abril 11, 2021

A empresa sul-africana de medicina avançada, eMoyo, fez parceria com a NASA para lançar no espaço um produto tecnológico de inovação, para uso na Estação Espacial Internacional (EEI).

O objecto é designado por um audiômetro portátil do tipo "KUDUwave", capaz de dignosticar alta frequência e ideal para monitorar se um astronauta perdeu precocemente a audição. Lembrar que já foi usado para testar e diagnosticar deficiências auditivas na África do Sul em 2009.

A NASA pretende investigar o efeito do ambiente barulhento da estação na audição dos astronautas e encontra-se carente de equipamentos fáceis de operar e leves o suficiente para transportar no espaço, daí entrar o "KUDUwave" da marca eMoyo.

Apesar da África do Sul usá-la por mais de uma década, a tecnologia foi optimizada para voos espaciais e obedece os requisitos da NASA, segundo Dirk Koekemoer, o fundador da eMoyo que começou a planejar a nova versão do produto há seis anos.

"Desenhei uma imagem simples no quadro-negro do meu escritório, uma que mostrava o meu sonho de alcançar as estrelas. Eu simplesmente sabia que este produto iria mudar vidas, mudar o mundo - e viagens espaciais eram o meu sonho", disse o técnico sul-africano de TI, que em Maio deste ano, irá presenciar o primeiro teste do seu produto sob os astronautas.

Os três representantes angolanos, pertencentes aos Institutos superiores ISPTEC, ISUTIC e a Universidade Agostinho Neto (UAN), já se encontram em Luxor, Egipto, para competirem no concurso Africano e Árabe de Programação (ACPC na sigla em inglês), a realizar-se de 20 a 21 deste mês.

As equipas angolanas qualificaram-se para a final continental nos dias 29 e 30 de Dezembro de 2020, com o ISPTEC em primeiro lugar (tendo resolvido nove dos 13 exercícios submetidos), o ISUTIC em segundo (8/13) e a UAN em terceiro (4/13). De realçar que Angola participa desde 2016 e em 2019 conseguiu pela

primeira vez o passe para esta competição.
No nosso país, o concurso teve a participação de 17 equipas em representação de oito Instituições do Ensino Superior.

As três instituições angolanas, no caso as equipas de programadores, vão competir no ACPC com outras universidades de África e Médio oriente, e podem qualificar-se para o mundial da referida modalidade.

De acordo com o regulamento da competição, se os concorrentes nacionais conseguirem resolver um considerável número de exercícios numa plataforma online e dentro do tempo estipulado, qualificam-se para o Concurso Internacional Universitário de Programação (ICPC na sigla em inglês) com as melhores universidades do mundo.

Abaixo as equipas angolanas na competição:

1º Lugar – RunTimeError – ISPTEC
2º Lugar – The Winners – ISUTIC
3º Lugar – JAKE – UAN – Faculdade de Ciências

Um estudo realizado neste ano, por empresas sul-africanas, nomeadamente Tomorrow's Cyber Heroines, KnowBe4 Africa e Association for Progessive Communications, onde entrevistaram mais de 445 professores em 14 países africanos, concluiu que a maior parte das mulheres do continente recebem poucas oportunidades para seguir carreira em tecnologias.

Com o intuito de desvendar as complexidades que as jovens africanas enfrentam no cenário tecnológico, o estudo aponta que apenas 3,7% das escolas africanas oferecem segurança cibernética como disciplina.

De acordo com Anna Collard, vice-presidente sénior de estratégia de conteúdo e evangelista sul-africana da KnowBe4 Africa, "as escolas precisam dar às meninas mais oportunidades e inspirá-las a se envolverem na tecnologia e no campo da segurança cibernética, e remover as ideias preconcebidas e socializadas que impedem as mulheres de seguirem carreiras no ramo."

