março 02, 2021

Estudantes de várias instituições de ensino superior de Benguela receberam computadores para facilitar os estudos numa parceria da Vice-Presidência da República e a empresa Huawei. Os alunos agraciados congratularam-se com o gesto.

A acção é o cumprimento de uma promessa feita em 2019 pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, à margem do VI Fórum sobre a Qualidade do Ensino Superior, no qual Bornito de Sousa participou a convite da Associação das Instituições de Ensino Superior Privadas Angolanas e trocou impressões sobre conceitos associados às transformações tecnológicas do mundo moderno.

No encontro, o vice presidente tomou nota de algumas necessidades dos estudantes e finalistas de algumas universidades e prometeu dar suporte e sendo a Huawei uma empresa de tecnologia e um forte parceiro do Estado, usando dos actos de responsabilidade social doou a Vice Presidência os computadores para os estudantes de Benguela. 

Para estudante universitária, Wilza Santana, os equipamentos eletrónicos representam o cumprimento uma promessa do Governo e agradece imenso pelo facto de o vice-presidente não se ter esquecido do encontro realizado em 2019. “Os computadores vamos usar nas actividades acadêmicas e prometemos cuidar bem dos mesmos”, sustentou a jovem estudante.

Os equipamentos trazidos de Luanda pelos assessores do Vice-Presidente da República foram entregues na presença do governador de Benguela, Rui Falcão, que presenciou também a oferta de um computador ao regedor municipal do Lobito para que a autoridade tradicional doravante possa agendar as suas reuniões na Ombala recorrendo ao seu Laptop e usufruir das tecnologias de informação e comunicação.

O representante da Huawei, Nilton Roque, fez saber, à margem do acto, que “o gesto ganhou corpo durante uma reunião concedida ao conselho de administração da Huawei pelo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, que revelou o compromisso assumido com alguns estudantes a nível do país em 2019, então abraçámos o projecto e concretizamo-lo”.

“Gostaríamos de tê-lo feito antes, em 2020, mas por questões que foram alheias à nossa vontade por causa do Covid-19 adiamos. Por tanto, arranjamos essa oportunidade. Em relação o sr. Soba, a partir de agora vai usufruir das novas tecnologias, sendo que na próxima reunião facilitar o trabalho usando novo equipamento doado pelo vice presidente com suporte da Huawei”, adiantou o representante da Huawei.

O CEO da Huawei, Ren Zhengfei, comprometeu-se a seguir uma estratégia de globalização, apesar da pressão externa, tendo solicitado à nova administração dos Estados Unidos que proponha políticas mais abertas, alinhadas aos interesses das empresas americanas e da economia americana como um todo.

Estas são as primeiras declarações públicas que o fundador da Huawei fez desde a mudança da administração dos Estados Unidos. Ren falava durante uma conferência de imprensa em Taiyuan, capital da província de Shanxi, no Norte da China, após o lançamento do Laboratório de Inovação em Mineração Inteligente.

“O comércio beneficia ambos os lados. Permitir que as empresas dos EUA forneçam bens aos clientes chineses é favorável ao seu próprio desempenho financeiro. Se a capacidade de produção da Huawei se expandir, as empresas americanas podem vender mais a nós. É uma situação vantajosa para ambos. Acredito que a nova administração vai pesar esses interesses ao considerar as suas políticas”, disse Ren.

O CEO da multinacional Chinesa destacou que a Huawei cria valor para todo o ecossistema e para a economia em geral, tendo mencionado na ocasião que a Huawei construiu redes 5G em muitas cidades da Europa, Ásia e Oriente Médio, e as suas redes na Europa são os melhores testes de desempenho de rede global, beneficiando todos os usuários dessas redes.

Ren Zhengfei também destacou o fato de os usuários avançados poderem usar o iPhone 12 no seu potencial máximo em redes 5G da Huawei intalados na Europa, é uma prova da qualidade da sua rede.

“Enquanto a humanidade continua a progredir, nenhuma empresa pode desenvolver sozinha uma indústria globalizada. Requer esforços concertados em todo o mundo”, acrescentou Ren.

O governo dos Estados Unidos tem feito campanha contra a Huawei nos últimos dois anos, alegando que o equipamento da Huawei poderia ser usado para espionar americanos, sem apresentar qualquer evidência. A Huawei negou repetidamente as reivindicações, e poucos países cederam à pressão dos EUA, com a maioria a concentrar-se em garantir que todos os fornecedores atendam aos padrões técnicos de segurança.

Ren disse que agora está ainda mais confiante sobre a sobrevivência da Huawei do que antes. “Encontramos novas e mais maneiras de superar os nossos desafios. As nossas receitas de vendas e lucros em 2020 foram maiores do que nos anos anteriores”, afirmou Ren aos jornalistas.

