junho 19, 2021

O mundo comemora, nesta segunda-feira (17), 156 anos de interacção e aproximação social por via das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), e Angola faz parte desde 1975, da lista dos países membros de pleno direito da União Internacional das Telecomunicações (UIT).

Em seu site oficial, o Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) reagiu a data, considerando o sector essencial no desenvolvimento social e económico e de inclusão social, prometendo assim mais melhorias no futuro.

A data visa celebrar o progresso nas tecnologias de informação e chamar a atenção das pessoas para as mudanças que acontecem na sociedade, ultimamente com o poder da internet e das restantes formas de telecomunicação, reflectidas na partilha de informação a nível mundial e na interligação do globo.

Ao longo deste século e meio, o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação é celebrado anualmente por todas as "sociedades tecnológicas", porquanto a efeméride serve para evidenciar o esforço promovido quotidianamente pela UIT, a primeira organização intergovernamental do planeta.

Entretanto, actualmente a UIT congrega 193 países, entre os quais Angola, e mais de 700 entidades do sector privado e académico mundial, e tem por missão padronizar e regular as ondas de rádio e telecomunicações internacionais.

Foi no décimo sétimo dia deste mês, do ano de 1865 que se criou a União Telegráfica Internacional e que se assinou a primeira Convenção Telegráfica Internacional, ficando então definido como Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação, inicialmente subscrito por 20 países europeus.

O chefe da Unidade de Sistemas de Conectividade do Futuro da Comissão Europeia, Peter Stuckmann, concedeu na segunda-feira(19) uma entrevista à euronews, onde deu a conhecer que União Europeia (EU) prepara-se para ganhar a corrida da futura tecnologia 6G.

As telecomunicações 5G já vão permitir maior interação entre humanos e máquinas como inteligência artificial, tais como carros autónomos. Mas a tecnologia 6G poderá permitir experiências que pensávamos ser do domínio da ficção científica, tais como a comunicação via hologramas e a manipulação de objectos à distância.

É neste âmbito que Peter Stuckmann vê a União Europeia como uma potencial candidata capaz de liderar esta tecnologia.

“Estamos a lançar os nossos principais programas de investigação sobre 6G. A tecnologia 6G vai exigir progressos no desempenho, por forma a termos capacidade de transmissão de dados suficiente para, por exemplo, permitir os programas de telepresença ou de geminação digital. Portanto, será uma grande mudança e é importante que a Europa tenha boa capacidade tecnológica", explicou Peter Stuckmann, chefe da Unidade de Sistemas de Conectividade do Futuro da Comissão Europeia, em entrevista à euronews.

Na mesma entrevista, o director de Estratégia e Comunicação da European Telecommunications Network Operators, Alessandro Gropelli, falou sobre a necessidade de se repensar amplamente todos os ecossistemas económicos e humanos e criar versões optimizadas da realidade. “Isso acontecerá na indústria manufatureira, na educação e no entretenimento. Mas o mais positivo é que ainda estamos a definir o que será o 6G, logo, ainda estamos a criar os padrões, a refletir sobre o modelo.”

As empresas europeias Nokia e Ericsson lançaram o projecto Hexa-X, no início deste ano, que reúne os principais participantes da indústria para desenvolver a tecnologia 6G. E face ao grande avanço chinês e às actuais rivalidades políticas e económicas, é provável que a UE tenha que colaborar com aliados tais como os EUA e o Japão.

A informação da entrada em funcionamento da nova operadora móvel foi avançada nesta quinta-feira (15), no Huambo, pelo director nacional das Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Matias Manuel da Silva Borges.

Em declarações à imprensa, sobre o ponto de situação do processo de certificação da quarta operadora no país, o responsável fez saber que, depois da conclusão do processo concursal, a operadora tem vindo a trabalhar internamente com as autoridades angolanas, para o início das operações no país, a partir de Dezembro deste ano.
Além dos serviços de telefonia móvel e internet, Matias Borges avançou que a Africell vai, igualmente, disponibilizar os serviços de televisão digital e Mobile Money.

Matias Borges referiu que, com a certificação da Africell, espera-se um novo paradigma neste sector em Angola, através da inclusão de novos serviços e oportunidades em termos de impactos de redução de preços, para que a população tenha capacidade de escolha em termos de serviços prestados pelas operadoras.

Com a entrada da Africell no mercado angolano, no quadro das estratégias de melhoria dos serviços móveis, de acesso universal à internet para a edificação de uma sociedade de informação, combate à info-exclusão e aumento da literacia digital, espera-se a criação de mais de seis mil empregos em Angola, com um investimento inicial de 300 milhões de dólares americanos.

A operadora norte-americana existe no mercado há mais de vinte anos. Em África já opera em quatro países (Uganda, Serra Leoa, Gâmbia e República Democrática do Congo). Angola tornar-se-á o quinto país no mercado africano.

O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, sugeriu, no passado domingo (4), no Cuito, os empresários a fazerem parcerias para investir no sector.

O convite foi feito no final da visita de 24 horas que Manuel Homem efectuou ao Bié, durante a qual visitou diferentes órgãos de comunicação social.

“Aos empresários que se interessem por este sector, digo que existem condições para investir, naturalmente cumprindo as regras do funcionamento, pois temos necessidade de promover outros serviços da comunicação social”, afirmou.

O ministro considerou positiva a visita, na medida em que as questões fundamentais para o exercício das actividades estão a ser materializadas. A visita serviu também para constatar que há a necessidade de melhorar o sinal da internet e da comunicação da Angola Telecom.

 

Fonte: Mercado

A operadora de rede móvel queniana, Safaricom, lançou uma rede 5G naquele país, tornando-se no segundo país da África a oferecer a tecnologia aos clientes, de acordo com a GSMA, uma organização que representa operadoras de rede móvel em todo o mundo.

A empresa está a testar a tecnologia em quatro cidades e deseja expandir para mais cinco até o final de 2022, de acordo com o CEO da operadora, Peter Ndegwa, que descreve como "um marco importante para o país".

Esta tecnologia oferece velocidades de dados até 100 vezes mais rápidas em relação ao 4G, menor latência (atraso na comunicação) e pode suportar até 1 milhão de dispositivos conectados por quilômetro quadrado, em comparação com até 100 mil para 4G.

A introdução da tecnologia pela Safaricom no Quénia é "um passo importante na jornada 5G de África", disse Kenechi Okeleke, autor principal de um relatório de 2019 sobre 5G na África Subsaariana para a GSMA Intelligence.

"Ao ser implementada, esta tecnologia pode atingir velocidades de até 940 megabits por segundo, o que seria uma virada de jogo para as empresas e escolas africanas que não têm acesso à internet de fibra óptica, especialmente num mundo pós-Covid-19, onde actividades como trabalho, aprendizagem e entretenimento estão cada vez mais online", completou.

Actualmente, apenas 3% das conexões de telefonia móvel do mundo são em 5G (a Ásia lidera a lista com 5% das conexões móveis). Mas a GSMA Intelligence estima que em 2025, o 5G provavelmente cobrirá um terço da população mundial.

Segundo a empresa de dados, vai levar algum tempo para a África se recuperar, porque actualmente, cerca de 51% das conexões de telefonia móvel do continente são em 3G, e acredita-se que continuará a ser dominante, com as conexões 5G a representar apenas 3% do total de conexões móveis até 2025.

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