junho 19, 2021

MTN Gana, a maior empresa de telecomunicações móveis do país, anunciou que investirá cerca de 25 milhões de dólares norte-americano para os próximos três anos com vista a melhorar o ecossistema digital do país.

A informação foi avançada durante a cerimônia dos 25 anos de existência da MTN no Gana. Para além deste valor, prevê também investir 150 milhões de dólares em redes e sistemas de TI para conectar os 15% restantes de ganenses que vivem nas comunidades mais distantes do país, bem como melhorar a capacidade e a experiência do cliente.

“Como parte das comemorações do nosso 25º aniversário, também prometemos um fundo de 25 milhões de dólares ao longo de três anos para ajudar o governo com seu plano digital", disse Selorm Adadevoh, CEO da MTN Gana.

Salorm afirmou que a empresa sempre viu o Gana como um mercado para investir devido a governança e estabilidade política do país, previsibilidade política e crescimento económico contínuo ao longo do tempo.

Desde o início das operações, a empresa investiu mais 6 mil milhões de dólares para o desenvolvimento de infraestruturas assumindo vários riscos comerciais.

Uma das estratégias da empresa é colocar em prática o plano “BRIGHT to Ambition 2025”, que tem o objectivo de criar a maior e mais valiosa plataforma de negócios do mundo com foco em África. O plano engloba a criação de soluções de Fintechs, Infraestrutura de telecomunicações e API de Marketplace.

A Ministra da Comunicação e Digitalização, Ursula Owusu-Ekuful, elogiou a gestão da MTN por seus investimentos e por assumir a liderança em trazer inovação e transformação para o sector.

A MTN Gana emprega cerca de 2.500 ganenses e atende mais de 25 milhões de assinantes.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis está a transferir todo o acervo sobre petróleo, do formato físico para o digital para melhor gestão das informações da indústria petrolífera em angola. A informação foi avançada pelo director do Gabinete de Gestão de Dados da ANPG, Lúmen Sebastião, numa conferência virtual com o tema "Visão da ANPG na Gestão de Dados" realizado de 27 a 28 de Maio.

De acordo com o técnico do sector petrolífero, o processo ainda está em fase embrionária, mas com objectivos de chegar aos patamares atingidos pela ANPG do Brasil e outras instituições, como as da Noruega e outros países em termos dessa transformação digital, e que os leva a pensar nos custos de gestão de dados petrolíferos que rondam os 6 milhões de dólares para todo o acervo nacional.

De acordo com a Angop, o modelo documental da ANPG que está dividido em dois processos, estando o primeiro ligado a dados técnicos que dão suporte à exploração e produção, e o outro (o segundo) relacionado com a gestão de informações administrativas, essa concessionária angolana está a criar uma plataforma que possa albergar os dois modelos e estudar a melhor maneira de disponibilização dos dados. Mas também aproveitar quer os modelos adoptados no Brasil quer por outras congéneres pelo mundo, para depois trabalhar num protótipo que se encaixará à realidade de Angola.

Na perspectiva de Lúmen Sebastião, a gestão de dados permite aumentar a produtividade e receitas do negócio, assim como ajuda a reduzir os riscos de segurança e prevenir perdas. De igual modo, acrescentou, ajuda a melhorar a qualidade dos serviços que são prestados.

"Se nós quisermos tomar uma decisão mais acertada ao longo de toda a cadeia de negócios, temos de levar em consideração os dados. Não apenas a quantidade destes, mas sim a sua qualidade, muito valorizada na tomada de decisão das instituições, como a ANPG", exemplificou.

