junho 19, 2021

A gigante tecnológica e uma das principais entidades da sociedade da Internet, viu recentemente padronizado o seu protocolo que irá revolucionar a maneira como as pessoas acedem à internet.

O protocolo denominado Quick UDP Internet Connections (QUIC), recorre ao protocolo UDP, garantindo a recuperação dos pacotes que se perdem durante o tráfego, situação que faz com o UDP seja um protocolo com bastante perda de pacotes.

Com esta melhoria, a Google conseguiu criar algo que reúne o melhor dos 2 protocolos. Tem a velocidade que o UDP garante, mas também consegue garantir a recuperação dos pacotes que forem perdidos ou não forem recebidos.

Apesar de existir há já vários anos, e submetido à IETF em 2016, apenas agora o QUIC da Google foi publicado pela Internet Engineering Task Force (IETF) e tornou-se um protocolo padrão que poderá ser usado. Isto significa, na prática, que está pronto e desenvolvido o suficiente para ser usado em situações reais e na própria Internet.

A google refere que está a migrar gradualmente todos os clientes qualificados para o QUIC com o objectivo final de oferecer todos os serviços do Google por meio do QUIC. 

De acordo com a Google, os testes mostram que o QUIC cria benefícios de desempenho significativos para os usuários. 

"Nas propriedades do Google, vemos uma redução de 10% no tempo de carregamento da página. Para vídeo, vemos uma redução de 30% nas rejeições".

Desde 2013, a Google desenvolve um protocolo que se prepara não só para tornar o acesso à Internet mais rápido, como também para substituir um dos mais antigos padrões da Internet, o protocolo TCP, criado em 1974.

A Vodafone e o Google Cloud anunciaram na segunda-feira (03), uma nova parceria estratégica de seis anos, que visa acelerar o uso de análise de dados para permitir o lançamento global e simultâneo de novos produtos e serviços digitais para clientes Vodafone.

De acordo com uma nota de imprensa da Vodafone, a referida parceira vai colaborar para criar a primeira plataforma de dados integrada e poderosa com a capacidade adicional de processar e transferir grandes quantidades de dados globalmente de vários sistemas para a nuvem, como parte de uma extensão importante do seu contrato actual.

A rede baptizada por 'Nucleus', abrigará um novo sistema denominado 'Dynamo', que enviará dados por meio da Vodafone, permitindo-lhe fornecer novos produtos e serviços personalizados aos consumidores de forma mais eficiente e em diferentes mercados.

O comunicado realça a capacidade de processamento dos dois sistemas pioneiros no sector, que são capazes de processar cerca de 50 terabytes de dados por dia, o equivalente a 25.000 horas de filme HD.

Os projectos que estão a ser desenvolvidos internamente por equipas de especialistas da Vodafone e do Google Cloud, envolve cerca de 1.000 trabalhadores das duas empresas a nível global.

O resultado desta parceria permitirá que os clientes da Vodafone em todo o mundo tenham uma experiência mais profunda e aprimorada, gerando um conhecimento mais detalhado e análises baseadas em dados por meio da organização e de seus parceiros.

Seguindo seus esforços mútuos, a Vodafone e o Google Cloud procurarão fornecer serviços de consultoria a outras organizações e empresas multinacionais, em conjunto ou de forma separada.

O anúncio foi avançado na passada quinta-feira (29), pelo director administrativo para África, Nitin Gajria, que considerou que os desenvolvedores e as startups africanas desempenham um papel crucial na transformação da economia do continente.

As bolsas de estudo em Android, Web e desenvolvimento do Google Cloud, são destinadas à Desenvolvedores iniciantes e intermediários africanos, num total de 40.000 bolsas de estudo para desenvolvedores nas áreas de desenvolvimento de dispositivos móveis e nuvem e, ao final do treinamento, os 1.000 melhores alunos receberão uma bolsa integral para certificação em desenvolvimento em Android ou nuvem.

"Estamos ansiosos para continuar com o nosso trabalho com as comunidades africanas de startups e desenvolvedores, porque acreditamos que o ecossistema de startups do continente é um impulsionador chave do desenvolvimento económico". De acordo com Nitin Gajria, “o crescimento de todos os participantes no espaço de tecnologia é colectivo; o sucesso de um, abre caminho para outros. Oferecemos treinamento consistente com os critérios de competência de trabalho do mundo real por meio do Google Developer Groups (GDG) e Women Techmakers. Existem 173 GDGs activos, que reúnem desenvolvedores com interesses comuns para palestras e workshops práticos".

