junho 19, 2021

Na última quinta-feira (10), Michael Saylor, CEO da empresa de business intelligence, MicroStrategy, anunciou o site Bitcoin Mining Council (BMC), conselho recém-criado para discutir a mineração e o uso de energia da criptomoeda mais negociada do mundo. Mas para a surpresa de todos, o bilionário e apoiador das moedas digitais, Elon Musk, não fará parte do grupo.

Apesar do dono da Tesla e da SpaceX defender o bitcoin por muito tempo, a relação entre o empresário e a criptomoeda não está das melhores.

Semanas depois de declarar que o Bitcoin é um agente destruidor do meio ambiente e retirar as suas empresas no sistema de pagamento da criptomoeda, Elon Musk reuniu com um grupo de mineradores de bitcoin, nos Estados Unidos, para discutir possíveis soluções que minimizassem os danos do uso do activo ao planeta.

Michael Saylor foi responsável desta reunião que culminou na criação do Bitcoin Mining Council, para promover a transparência no uso de energia e acelerar iniciativas de sustentabilidade em todo o mundo. Musk chegou a tuitar sobre o encontro e disse que a reunião foi “potencialmente promissora”.

Dado o envolvimento do empresário com as criptomoedas, esperava-se que integrasse o conselho de mineração do bitcoin, mas ficou de fora.

No próprio site do BMC, há uma pergunta se "Elon Musk está envolvido com o BMC? Qual é o seu papel?”. No entanto, a resposta é curta e objectiva: “Elon Musk não tem função no BMC. A extensão do seu envolvimento foi juntar-se a uma chamada educacional com um grupo de empresas norte-americanas para discutir a mineração de Bitcoin”, afirma a página.

O conselho do BMC terá liderança de Saylor, já que a ideia de fundação do grupo partiu do próprio CEO da MicroStrategy. Além disso, diferentemente de Elon Musk, Michael Saylor planeia manter mais de 100 mil bitcoins e tem sido um exímio defensor do activo em suas redes sociais.

O Administrador do Banco Nacional de Angola, Pedro Castro e Silva, foi o responsável pela abertura da Conferência Criptomoedas - Angola, realizada pelo Portal de T.I e o Grupo Media Nova nesta quarta-feira(09), no auditório do Arquivo Nacional de Angola, onde debateu-se sobre a estratégia e visão de futuro das criptomoedas, que começam a ganhar espaço e interesse, abrindo horizontes para boas perspectivas e futuros investidores.

Segundo a confirmação do administrador do BNA diante da imprensa, a sua instituição nunca proibiu angolanos a investirem em criptomoedas, mas tem alertado sobre as consequências, caso for uma operação mal sucedida.

O administrador referiu que em seus comunicados, o BNA têm apontado para as perdas que podem acontecer às pessoas que trasancionam moedas que não são emitidas pelo Banco Nacional de Angola. Mas revela que o objectivo é comum: promover a inclusão financeira, tendo informado que o grupo sabe do processo de transição do físico para o digital.

"Estamos a fazer um estudo que permitirá entender o que seria a implementação de uma moeda digital emitida pelo banco central aqui na nossa economia. Estamos numa fase preliminar, ainda não sabemos se vai ou não acontecer e quando acontecerá", assegurou.

Pedro Castro e Silva ainda acrescentou que o objectivo dos bancos centrais a nível mundial é encontrar formas de acelerar os sistemas financeiros para que, todas as pessoas tenham acesso.

"O objectivo disto é acelerar a nossa economia, mas para isto, há o risco de ataques cibernéticos, sobretudo referente às criptomoedas que até agora parecem ser uma tecnologia segura. Mas também existem os riscos financeiros como é o caso que passou na oscilação dos preços da bitcoin, o que também acontece aos activos financeiros", afirmou o gestor, que durante o dia prestigiou vários especialistas a abordarem questões sobre a realidade das moedas digitais no contexto actual e futuro para a economia angolana.

As declarações foram feitas na passada sexta-feira(04), pelo CEO da Paxful, Ray Youssef, onde afirmou que todos os olhos devem estar voltados para a África agora.

