junho 19, 2021

No final do ano passado, eu, meu padrinho e dois dos seus filhos, fizemos uma tour que para mim terminou na província do Namibe e para eles na província de Benguela. Enquanto fazíamos o trejecto Luanda-Ndalatando, ouvíamos o programa Conversa 4.0, que neste dia abordou a temática das infraestruturas de telecomunicações.

Como consequência do ossos do ofício, eu ouvia com bastante atenção, ao mesmo tempo que admirava a belíssima qualidade do sinal de transmissão da Luanda Antena Comercial (LAC) naquelas paragens não muito distante do posto de controlo da Maria Teresa. Olhando para o lado, no sentido de partilhar com o meu padrinho a minha admiração relativamente a qualidade do sinal da LAC, notei que, assim como eu, ele também prestava muita atenção ao que estava a ser dito. Sem me dar tempo de exteriorizar a minha admiração, olhou para mim e disse: todos os participantes estão a falar a partir de casa!? Com excepção do moderador. Respondi. Por alguns instantes ele sorriu, e depois olhou para mim e disse: o que é que a internet não faz?

Não respondi a pergunta porque naquele momento não queria perder nenhuma abordagem dos convidados. Mas a pretinente pergunta do meu padrinho, fez me questionar uma outra: o que é que não tem na internet?

A internet está absorver vários segmentos tradicionais das sociedades - o entretenimento, educação, comunicação, finanças, cultura, turismo, desporto, etc., criando novos fenómenos sociais, profissões e oportunidades. No sector da comunicação por exemplo, as estações televisivas, radiofônicas e jornais, estão cada vez mais preocupadas em marcar presença na intenet para alcançar a geração Z.

Eu queria respoder a pergunta do meu padrinho. Mas a minha mente fervilhava em busca de uma explicação básica sobre a internet. No momento, lembrei-me de uma explicação do meu professor, Aadesh Sharma, um jovem indiano que tem uma capacidade nata de reduzir os conceitos técnicos de maneira que uma pessoa leiga consiga perceber. Em uma das suas aulas, quando falávamos dos protocolos da internet, na parte de calcular a melhor rota do tráfego, assunto do qual tínhamos algumas dificuldades, o professor Aadesh olhou para nós e disse: o usuário final não se importa e nem sabe qual é a melhor rota do tráfego. Ele quer o serviço e mais nada.

Ela estava certo, o fim de todo o processo é o que mais interessa. De nada valerá uma infraestrutura monstruosa se não gerar benefícios palpáveis aos usuários. O meu padrinho quando perguntou sobre o que é que a internet não faz, percebo que na verdade ele estava a se referir aos impactos benéficos que a internet pode causar.

Recentemente, eu falei com o meu irmão mais velho sobre a conferência de criptomoeda, que o Portal de T.I irá realizar em parceria com o Grupo Media Nova, pareceu me que ele tinha muitas reservas sobre o fenómeno das criptomoedas. Depois de várias perguntas e minhas respostas de empolgação (ao estilo de Steve Job), surgiu da parte dele, uma pergunta que respondi com o meu silêncio. O que é que não tem na internet?

A gigante tecnológica e uma das principais entidades da sociedade da Internet, viu recentemente padronizado o seu protocolo que irá revolucionar a maneira como as pessoas acedem à internet.

O protocolo denominado Quick UDP Internet Connections (QUIC), recorre ao protocolo UDP, garantindo a recuperação dos pacotes que se perdem durante o tráfego, situação que faz com o UDP seja um protocolo com bastante perda de pacotes.

Com esta melhoria, a Google conseguiu criar algo que reúne o melhor dos 2 protocolos. Tem a velocidade que o UDP garante, mas também consegue garantir a recuperação dos pacotes que forem perdidos ou não forem recebidos.

Apesar de existir há já vários anos, e submetido à IETF em 2016, apenas agora o QUIC da Google foi publicado pela Internet Engineering Task Force (IETF) e tornou-se um protocolo padrão que poderá ser usado. Isto significa, na prática, que está pronto e desenvolvido o suficiente para ser usado em situações reais e na própria Internet.

A google refere que está a migrar gradualmente todos os clientes qualificados para o QUIC com o objectivo final de oferecer todos os serviços do Google por meio do QUIC. 

De acordo com a Google, os testes mostram que o QUIC cria benefícios de desempenho significativos para os usuários. 

"Nas propriedades do Google, vemos uma redução de 10% no tempo de carregamento da página. Para vídeo, vemos uma redução de 30% nas rejeições".