A propósito, o Portal de T.I ouviu a coordenadora da Comunidade Women Techmakers, Elisa Capololo, que garantiu ter recebido a informação da bolsa por meio da Andela, que com a Pluralsight, colaboram neste programa como empresa de talentos em tecnologia.

Hoje existem mais de 120 comunidades de desenvolvedores activos em 25 países de África, incluindo Angola.

Os interessados deverão clicar aqui para inscreverem-se.

Tal como havia sido avançado em entrevista, a ITA – Internet Technologies Angola em parceria com a AAI (Associação Angolana de Internet) activaram recentemente a cache do Facebook no Data Center da ITA. Mais um importante passo, adicionalmente à recente activação da cache Google feita pela ITA, no mesmo Data Center.

Em conformidade com o plano estratégico da parceria entre ITA e AAI, firmado com a activação do segundo nó de interligação dos provedores e servidores, designado Angola IXP instalado no Data Center da ITA, foram activados em fevereiro último a cache da Google e agora em Abril a cache do FacebooK.

De acordo com uma nota enviada ao Portal deT.I, este importante investimento, tem como objectivo, contribuir para a melhoria do ecossistema de internet em Angola e reduzir os custos de internet dos operadores, principalmente os associados da AAI. “Atrair para Angola as caches como as da Google e do Facebook, foi um processo em construção que iniciámos no ano passado com o Angola IXP, e que não termina por aqui". Confirmou Túlio Jacinto, Director Executivo de Operações da ITA. "Ao alojar estas caches num Data Center como o nosso, que oferece especificações internacionais e excelentes condições de alojamento, segurança e conectividade, é um passo importante para a transformação e melhoria no ambiente de negócios digitais e da qualidade dos serviços de internet em Angola", acrescentou.

Engenheiro Sílvio Almada, Presidente da AAI, reforça ao dizer que “estas caches agora activadas e em funcionamento no Data Center da ITA, trarão melhorias à qualidade de internet e melhor experiência para os utilizadores que usufruem dos serviços da Google e Facebook”.

O facto de ter estes serviços e conteúdos internacionais alojados no país, traz benefícios técnicos e económicos para a comunidade de telecomunicações em Angola. Estes passos são fundamentais para criar o dinamismo na conectividade, uma das premissas importantes para a transformação de Angola em HUB de Dados em Africa, reforçou Túlio Jacinto da ITA.

Este e outros contactos têm sido feitos pelos parceiros, com grandes produtores e agregadores de conteúdos a nível mundial, com vista a melhorar o ambiente tecnológico em Angola no que toca a distribuição de conteúdos digitais e permitindo que os operadores e fornecedores de conteúdos e serviços digitais beneficiem de uma rede de serviços de telecomunicações em Angola que poderá em breve beneficiar a região em África.

A nota refere ainda que O ponto mais importante e diferenciador desta abordagem é o facto de que a ITA e parceiros, estão a dar passos em conjunto, procurando alcançar os objectivos de todos, com benefícios finais para toda a comunidade de internet no País.

A Suprema Corte dos EUA, concedeu vitória ao Google na segunda-feira (05), determinando que o uso do código de software da Oracle como base na construção do sistema operacional Android, não violou a lei federal de direitos autorais.

Em uma decisão denominada "6-2", os juízes revogaram uma outra decisão de um tribunal inferior, onde o mesmo referiu que a inclusão do código de software da Oracle no Android pelo Google não constituía um uso justo sob a lei de direitos autorais dos Estados Unidos.

De acordo com a Reuters, as duas gigantes tecnológicas sediadas na Califórnia, anualmente têm uma receita combinada de mais de 175 mil milhões de dólares americanos. Estão em conflito desde que a Oracle entrou com um processo por violação de direitos autorais em 2010, no Tribunal Federal de São Francisco.

A decisão poupa o Google de um veredicto de danos potencialmente massivos. A Oracle lutava para conseguir uma indemnização de aproximadamente 9 mil milhões de dólares americanos, embora os especialistas estimativam uma quantia de 30 mil milhões de dólares americanos.

“A decisão dá segurança jurídica para a próxima geração de desenvolvedores, cujos novos produtos e serviços beneficiarão os consumidores”, disse Kent Walker, vice-presidente sénior de assuntos globais do Google.

No referido processo, a Oracle acusa o Google de plagiar seu software Java ao copiar 11.330 linhas de código, bem como a forma como é organizado, para criar o Android e obter bilhões de dólares em receita. O sistema operacional Android, para o qual os desenvolvedores criaram milhares de aplicativos, agora opera em mais de 70% dos dispositivos móveis do mundo.

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