novembro 24, 2020

Entrevista exclusiva, com o Eng. Dimonekene Ditutala, Director Local da Founder Institute Luanda (FIL), onde falamos sobre a FIL e o contributo das Startups no desenvolvimento do ecossistema digital angolano.
Pensamos ser um tema bastante pertinente, em função do novo paradigma a que estamos expostos.
Mais do que nunca, as Startups são agora chamadas para apresentarem soluções inovadoras para problemas que afectam directamente aos vários sectores da sociedade.

Oito startups de comércio eletrónico africanas foram convidadas a se inscrever em uma aceleradora gerida pelo Facebook que oferecerá acesso a orientação e treinamento, bem como às tecnologias e redes da empresa.

De acordo com a Disrupt Africa, ao longo do programa virtual, as startups selecionadas terão acesso a um mentor dedicado do Facebook, treinamento abrangente, conjunto de produtos e tecnologias do Facebook e uma rede valiosa de especialistas em produtos e outros fundadores para se conectar.

Ao todo, 36 startups de comércio inovadoras da Europa, Médio Oriente, África e América Latina foram selecionadas para participar. As mesmas foram escolhidas por terem produtos focados em gerar valor para o cliente, equipas de liderança diversificadas e focadas, tecnologia inovadora ou pesquisa e evidência de crescimento de negócios.

Das 36 selecionadas, 8 delas são africanas, sendo o Egito o país bem mais representado, com três empresas de comércio eletrónico; duas startups da África do Sul, o Kenya também é representado por duas startups e o Gana que está representado com uma startup.

O programa começou oficialmente na semana passada, com startups conectadas com especialistas em comércio do Facebook e começando sua jornada para construir soluções em plataformas de comércio que biliões de pessoas em todo o mundo podem usar e se beneficiar.

No âmbito da consagração da Startup Sócia, como vencedora do concurso UNITEL Go Challenge, o Portal de T.I ouviu o seu CEO, Augusto Firmino, que falou não só do concurso, como também da realidade vivenciada no dia-a-dia, tendo revelado que a sua empresa transacciona mais de 10 milhões de kwanzas por mês.

A Sócia, concorreu na final do concurso com outras nove Startups que fizeram um “Pitch” bastante acalorado, para o jurado formado por executivos da Unitel, tendo arrebatado quatro milhões de Kwanzas, um ano de serviços de telecomunicações gratuito e cinco computadores portáteis.

Sobre o que o concurso representa para a Startup, Augusto Firmino disse: “O UNITEL Go Challenge representa o reconhecimento de todo esforço que as nossas equipas têm feito para manter o serviço e melhorar a experiência dos nossos utilizadores dentro da plataforma, e um sinal aos nossos investidores de que temos um produto que atende a realidade angolana”.

Questionado se ainda verificam as mesma dificuldades do inicio do negócio, Augusto Firmino revelou que vivenciam outras dificuldades. “No princípio era a questão da fiabilidade da solução, hoje sentimos as dores de crescimento como logística e aprovisionamento”.

Embora ainda não atendam as demais províncias, a Sócia conta com um ponto de compra fora de Luanda e perspectiva a criação de mais dois pontos até ao final deste ano. Quanto a rentabilidade,  o CEO avançou que irão atingir o ponto de equilíbrio no final de 2021.

Augusto Firmino revelou ainda que, depois de abrir a sua primeira ronda de investimentos, a empresa conseguiu captar outros investimentos, gerando directamente 13 postos de trabalho.

Relativamente ao que esperar da Sócia nos próximos tempos, o CEO referiu apenas terem um "roadmap" de produtos e necessidades claras a suprir, sem no entanto avançar outros detalhes.

Operando no modelo B2B e B2C, a Sócia é uma plataforma que oferece aos utilizadores uma forma muito angolana de economizar. Surge para minimizar o efeito da crise económica nos bolsos das famílias, dando à estes, a possibilidade de comprar produtos a preço de grossista mais em quantidade de retalho.

A startup de água e serviços públicos do Quênia, HydroIQ, desenvolveu um aplicativo de racionalização e faturamento inteligente que permite que gerentes de propriedades e concessionárias digitalizem sua medição de água, pagamentos e atendimento ao cliente sem substituir sua infraestrutura.

De acordo com o Disrupt Africa, a startup está a construir redes de água inteligentes, usando sensores, análise de dados e pagamentos móveis e online, para trazer transparência no acesso e distribuição de água. O aplicativo denominado HydroIQ SmartBilling, faz contabilidade de cada gota, garantindo um faturamento transparente e análises poderosas da fonte ao consumidor, até agora entregando mais de três milhões de litros de água por meio de sua rede.

Com o lançamento do HydroIQ SmartBilling, uma solução SaaS para o sector de água, a startup afirma ter mais uma vez se posicionado como líder global na digitalização do sector de água e colocá-lo online. Já tem mais de 13.000 residências planejadas e fez parceria com as principais empresas do sector imobiliário e de abastecimento de água para apresentar esta solução aos seus clientes.

“Nosso objetivo é desbloquear o potencial digital, trazendo transparência no acesso e distribuição de água em toda a África, aproveitando os pagamentos online e móveis”, disse Bosire, fundador da HydroIQ.

Fundada para ser o primeiro operador de rede de água virtual (VWNO) do mundo, o HydroIQ participou do Techstars Accelerator e, desde então, recebeu financiamento da Techstars e da Partech.

A startup sul-africana DataProphet, que usa inteligência artificial (IA) para auxiliar na automação das operações de fábricas, deverá concentrar o seu foco na expansão dos seus serviços na União Europeia (UE) e nos Estados Unidos (EUA).

Após ter recebido um financiamento para sua expanção no continente africano, a DataProphet anunciou por meio da Disrupt Africa, que as condições estão quase criadas para a sua expanção nestes mercados.

“Já temos alguns clientes naquele espaço, mas o que é bastante importante no que diz respeito ao nosso trabalho, é ter este relacionamento o mais próximo possível, criandolocalmente o suporte comercial e técnico. Portanto, essa expansão nos permite construir escritórios na UE e nos Estados Unidos para apoiar os parceiros nesse espaço ”, disse Cronje ao Disrupt Podcast.

A startup já trabalhou com várias empresas automotivas alemãs, onde obtiveram bons resultados mesmo com as base da empresa estarem no país de origem. Os fundadores da mepresa advertem que, sair da África do Sul é algo que muitas empresas locais têm dificuldade de realizar por conta dos processos a cumprir. Cronje disse que a DataProphet continuará a ser uma empresa sul-africana, mantendo seu principal pólo de engenharia no país.

A última fase de recepção dos financiamento foi concluido no mês passado, apresentando a Industrial Development Corporation of South Africa (IDC) e o Norican Group como parceiros estratégicos. Cronje disse que, seriam valiosos quando se trata do contexto do nosso mercado". Houve também mais investimentos da Knife Capital, que investiu pela primeira vez na DataProphet em 2018 e apoiou a empresa nesta última fase.

A DataProphet foi formada em 2014 quando dois amigos da Universidade da Cidade do Cabo, Frans Cronje e Daniel Schwartzkopff, decidiram usar seus conhecimentos de IA para iniciar seu próprio negócio.

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