"O mundo está a se digitalizar rapidamente e as mulheres correm o risco de ficar para trás. Temos que mudar o diálogo em torno da tecnologia e torná-lo mais inclusivo para as mulheres", disse Collard.

A pesquisa das três empresas, também destaca a realidade da exclusão digital do gênero e concluiu que em África, as mulheres têm menos acesso às tecnologias baseadas na internet do que os homens e que uma grande porcentagem de meninas africanas está preocupada com a sua segurança online.
"Devemos dar-lhes ferramentas, treinamento e a confiança de que precisam para se prepararem para esse vitríolo online e se protegerem", apela Collard.

A Ukheshe Technologies, é uma empresa de capacitação de fintech digital com sede na África do Sul estando voltada para o Oriente Médio, Europa e Ásia-Pacífico. Recentemente a empresa anunciou planos de expansão global.

Desde que se estabeleceu como um formidável especialista em tecnologia de pagamento no mercado B2B, a empresa tem desenvolvido projectos e colaborações activas de alto nível em países como: Quênia, Zimbábue, Zâmbia, Namíbia, Nigéria, Malawi, Botswana, Angola, Tanzânia, Ruanda, Burundi, República Democrática do Congo, Moçambique e Gana.

A Ukheshe Technologies formou parcerias estreitas com a Mastercard ao adquirir duas empresas e levantar pouco menos de 100 milhões de rands em menos de dois anos, além de colaborar com vários bancos, empresas de telecomunicações e fintechs de primeira linha.

“Continuaremos procurando possíveis aquisições nesses mercados emergentes para ajudar ainda mais o crescimento e a estratégia da Ukheshe, à medida que seguimos nossa meta de status de unicórnio nos próximos três anos”, disse Clayton Hayward, CEO da Ukheshe.

"A Ukheshe está extasiado por estar na vanguarda da rápida mudança para soluções criativas que priorizam o digital, especialmente em mercados prontos para a ruptura”. Acrescentou o CEO.

A Ukheshe assinou recentemente um acordo com o KCB Bank Kenya, um credor queniano, no qual a KCB concordou em patrocinar o número de identificação bancária (BIN) de Ukheshe, o que permite que a Ukheshe emita cartões físicos e virtuais em toda a África Oriental, onde o KCB tem uma grande presença para impulsionar a inclusão financeira.

O Banco Central da Somália concedeu pela primeira vez, a licença do país para um serviço de dinheiro móvel, trazendo regulamentação para o processo de pagamento digital que será utilizado pela primeira vez no país.

A licença foi concedida ao maior provedor de telecomunicações do país, Hormuud Telecom, que opera o Cartão Electrônico de Voucher ou EVCPlus, um serviço de dinheiro móvel gratuito usado por 3 milhões de seus 3,6 milhões de assinantes no país mais ao norte de África.

Os serviços de dinheiro móvel surgiram há 10 anos, mas nunca foram regulamentados. O novo regulamento formaliza as transações digitais como o principal método de pagamento dentro do país, e permitirá uma maior integração do sistema financeiro somali com o sistema financeiro internacional, disseram as autoridades.

Abdirahman Mohamed Abdullahi, governador do Banco Central da Somália, aquando da concessão da primeira licença disse: “Desenvolvemos uma regulamentação robusta e, com base nela, emitimos a primeira licença desse tipo no país hoje”.

Com o início legal dos serviços de mobile money na Somália, o Banco Central da Somália espera que a vida de muito dos seus esteja facilitada.

Por sua vez, Ahmed Mohamud Yusuf, CEO da Hormuud Telecom disse que ficou muito satisfeito em receber a primeira licença.

“As notícias de hoje consolidam o que já sabemos há muito tempo - que a Somália está caminhando para ser a primeira economia verdadeiramente sem dinheiro do mundo”, disse. “Esta emissão de uma licença de dinheiro móvel pela primeira vez, é indiscutivelmente uma das medidas mais importantes tomadas pela Somália desde o fim da guerra.”

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