dezembro 04, 2020

A SensorTower disponibilizou recentemente um novo relatório sobre os aplicativos mais baixados de todo o mundo no mês de Setembro de 2020. A lista detalha os aplicativos da App Store e do Google Play.

O aplicativo de partilha de vídeo curto teve o maior número de downloads na App Store e no Google Play, tornando-o o aplicativo com maior download. O TikTok tem se mantido invicto desde o mês de janeiro de 2020, tendo quebrado esse desaderato apenas no mês de Abril, altura que o primeiro lugar foi ocupado pelo também aplicativo chinês ZOOM.

O relatório refere que não analisou aplicativos relacionados a jogos, tendo excluido este segmento de aplicativos. Além disso, apesar do período de boom original ter acabado, o Zoom ainda ocupa uma posição previlegiada na App Store da Apple, chegando na segunda posição. Outros nomes conhecidos como Facebook, WhatsApp e Instagram também podem ser encontrados na lista. No entanto, essas plataformas de mídia social podem ser encontradas em diferentes posições em diferentes plataformas.

Portanto, o relatório apurou que no mês de Setembro, a lista do top 5 dos aplicativos mais baixados no mundo, ficou organizado da seguinte forma: TikTok, com 2 bilhões de downloads e mais de 800 milhões de usuários a nível global, ZOOM, Facebook, Instagram e WhatsApp respectivamente.

A Sensor Tower estimou os números de downloads feitos por meio de fontes próprias entre o período de 1 de Setembro a 31 de Setembro. Essa métrica mostra que o TikTok é ainda líder de mercado em vários países, apesar de enfrentar uma proibição na Índia e várias notificações nos EUA, dois de seus principais mercados. E em outro sentido, trabalhar em casa está se tornando cada vez mais a norma, com a Zoom obtendo grande sucesso com seus serviços.

Após várias implicações entre a China e os EUA, o aplicativo TikTok será banido dos Estados Unidos a partir do próximo domingo (20).

O aplicativo chinês e o WeChat não poderão mais ser distribuídos em telefones no país, segundo nota emitida nesta sexta-feira (18) pelo Departamento de Comércio americano. O governo alega que a medida tem como objectivo proteger a segurança nacional dos Estados Unidos de supostas ameaças do Partido Comunista da China.

TikTok, WeChat e mais aplicativos chineses estão sob suspeita de espionagem nos últimos meses pelo governo americano. A medida emitida hoje determina que, a partir de domingo, os serviços não podem mais ser distribuídos em lojas de aplicativos no país, como a App Store e a Play Store. Além disso, as funcionalidades financeiras do WeChat serão suspensas em território nacional.

O presidente americano, Donald Trump, criticava reiteradas vezes as práticas de privacidade do TikTok nos últimos meses, por suspeita de espionagem e tratamento indevido de dados de usuários americanos. Em resposta, o TikTok revelou alguns detalhes do funcionamento do aplicativo, como o algoritmo do feed For You. O governo americano, então, assinou uma ordem executiva no começo de agosto, decretando terça-feira passada (15) como o prazo inicial para o serviço no país ser comprado por uma empresa americana.

Algumas instituições se interessaram pela venda das operações nos Estados Unidos, como a Microsoft, mas a oferta foi recusada pela ByteDance, actual dona do TikTok. A empresa está em negociação com a americana Oracle para contornar o dilema com os Estados Unidos e o acordo deve ser aprovado pela China, mas a ByteDance ainda enfrenta críticas no país natal pela determinação de compra pelo governo americano.

Em nota, o secretário do Departamento de Comércio dos Estados Unidos declarou que: "Seguindo o posicionamento do presidente, nós tomamos uma ação significativa para combater a coleta maliciosa de dados pessoais de cidadãos americanos pela China, enquanto promovemos os nossos valores nacionais, normas democráticas e aplicação agressiva das regulações e leis americanas".

Os impasses comerciais entre os Estados Unidos e China se intensificaram desde a eleição de Trump em 2017. O mercado de aplicativos é, em geral, dominado por serviços americanos: Facebook, Messenger, WhatsApp, Instagram e Snapchat foram os apps mais baixados da década. Entretanto, o TikTok tem ganhado popularidade principalmente nos Estados Unidos nos últimos meses, com estimativas de mais de 80 milhões de usuários mensalmente ativos no país.

A Oracle confirmou hoje(14) que concordou em ser o "provedor de tecnologia confiável" da ByteDance nos EUA, empresa que suporta o famoso aplicativo TikTok.

A proposta, foi hoje relatada pela primeira vez pelo Wall Street Journal, dizendo que foi submetida ao governo dos Estados Unidos para aprovação. Os termos exactos do negócio não são claros, mas parece que não será uma venda directa para a Oracle.

O secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, também confirmou que seu escritório recebeu a oferta proposta da Oracle. A oferta inclui um "compromisso" de trazer 20.000 novos empregos, junto com a sede da TikTok, para os EUA. O TikTok actualmente efectua suas operações nos Estados Unidos fora de Los Angeles, onde até recentemente seu CEO global também residia.

Ainda há muitas incógnitas sobre os termos do acordo entre a Oracle e a ByteDance. O Wall Street Journal relata que a relação entre a Oracle e a ByteDance será mais como uma "parceria" sem a "troca de activos significativos", muito longe dos apelos iniciais do governo dos EUA que incentivava que a ByteDance desinvestisse completamente e vendesse os negócios da TikTok nos EUA para um comprador americano .