Por: Celso Malavoloneke

Com esta estória do “distanciamento físico e social” que a esquindiva da Covid nos obriga com ela, a moda agora é “reuniões virtuais em plataformas digitais”. Já ninguém anda atrás de ninguém para reunir: faz no Zoom, streamline, live e mais alguns nomes que há pouco mais de um ano ninguém conhecia ou ligava nenhuma e — já está! Quando se assustam, a malta está a reunir. Até a sacrossanta Assembleia Geral das Nações Unidas, pela primeira vez na sua história, foi feita desta forma: cada Chefe de Estado “ficou mbora” na casa dele. Reuniu os seus ministros e secretários, “se apontaram” umas câmaras à maneira, ligaram-se a um monitor de televisão e assim fizeram a reunião que simboliza o maior evento da diplomacia mundial.

Nos ministérios e altos gabinetes a mesma coisa: ninguém mais sai do seu gabinete para os encontros e reuniões de trabalho. Cada um liga o computador às tais plataformas digitais e, sem fazer nada mais que um clique, conecta-se e reúne-se como se todos estivessem na mesma sala. Ou melhor, pensando bem, até estão mesmo na mesma sala. Só que digital. A sala da reunião é virtual e a reunião ganhou um nome chique: videoconferência.

Há uns bons meses que venho cobiçando um “baita” desses sistemas de videoconferência na sala de reuniões de uma ministra minha kamba. Sentada na sua cadeira, a ministra fala para Genebra, para Nova Iorque, para as províncias, organiza projectos e programas, dá as suas orientações e, para o meu espanto, muitas vezes dá as instruções a subordinados nas províncias, que se comunicam com ela a partir dos seus telefones. Já a vi numa ocasião a pedir que lhe enviassem um vídeo de uma situação que lhe tinha despertado a atenção e a recebê-lo em menos de dez minutos. O vídeo foi feito naquele mesmo momento pelo técnico, usando o seu telemóvel. A reunião continuou depois com a ministra a falar da situação como se a tivesse visto. E viu de facto, através daquela tecnologia. Admirado, perguntei como tinham obtido o equipamento, dos mais sofisticados que tinha visto, e disseram-me que tinha sido uma oferta da gigante de tecnologia Huawei, como contribuição para o combate à pandemia que assola o mundo inteiro e Angola também.

Lembrei-me disso quando vi há dias num noticiário que a mesma companhia doara um equipamento de videoconferência inteligente à Primeira Dama e se comprometeu, através de um termo de cooperação, a implementar um plano de formação em TIC que incluirá temas como 5G e progresso da indústria, redes de comunicação de dados e tendências de desenvolvimento, computação na nuvem, conceitos básicos de tecnologia, inteligência artificial, entre outros. No período 2021-2022, a Huawei ministrará mil horas de cursos introdutórios às TIC´s e 6 mil horas de Formação para Certificação em Soluções Huawei. Os programas estão direccionados a jovens identificados no âmbito dos programas do Gabinete da Primeira Dama.

Conhecendo um pouco a Primeira Dama e a forma como trabalha – não é por acaso que foi a ministra do Planeamento que serviu mais tempo e membro do Board do Banco Mundial – estou mesmo a ver a tremenda mais valia que o equipamento doado constituirá para ela e para as suas assistentes. Estou mesmo a vê-la a retomar a liderança que exercia na iniciativa do Fórum das Primeiras Damas Africanas na luta contra a transmissão vertical da transmissão de VIH de mãe para filhos durante a gravidez. Esse programa, entre nós conhecido como “Nascer Livre para Brilhar”, e que estava já a dar frutos bastante promissores, foi brutalmente truncado pela pandemia da Covid-19 e a incapacidade de toda a gente, ela incluída, de realizar as viagens de acompanhamento e avaliação que tão bem fazia às províncias. Também já a estou a ver, por via desse sistema, a retomar as reuniões de coordenação com as esposas dos Governadores Provinciais que coordenam o projecto nas respectivas províncias. Atrevo-me a dizer que, com esta oferta, a Huawei pode ter dado um impulso importante ao renascimento da que eu considero uma das maiores iniciativas humanitárias do mandato do Presidente João Lourenço.

