setembro 27, 2021

O governo egípcio, informou ontem(20), por meio do Ministro das Comunicações e Tecnologia da Informação, Dr. Amr Talaat, que esta em curso, o plano que levará internet de alta velocidade para mais de 60 milhões de pessoas que vivem em áreas rurais, como parte de uma campanha ambiciosa para criar novas oportunidades de desenvolvimento económico.

O Ministro do Estado da Economia Digital e Emprego, He Talaat, que falava durante o Workshop ICF-Egipt, disse que o projecto é parte de um esforço nacional para fortalecer a economia digital do Egipto e estimular a criação de empregos no Cairo.

De acordo com o Tech Gist Africa, para os 60 milhões de egípcios que vivem em 4.500 comunidades, o governo pretende aumentar a conectividade actualizando a infra-estrutura de banda larga, para garantir que os jovens tenham acesso à internet e ao conhecimento, treinamento e perspectivas de emprego oferecidas pelo mundo digital.

O vice-presidente da Google no Egipto referiu que o empoderamento dos jovens, o empreendedorismo e a inovação digital são três das questões mais urgentes que a sociedade enfrenta hoje, e que o futuro de África depende da implementação de um sistema para ajudar os jovens.

O Workshop híbrido de dois dias, que tem como finalidade abordar as oportunidades das infra-estruturas de telecomunicações, foi patrocinado pelo presidente do Egipto, Abdel Fattah El-Sisi e visa reunir a comunidade de desenvolvimento global e afirmar seu compromisso colectivo com o desenvolvimento sustentável como um estímulo para a recuperação económica pós-pandemia.

 

 

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Por: Eric Dario de Palma Martins
Engenheiro de Telecomunicações e profissional a nível de redes Cisco (CCNP).

 

Num mundo tão competitivo como nos dias de hoje, a partilha de conhecimento, bem como a de infra-estrutura, torna-se vital para evolução e progressão de indicadores fortemente identificados a nível da disponibilidade dos serviços, tendo como condição sine qua no a qualidade dos serviços de telecomunicações. No decreto presidencial Nº 166/14 de 10 de julho, já se faz sentir uma vontade implícita no que tange ao compartilhamento de infra-estrutura bem como a sua importância para o desenvolvimento tecnológico do País.

O ITU, no seu oitavo simpósio para reguladores GSR (Global Symposium for regulators), auferiu que em países em desenvolvimento a telefonia móvel tem sido fundamental para tornar os serviços disponíveis. Com muito para se fazer, pretende-se aumentar a penetração dos serviços móveis com destaque para as áreas rurais. Mas, o altíssimo custo de infra-estrutura, leva consequentemente a um preço elevado onde as operadoras o fazem no intuito de recuperar o seu investimento. As empresas de telecomunicações em Africa podem vivenciar uma redução nas despesas de capital até 60%, reduzindo as necessidades individuais que consequentemente reduzirá o período de retorno de investimento. Conceitos e novas empresas importantes vão surgindo tal como Towerco(Tower companies-empresas de Torres) que são instituições que gerem infra-estruturas das torres de telecomunicações, sem serem proprietárias das mesmas, mas avaliam a sua eficiência, produtividade e gestão consequentemente.

Fonte: ITU.

Descrição: Gráfico comparativo entre a partilha de infra-estrutura de telecomunicações em redes fixas & redes moveis a nível Mundial.

 Aqui estão algumas vantagens da partilha de infra-estrutura:

  1. Diminuição de despesas operacionais (partilhando custos de manutenção, segurança e energia);
  • Uma grande vantagem é a poupança na instalação e no O&M de uma nova infra-estrutura, onde implicitamente a carga de trabalho e outros factores operacionais podem ser reduzidos. Algumas empresas invocam estratégias de possuir menos propriedades no extracto da empresa para obter mais lucros.
  1. Redução do impacto visual e ambiental;
  • Usando menos torres de telecomunicações, implicitamente estaremos a usar menos material de construção; haverá diminuição da ocupação territorial e se usará menos recursos energéticos (menos emissão de carbono).

Os potencias riscos desta implementação tem a ver com os conflitos entre os parceiros, incompatibilidades técnicas, disputas, aumento de ataques cibernéticos, etc.

A partilha de infra-estrutura pode ser de forma:

Passiva: Torres, sites, postes, fontes de energia e etc.

Activa: partilha de equipamentos de transmissão (Hubs, Routers, Cabos de fibra óptica, Hardware, Antenas, etc).

