junho 19, 2021

Na sequência das várias reclamações, que os clientes do Banco de Poupança e Crédito (BPC) vinham apresentando, o director de marketing daquela instituição bancária, José Matoso, explicou ontem(03), durante o Jornal da Zimbo, os motivos que causaram a suspensão de algumas operações.

José Matoso referiu que o fecho de contas e um maior volume de operações por causa do período de pagamentos de salários, fez gerar um erro no processamento dos dados, que fez colapsar todo o sistema do banco.

"É um problema que tem se verificado nos últimos anos, devido a existência de alguns equipamentos tecnológicos obsoletos", afirmou José Matoso.

José Matoso garantiu que ontem, os técnicos da instituição conseguiram dar solução ao problema, e que a situação volta ao normal ainda hoje.

Para evitar que estas situações voltem a acontecer com frequência, José Matoso referiu que o BPC tem em curso um plano de recapitalização e requalificação na qual, uma das prioridades é a total substituição da infraestrutura tecnológica, tendo garantido que até ao final deste mês, parte desta infraestrutura será substituida e a restante será também até ao final do próximo ano.

"Não é um processo simples devido a sua complexidade e sensibilidade, daí a substituição faseada. Depois destas substituições, teremos uma infraestrutura com maior capacidade de processamento e armazenamento de dados", disse.

De referir que nos últimos dias, os clientes do referido banco ficaram privados de efectuarem operações na plataforma Multicaixa Express e até mesmo efectuar consultas de saldo e movimentos nos balcões das agências bancárias.

Os serviços de emissão do bilhete de identidade (BI) da Loja de Registo do Cuanhama, na província do Cunene, encontram-se paralisados há um mês, devido a uma avaria no sistema de recolha de dados, afectando 3.178 utentes que ficaram impedidos de receber os seus documentos, porque é necessário colher a impressão digital.

O chefe do Departamento de Identificação Civil e Criminal em exercício naquela província, Carlos Lipoleni, prestou declarações nesta sexta-feira (28), alegando que a situação está a criar vários constrangimentos junto dos cidadãos que pretendem emitir o principal cartão nacional de identificação civil.

O gestor público ainda fez saber que o posto de Delegação Provincial da Justiça na cidade capital, Ondjiva, é insuficiente para atender a demanda, sendo que a Loja de Registo emitia 115 bilhetes por dia.

Com a paralisação da emissão, sublinhou Carlos Lipoleni, registam-se longas filas nas primeiras horas no único posto em funcionamento. Mas para a resolução do mesmo, o gestor público confirmou que aguarda a resposta do órgão central que garantiu a qualquer momento enviar uma equipa técnica.

Fonte: Angop

Os dados constam do relatório Wordwide Mobile Data Pricing 2021, apresentados pela Cable, uma entidade que apresenta todos os anos, no final do primeiro trimestre, a classificação de custos de dados móveis em 230 países do mundo.

Como barômetro, a Cable baseia-se nos custos de 1GB e os planos existentes em cada país.

No universo dos 230 países, Angola ocupa a posição 89, com cerca de 20 planos analisados, onde em média, um plano de 1GB custa 1,61 dólares norte-americanos (1.053 AOA). De acordo com o relatório, 2.000 AOA é o valor mais alto para um plano de 1GB.

Se comparado com o relatório do ano passado, verifica-se uma clara melhoria, não só em termos de posicionamento, como também na baixa do valor médio para um plano de 1GB que no ano passado rondava os 7,95 dólares. Vale referir que, aquando da publicação deste relatório no ano passado, o Portal de T.I recebeu uma explicação de uma das operadoras móveis, que referiu na altura que os dados analisados pela entidade eram desactualizados e que nos próximos relatórios viriam dados actuais, o que acabou por se comprovar, uma vez que Angola sai da posição 180 para a 89.

A grande novidade deste relatório, é a presença de um país africano na lista dos cinco países com o custo médio de 1 GB de dados móveis mais baratos.
Confirma a lista:

1. Israel (0,05 dólares);
2. Quirguistão (0,15 dólares);
3. Fiji (0,19 dólares);
4. Itália (0,27 dólares);
5. Sudão (0,27 dólares).