Uma outra oportunidade importante que a Huawei facilita é a formação de jovens em soluções de inteligência artificial e o aumento da sua fluência no domínio de tecnologias digitais de ponta. Aí, mais uma vez, vejo um toque da visão da Primeira Dama. É que, essa fluência, hoje por hoje, não só nos protege da contaminação do coronavírus, como constitui um tremendo meio de poupanças num contexto de muito poucos recursos financeiros. Com a popularização das reuniões e encontros digitais, poder-se-á realizar reuniões nacionais, conselhos consultivos e até congressos sem os grandes custos em transporte, alojamento e alimentação a que estamos habituados. E a quantidade das presenças será maximizada – ninguém poderá dizer que não veio por causa dos transtornos de viagem – e a qualidade também, já que cada um poderá assistir ao evento a partir do conforto da residência ou escritório.

Confesso que fiquei com inveja da oferta que a minha kamba ministra e a Primeira Dama receberam da Huawei. Um dos meus sonhos é ter um sistema desses para as minhas “kavuanzas” profissionais com os kambas que trabalham comigo um pouco por este mundo que Deus criou. Por isso o título dessa crónica: Ninguém me oferece só um mambo desses também? Sonhar não custa dinheiro, só sono…

O Conversas 4.0 desta terça-feira (11), trouxe como tema de debate "Retorno de Investimento em Projectos de T.I e Transformação Digital", contou com a fundadora e CEO da Technoplus de Moçambique, Sázia Sousa, que esteve ao lado de João Almeida, subdirector na Digital Banking and Innovation do Millennium Atlântico em discussão de vários assuntos sob moderação de Edilson Almeida.

O objectivo desta edição foi dar ênfase a importância do Retorno Sobre o Investimento (ROI na sigla em inglês), que é uma métrica analítica sobre os investimentos de uma empresa quer seja a logo ou a curto prazo e que serve para planificar e evitar algumas perdas.

Questionado se em que medida o ROI reforça as organizações, João Almeida realçou que é bastante importante na gestão de tomada de decisões para mensurar resultados antes e depois e explicou como deve-se calcular.
"É importante fazer uma análise adaptável a um projecto de T.I. A sua equação é focada na receita subtraída ao próprio custo e divididas ao custo que vai nos dar o ROI face ao número de anos previstos", esclareceu João Almeida, que mencionou alguns desafios para que uma empresa tenha um óptimo retorno sobre investimentos.
"Temos alinhamento das expectativas, este é o mais relevante ao efectuar as análises do antes, durante e após um projecto; também temos a satisfação dos clientes, muito relevante também neste processo na potenciação da plataforma; a própria equipa também desempenha um papel importante para o compromisso e disponibilidade; e depois temos o processo de venda se de facto há uma fluidez para o utilizador final. Tudo isto são pontos que podem contribuir para um óptimo ROI", disse.

Já Sázia Sousa, vê que as startups em Moçambique não têm tido uma certa sustentabilidade ou uma estrutura para manterem-se no mercado e assim ter resultados daquilo que investem.
"Existe um conjunto de fases que devem ser consideradas na criação de um produto para ter um óptimo ROI. Existem muitas startups e muitos jovens a fazerem as coisas, uns e outros conseguem passar, mas é aconselhável sempre que eles se juntem a organizações que conseguem criar equipas multidisciplinares e que encontrem parceiros que os ajudem a expandir os seus produtos", recomendou a empreendedora de tecnologias, acreditando que as empresas que estão a investir em transformação digital já têm mais consciência do investimento que estão a fazer e vai culminar a um bom início de mudança de mentalidade.

