novembro 24, 2020

Por: Hélio Pereira

Não é novidade para ninguém que os preços da internet no país andam pelos céus. Nos últimos meses, a alteração sem aviso prévio de tarifários de algumas operadoras levou os consumidores a um ataque de nervos justificado. Os motivos por trás destas flutuações dos preços não são puramente comerciais. O acesso dos provedores de internet à fonte do sinal e a vista gorda da regulação a monopólios existentes explicam grande parte do problema.

Quando há muito barulho e confusão é preciso parar um pouco, respirar fundo e entender o que realmente se passa. A dica é válida também para o problema dos preços da internet e para os aumentos aparentemente injustos e injustificados dos preços dos serviços móveis que têm causado polémica nos últimos tempos e um rombo nos bolsos dos consumidores.

Ao contrário do que seria de esperar, para os operadores nacionais, os preços altos, mais que uma oportunidade, são uma dor de cabeça. O poder de compra em Angola é conhecido. Assim como a capacidade de expansão do sector com base nesse mesmo poder de compra. No nosso país, a internet parece ser cada vez mais um artigo de luxo. E o país não está para isso.

As causas são várias e todas elas dão-nos uma internet de baixa qualidade e a preços instáveis e exorbitantes. Uma delas é que, em Angola, não existe tal coisa de partilha de infraestrutura tecnológica. O conceito é simples: em vez de construir e investir sozinhas na sua própria rede digital, como acontece no nosso país, as operadoras juntam-se em consórcios para construir e interconectar uma teia digital ampla, onde todas põem a sua parte para levar internet de qualidade a todos os lados. Desta forma, baixam os custos de investimento, baixam os preços ao consumidor e ganha a rede digital nacional, que se torna mais vasta e robusta.

Em Angola, a lei obriga as operadoras a partilhar a infraestrutura, mas na prática é lei morta. O Decreto Presidencial nº 16 de Novembro de 2017 é peremptório neste quesito, mas quem devia regular o sector, aplicar multas por incumprimento, abanar o sistema, simplesmente não o faz.

Este “egoísmo digital” das empresas de telecomunicações nacionais é, no entanto, apenas a ponta do icebergue. Porque o sistema está de cabeça para o ar desde a base. Em Angola, a internet chega através dos cabos submarinos de fibra óptica SACS e WACS. Os dois são geridos por uma só empresa, a Angola Cables, e este é, para as operadoras nacionais (as tais que também não partilham infraestrutura), um bico de obra.

A palavra é “monopólio”. E com monopólios e falta de mão dura dos agentes reguladores, o sector fica um tanto ou quanto ao deus-dará, eliminando o factor concorrência que estimula o aumento da qualidade e a redução de preços. A tal da Estratégia Nacional de Banda Larga, que por vezes ecoa por aí, não é clara. Existe, de facto? É parte desse plano macro para recuperar infraestruturas e que quer tornar Angola num hub digital? Ou é outra coisa?

Ao mesmo tempo, queixam-se os operadores, há a questão da carga tributária. Com a reforma do Código de Imposto Industrial de Julho passado, o sector das telecomunicações passou a ser taxado 35%. Além disso, há o dólar na sua dança diabólica. Os serviços digitais estão indexados a esta moeda. É sabido que as empresas do sector precisam de importar tecnologia, não só de produtos como de serviços. Como tal, a constante desvalorização da moeda e da inflação, que corrói qualquer bom resultado operacional das empresas.

Angola e a Finlândia decidiram a partir de hoje (20) estreitar a cooperação bilateral nos domínios das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Meteorologia.

Um memorando de entendimento foi hoje rubricado, em Luanda, entre o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação  e Comunicação Social de Angola e Ministério dos Transportes e Comunicações da Finlândia.

O acordo, assinado  pela parte angolana pelo Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, vai facilitar a formação e desenvolvimento  tecnológico, aumento de investimentos, joint ventures, empreendedorismo conjunto e desenvolvimento dos mercados nos sectores das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Meteorologia.

Com esta parceria, os dois países passarão a incrementar o intercâmbio de conhecimentos e melhores práticas afim de desenvolver e implementar soluções em redes de telecomunicações, modernização dos serviços meteorológicos e sismológicos , segurança cibernética e protecção de dados.

O memorando de entendimento dura 5 anos e poderá ser renovado pelo mesmo período de tempo. O sector chave da economia finlandesa é a indústria - principalmente madeireira, metalurgia, engenharia, telecomunicações e produtos electrónicos.

 

 

Fonte: MINTTICS

 

O ministro das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, apelou nesta sexta-feira(13) ao Conselho de Administração do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM) para a necessidade de permitir que serviço de operação móvel virtual possa ser um facto em Angola.

O governante que falava a margem da cerimónia de tomada de posse dos novos responsáveis do INACOM e alguns integrantes do Conselho de Administração das Edições Novembro – EP, referiu que o serviço de operadora móvel virtual trará maior dinâmica ao sector das comunicações eletrónicas, tendo aconselhado os responsáveis ora investidos para mais dedicação face aos novos desafios, que, na sua óptica, serão maiores.

Numa altura em que o ministério tem incentivado as operadoras no sentido de efectuarem partilha de infraestruturas com vista a cobrirem uma maior área de actuação, este apelo vem como uma espécie de benefício da política de partilha de infraestrutura.

Manuel Homem ressaltou que o INACOM terá um acompanhamento especial por parte do ministério, para voltar a ocupar o seu lugar nas telecomunicações, enquanto operadora incumbente que suporta os operadores nacionais de telecomunicações.

“O nosso desejo consiste em levar as comunicações a todo o país com qualidade e a bons preços para o consumidor final de comunicações electrónicas”, sublinhou.

