junho 19, 2021

O Vaticano instituiu um órgão interno que terá como foco estudar o uso da Inteligência Artificial, após um pedido do responsável da academia científica daquele estado religioso, Vincenzo Paglia, que viu esta semana a sua proposta ser aceite pelo papa Francisco.

A fundação para a Inteligência Artificial ficará sob o controlo da Academia liderada por Paglia, que após a revelação da notícia, conversou com a principal agência italiana de notícias, ANSA, informando que a ideia de criar o órgão veio após a carta firmada em Fevereiro de 2020, chamada de "Rome Call for AI Ethics", que visa ter uma "aproximação ética" sobre o uso da tecnologia.

O texto foi assinado na época pelo presidente da Microsoft, Brad Smith, pelo vice-presidente da IBM, John Kelly III, pelo director-geral da agência da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), Qu Dongyu, e pela representante do governo italiano, a então ministra para Inovação e Tecnologia, Paola Pisano.

"A sua função será difundir essa carta por todo o mundo porque acreditamos que, perante a invasão dessa dimensão na vida de todos, seja importante reafirmar as perspectivas éticas, educativas e também jurídicas para a inteligência artificial. No momento da elaboração e da assinatura da 'Call', criamos o termo 'algorEtica' porque também os algoritmos têm necessidade de uma dimensão moral", apontou Paglia, que deseja promover um evento sobre o assunto, que provavelmente será realizado em Outubro em Dubai.

"Precisamos evitar uma ditadura dessas novas tecnologias e que quem possui o 'big data' faça o que bem quiser. E não queremos que o desenvolvimento tecnológico saia da perspectiva humana", acrescentou ainda o religioso.

A Oracle Corporation, empresa multinacional de tecnologia norte-americana, conduziu recentemente uma pesquisa, onde apurou para breve, o uso massivo da combinação de inteligência artificial e finanças.

A Oracle conduziu a referida pesquisa global, com 9.000 consumidores e líderes de negócios em 14 países em 2020, para entender melhor o efeito do coronavírus na ansiedade financeira das pessoas e na confiança em ferramentas financeiras automatizadas.

Desta pesquisa, resultou o relatório denominado “Money and Machine 2021”, que revelou ter atingido um ponto de inflexão, alimentado em parte pela pandemia, onde as pessoas agora preferem robôs do que humanos para lidar com suas finanças.

Das pessoas singulares entrevistadas, 70% disseram que confiariam em um robô para gerir as suas finanças mais do que em um humano, enquanto que 79% dos líderes de negócios disseram que também confiariam em um robô para gerir as suas finanças mais do que eles próprios. O aumento da confiança nos robôs, é um crédito da inteligência artificial, aprendizado de máquina, internet das coisas e blockchain, de acordo com o relatório.

94% dos líderes de negócios entrevistados acreditam que os robôs impulsionarão o trabalho de suas equipas financeiras. E as ferramentas disponíveis foram consideradas mais bem-sucedidas na detecção de fraude (41%), faturamento (33%) e realização de análise de custo-benefício.

O líder de Aplicativos de Negócios do Programa de Contas Estratégicas da Oracle, Swami Natarajan, revelou que, os avanços na inteligência artificial e no aprendizado de máquina aumentaram gradualmente a confiança nas ferramentas de software robótico nos últimos anos.

Por: Celso Malavoloneke

 

Já perdi a conta das vezes que fui abordado por mães de pessoas com albinismo procurando saber como corrigir as deficiências visuais que nos acometem desde pequeninos. A minha resposta é sempre que levem as crianças ao oftalmologista o mais cedo possível, tão logo comecem a sentar-se e a gatinhar. Elas dizem-me que os médicos não aceitam atender crianças que não ainda falam, pois não se conseguem comunicar com elas para realizar uma consulta eficaz. 

A princípio admirou-me. Nós, crianças com deficiências visuais – não só com albinismo –  que nascemos nas décadas de 60, 70 ou mesmo 80 do século passado, fizemos as nossas consultas de vista não antes dos 10 anos. No meu caso, fiz todo o meu ensino primário, secundário e médio apenas com óculos escuros sem graduação. Mas isso acontecia porque éramos pobres e nas províncias onde vivíamos não havia condições médicas para oftalmologia pediátrica (consulta de vista para crianças). Nunca me tinha apercebido que, para além disso, há também o problema de os próprios médicos não o poderem fazer a bebés que ainda não falam e que esta questão persiste hoje nas nossas unidades sanitárias, em pleno século XXI. De repente, dei-me conta que temos aí mais um factor de discriminação e exclusão das crianças, sobretudo as que têm albinismo, e com propensão a deficiências na visão como miopia (baixa visão), nistagmo (tremores horizontais da pupila), fotofobia (encandeamento) e outros. 

Inconformado, decidi pesquisar sobre o assunto. Porque não acreditava que numa época em que já se experimenta a prótese de pupila para recuperar a cegueira, a ciência médica não tivesse avançado no desenvolvimento de técnicas de prática de oftalmologia em bebés. Até porque, quanto mais cedo a vista for tratada, menos danificada ela fica. E de facto descobri que é possível sim tratar a baixa visão em bebés. A Organização Mundial da Saúde estima que, em todo o mundo, 19 milhões de crianças são deficientes visuais. Se detectado no início, até 80% dos casos são facilmente tratáveis. Nos países em desenvolvimento, 60% das crianças que ficam cegas morrem no espaço de um ano. Mas em muitos lugares, os oftalmologistas pediátricos são escassos. A pensar nisto, uma médica espanhola, em trabalho conjunto com a Huawei, desenvolveu uma tecnologia que torna mais simples o diagnóstico de problemas oculares em crianças pequenas: a TrackAI. 