Vale realçar que, o diploma associado ao decreto, tem se inclinado mais à   infra-estrutura passiva, dando uma cobertura de partilha de elementos activos (com olhos numa actualização da legislação) no entanto evidencia-se já 5 modelos de partilha nomeadamente:

  1. Um operador partilha sua infra-estrutura com outro(A).
  2. Dois ou mais operadores estabelecem acordo para construção de uma infra-estrutura(B)
  3. O Arrendamento de terceiros ás infra-estruturas de telecomunicações. (C)

No caso específico do nosso país, foi criado o comité para partilha de infra-estrutura de Telecomunicações o INFRACOM que tem como missão:

  • Registo de infra-estruturas partilhadas.
  • Poder de resolução dos possíveis conflitos entre os provedores.
  • Ser o coordenador estabelecendo estratégias.

Os membros até agora são Unitel, Angola Telecom, Angola Cables, CA TELECOM, Movicel, Multitel, Mundo Startel, MSTelcom, PRODEL-EP, ENDE-EP, RNT-EP, ITA e EPAL.

Para o nosso país, será vantajoso uma vez que vivenciamos uma fernética expansão de infra-estrutura. Reutilizando infra-estruturas já existentes,   poderemos estar presentes a uma aceleração na taxa de penetração dos serviços de telecomunicações o que irá massificar a inclusão digital podendo também resolver o problema de iliteracia tecnológica em Angola.

 

 

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A cada dia que passa, tem sido cada vez mais crescente a onde de burlas, na internet e fora dela, sendo que a tática dos burladores são mensagens de textos, com números das redes Unitel e Movicel.

Cidadãos mostram-se preocupados e indignados com a facilidade e o “a vontade” que têm os burladores, de usar os números Unitel e Movicel para “ludibriarem” suas vítimas, fazendo-se passar por instituições financeiras e, nalgumas vezes, fazem-se passar por instituições estatais, tal como é a última mensagem que chegou à nossa redacção, supostamente do Ministério do Trabalho onde anunciava vagas de emprego, seguida da indicação de um número de telemóvel, da rede Unitel.

A tática é convencerem as vítimas sobre a existência de vagas de emprego, apropriarem-se dos seus valores financeiros, através de transferências bancárias e, depois, rumarem para a próxima.

O que alarma os cidadãos é que, segundo fez saber o Jovem Wilson, vítima de uma burla, “esta onda de ataques acontece sobre os olhos dos serviços de investigação criminal; sobre os olhos das operadoras de telefonia móvel; e sobre os olhos das instituições bancárias, existentes no país”.

Em uma mensagem, enviada à um cidadão, onde o destinatário faz recurso a um número da rede Unitel, diz o seguinte, “ BANCO-BAI. Caro cliente. Actualiza ja o seu Multicaixa a partir do ATM mais proximo de ti, dentro de 5h sera Bloqueado. Ligue para Actualizar”, lê-se na mensagem que é seguida pelo terminal telefónico.

 

 

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O operador de telecomunicações ITA – Internet Technologies Angola, S.A., multinacional parte do Grupo Paratus, anunciou no passado dia 31 de Agosto do corrente ano, o lançamento da sua ligação de fibra óptica de alta velocidade que liga Angola à República Democrática do Congo através do Nóqui (Angola) até Matadi (RDC).

A ligação de 600 quilómetros entre Luanda e Nóqui, com capacidade até 200 gigabits por segundo, irá também fornecer serviços de Internet à municípios ao longo da rota, incluindo Nzeto, Tomboco e Mbanza Congo, na província do Zaire.

Na sequência de um substancial investimento da ITA e do Grupo Paratus, esta ligação entre Angola e a RDC assinala a primeira de muitas a serem lançadas na região da SADC pelo grupo. A fibra que parte do Nóqui, para além de beneficiar as cidades do lado angolano, beneficiará também a RDC ao fornecer serviços de Internet em Kinshasa, que tem cerca de 17 milhões de habitantes. A implantação de fibra faz parte da estratégia ITA / Paratus para conectar Angola com a região e concretizar a visão estratégica do grupo para estabelecer Angola como um centro de tráfego dentro da SADC.

“Para as empresas na região da SADC, a conectividade de fibra óptica é essencial”, afirma o Diretor Geral da ITA, Francisco Pinto Leite. “Para além de oferecer alta velocidade e latência reduzida por meio de uma conexão de qualidade para a comunidade empresarial, as ligações em fibra têm melhor custo-benefício quando comparadas a uma conexão de satélite, pois oferecem grande capacidade de transmissão de dados com uma economia de cerca de 70%.” comentou Francisco Pinto Leite sobre os benefícios desta ligação.