Um operador móvel virtual é uma operadora de serviços de telefonia móvel que não possui frequência e, por isso, não tem uma rede própria para disponibilizar o serviço de telefonia móvel. Para isso, este provedor necessita utilizar a cobertura de outra operadora de telecomunicações através de um acordo mútuo entre as duas partes.

 

Fonte: Angop

A Orange, assinou um acordo com um dos principais provedores de serviços de Internet de África, a Dimension Data, para fornecer trânsito IP e DDOS na África do Sul, como parte da estratégia da Dimension Data de fornecer aos seus parceiros e clientes a melhor qualidade, serviço de Internet com melhor latência e resiliência adicional à sua rede.

De acordo com a ITWeb, a parceria permitirá que a Orange forneça qualidade aprimorada e a melhor latência para a comunidade de gamers em África e nas Ilhas do Oceano Índico, Ilha da Reunião, por meio de seu POP sul-africano. Esta é uma mudança significativa no fornecimento de serviços de Internet em África, que geralmente é comprado na Europa. Houve uma melhoria significativa na qualidade e latência da conectividade com a Internet, o que é crucial para melhorar a experiência de jogo online da região. A Orange continua comprometida em melhorar a qualidade do serviço de Internet para os seus clientes e amantes de jogos online em África.

A Dimension Data já fornece serviços de jogos para uma grande comunidade de jogos no continente africano e, com essa mudança, torna-se o primeiro provedor de serviços de Internet (ISP) local a adquirir serviços de trânsito de IP da Orange na África do Sul.

“A parceria com a Orange para fornecer trânsito IP e DDOS nos permitirá continuar agregando valor aos nossos clientes por meio de nossa oferta de infraestrutura inteligente”, disse Setumo Mohapi, Director de Go to Market da Dimension Data. “É por meio dessa interconexão de sistemas, ferramentas, processos e pessoas que permitimos que as organizações tenham maior sucesso usando tecnologia e serviços inteligentes. Este é o futuro do negócio de tecnologia”, acrescentou.

Emmanuel Rochas, CEO da Orange International Carriers, disse que: “A parceria da Orange com a Dimension Data trará grandes melhorias para a experiência do cliente, especialmente nas regiões africanas e do Oceano Índico, onde há um grande número de jogadores. A Orange já tem alguns dos maiores provedores de jogos do mundo em sua rede global. Através desta parceria, não queremos apenas fornecer uma melhor experiência de jogo, mas também esperamos aumentar a reputação da Orange junto à comunidade internacional de jogos.

A Orange continua a acelerar seu investimento e desenvolvimento de conectividade no continente africano, com IP POPs em Lagos, Gana, Abidjan, Cidade do Cabo e Joanesburgo, e também está desenvolver uma nova infraestrutura internacional ligando oito países da África Ocidental.

A África Sul criou na segunda-feira (02), uma parceria conjunta entre as Indústria de telecomunicações e as academias locais para desenvolver o primeiro Laboratório de Inovação 5G em África.

Localizado no Tshimologong Digital Innovation Precinct, o Laboratório de Inovação 5G é o culminar de uma parceria entre a gigante tecnológica chinesa Huawei, a Rain, operadora de rede de dados móveis da África Sul, e a Wits University.

De acordo com o ITWeb, no acto inaugural do projecto, participaram oradores como VP Yang Chen representante da Huawei para a região da África Austral; professores Adam Habib e Zeblon Vilakazi da Wits University; Lesley Williams, CEO do Tshimologong Precinct; Phumlani Moholi, presidente não executivo da Rain, bem como Daan du Toit, DDG do Departamento de Ciência e Inovação do Tshimologong Precinct.

Descrito como o primeiro laboratório 5G de África, tem como objetivo dar aos alunos acesso a um ambiente 5G ao vivo para construir o conhecimento das aplicações da tecnologia revolucionária para o mercado local.

Em termos de colaboração, a Huawei se comprometeu a fornecer sua solução 5G ponta a ponta, suportada pela rede 5G da Rain. O laboratório apresentará inicialmente dois aplicativos 5G; ou seja, campus inteligente / seguro e educação remota de realidade virtual.

De acordo com a Huawei, o lançamento do laboratório faz parte de um programa de inovação conjunto de longo prazo entre a instituição acadêmica e empresarial Wits University.

Chen disse que a Huawei tem orgulho de partilhar sua tecnologia e ajudar a aumentar a experiência no espaço 5G.

A tecnologia 5G terá enormes benefícios económicos e a principal razão pela qual a Huawei decidiu estabelecer um laboratório 5G com parceiros é para garantir que esse benefício possa ser realizado, concluiu Chen.

Habib afirmou que tem grandes expectativas para a parceria com a Huawei, Rain e Wits, ressaltando que deve ser o primeiro passo em uma ampla gama de parcerias que virão.

“Estamos trabalhando com os pioneiros em inovação digital para treinar uma geração de estudiosos inteligentes e experientes que transformarão o mundo, usando a tecnologia mais recente e disponível para efetuar mudanças benéficas em nosso mundo. Não estamos a reimaginar o futuro; estamos a criar um futuro melhor para todos hoje”, disse Habib.

Falando em nome do ministro do ensino superior, ciência e tecnologia, Du Toit disse que as instalações darão aos alunos a oportunidade de inovar em soluções para problemas locais, acrescentando que o 5G pode suportar uma série de aplicações que ajudariam os sul-africanos.

De lembrar que após a quarentena na África do Sul, o aumento de tráfego móvel cresceu mais de 40%. E como tal, a operadora Vodacom decidiu por bem implementar já a rede 5G no país, de modo a melhorar as ligações em caso de emergência, o que poderá ser um destino para os estudantes de referido Laboratório.

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