor do projecto Vanceslau Pascoal, no momento de apresentação à comunicação social.

"Além dos conteúdos apresentados, a plataforma também vem dar suporte aos estudantes com dificuldades no cumprimento das actividades académicas, por conta do financiamento das propinas", confirmou Vanceslau Pascoal, que junto da sua equipa, olharam as várias dificuldades de estudantes aplicados, mas, no entanto, não tinham uma possibilidade de terminar a formação por conta de propinas.

"Este foi um dos motivos que nos fez estudar e olhar para os critérios de como resolver essa situação, porque a plataforma é eminentemente para o apoio social, portanto, vem sim no âmbito dos problemas que os estudantes vão apresentando", frisou.

Para Jonas Callenge, co-mentor do projecto, a plataforma é uma ferramenta de suporte para os estudantes universitários das mais variadas vertentes, principalmente nesta fase em que o ano curricular está condicionado por conta da pandemia e associa a questão da necessidade da tecnologia dentro de todos os níveis do ensino.

"Vamos encontrar a oportunidade para garantir que os estudantes consigam ter acesso ao conhecimento de qualidade numa plataforma tecnológica, porque todos estamos ligados à tecnologia. Nesta fase piloto, vamos começar só com o ensino universitário, temos as fases subsequentes que, em função da demanda e respostas que vamos tendo no âmbito da plataforma, vamos melhorando até podermos atingir os outros segmentos de ensino", realçou o integrante da FACUL, que já disponibilizou o website- https://facul.ao, para cadastramento de estudantes e a seguir a obtenção da compra do curso.

Neste momento, apenas o curso universitário de Direito está disponível na plataforma, divididos em quatros anos de formação. Já os demais cursos que estão na ordem do plano serão apresentados em breve.

A Organização Não Governamental (ONG) Development Workshop (DW) disponibilizou ontem, quarta-feira (10), em Luanda, uma plataforma virtual de interacção denominada “Mumala”, direccionada principalmente para estudantes universitários.

A plataforma lançada por videoconferência, foi criada no quadro do Programa de Estágio Profissional e foi desenvolvida pela ONG DW, com o financiamento da petrolífera BP Angola e seus parceiros do Bloco 31.

Os objectivos principais da plataforma são a capacitação para o auto-emprego e preparação para o mercado de trabalho.

Usando o modelo “Innovation Hub” (plataforma ou centro de inovação, em português), a “Mumala” vai funcionar como um sistema de gestão e permitirá que estagiários da DW, tenham acesso aos seguintes serviços:

  • Informações sobre o Programa de Estágio Profissional e Comunitário;
  • Serviço de Mentoria e Coaching Profissional aos estagiários admitidos ao programa;
  • Serviço de Apoio as Iniciativas de Auto-emprego para os projectos dos jovens criativos e admitidos ao programa;
  • Formação e capacitação.

Na ocasião, o secretário de Estado para a Juventude, Fernando Francisco João, considerou a iniciativa importante porque vai contribuir para valorizar ainda mais os projectos criativos dos jovens angolanos, e espera que a plataforma ajude na inserção dos jovens na vida económica e social das comunidades e que a mesma seja sustentável e encontre o apoio de toda a sociedade.
Para o coordenador do Projecto de Estágio Profissional e Comunitário, João Domingos, o “Mumala” vai gerar conteúdo e divulgação de experiências profissionais.

Os estágios da DW abrem uma vez por ano. São feitas a candidaturas e a selecção é feita mediante aprovação.

A área de formação e a idade são alguns dos requisitos para participar do estágio.

O Programa do Estagio Profissional e Comunitário da DW já formou mais de dois mil jovens desde a sua implementação em 2001.
Para saber mais sobre a “Mumala”, clique aqui.

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