Relativamente a transformação digital para indústrias, Ren disse que as novas estratégias incluem pesquisa, desenvolvimento e crescimento de raízes mais profundas em indústrias verticais em todo o mundo, para permitir a transformação digital com os seus principais recursos de ICT da Huawei. Ren disse ainda que o Laboratório de Inovação em Mineração Inteligente resultaria em melhores serviços para minas com 5G.

“Apoiando a indústria de mineração, podemos expandir os nossos negócios e apoiar uma produção mais eficiente e segura nas minas. Também podemos permitir que os trabalhadores da mina de carvão ‘usem fato e gravata’ no trabalho”, disse Ren. “Na era 5G, conectar empresas é o objectivo principal. Existem muitas indústrias com as quais não estamos muito familiarizados, como aeroportos, portos, mineração de carvão, produção de ferro e aço, fabricação de automóveis e fabricação de aeronaves. É por esta razão que construímos laboratórios conjuntos para aprender mais sobre as necessidades dessas indústrias”.

Os resultados de negócios da Huawei nos primeiros nove meses do ano de 2020 mostraram que a receita totalizou 671,3 mil milhões de yuans (98,57 mil milhões de dólares ), um aumento de 9,9% em relação ao mesmo período em 2019.

“Continuaremos a atender bem os nossos clientes, criando mais valor para os mesmos. Queremos que estes tenham uma fé duradoura em nós e esperamos que não vacilem devido à pressão política”, concluiu Ren

A gigante tecnológica chinesa, está a testar uma estrada inteligente na província de Jiangsu, que permite a comunicação com veículos autônomos, com vista na optimização do trânsito.

Para o referido teste, que teve um percurso de 4 Km, a gigante chinesa criou o X-Bus, um autocarro autônomo que envia e recebe informações para uma rede de controlo. Nela, o X-Bus recebeu informações de sensores, radares e câmeras para desviar obstáculos, acelerar ou desacelerar e fazer paragens.

A infraestrutura usada pela gigante de equipamentos de telecomunicações e parceiros, faz parte do primeiro projecto nacional da China para veículos inteligentes e conectados. O país quer tornar o tráfego mais suave e seguro, ao mesmo tempo que garante que campeões locais como a Huawei se beneficiem da enorme oportunidade de fornecer a infraestrutura.

Em alguns casos, o X-Bus até sugeriu mudanças, como fazer o semáforo abrir mais rápido, para cumprir seu cronograma. Ele está conectado a uma rede de controlo para receber informações e, apesar de não necessariamente precisar, a ideia é que um motorista sempre esteja no volante caso algo dê errado com a tecnologia.

Segundo o fundador da Huawei, Ren Zhengfei, a empresa não planeia entrar no ramo automotivo. Em vez de desenvolver veículos autônomos, ela está focando na infraestrutra que pode trazer informações aos automóveis: sensores, câmeras, estradas, semáforos, placas de rua, paragens de autocarros, radares, entre outros.

“A direcção autônoma é uma tendência irresistível, mas qualquer veículo isolado não consegue acertá-la”, disse Jiang Wangcheng, presidente da divisão de tecnologia de informação e comunicação da Huawei, em entrevista a Bloomberg. “A única solução é obter mais informações nas estradas”.

De acordo com um roteiro de tecnologia nacional, a intenção da China é que os carros autônomos sejam 50% das vendas de novos automóveis até 2025. Resta a Huawei providenciar as estradas inteligentes nas quais esses veículos andarão.

A Huawei lançou recentemente no evento de tecnologia virtual AfricaCom uma solução inovadora denominada AirPON, que reutiliza os sites sem fio existentes para construir redes de acesso totalmente em fibra para operadoras de forma rápida e a baixo custo.

A banda larga de fibra passou a ser vista como um serviço essencial, especialmente durante o período Covid-19, com forte demanda por implantação de FTTH (fibra para casa) nos países de África. No entanto, a construção da rede FTTH enfrenta enormes desafios.

Tradicionalmente, as operadoras tiveram que implantar salas de equipamentos de escritório centralizadas e distribuir enormes cabos ópticos para alcançar os usuários. Isso requer um investimento inicial em grande escala e a resolução de problemas complexos, como a aquisição de direito de passagem (ROW). Consequentemente, a construção da rede sempre foi demorada e cara.

A solução AirPON da Huawei lida especificamente com esses desafios, fornecendo cobertura FTTH económica.

