março 02, 2021

No âmbito do programa "Ngola Digital", coordenado pelo Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MTTICS), o Instituto de Telecomunicações (ITEL), realizou ontem (12), uma actividade de entrega de diplomas aos formandos que atenderam à cursos na área de informática.

Desde o início desta formação, o ITEL formou 12 técnicos para responder a necessidade no sector da educação nas áreas de Telecomunicações, Tecnologias de Informação e comunicação.

O director do Instituto de Telecomunicações, André Pedro, no acto de entrega encorajou aos formandos a dedicarem-se fortemente no ensinamento que aprenderam nesta instituição escolar.

“Estamos a criar ferramentas que permitem que os nossos jovens estejam integrados no mundo tecnológico. É responsabilidade do Governo trabalhar com as instituições de ensino e outras, de forma a que as tecnologias de informação e comunicação sejam instrumentos ao serviço da comunidade".

André Pedro, realçou ainda que a formação de técnicos médios; organização e formação de especialistas no ramo; apoiar a formação básica; organizar seminários, conferências e outras iniciativas, são obrigações fulcrais que ajudam no cumprimento de tal missão e na execução de tudo quanto serve para promover os objectivos do instituto. Com estas ferramentas das novas tecnologias, os estudantes devem aproveitar o máximo para aumentar os seus níveis de conhecimento estudantil em tempo de Covid-19.

O professor Paulo Raul Carlos, que falava em nome dos participantes da formação, disse que "será uma mais-valia para as nossas instituições de ensino, sobretudo na formação integral que tem como objectivo capacitar jovens, crianças e adolescentes no domínio das tecnologias".

"Saímos daqui com novos conhecimentos, com as mentes mais abertas e faremos de tudo para cumprir com o que nos ensinaram aqui, e pô-las em prática. Agradecemos a Direcção do ITEL, por nos ter proporcionado esta formação, que na qual nos ajudará a estarmos mais próximos do que se pretende do mundo digital", acrescentou.

De realçar que a actividade faz parte do programa de aumento da capacitação de quadros ligados as escolas, centros infantis e orfanatos, no sentido de dar melhor aproveitamento as salas de informática que foram entregues às instituições de ensino, no âmbito de um programa do

MTTICS que visa o aumento da literacia digital por parte das crianças, adolescentes e jovens.
“Com este projecto o ITEL continuará a capacitar os formadores para que as instituições possam gerir essas salas de informática".

"Ngola Digital" é um programa que conta com os apoios do FADCOM, do ITEL e do Instituto Nacional de Fomento da Sociedade da Informação de Angola, que têm capacitado os formadores.

De recordar que a formação teve início no dia 25 de Janeiro e terminou dia 12 do corrente mês, com a duração de 03 semanas (45 horas)

O Director-geral da Unitel, Miguel Geraldes, revelou durante uma entrevista concedida ao jornal Valor Econômico que, a empresa que dirige registou uma baixa nas suas receitas, tendo avançado que a operadora não foi capaz de lucrar mil milhões de dólares, uma vez que as receitas do ano 2014 foram estimadas na ordem dos 2,6 mil milhões de dólares.

“2020 foi um ano altamente desafiante, em que a imprevisibilidade acabou por aparecer. Mas no meio disso tudo posso concluir que foi um ano em que conseguimos atingir os grandes objectivos”, disse.

Apesar dos desafios e perdas registadas no ano passado, o Director-geral da Unitel disse que ainda assim, a operadora que dirige está entre as mais desenvolvidas de África a nível de conhecimento tecnológico e infraestrutura.

O ano passado também ficou marcado com o acordo que as operadoras tiveram com o governo, no sentido de disponibilizarem um pacote gratuito. Miguel Geraldes disse que esse pacote ofereceu 350 milhões de minutos para todos e de forma gratuita, e com isso, a Unitel deixou de ganhar, embora ter sido uma decisão correcta, segundo ele.

Falando sobre a problemática da falta de divisa no país, que se regista já há algum tempo, Miguel Geraldes explicou que o acesso às divisas no país não é apenas um desafio das operadoras de telecomunicações, mas de todas as entidades angolanas e especialmente as que têm de comprar equipamentos fora e como tal, têm de ter acesso a essas divisas. “Obviamente há o desafio de um dólar, em 2014 valer 100 Kwanzas e hoje estar para cima dos 600 Kwanzas. O grande desafio que temos é o facto de cobrarmos as receitas em Kwanzas, o que tem um impacto nas nossas contas, já que a aquisição é muito grande”, concluiu.

Questionado sobre como avalia o sector das telecomunicações em Angola, uma vez que vem com uma larga experiência do sector em África, Miguel Geraldes disse que a infraestrutura cá está muito mais desenvolvida que a maior parte dos países por onde passou, tendo avançado que a Unitel, a nível de conhecimento tecnológico, é talvez das mais desenvolvidas.

Relativamente à partilha de infraestruturas, Miguel Geraldes disse fazer parte da concessão da Unitel, e que a grande questão discutível é o preço da partilha, uma vez que a Unitel investiu 5 mil milhões de dólares na infraestrutura que tem.
“Iremos lutar para que o acesso a terceiras partes sobre a nossa infraestrutura seja um custo justo e que ajude também a recompensa do investimento que a Unitel fez”, destacou.