Por sua vez João Almeida apontou que é preciso estar muito atento ao mercado e mesmo as empresas que hoje são líderes podem decair.
"A tecnologia deve ser um membro para resolver limitações do dia-a-dia e ver que tipo de transformação digital deve-se ter na procura do melhor resultado", começou por dizer.
"Mesmo que uma empresa seja líder no mercado a tendência é evoluir porque são líderes e no ano seguinte já não podem ser. Uma vez mais a tecnologia tem de identificar um leque de oportunidades e não ser uma ferramenta bonita para se ter em casa", recomendou o subdirector na Digital Banking and Innovation do Millennium Atlântico

O programa conversas 4.0 acontece todas as terças-feiras, das 10 as 11horas, na LAC ( Luanda Antena Comercial), sob moderação de Edilson Almeida, e tem uma extensão em live, a ser exibido as 19 horas do mesmo dia, no Facebook do Tech 21 Africa.

Realizou-se, na passada quinta-feira (22), no Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda, o primeiro Fórum Angolano de Empreendedorismo Digital (FAED), sob organização da Academia Alta Finança e da Tech21 África.

O FAED surge numa época em que Angola regista muita visibilidade a nível de iniciativas de empreendedorismo digital e, com estas, vêm acompanhadas implicações como: o panorama actual do empreendedorismo digital a nível global; benefícios económicos do empreendedorismo digital para Angola; principais nichos de mercado para empreender no digital; principais tendências do marketing digital para 2021; sistemas de pagamento e os desafios da dinamização do empreendedorismo digital em Angola e o papel da infraestrutura de TI no fomento ao empreendedorismo digital, temas esses que foram debatidos em 6 painéis.

O presídio concentrou empreendedores que, sob moderação da escritora Sandra Mateus, fizeram curtas abordagens que eram mediadas de modo presencial e remoto.

Os participantes consentiram que o empreendedorismo digital é o que mais cresce a nível global, sendo que, em Angola, a pandemia da Covid-19 é tida como um dos principais aceleradores.

O empreendedorismo digital, consideram os especialistas, é uma vantagem para o crescimento económico do país mas que, ainda assim, apontaram pelos pontos críticos ligados à: concorrência desleal; a falta de infraestruturas estendidas um pouco por todo o país; o elevado custo dos serviços de internet; a fraca literacia digital e os problemas com sistemas de pagamentos para os serviços de comércio electrónico.

Por outro lado, os empreendedores olharam pelo acelerar do Empreendedorismo Digital em Angola, por meio do estudo assertivo do mercado para identificação e selecção dos nichos, igualmente pela criação de pequenas infraestruturas de inclusão digital e, por fim, uma legislação que atenta aos problemas locais.

Quando se fala de empreendedorismo digital em Angola, as estatísticas nos mostram para empresas com pouco menos de 20 anos de existência, no território nacional e, na sua maioria, lideradas por jovens.

Foi então que, o primeiro Fórum Angolano de Empreendedorismo Digital contou com oradores como: Jorge Baptista, Presidente da Associação de Empreendedores de Angola; Neusa Pinto Fundadora e Facilitadora no Kitadi Detox Financeiro; Jordão Neto, CEO da Bwe VIP Group; Djanira Barbosa, CEO da Limonada AO e criadora do kaluanda Fest; Sarchel Necésio, CEO do Platina Line; Valdemar Vieira Dias, CEO da Valmonteiro; Meike Neves, Criador de Conteúdo Digital; Luís José, Partner Developer Primavera; Fábio José, Business Developer da Multipla; Aniceto Carvalho, CEO Mwango Brain; Marcelo Santos, Business Developer; Emerson Paim, CEO do Kubinga; Denivaldo Neto, CEO do AKI e Airton Lucas, Co-Fundador da Usekamba.

E mereceu também as presenças de moderadores como: Zedilson Almeida, Director Geral do Manifexto; Haymmé Cogle, Líder Local do Founder Institute; Edilson Almeida, Team Líder de Comunicação da Tech21 África; Agostinho Kissama, da Equipa Digital; Alcino Camota, Team Leader de Projectos da Tech21 África e, por fim, Seidou Ndolumingo, CEO do Portal de TI.

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