setembro 27, 2021

O governo egípcio, informou ontem(20), por meio do Ministro das Comunicações e Tecnologia da Informação, Dr. Amr Talaat, que esta em curso, o plano que levará internet de alta velocidade para mais de 60 milhões de pessoas que vivem em áreas rurais, como parte de uma campanha ambiciosa para criar novas oportunidades de desenvolvimento económico.

O Ministro do Estado da Economia Digital e Emprego, He Talaat, que falava durante o Workshop ICF-Egipt, disse que o projecto é parte de um esforço nacional para fortalecer a economia digital do Egipto e estimular a criação de empregos no Cairo.

De acordo com o Tech Gist Africa, para os 60 milhões de egípcios que vivem em 4.500 comunidades, o governo pretende aumentar a conectividade actualizando a infra-estrutura de banda larga, para garantir que os jovens tenham acesso à internet e ao conhecimento, treinamento e perspectivas de emprego oferecidas pelo mundo digital.

O vice-presidente da Google no Egipto referiu que o empoderamento dos jovens, o empreendedorismo e a inovação digital são três das questões mais urgentes que a sociedade enfrenta hoje, e que o futuro de África depende da implementação de um sistema para ajudar os jovens.

O Workshop híbrido de dois dias, que tem como finalidade abordar as oportunidades das infra-estruturas de telecomunicações, foi patrocinado pelo presidente do Egipto, Abdel Fattah El-Sisi e visa reunir a comunidade de desenvolvimento global e afirmar seu compromisso colectivo com o desenvolvimento sustentável como um estímulo para a recuperação económica pós-pandemia.

 

 

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O operador de telecomunicações ITA – Internet Technologies Angola, S.A., multinacional parte do Grupo Paratus, anunciou no passado dia 31 de Agosto do corrente ano, o lançamento da sua ligação de fibra óptica de alta velocidade que liga Angola à República Democrática do Congo através do Nóqui (Angola) até Matadi (RDC).

A ligação de 600 quilómetros entre Luanda e Nóqui, com capacidade até 200 gigabits por segundo, irá também fornecer serviços de Internet à municípios ao longo da rota, incluindo Nzeto, Tomboco e Mbanza Congo, na província do Zaire.

Na sequência de um substancial investimento da ITA e do Grupo Paratus, esta ligação entre Angola e a RDC assinala a primeira de muitas a serem lançadas na região da SADC pelo grupo. A fibra que parte do Nóqui, para além de beneficiar as cidades do lado angolano, beneficiará também a RDC ao fornecer serviços de Internet em Kinshasa, que tem cerca de 17 milhões de habitantes. A implantação de fibra faz parte da estratégia ITA / Paratus para conectar Angola com a região e concretizar a visão estratégica do grupo para estabelecer Angola como um centro de tráfego dentro da SADC.

“Para as empresas na região da SADC, a conectividade de fibra óptica é essencial”, afirma o Diretor Geral da ITA, Francisco Pinto Leite. “Para além de oferecer alta velocidade e latência reduzida por meio de uma conexão de qualidade para a comunidade empresarial, as ligações em fibra têm melhor custo-benefício quando comparadas a uma conexão de satélite, pois oferecem grande capacidade de transmissão de dados com uma economia de cerca de 70%.” comentou Francisco Pinto Leite sobre os benefícios desta ligação.

Para a economia angolana as ligações internacionais em fibra óptica representam inúmeros benefícios uma vez que permitirão transformar Angola num “hub” dentro da SADC, o que viabilizará o fomento do enorme potencial comercial da região. Conforme explica o CTO do Grupo Paratus e CEO da ITA, Rolf Mendelsohn: “O nosso investimento em Angola e na região da SADC tem ajudado a gerar oportunidades de negócio reais. A nossa estratégia de fornecer uma rede de qualidade em África, está a ser realizada por meio dos nossos investimentos em infra-estruturas. O lançamento desta ligação de fibra entre Angola e a RDC demostra como estamos a pensar em grande e permitir que os nossos clientes empresariais, multinacionais e internacionais usufruam de ligações mais rápidas, fiáveis e mais acessíveis.”

Sobre ITA

A ITA - Internet Technologies Angola, fundada em 2005, conta actualmente com mais de 180 colaboradores, profissionais altamente qualificados, e investe fortemente na formação de quadros nacionais, permitindo uma oferta de serviço de excelência, contínuo e permanente. Dispõe de equipas técnicas especializadas na implementação de redes de dados e de telecomunicações. Ao longo dos últimos 16 anos a ITA cresceu exponencialmente e é hoje o maior operador privado do sector, um prestador de soluções integradas e altamente fiáveis de telecomunicações que envolvem Internet, VPN MPLS, Data Center, Cloud Services e Voz. É membro fundador do Grupo PARATUS África.

