novembro 24, 2020

Primeiro, para quem não sabe, eu trabalho numa startup de tecnologia e educação. No mês passado, completei 2 anos nessa mesma Startup, então decidi partilhar com vocês a minha experiência sobre as vantagens e desvantagens de se trabalhar numa Startup, especialmente no nosso mercado angolano.

O que é uma Startup?

De acordo com o wikipedia, uma startup é uma "empresa" recém-criada ainda em fase de desenvolvimento que é normalmente de base tecnológica, mas pode aparecer em vários sectores.

Separei 3 vantagens e desvantagens de se trabalhar em uma startup. Sem mais delongas vamos ao que te trouxe aqui.

Vantagens.

1- Autonomia:

Geralmente nas empresas tradicionais você tem aquela obrigação de estar lá todos os dias das 8h às 16h ou 17h, cumprir a formalidade e aquela burocracia toda. Nas startups isso é diferente, você não é obrigado a isso.

Por exemplo, eu geralmente trabalho em casa, vou no escritório quando é necessário ou quando há uma reunião presencial. Me sinto muito mais autônomo quando acordo a qualquer momento e me visto como eu quiser para poder trabalhar em casa.

2- Redes de Contacto ou Networking:

Tem uma frase do Henrique Bastos que é meu instrutor que eu carrego comigo:

"As melhores oportunidades vêm das conexões humanas que você forma ao longo da sua carreira."

Trabalhar nesses ambientes te dão a oportunidade de você se conectar com pessoas de várias áreas. Eu particularmente, já tive a oportunidade de conhecer profissionais muito interessantes que hoje alguns acabaram por se tornar parceiros de alguns projectos que hoje tenho orgulho.

3- Aprender o tempo todo:

Se você gosta muito de aprender, estar sempre actualizado, entender como as coisas funcionam, sobre o que está por vir, quais são as novas tendências e tecnologias do mercado, isso pode ser uma boa vantagem para você. Nesse ecossistema das startup tudo pode acontecer, então você é obrigado a estar sempre de olhos abertos e bem mesmo.

Desvantagens

1- Apagar fogo a qualquer momento:

As startups começam com poucas pessoas, às vezes uma acaba por exercer 3 ou 4 funções diferentes, a dependência da empresa por você é muito maior. A tua carga horária de trabalho pode ser muito pesada no início, incluindo finais de semana e feriados em que você pode receber uma chamada para resolver um problema.

2- Falta de infraestrutura:

As Startups normalmente possuem pouco dinheiro, inclusive para investir em infraestruturas ou em outros recursos. Limitações dos recursos, sejam recursos humanos ou mão de obra, instalações ou ferramentas. Você precisará encontrar soluções viáveis dentro do orçamento existente e precisará estar aberto para executar diversas funções.

Soluções, hoje já existem em Luanda alguns coworking que oferecem espaços (embora pequenos), para que algumas Startups possam alugar e manter uma infraestrutura melhor.

3- Assumir altos riscos ou instabilidade:

Na verdade, isso não é uma desvantagem exclusivamente das startups, como diz o meu amigo Andrade Caetano: o mercado é agressivo, e ele está certo. O mercado de Luanda particularmente é muito "violento", Luanda é capital de Angola e a cidade mais populosa, basicamente é aqui onde todas as coisas do país acontecem, você tem sempre novos projectos, novas ideias (que podem não dar certo), novas empresas a fechar, algumas a demitir. A instabilidade no mercado das startups é muito maior do que nas outras empresas tradicionais.

Só para ter uma ideia, de acordo com o Ministério da Economia, a taxa de mortalidade anual das empresas em Angola ronda os 70%, ou seja, por cada 100 empresas criadas, no prazo de um ano, apenas 30 sobrevivem.

 

Decorreu nesta terça-feira(29), na plataforma ZOOM e em simultâneo na conta do Facebook do Africa Tech 21, o live do programa conversas 4.0, que analisou o papel do ecossistema de startups na diversificação da economia. O live contou com a moderação de Kiesse Canito e com os seguintes convidados: Haymée Cogle, Lider Local do Founder Intitute, Vanda Oliveira, Co-founder da Bantu Makers, Morato Custódio, Business Developer, José Carlos CEO da Acelera Angola e Armando Mualumene, Gestor de Projectos para empreendedores e inovação.

