janeiro 24, 2021

O New York Times, anunciou recentemente que, dos 18,5 milhões de bitcoins existentes em circulação, cerca de 20 por cento (avaliadas em 140 mil milhões de dólares) estão em carteiras perdidas ou inacessíveis de alguma forma.

De acordo com os dados da empresa Chainalysis, onde os serviços de recuperação como os da Wallet Recovery Services, têm registado um aumento de pedidos dos clientes neste sentido, já que a criptomoeda tem batido sucessivos recordes de novo valor máximo por unidade.

Da lista de clientes que poderão perder fortunas, consta o programador alemão Stefan Thomas, residente em São Francisco, nos EUA, que tem passado noites de insónia a tentar lembrar-se da palavra-chave da sua conta Bitcoin com mais de 7000 unidades da criptomoeda, que convertidos em euros rondam cerca de 200 milhões. O referido programador já falhou oito tentaivas, restando-lhe apenas duas hipóteses para conseguir desbloquear o acesso.

O limite de dez tentativas é imposto pela IronKey, hardware que contém as chaves privadas para a carteira digital de Thomas e que cifra, de forma irreversível em teoria, os dados da unidade de armazenamento.

Um outro usuário que também poderá perder a sua fortuna, segundo o New York Times, é Brad Yasar que terá passado centenas de horas a tentar reentrar nestas carteiras, apontando que o executivo começou nos primórdios do Bitcoin a minerar a divisa digital e estima ter centenas de milhões de dólares neste tipo de moeda. Agora, os discos rígidos que as contêm estão arrumados em sacos selados a vácuo e fora da vista.

Dificuldades do género, devem-se à própria estrutura central do Bitcoin, idealizada por Satoshi Nakamoto, que pretende dar a qualquer utilizador a possibilidade de abrir uma ‘conta bancária’ online e guardar o seu dinheiro, sem que qualquer governo ou banco possa regular ou controlar.

Já o empresário Diogo Monica, responsável pelo lançamento da startup Anchorage em 2017 para ajudar os investidores a gerir as suas carteiras virtuais, explica que mesmo “investidores sofisticados têm sido completamente incapazes de fazer qualquer gestão de chaves privadas”.

No caso do programador alemão Stefan Thomas, recebeu as seus Bitcoins em 2011 como pagamento por ter criado uma animação chamada “What is Bitcoin?” e acabou por perder as chaves digitais nesse mesmo ano. Thomas arrepende-se agora de ter pensado sequer em ser o seu próprio banco e não ter uma instituição que possa recorrer para recuperar o acesso ao valor correspondente em dinheiro

O Bitcoin é gerido por uma rede de computadores que seguem uma estrutura de software com todas as regras da criptomoeda e que inclui um algoritmo complexo que torna possível a criação de uma morada e associá-la a uma chave privada, que são conhecidos apenas pela pessoa que criou a carteira.

A agência que regula a actividade bancária e instituições financeiras nos Estados Unidos, the Office of the Comptroller of the Currency (OCC), anunciou ontem (13) a aprovação condicional da Anchorage Trust Company, uma empresa fretada em Dakota do Sul, para se tornar o Anchorage Digital Bank - primeiro Banco de Criptomoedas em todo o mundo.

De acordo com o comunicado divulgado pela OCC, a Instituição norte-americana concedeu o estatuto de Banco Fiduciário Nacional à Anchorage após uma revisão completa da empresa e suas operações actuais. Como condição executável de aprovação, a empresa celebrou um acordo operacional que estabelece, entre outras coisas, os requisitos de capital e liquidez e as expectativas de gestão de risco da OCC.

Ao conceder esta carta, a OCC aplicou a mesma revisão rigorosa e padrões aplicados a todos os pedidos de carta. Ao trazer esse candidato para o sistema bancário federal, o banco e a indústria se beneficiarão da ampla experiência e expertise em supervisão do OCC. Ao mesmo tempo, a aprovação Anchorage demonstra que as cartas bancárias nacionais fornecidos ao abrigo da Lei do Banco Nacional são amplas e bastante flexível para acomodar abordagens evoluindo para serviços financeiros.

