abril 11, 2021

Um recente estudo desenvolvido por acadêmicos da Universidade Chinesa de Ciências, Universidade Tsinghua, Universidade Cornell e da Universidade de Surrey, apurou que o grande número de mineradores na China, poderá comprometer os esforços globais de sustentabilidade ambiental.

De acordo com o referido estudo, publicado na revista "Nature Communications", as chamadas minas de bitcoins irão gerar mais de 130 milhões de toneladas de emissões para a atmosfera até 2024, o equivalente às emissões do Qatar e da República Checa juntas.

Para fazer funcionar as criptomoedas, elas dependem de uma tecnologia denominada "blockchain", que consiste numa base de dados partilhada de transações, com entradas que devem ser confirmadas e encriptadas. Esta rede de mineração é gerada por "mineiros ou mineradores" que utilizam computadores poderosos para verificarem as transações e que consomem grandes quantidades de eletricidade. E a China, é responsável por mais de 75% da produção mundial de criptomoedas. Desses, 40% são movidos a carvão, enquanto os restantes são alimentados com energias renováveis, indica o estudo.

Os pesquisadores alertaram que, sem as intervenções apropriadas e políticas viáveis, a operação intensiva de bitcoin blockchain na China poderá crescer rapidamente como uma ameaça que poderia minar o esforço em reduzir as emissões de carbono até 2030 e atingir a neutralidade até 2060.

O estudo revelou ainda que esta intensidade deve-se ao facto de algumas áreas rurais da China serem populares entre os mineradores de bitcoin, principalmente devido aos preços mais baratos da eletricidade e aos terrenos não desenvolvidos para abrigar os servidores.

“Agora você pode comprar um Tesla com Bitcoin”. O CEO da Tesla, Elon Musk não pára de surpreender o mundo pelas suas decisões inovadoras e agregadoras, que passam sempre pela inclusão digital, fazendo com que muitas vezes especialistas mostrem um certo cepticismo sobre o funcionamneto ou não destas decisões.

Desta forma, Musk cumpriu hoje(24) a promessa feita no mês passado aquando da compra de 1,5 mil milhões de dólares em bitcoins, usando como sempre os seus curtos e famosos tweets que chegam até a movimentar as principais bolsas de valores do mundo.

Como era de se esperar, o Bitcoin, a mais conhecida moeda digital do mundo, depois de algumas horas, ja apresentou um crescimento de mais de 4%, estando agora cotado na ordem dos 56.568 dólares(até antes do fecho desta edição), demostrando claramente que dentro de dias ou mesmo horas, veremos percentuais de crescimento ainda maiores.

Ao contrário das outras gigantes tecnológicas, como AT&T e Microsoft, que permitem que os clientes paguem com Bitcoin e posteriormente convertem a criptomoeda em dólares, Musk disse que o Bitcoin pago à Tesla não seria convertido em dinheiro convencional, porém deu poucos detalhes sobre como os pagamentos com a moeda virtual seriam processados, tendo referido apenas que a empresa está usar "software interno e de código aberto" nos seus processos

Uma página de suporte no site da Tesla explica como os clientes podem pagar por um Tesla usando a moeda digital. “Para clientes que se encontram fora dos Estados Unidos, poderão comprar um Tesla com bitcoin ainda este ano”, disse Musk, sem especificar quais países.

Iniciativas como estas, poderão ser seguidas nos próximos tempos, fazendo com que a criptomoeda ganhe mais espaços nas principais economias. Vale lembrar que Musk é um sério crítico do uso dinheiro convencional, devido as suas políticas centralizadas.

A maior empresa de e-commerce do mundo informou na semana passada por meio de um anúncio, que está a preparar um projecto de moedas digitais que chegará, a princípio ao México.

A Amazon abriu vagas na plataforma de empregos - Amazon Jobs, com descrições que mostram a intenção do projecto.

A iniciativa vem da área denominada Divisão de Pagamentos Digitais e Emergentes e a moeda digital da empresa.

“Estamos a procura de um líder para nos ajudar a lançar um novo produto de pagamentos, com o México como nosso país de lançamento inicial”, lê-se no anúncio.

