abril 11, 2021

A operadora de rede móvel queniana, Safaricom, lançou uma rede 5G naquele país, tornando-se no segundo país da África a oferecer a tecnologia aos clientes, de acordo com a GSMA, uma organização que representa operadoras de rede móvel em todo o mundo.

A empresa está a testar a tecnologia em quatro cidades e deseja expandir para mais cinco até o final de 2022, de acordo com o CEO da operadora, Peter Ndegwa, que descreve como "um marco importante para o país".

Esta tecnologia oferece velocidades de dados até 100 vezes mais rápidas em relação ao 4G, menor latência (atraso na comunicação) e pode suportar até 1 milhão de dispositivos conectados por quilômetro quadrado, em comparação com até 100 mil para 4G.

A introdução da tecnologia pela Safaricom no Quénia é "um passo importante na jornada 5G de África", disse Kenechi Okeleke, autor principal de um relatório de 2019 sobre 5G na África Subsaariana para a GSMA Intelligence.

"Ao ser implementada, esta tecnologia pode atingir velocidades de até 940 megabits por segundo, o que seria uma virada de jogo para as empresas e escolas africanas que não têm acesso à internet de fibra óptica, especialmente num mundo pós-Covid-19, onde actividades como trabalho, aprendizagem e entretenimento estão cada vez mais online", completou.

Actualmente, apenas 3% das conexões de telefonia móvel do mundo são em 5G (a Ásia lidera a lista com 5% das conexões móveis). Mas a GSMA Intelligence estima que em 2025, o 5G provavelmente cobrirá um terço da população mundial.

Segundo a empresa de dados, vai levar algum tempo para a África se recuperar, porque actualmente, cerca de 51% das conexões de telefonia móvel do continente são em 3G, e acredita-se que continuará a ser dominante, com as conexões 5G a representar apenas 3% do total de conexões móveis até 2025.

O governo queniano informou nesta terça-feira(30), o plano de aumentar a capacidade da largura de banda do país, e deverá experimentar uma velocidade de Internet mais rápida, com a conclusão do projecto em curso de telecomunicações e infraestruturas.

O anúncio foi feito pelo secretário principal das telecomunicações, Jerome Ochieng, durante uma visita aos escritórios da Telkom Kenya em Mombasa, onde avançou que o ministério está expandir a largura de banda para aumentar a produtividade devido ao aumento do uso da Internet na região.

“A Internet se tornou tudo para nós; nos tornamos muito dependentes dela ”, disse Ochieng.

O cabeamento foi instalado de Mombasa até o projecto principal Konza Technópolis, para fornecer uma rede pronta para conectar e tornar a velocidade de Internet mais rápida.

Deste plano, ainda constam a construção de um Data Center nacional, uma cidade inteligente e governação eletrónica, e serviços de pequenas e médias empresas.

O Facebook anunciou a construção de dois novos cabos submarinos para conectar Singapura, Indonésia e América do Norte como parte de uma parceria com o Google e empresas regionais de telecomunicações com vista a aumentar a conectividade da internet entre os países.

Depois do encerramento do projecto de cabo submarino EUA - Hong Kong no princípio de Março, citando como motivo a pressão política dos EUA, o Facebook criou agora uma estratégia de interligar dois pontos importantes da Ásia até 2023.

O vice-presidente de investimentos de rede do facebook, Kevin Salvadori disse à Reuters que, “esses serão os primeiros dois cabos a passar por uma nova rota diversificada, cruzando o mar de Java que aumentarão a capacidade submarina total no transpacífico em cerca de 70%”.

Os dois cabos, que exigirão aprovação regulatória, seguem os investimentos anteriores do Facebook na melhoria da conectividade na Indonésia, um dos seus cinco principais mercados globais.

Dados mostram que 73% de indonésios têm acesso à  internet por meio de dados móveis e apenas 10% usam um link de banda larga. Por este facto, o Facebook irá construir pontos de acesso Wi-Fi públicos, e implantará 3.000 km (1.8641 milhas) de fibra em vinte cidades da Indonésia.

Em colaboração com Ruvimbo Samanga

 
Como foi possível constatar no artigo anterior desta série, o acesso à internet tornou-se parte integrante da vida dos cidadãos das zonas desenvolvidas. No entanto, em áreas rurais e isoladas onde barreiras financeiras e físicas proíbem o uso da infraestrutura tradicional da internet, o acesso depende de técnicas lentas e de alta latência.

O artigo anterior desta série partilhou o papel da conectividade para melhoria da qualidade e acessibilidade da educação em todo o mundo, acabando por focar no caso específico de Angola. Esta foi uma tentativa de preparar os leitores para melhor compreender a perspectiva do autor e pesquisar sobre como o Espaço tem transformado a conectividade e a educação para comunidades vulneráveis.

Neste segundo artigo o foco está em como efectivamente Angola pode levar conectividade e educação para comunidades vulneráveis.

Reconhecendo o enorme impacto que a conectividade tem no desenvolvimento socioeconómico, o projecto GIGA foi lançado pela UNICEF e a ITU em 2019. Esse Projecto tem como objectivo principal, estabelecer conectividade à internet em todas as instituições de ensino do mundo.

Com isso, o projecto GIGA espera dotar cada jovem de informações para promover sua liberdade de oportunidade e escolha.

A iniciativa do projecto auxilia no mapeamento do número e localização das escolas, bem como na avaliação de seu nível de conectividade para intervenção governamental. As instituições participantes e governos, usarão esses dados para destacar e direccionar áreas de necessidade e recursos necessários. O projecto GIGA está a ser implementado em 11 (onze) países, conectando mais de 89.000 escolas e mais de 25,8 milhões de alunos e professores. Os países participantes incluem El Salvador, Honduras, Cazaquistão, Quênia, Quirguistão, Níger, OECS, Ruanda, Serra Leoa, Uzbequistão e Zimbábue.