Agora, a OCC confirma que a Anchorage cumpre "os requisitos de capital e liquidez e as expectativas de gestão de risco". A Fortune antecipava já que este ano poderia ser "brilhante" para Diogo Mónica e a sua empresa, dada a crescente procura e entusiasmo em torno das criptomoedas. "Como a criptomoeda ressurgiu em 2020, Diogo Mónica é um nome que se ouve com frequência", pode ler-se na revista norte-americana.

A Anchorage, stratup criada pelo português Diogo Mónica, se assume como "a porta de entrada” institucional para as criptomoedas. O agora banco norte-americano conta com o apoio da Visa, bem como de vários fundos de investimento como o Andresseen Horowitz, o Blockchain Capital, Paradigm e o BlockTower.

O Conversas 4.0 desta semana, trouxe em abordagem o tema: “ICO como alternativa de investimento em criptomoedas” e teve como convidado, o CEO da Yetubit Exchange, Euclides Manuel, que falou desta nova forma de economia que permite a captação de recursos de forma simples, barata e inovadora.

O ICO, que na sigla em português significa "Oferta Inicial de Moedas", refere-se ao universo de criptomoedas que aos poucos domina o mundo em termos de operações financeiras de forma fácil.

Euclides Manuel, respondendo a primeira questão do apresentador Edilson Almeida, começou por dizer que, "neste momento existem mais 8 mil unidades criadas pelo mundo, mas o Bitcoin tem uma diferença enorme por ser a primeira criptomoeda descentralizada desde o ano de 2009 e tem a adopção massiva por dominar mais de 60% do mercado de criptomoedas a rondar os 900 mil milhões de USD, o que lhe dá a fama de 'Ouro Digital'", defendendo que uma criptomoeda é criada para um propósito e é nesta vertente que surge a sua unidade com o nome Yetucoin para os angolanos amantes deste serviço.

Sobre como irá se posicionar a primeira moeda digital angolana fundada por si, Euclides Manuel deposita confiança na população, o mesmo que acontece com a maior criptomoeda do mundo.

"Tudo depende da comunidade, o mesmo que se dá ao Bitcoin. Mas ela ajuda todo o mercado de criptomoedas quanto ao seu crescimento ou desvalorização no momento, ou seja, quando o Bitcoin cresce a Yetucoin também cresce, mas tudo pela adesão da comunidade", explicou o desenvolvedor de Blockchain, alegando que, a sua criptomoeda em Angola vem com um protocolo que beneficia a sociedade na resolução dos problemas.

"Quando se lança uma ICO, a equipa por trás deste projecto já tem longos anos de trabalho e não é alguém que sai agora para o mercado. Como exemplo temos a Yetucoin que já existe há 4 anos", frisou Euclides Manuel, acrescentando que uma ICO também pode see criada para uso pessoal, mas para criptomoedas, é necessário mais visibilidade ao nível de uma grande empresa.

"Em Angola o problema é a pequena comunidade. Em associações activas para criptomoedas, há somente seis mil membros, o que é demasiado pequeno para uma população com mais de 30 milhões de habitantes. E a comunicação social deve trabalhar na divulgação deste serviço e que apareçam investidores", apelou o fundador da Yetucoin.

Questionado por Edilson Almeida se a primeira criptomoeda angolana terá dificuldades em se afirmar face às resistências de muitos países, Euclides Manuel, alega que a Bitcoin só não é aceite pelas entidades governamentais e grandes instituições financeiras, porque nas criptomedas não existe a censura.

Para o fundador da Yetucoin, o governo angolano ainda não decidiu se adopta o uso de criptomoedas, e por enquanto não se pronuncia sobre a questão.

Euclides Manuel destacou que não haverá problemas futuros, porque a Yetucoin não precisa de governos para existir", explicando que a Yetucoin não é o Kwanza variado ao Banco Central, regulado pelo Banco Nacional de Angola (BNA). “A Yetucoin vai precisar apenas da opinião do BNA caso o governo queira usar para o envio de remessas internacionais, o que a Yetubit Exchange mostra-se aberto para parcerias”.

O debate Conversas 4.0 decorre todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas, com a moderação de Edilson Almeida e tem continuidade também as terça-feiras, em formato de Live, no Facebook do Tech21 Africa.