“Todos deveriam estar de olho na África agora”, disse Ray Youssef, CEO da plataforma de empréstimos ponto a ponto Paxful durante o programa First Mover da CoinDesk TV".

Youssef disse que o número de transacções no Paxful em África, combinado com as pesquisas do Google principalmente na Nigéria, reflecte o “tremendo impulso” em torno da adoção da criptomoeda.
 
Youssef referiu que este processo é apenas o prenúncio do que está por vir. "Estamos apenas a começar a ver do que a África é capaz".

Youssef acrescentou que, além de mercados líderes como a Nigéria, novos mercados estão “explodindo” todos os dias e espera que Camarões e Etiópia sejam fortes concorrentes para os mercados emergentes de criptomoedas nos próximos anos. 

Por esse facto, a Paxful espera ver um crescimento de 120% nos usuários e 142% nos volumes de negociação este ano, com base nas projecções lineares de 2020. A empresa também espera ver um crescimento de 72% nos usuários e 84% nos volumes de negociação em Gana. 

A maior empresa de e-commerce do mundo informou na semana passada por meio de um anúncio, que está a preparar um projecto de moedas digitais que chegará, a princípio ao México.

A Amazon abriu vagas na plataforma de empregos - Amazon Jobs, com descrições que mostram a intenção do projecto.

A iniciativa vem da área denominada Divisão de Pagamentos Digitais e Emergentes e a moeda digital da empresa.

“Estamos a procura de um líder para nos ajudar a lançar um novo produto de pagamentos, com o México como nosso país de lançamento inicial”, lê-se no anúncio.

A Amazon é a maior empresa de comércio eletrônico do mundo, com valor de mercado de mais de 2 trilhões de dólares. Nos últimos 12 meses, as acções da companhia saltaram de 2,9 mil dólares para 3,2 mil dólares, impulsionadas pelo aumento de vendas online durante a pandemia do novo coronavírus. A companhia não seria a primeira entre as grandes empresas de tecnologia a criar ou liderar um projecto envolvendo criptomoedas. O Facebook por exemplo, apoia a Diem, uma criptomoeda inicialmente lançada com o nome de Libra. O activo digital poderá ser usado pela empresa em suas redes sociais que, cada vez mais, têm o e-commerce como fonte de receita para usuários e para a própria empresa.

Com a moeda digital, a Amazon teria controlo sobre canais de venda (site, app e Alexa), distribuição e entregas de produtos, e pagamentos, fechando o ciclo completo de um e-commerce.

Antonio Gracias, um membro independente do conselho da fabricante de carros fundada por Elon Musk, faz parte do comitê de auditoria que assinou a nova politica de investimentos da Tesla. Noticiou o The Telegraph.

Gracias, que é fundador da empresa de investimentos Valor Equity Partners, também investiu em duas empresas envolvidas com tecnologia blockchain e criptomoedas, ele também é director nas empresas que investiu.

Uma delas é a BitGo, empresa localizada no Vale do Silício que oferece soluções de armazenamento de bitcoin para instituições e a outra é ErisX, uma exchange para investidores institucionais.

Gracias é um aliado de longa data do CEO da Tesla, Elon Musk. Gracias investiu na empresa em 2005 e faz parte do conselho desde 2007, e também faz parte do conselho da SpaceX.

Na passada segunda-feira (8), o preço do bitcoin teve uma alta de 15% após o anúncio do investimento da Tesla na criptomoeda, com isso, o investimento tem gerado discussões sobre um possível conflito de interesses.

A Tesla não revelou se Antonio Gracias participou da votação para aprovar a nova política de investimentos que permitiu a empresa alocar parte do seu capital em bitcoin.

Falando sobre o assunto, o professor de administração da Columbia Business School declarou que, se ficar constatado o conflito de interesses ou apenas parecer isso, será melhor a empresa afastar-se de Antonio Gracias. 

“A coisa certa a fazer seria pedir a assessoria de um advogado. Não sabemos se ele fez isso ou não. Temos que descobrir se ele está agindo de boa fé ou não. É na falta de transparência que você encontra as pessoas que começam a questionar sua ética.”, disse Bill Klepper ao The Telegraph.

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