A Reuters por sua vez, informou que a Oracle assumiria a gestão dos dados do usuário americano do TikTok, o que poderia amenizar as preocupações com a segurança nacional sobre o controlo estrangeiro dos dados americanos.

O Wall Street Journal informou ainda que haviam surgido algumas dúvidas sobre o acesso do comprador americano do TikTok ao renomado algoritmo do aplicativo depois que o governo chinês impôs novas restrições à exportação de tecnologia de inteligência artificial. Mas se o negócio da Oracle não for uma venda directa, esse problema pode ser irrelevante.

A Oracle surgiu no fim de semana como a escolha provável no negócio da TikTok somente depois que a Microsoft anunciou no domingo que sua oferta para adquirir a TikTok havia sido rejeitada. Essa batalha chegará certamente ao fim quando o prazo do governo dos EUA para a venda do aplicativo se efectivar.

Um grupo de activistas apresentou, nesta quinta-feira (14), uma queixa diante às autoridades americanas, sob acusação da recém plataforma de vídeos, TikTok, de violar um acordo de 2019, que limita os dados que as empresas de tecnologia podem obter de crianças.

Apesar de existir um acordo estabelecido em 2019, que garante a protecção de dados de  menores, o documento, arquivado por 20 organizações na Federal Trade Commission (FTC), a agência de protecção ao consumidor dos EUA, diz que o TikTok continuou a colectar dados de crianças menores de 13 anos sem o consentimento dos pais.

Preocupados com essas irregularidades, uma vez que ultimamente o aplicativo  tem sido a diversão de muitos usuários, neste período de confinamento, resultante da pandemia da Covid-19, essas organizações pedem urgentemente à FTC, para reabrir sua investigação contra a TikTok

O texto do processo diz que o TikTok, de propriedade da empresa chinesa ByteDance, facilita que crianças menores de 13 anos consigam ignorar o consentimento de um adulto pelo uso da plataforma e também não envia notificações aos pais desses usuários.

Dessa forma, o TikTok pode obter informações detalhadas sobre o uso que as crianças fazem do aplicativo e, através de sistemas de inteligência artificial, determinar qual vídeo exibir a seguir, para mantê-las conectadas o maior tempo possível.

"Mesmo depois de ser apanhado em flagrante, o TikTok continua a ignorar a lei", afirma Josh Golin, director-executivo da campanha pela "Infância Livre de Publicidade", um dos grupos que entraram com a acção contra a empresa de propriedade chinesa.

No ano passado, a TikTok pagou uma multa de 5,7 milhões de dólares, após chegar a um acordo judicial e concordou em implementar alterações em suas práticas de colecta de dados, que envolviam a exclusão de qualquer informação obtida de um usuário com menos de 13 anos.

A denúncia apresentada nesta quinta alega que o TikTok excluiu apenas as informações pessoais de usuários que se identificaram como menores de 13 anos no momento do cadastro ou quando suas informações foram registadas, o que permitiu que a empresa mantivesse parte dos dados capturados sobre o uso do aplicativo pelas crianças.

Questionado sobre esse processo, o TikTok disse em comunicado ter implementado políticas estritas em relação às contas de menores de idade.

"Levamos a privacidade a sério e estamos comprometidos em ajudar a garantir que o TikTok continue sendo uma comunidade segura e divertida para nossos usuários", afirmou a empresa.

Recorda-se que, um artigo publicado a 30 de Abril último,  pelo Portal de TI, dava conta de que a TikTok lançou uma importante funcionalidade, chamada “Family Pairing”, que daria aos pais, mais opções para gerirem melhor o tempo dos seus filhos no aplicativo, além de protegê-los da exposição indesejada a conteúdos ofensivos e potenciais predadores.

Fonte: AFP

A Microsoft, confirmou no domingo passado, que está em negociações para adquirir o aplicativo de propriedade chinesa TikTok.

Em um post publicado no seu blog, a gigante tecnológica confirmou que está em negociações para comprar o TikTok depois que o seu CEO, Satya Nadella menteve um encontro com Trump, para tratar justamente essa questão. Na publicação, a Microsoft revela que, aprecia totalmente a importância de abordar as preocupações do Presidente. “Ele está comprometido em adquirir o TikTok, sujeito a uma revisão completa da segurança e a fornecer benefícios económicos adequados aos Estados Unidos, incluindo o Tesouro dos Estados Unidos”.

A Microsoft se moverá rapidamente para prosseguir as discussões com a gestora do TikTok, ByteDance, em questão de semanas e, em qualquer caso, concluir essas discussões até 15 de Setembro de 2020. Durante esse processo, a Microsoft espera continuar o diálogo com o Governo dos Estados Unidos, incluindo o presidente.

Depois de tantas controvérsias em torno do aplicativo chinês, o presidente americano ponderou agora adoptar novas opções para forçar a empresa-mãe ByteDance em Pequim, a se desfazer do TikTok nos Estados Unidos por causa de preocupações de segurança nacional.

É a primeira vez que a Microsoft confirma que a empresa está a negociar a compra do TikTok nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

"Essa nova estrutura se baseará na experiência que os usuários do TikTok actualmente adoram, além de adicionar protecções de segurança, privacidade e segurança digital de classe mundial", lê-se na publicação.

A compra do TikTok colocaria a Microsoft em uma posição poderosa para competir com o Facebook e o YouTube do Google, que operam plataformas de mídia social dominantes.

 

 

Fonte: washingtonpost

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