No último artigo ensinamos como criar uma conta na carteira de Ethereum Metamask. Porém, para participação no ICO da Yetucoin é necessário configurar a carteira para Binance Smart Chain (BSC) porque Metamask é uma wallet de padrão Ethereum. Saiba nesse artigo como fazer.

Configurar Metamask com Binance Smart Chain

1º Passo: Para configurar é muito simples, primeiro entre nas definições da carteira como vês na imagem abaixo:

 

 

2º Passo: Depois de entrares nas definições clique em Networks na penúltima opção do canto superior esquerdo, depois clique em Add Network no canto superior direito como se pode ver na imagem abaixo:

Configurar Metamask com Binance

 

 

Em add network coloque as seguintes definições:

Network Name: Smart Chain

New RPC URL: https://bsc-dataseed.binance.org/

ChainID: 56

Currency Symbol: BNB

Block Explorer URL: https://bscscan.com

 

Yetucoin

 

Escreva as definições como estão representadas acima. No final de tudo clique em guardar/ save e já está! a tua carteira Metamask já está conectada com a Binance Smart Chain e já podes enviar e receber BNB e Yetucoin na tua carteira. Os dados acima foram retirados do site oficial da Binance.

Participar no ICO da Yetucoin

Para participação no ICO da Yetucoin apenas tens de ter Binance Coin (BNB) na tua carteira e enviar os mesmos BNB para uma conta que será partilhada amanhã na data de lançamento do ICO. Caso você tenha bitcoin ou alguma outra criptomoeda, podes trocar por BNB na Binance.

Se você ainda não tem uma conta na Binance leia esse turorial e saiba como criar.

Leia também: Como Instalar e Criar Conta na Carteira de Ethereum Metamask

Leia também: Como Criar Conta na Binance [Carteira de Criptomoedas]

A Yetubit Exchange disponibiliza hoje (04) à toda comunidade, a sua criptomoeda Pan-Africana denominada Yetucoin, com vista a resolver os problemas africanos.

De acordo com os seus criadores, que falaram ao Portal de T.I, o token YETU será usado como um token de governança da exchange descentralizada YetuSwap, ou seja, os detentores do token YETU serão os donos do protocolo que funciona sem um livro de registos. Os criadores avançaram que, ao invés de um livro de registos, a Yetuswap utiliza o modelo de criação de mercado automatizado (AMM), em que os provedores de liquidez adicionam fundos aos pools de liquidez.

Apesar de ser uma exchange com design Pan-Africano, qualquer pessoa independentemente da origem podem fazer parte do protocolo.

Euclides Manuel, fundador da Comunidade Bitcoin Angola e desenvolvedor Blockchain, disse que a Yetucoin é um token padrão BEP-20 baseado na rede da Binance Smart Chain, contando com um total de 300 milhões de unidades, mas que a princípio serão lançadas apenas 100 milhões de unidades no ICO.
Para aquisição de Yetucoin, será necessário que o investidor tenha Binance Coin (BNB).

O lançamento do token está marcado para hoje, 4 de Janeiro a um valor inicial de USD 0.04 para as primeiras 5 milhões de unidades.

Questionado sobre como os investidores que se encontram em Angola, e com as contas bancárias domiciliadas no país poderão adquirir, Euclides Manuel respondeu que irão ajudar toda a comunidade angolana a adquirir Yetucoin, acrescentando que, para aqueles que não tenham criptomoedas ainda, primeiro irão comprar BNB em kwanzas e enviar para o endereço de Smart Contract que os criadores irão fornecer.

Por ser um protocolo descentralizado, os usuários terão de usar a carteira Metamask ou então a Trust Wallet, que nos proxímos dias os criadores da Yetucoin poderão ensinar como instalar e manusear. Para a primeira fase do projecto, 1 Yetucoin equivale a 0.04 dólares e até ao final estará a valer 0.8 dólares.

O grupo formado por Euclides Manuel (Fundador), Sérgio Fragão, Fansoni Muzanzo, Ermelindo Cambundo, Amilton Hélder e Evaristo Mulonde, revela que a partir de Fevereiro, qualquer pessoa poderá enviar dinheiro para fora do país usando apenas Yetucoin.

Para mais informações sobre como adquirir:

Website: https://yetubit.com/

E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Facebook: https://www.facebook.com/bitcoinangolablog

 

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