março 02, 2021

A Tupuca, empresa angolana de e-commerce e delivery, está entre as dez startups modelos na África Austral, de acordo com o relatório da União Africana e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que realiza anualmente um estudo sobre a criação de empregos através da transformação digital.

A Tupuca que actua no mercado angolano desde 2015, surge ao lado de gigantes como a Jumo, empresa sul-africana do sector financeiro. Para o CEO da marca angolana, Erickson Mvezi, aumentaram-se as responsabilidades, onde agora, vem o foco e comprometimento ao objectivo traçado, que é servir cada vez melhor os clientes.

"A nossa motivação é essencialmente interna, fluindo de dentro para fora da empresa. Ao fazermos parte de uma lista em que são distinguidas empresas exemplares num contexto regional é um motivo de orgulho. Ficamos felizes, porque assim nascerão mais startups para enriquecer o ecossistema de negócios que carece de mais iniciativas do género", disse o team builder em entrevista ao Portal de T.I.

A Tupuca abre as portas para cooperação

"As empresas publicadas acabam por complementar o que a Tupuca faz. Por exemplo, é impossível uma plataforma de e-commerce maximizar o seu pontencial sem as soluções de suporte das fintechs, plataformas de logística e mobilidade como a T’Leva e outras soluções de segurança cibernética. Estamos abertos para fazer parcerias com empresas locais que complementam a missão da Tupuca", assegurou Erickson Mvezi.

"Durante o estado de emergência ninguém podia sair de casa, e em tempos diferentes seria um desastre para o nosso país. Porém, devido ao Digital Hub crescente, demonstra mais uma vez que startups e o crescimento digital têm um enorme impacto na actualidade, desde as empresas de telecomunicações que cuidam da nossa internet ao e-commerce que traz-nos tudo o que precisamos até à casa", frisou o empresário que deseja levar a sua startup no interior do país.

Mais duas empresas sul-africanas também foram incluidas na tabela de classificação, bem como duas da Zâmbia, duas do Zimbabwé, uma do Botswana e uma de Moçambique, em áreas que vão desde as Fintech às energias renováveis, comércio electrónico, logística e educação.

A startup angolana Deya assegurou a sua primeira ronda de financiamento pré-semente de mais de 50.000 mil dólares americanos (valor exacto não divulgado) junto a um grupo de investidores anjos.

A Deya é a primeira plataforma de crowdfunding (financiamento colectivo) em Angola e nos PALOP, lançada em 2017 tendo como missão ajudar a impulsionar o acesso ao financiamento para causas de impacto social e posteriormente projectos empreendedores, tornando-se o ponto de encontro rápido e seguro entre angariadores de fundos e financiadores/doadores.

Este investimento possibilitará à startup melhorar o desenvolvimento da sua plataforma nos próximos meses, para ser mais robusta e com melhor experiência para os utilizadores, bem como implementar o seu modelo de negócio, começando assim a gerar receita para impulsionar o seu crescimento.

“Estou muito entusiasmada com o sucesso desta ronda de financiamento, pois durou quase um ano até fecharmos as negociações com os investidores anjos desta ronda. Este financiamento pré-semente é importante porque vai permitir-nos desenvolver nova propriedade intelectual para a plataforma e expandir a oferta da Deya para que os seus utilizadores (individuos e organizações) possam tirar o maior valor possível, e assim possibilitar maior crescimento de forma exponencial da plataforma.” revela a co-fundadora da Bantu Makers e CEO da Deya, Vanda de Oliveira.

Desde o seu lançamento, já foram angariados através da Deya mais de 15 milhões de Kwanzas para projectos de impacto social. A startup, que neste momento opera nos modelos de doação e recompensa, já está também a desenhar a implementação do modelo de equity (capital), a ser lançado ainda neste ano, para permitir que negócios inovadores e PMEs possam levantar financiamento através desta modalidade de financiamento colectivo.