O Director-geral da operadora garantiu existirem perspectivas positivas para este ano, como a entrada da empresa na área de mobile money que segundo ele, é um complemento e não uma competição na área bancária. E apontou também como perspectiva o lançamento da rede 5G.

O Grupo Africell formalizou hoje o contrato com o Governo de Angola para se tornar na quarta operadora global de telecomunicações e começar a oferecer serviços ainda este ano, anunciou hoje a empresa. 

De acordo com a Reuters, a empresa entrará no país investindo em infraestruturas e serviços durante a primeira fase do projecto, estimando que nos próximos cinco anos sejam criados 6.500 postos de trabalho.

A Africell comprometeu-se também a subcontratar empresas locais para as obras, esperando assim “gerar empregos indiretos significativos e impulsionar a base de conhecimento de Angola através da cadeia de abastecimento e serviços de apoio necessários para operar um negócio sofisticado de comunicações e tecnologia.

"Angola é um dos destinos de investimento mais atractivos na África subsariana e um líder africano, por isso vemos este como o próximo passo lógico para a Africell à medida que continuamos a expandir a nossa rede e a aprofundar a nossa pegada em todo o continente", destacou o fundador e presidente executivo do Africell Group, Ziad Dalloul, em comunicado.

O empreendedor norte-americano manifestou empenho em “trabalhar com o Governo angolano para transformar o mercado angolano de telecomunicações através de preços mais baixos e acessibilidade”.

Para o PCA do INACOM, Pascoal Fernandes, "é com enorme satisfação a Africell escolher Angola para se expandir e que contribua para o desenvolvimento do mercado, criando assim condições para que os utilizadores dos serviços possam usufruir de serviços de melhor qualidade".

Angola é o quinto mercado onde o Grupo Africell vai ter operações, juntando-se ao Uganda, Serra Leoa, Gâmbia e República Democrática do Congo, onde já tem uma base de 12 milhões de clientes.

A empresa obteve um empréstimo de US $ 100 milhões da U.S. Development Finance Corporation em 2018 para financiar uma estratégia de expansão que inclui o aumento de pagamentos móveis e ofertas de micro-financiamento e actualização de suas redes 2G, 3G e 4G.

O Governo angolano promove hoje (28) por meio do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (Igape), uma sessão de auscultação do mercado sobre a privatização das suas participações sociais em empresas do sector das telecomunicações.

Trata-se das participações nas empresas Unitel, MS Telecom, ACS e Net One do universo Sonangol, assim como Angola Telecom e TV Cabo Angola.

De cordo com Angop, da lista das empresas do sector das telecomunicações a vender, no âmbito do Propriv- Programa das Privatizações, constam ainda a Multitel, Angola Cables, ENCTA – Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola, ACS – Angola Comunicações e Sistemas e ELTA – Empresa de Listas Telefónicas de Angola.

A notícia faz saber que, na Unitel, por exemplo, o Estado, através da petrolífera Sonangol, detém uma participação de 25% que serão vendidas. A participação da Sonangol na Unitel está materializada através da Mercury, uma subsidiária de serviços de telecomunicações.

Enquanto que por via da Angola Telecom, a participação social do Estado na TV Cabo Angola é de 49,27% do seu capital social.

Ainda por via da Angola Telecom, o Estado dá conta que vai desinvestir a sua participação social de 51% na Angola Cables, onde a MS Telecom, também com participação do Estado a privatizar, detém os seus 9% de investimentos.

Relativamente aos procedimentos a serem adoptados para a venda das participações, a TV Cabo Angola poderá ser por via de oferta pública inicial, enquanto que as empresas como Net One, Unitel, ENCTA e ELTA, serão mediante concurso público., e a MS Telecom, Multitel, Angola

Telecom e ACS serão privatizadas via Leilão em Bolsa.

Estas empresas fazem parte do lote das 195 empresas e activos em que o Estado angolano detém acções e participações, quer a nível interno quer a nível externo, a alienar até 2022, de acordo com o Decreto Presidencial nº. 250/19 de 5 de Agosto, que aprova o Programa de Privatizações (Propriv).

Por: Celso Malavoloneke

Com o distanciamento social imposto pela pandemia da Covid-19, as pessoas foram obrigadas e recorrer cada vez mais às telecomunicações. Quase tudo se faz à distância e por via das novas Tecnologias de Comunicação e Informação (TIC). Porém numa altura que a demanda aumenta, vemos muitas vezes a qualidade de serviço a baixar. A tendência deve ser a inversa. Os provedores desses serviços devem agora apostar seriamente numa estratégia de retenção dos clientes que a pandemia lhes está a oferecer. E isso tem necessariamente que ser feito por via da excelência dos serviços prestados.