Para a economia angolana as ligações internacionais em fibra óptica representam inúmeros benefícios uma vez que permitirão transformar Angola num “hub” dentro da SADC, o que viabilizará o fomento do enorme potencial comercial da região. Conforme explica o CTO do Grupo Paratus e CEO da ITA, Rolf Mendelsohn: “O nosso investimento em Angola e na região da SADC tem ajudado a gerar oportunidades de negócio reais. A nossa estratégia de fornecer uma rede de qualidade em África, está a ser realizada por meio dos nossos investimentos em infra-estruturas. O lançamento desta ligação de fibra entre Angola e a RDC demostra como estamos a pensar em grande e permitir que os nossos clientes empresariais, multinacionais e internacionais usufruam de ligações mais rápidas, fiáveis e mais acessíveis.”

Sobre ITA

A ITA - Internet Technologies Angola, fundada em 2005, conta actualmente com mais de 180 colaboradores, profissionais altamente qualificados, e investe fortemente na formação de quadros nacionais, permitindo uma oferta de serviço de excelência, contínuo e permanente. Dispõe de equipas técnicas especializadas na implementação de redes de dados e de telecomunicações. Ao longo dos últimos 16 anos a ITA cresceu exponencialmente e é hoje o maior operador privado do sector, um prestador de soluções integradas e altamente fiáveis de telecomunicações que envolvem Internet, VPN MPLS, Data Center, Cloud Services e Voz. É membro fundador do Grupo PARATUS África.

Sobre Paratus

Paratus é a rede de qualidade de África. De olho no futuro, o grupo está a investir em infra-estruturas e a estabelecer-se como um actor-chave na entrega de serviços de telecomunicações integrados em toda a África. O Grupo Paratus é gerido por uma equipa operacional apaixonada e profissional em seis países africanos - Angola, Botswana, Moçambique, Namíbia, África do Sul, e Zâmbia. A rede alargada da empresa fornece um serviço centrado na conectividade por satélite em 28 países africanos e a milhares de ligações de clientes remotos em África, ligando empresas em todo o continente africano e fornecendo um serviço de excelência de ponta-a-ponta. A actuação do grupo estende-se para além de África, até aos PoPs internacionais (pontos de presença) na Europa e nos EUA.

 

 

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O desenvolvimento social e económico de um país, há muito que ficou também dependente das infra-estruturas tecnológicas existentes. Apostar neste tipo de infra-estrutura, é a melhor saída para o crescimento sustentável das pessoas. A abertura do concurso público (que escolheu a Africell) por parte do governo angolano, com vista a elevar o número de operadoras de telefonia no país, não será (penso eu), para nós clientes ou usuários, um mero sentido de cumprimento de números.

Os dados mostram que o crescimento acelerado da inclusão digital e do ecossistema da internet em África é suportada maioritariamente por operadoras móveis de telecomunicações. Em Angola a realidade não é diferente. A Unitel, a Movicel e num futuro breve a Africell, terão de "lutar" pela aceitação permanente dos cerca de quinze milhões de assinantes de telefonia móvel e sete milhões de utilizadores de Internet.

Julgo que não tem sido uma tarefa fácil para as duas operadoras móveis actuais e nem será quando a terceira (móvel) iniciar as operações, julgando pela maturidade do consumidor angolano, principalmente dos serviços de telecomunicações.

De acordo com os dados do INACOM, que aponta para sete milhões de usuários de internet em Angola, no universo de quinze milhões de assinantes dos serviços de telefonia móvel, será um factor a ter em conta (por parte das operadoras) nesta "batalha" de elevar a fasquia do número de usuários de internet em Angola, propondo planos atractivos para os que já têm acesso e criar políticas de redução de preços dos dispositivos que facilitam o acesso à internet, com vista a incluir os cerca de oito milhões de usuários de telefonia móvel sem acesso à internet - serviço com mais procura no sector de telecomunicações nos últimos tempos.

Enquanto estudante na Índia - o segundo maior mercado de telefonia móvel do mundo, conheci duas (entre as nove) operadoras que disputam freneticamente a concorrência daquele país: a Airtel e a Vodafone Índia. Pela minha necessidade, que era essencialmente do uso de internet, escolhi a Airtel, não por ser a maior operadora do país, mas sim por atender o que precisava, por um custo mais baixo do que as demais. Para se ter uma ideia, a Airtel tem um plano de 3 GB de dados por dia, durante três meses, com direito a chamadas gratuitas e ilimitadas para clientes da sua rede por um valor equivalente a 2.700,00 Kz. Quem ganha com isso, com certeza é o cliente.

Quando não há concorrentes a altura, quem sofre é o consumidor que se vê na obrigação de consumir o que lhe é imposto na ausência de outras alternativas. Porém, não se pode pensar que o número de operadoras por si só, fará com que haja maior satisfação das necessidades dos consumidores. A capacidade de entregar produtos e serviços de qualidade e a menor custo, definirá a aceitação dos consumidores em qual das três operadoras aderir.

 

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