De acordo com um estudo do Banco Mundial (relatório de 2013), há oportunidade para que mais de 344 milhões de pessoas nos países emergentes possam participar no crowdfunding, e o continente africano tem um potencial de mercado de $2.5bn até 2025. “A beleza do crowdfunding é a possibilidade de individuos, empresas e organizações poderem angariar fundos sem a intermediação de bancos ou outras instituições tradicionais de financiamento e é neste potencial que estamos a trabalhar para tornar a plataforma de referência neste sector para África subsariana nos próximos cinco anos. Este financiamento é a primeira fase de fazer cumprir este objectivo” acrescentou a CEO Vanda de Oliveira.

Sobre a Deya

Fundada em 2017 pela startup studio Bantu Makers e Doriel Fonseca, a Deya é a primeira plataforma de crowdfunding angolana e nos PALOP, e tem como a missão ajudar a impulsionar o acesso ao financiamento para causas de impacto social e brevemente projectos empreendedores, sendo o ponto de encontro rápido e seguro entre angariadores de fundos e financiadores/doadores.
A plataforma remove as barreiras físicas tradicionalmente associadas ao recebimento de apoio financeiro para causas de impacto social e ajuda também a empoderar os filantropos modernos a causar impacto, facilitando a doação e conexão com causas que importam.

Sobre Crowdfunding
Crowdfunding (financiamento colectivo ou colaborativo), uma subcategoria de fintech (financeiras tecnológicas), que consiste em financiar projectos e causas, angariando pequenas quantias de dinheiro através de uma grande quantidade de pessoas, por intermédio de campanhas em plataformas online de crowdfunding.

O crowdfunding ajudou a democratizar o acesso ao financiamento tornando-se uma opção de financiamento popular para startups e causas sociais, e hoje também para PMEs e é considerado como parte integrante do financiamento de capital de risco.

No âmbito dos seus objectivos de desenvolver projectos de novas tecnologias que potencializam o desenvolvimento do ecossistema, o LISPA “Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamentos de Angola”, uma iniciativa do Banco Nacional de Angola e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, inclui no seu leque de ofertas o programa Beta-Shift LISPA.

Segundo uma nota enviada hoje ao Portal de T.I, o Beta-Shift LISPA consiste num programa de formação intensivo de três dias para capacitar indivíduos e aspirantes a empreendedores sobre os diferentes conceitos do desenvolvimento de um negócio: desde a validação de negócio, modelo de custo e receitas, às fases de protótipo, de teste e de pitch a investidores.

A iniciativa inclui 3 dias de workshops, sessões de mentoria e trabalho em equipa, com o apoio de mentores com experiência comprovada no mercado. O programa é composto por duas edições, que irão decorrer de 03 a 05 de Março e de 17 a 19 de Março. No formato online o evento é coordenado pelo Acelera Angola com o apoio do Beta-i.

Com candidaturas abertas até 28 de Fevereiro de 2021, é possível fazer a inscrição no website do LISPA com apenas uma ideia.

A Tech21 África no âmbito da sua missão de impulsionar as tecnologias emergentes da Quarta Revolução industrial em Angola, lançou recentemente por intermédio do seu laboratório de inovação, a Symbiodata: análise e gestão de dados.

A Symbiodata nasce com a missão de apoiar às médias e grandes empresas angolanas a tornarem-se data-driven e ganharem vantagens competitivas, numa era onde os dados são considerados como o novo petróleo.

Assim sendo, de forma simples e descomplicada, a metodologia da Symbiodata permite guiar as organizações em direcção a uma jornada paulatina de transição da tomada de decisões com base apenas em intuição, para a tomada de decisões baseadas em dados, recorrendo a técnicas modernas de análises descritivas, diagnósticas e preditivas de dados.

Para saber mais sobre os serviços da Symbiodata pode consultar o site : https://www.symbiodata.com/

Nesta entrevista exclusiva conduzida pelo Portal de T.I, com o CEO do KUBINGA, Emerson Paím, abordamos assuntos relacionados a mobilidade em Angola, com realce ao modelo de negócios do Kubinga e vários outros assuntos como a tributação, inclusão digital e projectos, em função do novo paradigma em que estamos expostos.
É com certeza um entrevista a não perder.

 

Clique aqui para assistir a entrevista completa.

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