Tradicionalmente, os médicos diagnosticam doenças de visão em crianças pequenas, movendo um dedo ou um objecto em frente dos olhos e observando a reacção.  Por seu lado, TrackAI consiste em inteligência artificial que analisa o olhar das crianças enquanto assistem a estímulos visuais em dispositivos. Os resultados precisam ser verificados por um oftalmologista, mas a tecnologia simplifica significativamente o teste em crianças pequenas, especialmente nos bebés que não conseguem falar ou ficar quietos. Esta tecnologia foi criada por meio de uma parceria entre a DIVE - uma startup fundada pela Drª. Victoria Pueyo, oftalmologista pediátrica em Zaragoza, Espanha – e o instituto médico IIS Aragon, em conjunto com a gigante de tecnologia Huawei. 

Os algoritmos estão ​​ainda a ser treinados para a recolha dos dados do movimento dos olhos de crianças com deficiência visual. Mas prometem salvar a visão de milhões de pessoas mesmo antes de falarem. Esta tecnologia é de uso tão simples que pode ser adaptada ao telefone celular e as mães comuns podem usá-la facilmente para verificar e monitorizar a saúde da visão dos seus bebés pequenos. 

Esta acaba por ser mais uma das vantagens que Angola pode alcançar com o investimento urgente na capacidade de conectividade em todo o território nacional. Médicos oftalmologistas podem ser treinados no uso desta tecnologia e realizar consultas de alta qualidade a crianças com problemas visuais em qualquer parte do país. Isso responde também a quem se pergunta se o investimento na conectividade deve ser feito antes da produção de alimentos, saúde, educação, estradas e demais infra-estruturas básicas. A conectividade, hoje por hoje, é a avenida por onde passa e fica facilitado o desenvolvimento nestes e em todos os domínios da vida das pessoas.

 

Uma dupla de especialistas angolanos de tecnologia, afiliados à Angola Cables, nomeadamente Júlio Chilela e Lírio Ramalheira, desenvolveram uma aplicação, baptizada por Symbio x Vision, capaz de analisar chapas de raio-x e tomografias a fim de acelerar o diagnóstico da covid-19 e outras doenças pulmonares. A sua apresentação ao público está prevista para Abril deste ano.

O sistema recebeu contribuições do Instituto Respira Brasil e está sob avaliação de um comité de ética do Centro Universitário Christus, do estado de Fortaleza, com a orientação de Ingrid Nogueira, que é pesquisadora e orientadora brasileira do mestrado profissional em "tecnologia minimamente invasiva e de simulação" na área da saúde, sem esquecer a participação do Colégio Nacional Angolano de Radiologia.

Um dos desafios ao criar a ferramenta, foi levantar imagens para treinar a Inteligência Artificial e conseguir que esta reconheça a doença em pacientes de Angola e do Brasil. Isso porque o biotipo humano difere de país para país, com diferenças corporais que podem afectar a interpretação automatizada das imagens.

A Inteligência Artificial inserida nesta ferramenta, vai analisar raios-x e tomografias a fim de dizer se as imagens são de pulmões limpos ou afectados pelo novo coronavírus.

Os dois cientistas de dados treinaram o software com mais de 600 imagens contendo pulmões saudáveis e pulmões acometidos por covid-19 e outras doenças. Hoje, a ferramenta é capaz de dizer com 85% de precisão se há vírus no pulmão.

 

Fonte: Tele Síntese

A Inteligência Artificial (I.A) será introduzida como uma disciplina contemporânea no currículo escolar indiano, norma esta, que foi decretada pelo ministro da União para a Educação da Índia, Ramesh Pokhriyal, em declaração escrita no parlamento daquele país (Lok Sabha), sob o auxilio da política indiana nacional de educação (NEP), tudo num plano projectado para década de 2020.

Sob a supervisão do conselho indiano de pesquisa e treinamento educacional (NCERT), este processo já deu o seu pontapé de saída, mas em modo preparatório e numa primeira fase, será explorada a introdução de um novo curso de inteligência artificial para o ensino secundário daquele país asiático.

De realçar que no ano lectivo 2019/2020, o conselho central indiano de educação secundária (CBSE), havia adoptado a I.A como uma disciplina individual para o 9º ano e mais tarde para o 11º ano para 2020/2021 em todas as suas instituições.

De acordo com os especialistas da matéria, essa tecnologia pode ajudar a impulsionar a eficiência, personalização e agilizar as tarefas administrativas para dar aos professores tempo e liberdade para melhor adaptabilidade.

Uma adaptação que pode beneficiar os estudantes ao combinar os melhores atributos de máquinas e professores, o objectivo da I.A é fazer com que tudo funcione perfeitamente para os melhores resultados que irão beneficiar os alunos.

Todas as instituições aprovadas pelo AICTE, que é o Conselho de Educação Técnica da Índia, já tinham sugerido a inclusão da I.A como matéria eletiva nos cursos de Bacharel em Tecnologia com foco em inteligência artificial e ciência de dados.

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