A Amazon é a maior empresa de comércio eletrônico do mundo, com valor de mercado de mais de 2 trilhões de dólares. Nos últimos 12 meses, as acções da companhia saltaram de 2,9 mil dólares para 3,2 mil dólares, impulsionadas pelo aumento de vendas online durante a pandemia do novo coronavírus. A companhia não seria a primeira entre as grandes empresas de tecnologia a criar ou liderar um projecto envolvendo criptomoedas. O Facebook por exemplo, apoia a Diem, uma criptomoeda inicialmente lançada com o nome de Libra. O activo digital poderá ser usado pela empresa em suas redes sociais que, cada vez mais, têm o e-commerce como fonte de receita para usuários e para a própria empresa.

Com a moeda digital, a Amazon teria controlo sobre canais de venda (site, app e Alexa), distribuição e entregas de produtos, e pagamentos, fechando o ciclo completo de um e-commerce.

Antonio Gracias, um membro independente do conselho da fabricante de carros fundada por Elon Musk, faz parte do comitê de auditoria que assinou a nova politica de investimentos da Tesla. Noticiou o The Telegraph.

Gracias, que é fundador da empresa de investimentos Valor Equity Partners, também investiu em duas empresas envolvidas com tecnologia blockchain e criptomoedas, ele também é director nas empresas que investiu.

Uma delas é a BitGo, empresa localizada no Vale do Silício que oferece soluções de armazenamento de bitcoin para instituições e a outra é ErisX, uma exchange para investidores institucionais.

Gracias é um aliado de longa data do CEO da Tesla, Elon Musk. Gracias investiu na empresa em 2005 e faz parte do conselho desde 2007, e também faz parte do conselho da SpaceX.

Na passada segunda-feira (8), o preço do bitcoin teve uma alta de 15% após o anúncio do investimento da Tesla na criptomoeda, com isso, o investimento tem gerado discussões sobre um possível conflito de interesses.

A Tesla não revelou se Antonio Gracias participou da votação para aprovar a nova política de investimentos que permitiu a empresa alocar parte do seu capital em bitcoin.

Falando sobre o assunto, o professor de administração da Columbia Business School declarou que, se ficar constatado o conflito de interesses ou apenas parecer isso, será melhor a empresa afastar-se de Antonio Gracias. 

“A coisa certa a fazer seria pedir a assessoria de um advogado. Não sabemos se ele fez isso ou não. Temos que descobrir se ele está agindo de boa fé ou não. É na falta de transparência que você encontra as pessoas que começam a questionar sua ética.”, disse Bill Klepper ao The Telegraph.

A Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA, poderá investigar o bilionário sul-africano Elon Musk pela sua recente compra de 1,5 bilhão de dólares em Bitcoin para a Tesla, de acordo com alguns especialistas jurídicos associados a estatal americana de pesquisa.

A equipa de gestão da Tesla mostrou satisfação nas redes sociais pelo investimento do seu fundador, na perspectiva de que virá posicionar a criptomoeda como forma de pagamento num futuro próximo, cujas populações terão de se adaptar a esta mudança.

"Não foi divulgado quando a Tesla fez este investimento. Em Dezembro, Musk disse que a empresa poderia comprar Bitcoin, e isso foi seguido de muitas declarações suas dizendo que apoiava a criptomoeda. Então, o Bitcoin continuou a crescer e o investimento da Tesla valorizou-se. Bom, a SEC analisará tudo isso", explicou em tweet Vitor Constâncio, antigo vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).

Paira a dúvida se Elon Musk manipulou o mercado

Várias pessoas acreditam que Musk manipulou o preço do Bitcoin para comprar moedas baratas. Entre aqueles que acreditam que a SEC deve se preocupar e investigar rigorosamente o dono da Tesla é o professor norte-americano, Nouriel Roubini da NYU Stern School, também apelidado por "Dr. Doom", que sempre foi um céptico quanto ao Bitcoin.

Mas alguns acreditam que a SEC não encontrará indícios para acusar Musk de fraude. Thomas Gorman, sócio do escritório de advocacia internacional Dorsey Whitney e ex-conselheiro sénior da SEC, está entre os nomes que acredita ser uma perda de tempo, pois os comentários de

Musk nas redes sociais refletem apenas as suas crenças pessoais.

Não é de hoje haver problemas entre a SEC e Elon Musk. De lembrar que no ano de 2018, o regulador de valores mobiliários acusou o CEO da Tesla de fraude de valores mobiliários relacionada a um tweet sobre a sua empresa de carros eléctricos.

Musk e Tesla chegaram a um acordo com a SEC e pagaram uma multa de 40 milhões de dólares. Mas seis meses depois, a SEC acusou novamente Musk por um tweet diferente que a agência alegou ter violado o acordo anterior.

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