Para a concretização deste projecto, a UNICEF e a ITU procuram obter o apoio de governos, organizações internacionais, bancos de desenvolvimento, instituições sem fins lucrativos ou semelhantes, provedores de ISP ou de rede, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa para que as partes interessadas possam apoiar no mapeamento de escolas usando imagens de satélite e inteligência artificial no âmbito do PROJECT CONNECT.

Depois de serem mapeadas e terem acesso a internet, chega a última fase do projecto Giga. O uso da Internet para o Bem (Internet of God Things”, o programa UNISAT).

UniSat é um programa educacional projectado específicamente para meninas, que foi lançado na véspera do dia internacional da mulher, para desenvolver o conhecimento e as competências de meninas no desenho de missões de nanossatélites. Este projecto afirma os direitos das mulheres e meninas, observando com grande preocupação que uma em cada quatro mulheres jovens não está empregada ou não recebeu educação.

Passos positivos dados para conectividade escolar e educação espacial em Angola


Na verdade, uma série de iniciativas foram lançadas para apoiar este mandato, que serão resumidas abaixo e posteriormente expandidas em um artigo de acompanhamento.

Este artigo preliminar actua como a cola que conglomerará todas essas iniciativas existentes para operar dentro de um ecossistema vibrante que irá maximizar o esforço conjunto para melhorar as opções de conectividade para todos os angolanos.

1. A Unitel, empresa privada de telefonia móvel em Angola, concluiu recentemente uma parceria com a UNICEF para impulsionar a conectividade móvel, apoiando assim o projecto GiGa.
2. A Humbitec, uma start-up angolana que alavanca competências e ferramentas geoespaciais, comprometeu-se a apoiar a iniciativa, fornecendo o mapeamento e localização necessários das instituições de ensino em Angola. Com isso, a Humbitec também está a apoiar o Project Connect.
3. O Programa Espacial Nacional de Angola tem investido em dois satélites de comunicações (AngoSat-1 e AngoSat-2), dedicados à expansão da conectividade do país.
4. O governo angolano já instituiu uma política e iniciativa de e-learning que irá apoiar os esforços de capacitação para conectividade e educação (incluindo alguns dedicados a impulsionar a educação espacial, especificamente).
5. A pesquisa desenvolvida com a intensão de implementar o projecto GIGA em Angola também está a ser apresentada para explorar a função que o blockchain terá na implementação do projecto. Isso envolve a integração de tecnologias de blockchain para rastrear a manutenção de registros do aluno e o lançamento de aulas e cursos inteligentes (automaticamente quando certas condições são atendidas).
6. O Governo de Angola está fortemente empenhado em melhorar o seu sistema educativo, e por este motivo, o Ministério da Educação de Angola recebeu financiamento do Banco Mundial para o PAT (Projecto Aprender para Todos). O Projecto é de âmbito nacional e faz parte de um programa de investimento mais abrangente para melhorar a qualidade da educação em Angola.

Projecto Aprender para Todos

Ao mesmo tempo que as acções do PAT estão sendo concluídas, estão sendo desenvolvidas acções para a concepção de um novo projecto de investimento, denominado PAT II. Este novo projecto terá um efeito directo sobre: fornecimento de informações e serviços de saúde para adolescentes; equipar os adolescentes com habilidades, incluindo habilidades para a vida, e oferecer uma segunda chance; remover barreiras à educação de meninas; promover uma melhor educação; apoiar os professores em sala de aulas; medir a aprendizagem e o ensino para alcançar melhores resultados; aumentar a alfabetização através do uso de línguas africanas; restaurar e ampliar a oferta de educação; melhorar a gestão escolar, monitorar e avaliar a implementação de políticas educacionais (inovadoras).

"Fonte: Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação – Ministerio da Educação"

A próxima parte desta série irá detalhar os projectos mencionados acima, antes de fornecer recomendações suscintas e práticas para trazer a plena realização desses objectivos ambiciosos, destacando o envolvimento necessário das partes interessadas e a contribuição de recursos exigidos nos níveis internacional, nacional e local.

A OneWeb, empresa global de comunicações, lançou em órbita 36 satélites nesta quinta-feira(25), como parte dos seus planos de ofertar acesso global de alta velocidade à internet.

Segundo a Reuters, o lançamento, realizado a partir de um cosmódromo no extremo leste da Rússia, pela Arianespace do cosmódromo Vostochny, elevou o número de satélites da empresa que se encontram em órbita para 146. "Os satélites foram projectados para fornecer conectividade global de alta velocidade e baixa latência", referiu a empresa operadora dos satélites.

A Oneweb referiu que trata-se do segundo dos cinco lançamentos que permitirão que conectividade alcance todas as regiões ao norte de 50 graus de latitude até meados de 2021.

"Esses serviços cobrirão o Reino Unido, Alasca, Norte da Europa, Groenlândia, Islândia, Mar Ártico e Canadá, e serão activados antes do final do ano".

O projecto que pretende disponibilizar serviços globais até 2022, foi retomado em Dezembro, depois que a empresa emergiu de um processo de recuperação judicial na ordem dos mil milhões de dólares em investimentos de um consórcio do governo britânico e da indiana Bharti Enterprises, seus novos controladores.

A empresa fundada em 2014 pelo empresário Greg Wyler, planejava lançar cerca de 650 satélites em órbita terrestre baixa para fornecer internet global.

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