Os intervenientes analisaram o ecossistema das startups no contexto actual, o seu papel na diversificação económica e as soluções que poderão ser desenvolvidas com vista a resolver os diversos problemas que o país enfrenta.

Com os olhos postos na inovação, Vanda de Oliveira referiu que é importante estimular e promover um outro tipo de instituição, que possa agregar valores para além do que algumas universidades fazem, criando centros de formações especificas que tem a ver com o desenvolvimento para as competências dos séc. XXI.

Uma outra componente bastante importante no ecossistema das startups, segundo ela, é o acesso ao financiamento, que não deve ser feito por meio da banca, mas sim por dos Business Angels, subvenções públicas ou privadas, firmas de financiamento de capitais de riscos e só depois entram os bancos.

Armando Mualumene defendeu que é necessário existir a educação dos próprios empreendedores, que muitos deles não sabem o modelo ideal a utilizar, tendo avançado que o principal é a educação dos investidores. “Existem poucos investidores em África e particularmente em Angola que querem se educar sobre o ecossistema”, disse ele que se mostrou céptico quanto a existência de um verdadeiro ecossistema no país.

“E quando não há educação, o que acontece é que os investidores disponibilizam o financiamento, e logo depois querem o retorno ao fim de alguns dias e ainda assim querendo mais de 70% das acções”, acrescentou.

O CEO da Acelera Angola, José Carlos, proferiu que existe sim o ecossistema de startups em Angola, embora ela esteja ainda concentrada na capital do país. “Já temos o ecossistema, basta olharmos para os pilares, elas já existem”, afirmou.

Questionados sobre como as startups podem gerar soluções não convencionais para as áreas de saúde e educação, Haymée Cogle afirmou que deve-se fazer um reset, começando pela descentralização, criando uma outra maneira para aproximar as soluções dos problemas.

"Nós não podemos querer resolver os problemas que temos hoje  com as mesmas soluções do passado. Para a resolução dos problemas do futuro, temos de pensar diferente”, disse.

Falando sobre uma perspectiva mais abrangente e direcionada, apresentando números e perspectivas, Morato Custódio referiu que não tem como neste momento, em um país como Angola, empregar os cerca de 4 milhões e 700 mil pessoas desempregadas, baseando-se em contratação convencional.

“A inovação, o ecossistema de empreendedores, as startups e todas as pessoas que participam nesta nova era de Angola, é de facto, não só uma opção como também a única alternativa que o país tem para resolver o problema que afecta os cerca de 4 milhões e 700 mil desempregados”, disse Morato.

Realçou ainda que o crescimento populacional de Angola tem que ser analisada nesta perspectiva. Resolvendo com base na inovação, apostando numa economia descentralizada, inclusiva, aonde busca-se soluções inovadoras baseadas em modelos de gestão com baixo custo de investimento para poder resolver problemas da educação, saúde e promover o auto-emprego para que as pessoas possam se auto-sustentar.

Em jeito de conclusão e com vista a apontar soluções, Armando referiu que deve-se encarar a diversificação como um processo, sabendo que o melhor mecanismo para trazer a sustentabilidade é o empreendedorismo. Por outro lado, Vanda Oliveira disse que, uma das soluções passa por repensar o modelo de desenvolvimento, partindo para o desenvolvimento mais pragmático e menos ideológico.

O referido live, é uma extensão do habitual programa conversas 4.0, que acontece todas as terça-feira na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), das 10 as 11 horas.

Estão abertas até o dia 16 de outubro, as candidaturas para as Startups africanas que desejam fazer parte do Space-Tech Challenge 2020.

O Space-Tech Challenge é um projecto que visa identificar e desenvolver startups neste espaço, focando especificamente em aplicações de tecnologia espacial a jusante na agricultura, seguros, retalho, sustentabilidade e conservação.

As aplicações do Space-Tech Challenge permitem identificar e desenvolver os mais promissores e inovadores, empresários e empresas em fase inicial no sector da tecnologia espacial em toda a África.