"Com as 300.000 estações base existentes em África, a solução AirPON pode ser maximizada para atingir baixo custo e cobertura rápida,” afirmou Dean Yu, Vice-presidente, Huawei Região da África Austral. “Ela reutiliza locais existentes, fibra óptica e fontes de alimentação e pode atingir 10 milhões de conexões de acesso de fibra doméstica. A solução AirPON da Huawei ajudará as conexões de banda larga de fibra em África a crescer, reduzir a exclusão digital e permitir a vida digital em África”.

Apresentando um conjunto de casos de uso do AirPON, Charles Qiu, vice-director de marketing de rede de acesso e vendas de soluções da Huawei, citou os principais benefícios na divisão de rede automática de serviço completo e na identificação de área valiosa, seleção de rota ideal, planeamento e projecto de rede, total estimativa de custos e cálculo automático de rotas ideais.

Sunil Piyarlall, executivo de gerenciamento de ciclo de vida de tecnologia da Openserve, disse que o desafio para as operadoras era implantar uma rede de qualidade rapidamente, enquanto continha os custos.

Ele disse que a Openserve testou a solução Huawei Quick ODN em seus laboratórios e realizou um teste de campo em Johannesburg. Os testes apuraram que o projecto foi entregue 30% mais rápido do que a reticulação de fibra convencional.

“Os cabos pré-conectorizados facilitaram uma força de trabalho menor e menos qualificada, mas ainda mantiveram um orçamento de energia óptica dentro das especificações”, reforçou ele.

Já, Franklin Kano Ocharo, o chefe de negócios domésticos da operadora móvel queniana Safaricom, disse que a mesma foi capaz de alavancar sites móveis para a implementação de fibra e desenvolvimento de negócios e estava a alcançar uma convergência fixo-móvel bem-sucedida.

“Os sites móveis são a maior vantagem das operadoras de rede para o lançamento de FTTH, pois tornam mais fácil para a operadora móvel iniciar negócios FTTH. Por meio da operação de uma rede de dados móveis, a operadora já pode obter insights sobre os requisitos de dados dos clientes e está melhor posicionada para fazer a mudança para a fibra para assim oferecer mais largura de banda e atender às necessidades dos clientes. Com base em insights de uso de dados móveis e avaliação de mercado, podemos avaliar melhor a adoção de FTTH em diferentes áreas”, sustentou.

Sobre o aspecto da construção, ele acrescentou que “enquanto enfrentamos o desafio do desenvolvimento de infraestrutura pesada interrompendo o serviço de fibra no Quénia, mitigamos o impacto no atendimento ao cliente, densificando os terminais online (OLTs) com Mini OLTs implantados em sites móveis mais próximos do cliente. Adotamos a Huawei como um de nossos principais parceiros nesta jornada, pois somos capazes de alavancar o seu dinamismo e inovação ao responder a diferentes desafios que exigem a construção de sistemas exclusivos.”

Também falando na sessão Home Broadband da AfricaCom 2020, Dikah Sylvester, HOD de Rede Fixa da Vodafone Gana, expôs os benefícios da solução:“Com a AirPON, a tecnologia pode reduzir o custo de implantação de FTTH em 29%, em comparação com a abordagem tradicional. Se você optar pela tecnologia AirPON, economizará em custos e tempo. AirPON é o caminho a seguir para a implantação de FTTH”.

Após o primeiro lançamento da solução AirPON da Huawei, em Fevereiro em Londres, 45 operadoras ao redor do mundo adotaram-na na construção de rede. A solução consiste em Blade OLTs da série OptiXaccess da Huawei, Digital Quick ODN (DQ ODN) e ONTs eAI da série OptiXstar. Ela reutiliza sites móveis existentes para construir redes de acesso totalmente de fibra e tem os seguintes benefícios:

  • Aquisição do site: OLTs de lâmina externa podem ser instalados em postes móveis existentes ou torres para compartilhar a rede de backhaul sem fio para a transmissão upstream. Os sites podem ser seleccionados com rapidez e precisão, acelerando os projetos em até três meses.
  • Emenda de fibra: A rede DQ ODN apresenta gerenciamento digital, tecnologia de pré-conexão e construção paralela sem emenda de fibra. Os técnicos podem dominar rapidamente a instalação e manutenção da rede de acesso de fibra total. A construção da rede é 70% mais eficiente e os gastos não recuperáveis do ODN é 20% menor.
  • Congelamento de quadro: O eAI ONT identifica de forma inteligente os tipos de serviço e usa a tecnologia de fatiamento Wi-Fi 6 para fornecer canais dedicados a serviços VIP, como educação online e jogos. As operadoras agora podem lucrar com a experiência do usuário, ganhando uma receita média extra por usuário de US $ 10.

Com a aceleração da tendência de convergência fixo-móvel, as redes fixas são a base das operações de serviço completo. Enquanto isso, a construção da rede de acesso totalmente em fibra está a crescer em todo o mundo.