Isso aplica-se aos serviços de telefonia, rede de computadores ou serviço de computação em nuvem cada vez mais beneficiados – mas também pressionados – por um número crescente de clientes. Por via dessa pressão, a qualidade do serviço pode baixar, nos aspectos relacionados ao serviço de rede, como perda de pacotes, taxa de bits, taxa de transferência, atraso de transmissão, disponibilidade, jitter, etc. Por isso, os operadores de rede serão avisados se investirem na capacidade da rede para oferecer padrões mínimos de serviço.

A situação é semelhante no nosso país, com o aumento do tráfego de rede que se verifica ultimamente em Angola à medida que as políticas de distanciamento social entraram em vigor e as pessoas foram forçadas a trabalhar, estudar e procurar informação e entretenimento importantes a partir de casa. Dali que não seja despiciendo que à medida que o mundo se aproxima da adopção em larga escala de 5G com a sua promessa de conectividade Giga-bps, fibra de banda larga e conectividade 4G omnipresente como um retrocesso na era 5G, mais deva ser feito para reduzir as lacunas de acesso à infraestrutura entre Angola e o resto de África e do mundo. A participação de Angola na Internet e a penetração de telefones inteligentes ainda é relativamente pequena se comparada aos outros países do continente e da região da SADC, possivelmente devido em parte à fraca disponibilidade de infraestrutura em todo o país.

É já dado adquirido que à medida que Angola for intensificando programas para impulsionar a adopção e a participação na Internet, os seus cidadãos continuarão a melhorar suas habilidades e conhecimentos digitais. Com isso, haverá uma consciencialização cada vez maior sobre os desafios da largura de banda da rede, à medida que mais serviços digitais são consumidos por mais pessoas nos lares.

A demanda por conectividade de qualidade e experiências de rede crescerá na mesma proporção. Na verdade já cresce a uma velocidade estonteante. Dados do Instituto Nacional de Telecomunicações de Angola (INACOM) dizem que 6,17 milhões de utilizadores acederam à Internet só em 2019 (cerca de 20% da população), sendo que metade dos utilizadores de Internet de Angola a ligar através de dispositivos móveis. Essa tendência aponta que, a muito breve trecho os ainda muitos milhões de angolanos que permanecem desconectados e excluídos digitalmente vão entrar no mercado e pressionar os serviços. Por isso é preciso Angola enfrentar os vários desafios com o fornecimento de infra-estruturas à maior parte do país fora das áreas urbanas desenvolvidas. A distribuição de electricidade nas áreas rurais atingiu apenas 3,8% e as atuais infraestruturas de transporte e logística requerem grandes actualizações para atrair o investimento necessário para desenvolver a economia. A cobertura rural em Angola e a qualidade da conectividade e, portanto, a qualidade da experiência são ainda afectadas nas áreas que precisam de mais desenvolvimento.

O acesso ao serviço digital, mais especificamente o acesso à banda larga, em Angola deve, portanto, ser conduzido através de uma abordagem em duas vertentes. Enquanto as redes de banda larga são expandidas para novas áreas, alcançando pessoas não conectadas, as melhorias de rede devem continuar a ser feitas nas áreas com cobertura atualmente. Os cidadãos angolanos devem ser alertados para o seu direito a serviços de comunicação de qualidade, da mesma forma que os operadores de rede são apoiados para fornecer as melhorias necessárias à rede. Os clientes devem poder registrar rapidamente as falhas de rede em suas áreas, de preferência usando serviços com classificação zero para isso. Os obstáculos atuais para falhas de rede de login devem ser removidos. Isso permitirá que as operadoras de rede façam parceria com sua base de clientes para fazer as atualizações de rede necessárias quando e onde mais forem necessárias. O desenvolvimento de rede requer acesso contínuo a sites, opções para co-implantação e compartilhamento de infraestrutura, processos ágeis de aplicação de site, aprovações de site simplificadas por tipos de site para acelerar a implantação de infraestruturas onde for necessário.

As políticas do governo local devem, portanto, atender a um ambiente de rápido desenvolvimento e implantação de rede de banda larga. Assim, em vez de colocar apenas na qualidade de serviço a responsabilidade de cumprir padrões mínimos específicos inteiramente nas operadoras de rede, a obrigação se torna uma responsabilidade compartilhada com as áreas locais nas quais as redes são construídas e as comunidades às quais elas servirão. A responsabilidade de garantir determinados padrões mínimos de experiência para os usuários finais (clientes e cidadãos) sempre será dos operadores de rede em virtude de suas obrigações de licença. Uma abordagem mais colaborativa com todas as partes interessadas que compartilham responsabilidades provavelmente será mais sustentável.

À medida que o papel crítico da banda larga nos tempos modernos cresce, no entanto, a qualidade dos serviços de rede fornecidos deve continuar a ser priorizada. Para que Angola construa e fortaleça a sua economia, os angolanos têm de participar mais plenamente na economia global. A economia digital em rápida expansão acena com as suas muitas oportunidades para os angolanos. Para que o país gire em direcção a esse novo crescimento e pare com essas oportunidades de espera para a economia e sua população, a banda larga deve chegar a todas as partes do país mais rapidamente. É importante ressaltar que a qualidade dessa conectividade deve garantir que os aplicativos e serviços da era 4IR e banda larga de alta velocidade se tornem disponíveis e mais acessíveis.

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