As Startups que vão participar, terão a oportunidade de apresentar numa audiência global na GEO Week, uma conferência intergovernamental de observação da Terra; ligações industriais e acesso ao mercado através da ZASpace e parceiros terão também selecção de investimento por parte da Anza Capital, apoio ao desenvolvimento empresarial durante um mês através do Instituto de Investigação para a Inovação e Sustentabilidade.

Já na recta final, poderão apresentar a juízes e a representantes da indústria bem como o fornecimento de imagens de satélite prontas para ortopedia a partir do arquivo da Maxar.

Entretanto, os três vencedores, receberão quatro meses de incubação em linha e mentoria virtual, e acesso contínuo a uma rede peer-to-peer através da TechTribe, bem como a oportunidade de apresentar a sua ideia directamente a MAXAR. Doravante, o vencedor global ganhará um SecureWatch Premium de 5GB, válido por três meses no valor de 12.500 dólares.

A startup nigeriana, lançou uma plataforma web com as características da famosa plataforma multinacional Airbnb.

A plataforma denominada Nwanndo, foi lançada no passado mês de Maio, o que tem sido considerado um dos lançamentos menos oportunos do ano, fruto da actual situação que se vive. Porém o seu fundador minimiza a situação dizendo que é um óptimo momento para se olhar para dentro, para o desenvolvimento e a exploração da indústria do turismo.

Fundado por Okereke Ikenna e Venetia Grant, a plataforma conecta as pessoas com lugares para ficar, e coisas para fazer em África, e permite que as pessoas rentabilizem seus espaços extras ou experiência em viagens.

O objectivo da startup é abrir um novo tipo de comércio de turismo em África, de forma a eliminar a necessidade de agentes de viagens, e ajudar os habitantes locais a ganhar dinheiro enquanto mostram o melhor que o continente tem a oferecer.

Ikenna disse que a Nwanndo resolve muitos problemas da sociedade. “Isso permite aos viajantes uma opção mais económica e permite que os locais mitiguem os altos custos do aluguer e tenham mais flexibilidade. Em terceiro lugar, ajuda os pequenos investidores que querem se envolver mais do que apenas ser um proprietário tradicional, o que só dá retornos muito pequenos”.

Actualmente a startup opera na Nigéria, Gana, Quénia e Tanzânia, e pretende se expandir para o resto da África e no exterior, à medida que entra em discussões com investidores. A plataforma, que cobra uma comissão de 10 por cento sobre qualquer reserva.

Fonte: Disrupt Africa

A Joblist, startup americana, usa recursos de Inteligência Artificial (IA) para combinar candidaturas e vagas disponíveis.

Lançada no ano passado, até agora ajudou 4 milhões de pessoas na procura de emprego, disse o CEO Kevin Harrington ao Business Insider. Mesmo sem muitas promoções, a Startup viu no passado mês Junho, um aumento nas actividade de candidaturas de empregos, à medida que os bloqueios foram suspensos.

Os candidatos podem decidir se estão abertos a empregos remotos ou posições que os obriguem a estar na linha de frente em sectores como comércio, serviços de alimentação ou hotelaria. Uma pessoa com deficiência física, por exemplo, pode excluir todos os empregos marcados como exigindo trabalho físico.

"A indústria não tem realmente inovado há 10 ou 20 anos, a maioria dos sites de busca ainda dependem fortemente de palavras-chave e campos de localização", disse Skylar Williamson, director de produtos da startup.

Segundo Williamson, o que torna a Joblist diferente, é o foco da plataforma em "personalização" e "colaboração" para ajudar os candidatos a emprego e filtrar milhões de ofertas de emprego.

A Joblist, anunciou ontem(13) que recebeu cerca de 4 milhões de dólares em financiamento, e pretende usar o influxo deste dinheiro para dobrar seus recursos de personalização e colaboração. 

A plataforma usa IA e aprendizado de máquina para combinar pessoas e funções com base em uma série de factores, como o compromisso de uma empresa com a diversidade ou sustentabilidade. Os candidatos são obrigados a preencherem um breve questionário para fornecer informações adicionais à lista de emprego.

 

 

Fonte: Businessinsider

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