Neste contexto, a Huawei continua a inovar em tecnologias de acesso full-fibre e a fornecer soluções sustentáveis ​​e evolutivas para ajudar as operadoras a alcançarem o sucesso nos negócios.

A Huawei realizou uma conferência IP, via online, com os seus parceiros da indústria, para apresentar o Key Architecture Index (KAI) e compartilhar as suas aplicações. O tema da conferência foi “Liderando redes IP inteligentes, acelerando a conectividade inteligente”, o evento estava enquadrado dentro do festival de AfricaCom realizado em Novembro último.

No ambiente da operadora, a rede IP permite a convergência fixo-móvel, a evolução da rede, a mudança para multisserviços e a era da nuvem.
No momento, um desafio enfrentado pela maioria das redes IP (protocolo de internet) é a complexidade desnecessária, devido à falta de padronização da arquitetura IP. A maioria das redes foi construída sem previsão adequada, e as redes de próxima geração, sejam elas 3G, 4G ou 5G, foram construídas sobre as redes existentes. Isso criou complexidades de rede em torno da falta de visibilidade, gerenciamento e controlo.

“Temos que simplificar de vez as nossas redes enquanto mudamos para redes autónomas e inteligentes”, disse Samuel Chen, Diretor do Departamento de Vendas de Soluções e Marketing da Huawei Região África Austral na conferência.

A arquitetura KAI aborda especificamente os desafios da complexidade, permitindo redes prontas para o futuro com fácil integração, visibilidade, gerenciamento e controlo, medindo cinco dimensões da rede de transporte. Os índices do modelo KAI são Congestion Free, Scalability, Simplification, Always-on e Intelligence. Cada dimensão é avaliada através da camada óptica, IP e gerenciador / controlador / analisador.
 
“O modelo KAI ajuda a medir os resultados a um nível aceitável em todo o nosso portfólio de ofertas para que possamos realizar uma abordagem baseada em nuvem para monitorar a arquitetura”, frisou Hugh Ujhazy, vice-presidente IOT e Telecom na IDC.

Zoltan Miklos, gerente geral de planejamento de rede da MTN da África do Sul, fez uma apresentação na conferência destacando a rede de transmissão IP livre de congestionamento com melhor experiência, que seria o resultado directo de seguir um modelo arquitetónico. Ele enfatizou que era fundamental construir redes tendo em mente a experiência do cliente.  “A experiência do usuário não está apenas relacionada à rede sem fio, mas a todos os aspectos que fazem parte da cadeia de serviços - do cliente ao núcleo da rede”, reforçou ele. 

Segundo Miklos, a MTN está a trabalhar arduamente para melhorar a arquitetura da rede e está a alcançar excelentes taxas de perda de pacotes de menos de 10-4 em toda a sua rede. As contínuas conquistas P3 best-in-test que a MTN obteve são um testemunho disso, afirmou. 
Um relatório, intitulado Transport Network Architecture Index in 5G and Cloud Era publicado pela empresa de inteligência industrial IDC este ano, encorajou muitas operadoras em todo o mundo a mover a sua rede em direção ao modelo de índice KAI, procurando preparar a sua arquitetura de rede para o futuro.

Tony Hu, vice-presidente de Linha de Produtos de Comunicação de Dados da Huawei, disse que uma abordagem passo a passo era a maneira certa para os clientes adotarem essa evolução para o modelo arquitetónico KAI. “Precisamos pensar não apenas como camadas de caixa. Precisamos pensar sobre as camadas do sistema, as camadas da arquitetura”, disse Hu. “Precisamos repensar como os serviços serão executados em futuras redes IP e como evoluir nossas redes atuais para o futuro”.

De acordo com ele, as que as redes IP podem evoluir avaliando a rede atual em relação às cinco dimensões KAI. A pontuação KAI obtida poderia então ajudar a operadora a definir a rede de destino e as medidas corretivas necessárias a serem tomadas para lá chegar. 
O modelo KAI mede as cinco dimensões de uma rede da seguinte maneira:  

  • Congestion Free: Taxa de fibrização, 10G / 25G para o local, taxa de convergência, divisão de rede.
    Simplified: SRv6/EVPN, Precise Clock Sync (G.8275.1). 
  • Scalable: Capacidade de IP, convergência de rede fixa + móvel + corporativa, separação de plano de controle e usuário (BNG).
  • Always On: Topologia - Anel e malha, desacoplamento de rede e serviço, proteção - IP FRR / TI-LFA, IP + sinergia óptica.
  • Intelligent: Provisionamento automático, visualização em GIS e topologia lógica, recuperação de problemas (nível de minutos), manutenção preditiva e proativa, Full Stack AI.
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