Sobre Paratus

Paratus é a rede de qualidade de África. De olho no futuro, o grupo está a investir em infra-estruturas e a estabelecer-se como um actor-chave na entrega de serviços de telecomunicações integrados em toda a África. O Grupo Paratus é gerido por uma equipa operacional apaixonada e profissional em seis países africanos - Angola, Botswana, Moçambique, Namíbia, África do Sul, e Zâmbia. A rede alargada da empresa fornece um serviço centrado na conectividade por satélite em 28 países africanos e a milhares de ligações de clientes remotos em África, ligando empresas em todo o continente africano e fornecendo um serviço de excelência de ponta-a-ponta. A actuação do grupo estende-se para além de África, até aos PoPs internacionais (pontos de presença) na Europa e nos EUA.

 

 

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Numa entrevista, hoje, na rádio MFM, o Director da ITA (Internet Technologies Angola), Francisco Pinto Leite, abordou sobre várias questões relacionadas à internet em Angola, tendo considerado que o país se encontra numa posição retrógrada, comparado aos demais países, em que os seus preços de internet estão muito mais baixos.

“Temos três cabos; um, no fim do seu ciclo de vida e dois que são geridos por outro operador de cabos submarinos, que acaba por condicionar muito os preços gerais de internet. Porque, na realidade, os preços praticados e o serviço internacional, em Angola, são absolutamente proibitivos”, disse.

Queixou-se ainda da interdição que têm os operadores dos serviços da internet. “Aqui em Angola, o acesso aos cabos submarinos não são abertos aos operadores. Nós somos obrigados a comprar a capacidade aos gestores de cabos submarinos; essa que custa 20 vezes mais do que o preço, no mercado africano. Isso condiciona os preços da internet. Concluiu o Director, " neste país, 10 Gbps, já custou cerca de 240 mil dólares, quando lá fora se compra a 30 mil dólares”.
Admitiu que esta realidade tem que ver com as estratégias de investimentos nos cabos submarinos e que condicionam todo ecossistema, em Angola.

Ao longo da sua abordagem, Francisco Leite apontou ainda para algumas soluções. “Nós podemos fazer alguma coisa rápida. Por exemplo, se houver medidas de utilização dessas infra-estruturas de fibra óptica, nós podemos rapidamente desenvolver o país. Acrescentou que, “o país não pode continuar refém de estudos e de consultores vindo de outras paragens, quando aqui tem gente que conhece do sector e pode dar o input necessário”.

A nível de infra-estruturas, o Director da ITA defendeu haver a necessidade da sua construção, sendo ela de transmissão fibra óptica, micro-ondas ou via satélite. Falou ainda sobre construção de mais data centers, com redundância, para se ter o aspecto da soberania, no país.

No final da sua abordagem, Francisco Pinto Leite salientou também a necessidade da integração regional, em termos de conectividade, uma vez que “Angola continua Ilhada”.

“ Nós temos de fazer parte de uma malha real, dentro da SADC, para começarmos a comunicar, em primeira instância, na nossa zona e depois alargarmos, a nível africano e a nível mundial”.

Na semana finda, foi anunciado o retorno da Microsoft Ignite, que decorrerá virtualmente de 2 a 4 de Novembro. A conferência, será uma experiência digital, que apresentará demonstrações dos produtos mais recentes, bem como perguntas e respostas com especialistas da Microsoft.

Este anúncio, foi publicado no Site oficial da Microsoft, onde informa também que o evento contará com o Microsoft Learn, para a aprendizagem e certificações online dos participantes, e que os dias de treinamento virtual e a aprendizagem técnica serão ministrados por instrutores disponíveis nos seus idiomas locais.

Este evento, é voltado principalmente para os profissionais de TI, a última edição, foi realizada no início deste ano, pelo que, a Microsoft não realizará eventos presenciais até o ano de 2022.

A informação foi avançada ontem (27), pelo Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, aquando da realização do 1º Conselho Consultivo Alargado do Sector.

Em declarações, o ministro falou que este alcance de fibra óptica tem possibilitado a conexão de todas as províncias, o que permitiu o alcance de mais de 14 milhões de assinantes de telefonia móvel; 7 milhões de utilizadores de internet; e mais de 12 milhões de subscritores de televisão por assinatura.

Avançou ainda que o país se inseriu num dos maiores projectos de cabos submarinos, a ser implementado no âmbito do programa 2Africa.

Acrescentou também que, “no domínio das Comunicações Electrónicas, o país conta com uma ligação de fibra óptica para a província de Cabinda e se concretiza com a nossa integração a rede única africana, atravessando a República Democrática do Congo”.

O evento decorreu nesta Sexta-feira (27) no auditório do Instituto Superior de Tecnologias de Informação e Comunicação (ISUTIC). Serviu para se fazer o balanço anual das principais actividades que marcaram o sector, tendo como lema “Tecnologias de Informação Comunicação Social: Melhor Integração, Mais Inovação e Desenvolvimento “.

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