Desde 2013, a Google desenvolve um protocolo que se prepara não só para tornar o acesso à Internet mais rápido, como também para substituir um dos mais antigos padrões da Internet, o protocolo TCP, criado em 1974.

No âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV) 2019-2022, o Instituto de Gestão de Activos e Participação do Estado (IGAPE), tornou público, nos termos da Lei n.º 10/19, de 14 de Maio, Lei de Base das Privatizações, que está aberto o concurso para a privatização da participação social de 51% na sociedade Net One, S.A., detida pelo Estado Angolano, por via da MS Telcom, S.A.

De acordo com o comunicado publicado em seu website, as candidaturas para o concurso, aberto a entidades nacionais e estrangeiras, deverão ser apresentadas até as 15:00 do dia 25 de Junho do corrente ano, seguindo os requisitos previstos no Programa de Procedimento para a Privatização, disponível no website do IGAPE.

A Net One-Telecomunicações, S.A, é uma empresa angolana que opera no sector de telecomunicações, constituída a 15 de Setembro de 2009, operando na prestação de serviços de telecomunicações a empresas e a consumidores individuais

A Microsoft vai aposentar o seu aplicativo de desktop Internet Explorer no ano que vem, terminando uma história de mais de 25 anos de instalação em bilhões de computadores que utilizam o sistema operativo Windows, com a justificação dos seus dirigentes nesta quarta-feira (19), de que a aplicação vai dar lugar ao Microsoft Edge.

O navegador começou a perder para o Chrome do Google no final dos anos 2000 e tornou-se num objecto de incontáveis memes da internet pela sua lentidão nos últimos anos, em comparação com os seus concorrentes.

Por uma competição melhor, a Microsoft lançou o navegador Edge em 2015, que aproxima-se a mesma tecnologia do seu principal rival, neste caso o Chrome, que em Abril deste ano, tinha uma participação de 65% no mercado global de navegadores, seguido pelo Safari da Apple, com uma participação de 18% de acordo com a empresa de análise da web, Statcounter. Já o Microsoft Edge tem uma participação de 3%, enquanto que o Internet Explorer tem uma fatia minúscula num mercado que já dominou por muitos anos.

"O aplicativo de desktop Internet Explorer 11 será retirado e deixará de ser compatível no dia 15 de junho de 2022 para certas versões do Windows 10", anunciou a Microsoft em um blog.

O navegador era protagonista de uso na
internet comercial nos anos 1990, que contava com concorrentes como o Netscape e o Opera, e mais tarde surgiu a "guerra de browsers", à medida que o acesso às redes começava a popularizar-se.

No início dos anos 2000, o Explorer era utilizado em mais de 90% dos computadores e estava presente em grande parte das casas e empresas conectadas à internet, em especial depois do lançamento do Windows 95.

Cientistas da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, preveem que o grafeno poderá substituir a fibra óptica, por conter material que possa oferecer importantes aplicações no ramo da telecomunicação futuramente.

Para desenvolver um estudo em torno dessa aplicação, os especialistas desenvolveram as menores estruturas de fita de grafeno possíveis, em dimensões inéditas. Além de ser mais barato e simples de manipular em relação a outras tecnologias, particularidades do material podem ser aproveitadas.

Os especialistas apuraram que o grafeno conta com características físicas únicas, com a particularidade de se comportar como um isolante e supercondutor ao mesmo tempo, dependendo da sua estrutura. Desta forma, seria possível escaloná-lo de forma que melhor interaja com a luz e, consequentemente, propicie melhores conexões.

Até ao momento, a fibra óptica é considerada o melhor padrão para transmissão de dados em relação a tecnologias implementadas de antigamente, resultado das últimas pesquisas que se têm desenvolvido com vista a aumentar as suas capacidades actuais.

Com isso, o grafeno poderá ser utilizado para modular frequências em velocidades inigualáveis e até mesmo inimagináveis ao que se tem actualmente, além de bloquear frequências indesejadas, tornando as conexões mais estáveis.

Os cientistas revelaram que os futuros estudos e testes, consistirão em versões ajustadas do método de fabricação das fitas, uma vez que foi descoberto que a largura das fitas é proporcional ao comprimento de luz refletida pelo material, o quer dizer que, quanto menor o dispositivo, menor o comprimento das ondas de luz.

De acordo com os cientistas, na prática, ondas menores significam maior energia, e esse aspecto foi observado nos dispositivos de grafeno, que mediram índices de energia inéditos com o material – que deverão se tornar cada vez mais estreitas.

Esta descoberta permitirá que o futuro das telecomunicações seja projectado para contar com redes estáveis, confiáveis e, obviamente, com velocidades jamais vistas.

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