O relatório refere que todos estes países contêm uma excelente infraestrutura de banda larga de fibra ou, no caso do Quirguistão, Fiji e Sudão, dependem fortemente de dados móveis como o principal meio de manter sua população conectada ao resto do mundo.

Enquanto que, os cinco países com o custo médio de 1GB de dados móveis mais caro são: Guiné Equatorial (49,67 dólares), Ilhas Malvinas (44,56 dólares), Santa Helena (39,87 dólares), São Tomé e Príncipe (30,97 dólares) e Malawi (25,46 dólares).

Até recentemente, grandes empresas da China, como o Alibaba, de Jack Ma, e Tencent, operavam de maneira semelhante às gigantes dos EUA Facebook e Alphabet, aproveitando dados de usuários para refinar uma variedade em expansão de serviços digitais. Como mais dados levam a produtos melhores, plataformas de tecnologia muitas vezes, naturalmente, tornam-se monopólios, o que proporciona enorme riqueza e poder que também abrem caminho para “abusos”.

Um número cada vez maior de parlamentares dos EUA começa a exigir leis para desmembrar empresas americanas, mas, por enquanto, esses esforços não conseguiram ganhar muita força. A Europa tem se concentrado principalmente em dar aos usuários mais controlo sobre os dados e cobrar pesadas multas “antitrust” contra empresas como o Google.

A China, por outro lado, tem ido mais longe do que qualquer outro país para controlar seus gigantes da tecnologia. Xi Jinping, presidente da China, declarou no mês passado a intenção de impor limites a empresas de “plataforma” que acumulam dados para criar monopólios e engolir concorrentes menores. Reguladores da China então aplicaram uma multa recorde de US$ 2,8 bilhões ao Alibaba por abuso de domínio de mercado e estabeleceu o prazo de um mês para que dezenas de outras companhias importantes da Internet retifiquem práticas anticompetitivas.

Embora parte da motivação seja supostamente política, um aspecto potencialmente mais importante é a tentativa da China de criar um mercado para dados que libere valor e impulsione o crescimento. O governo está a alocar recursos em infraestrutura digital, elaborando novas leis sobre o uso de dados e construindo centros de dados em todo o país, com o objectivo de posicionar a China como líder na transformação da economia mundial nas próximas décadas.

“Esta não é uma iniciativa de curto prazo - é um completo novo foco nacional em dados como factor económico”, disse Kendra Schaefer, chefe de pesquisa digital da Trivium China, uma consultoria em Pequim. “Com essas vantagens significativas, também olhamos potencialmente para um cenário em que as empresas estão mais dispostas a adaptar-se aos controlos de rede chinesas para obter acesso ao mercado.”

No âmbito do processo antitrust que obriga as gigantes tecnológicas a pautarem por uma conduta clara sobre colecta e tratamento de dados dos usuários, a organização americana, Economic Security Project, disponibilizou uma extensão para navegadores Mozilla Firefox e Google Chrome, capaz de detectar se as chamadas Big Tech estejam monitorar ou não os usuários na internet.

De acordo com o site oficial da organização, o plugin denominado “Big Tech Detective”, mostra como grandes empresas de tecnologia estão conectadas à diversos sites e serviços que os usuários acessam diariamente, ou até mesmo mostrar se o site acessado pelo usuário está hospedado em servidores ligados às big techs.

A extensão tem o objectivo de alertar sobre o domínio de empresas, como Facebook, Google, Amazon e Microsoft e evitar que as gigantes façam o rastreamento do usuário enquanto navega online.

Várias organizações têm testado para verificar até onde chega esta solução. O New York Times testou a extensão por uma hora e navegou por diferentes sites.

Dos 11 sites vistados, 64% tinham alguma ligação com o Google. Já o Facebook e a Amazon tinham ligação com 45% dos endereços acessados. Mesmo sem entrar em sites de serviços específicos da Amazon, a empresa de Jeff Bezos ainda é amplamente acessada já que oferece serviços de hospedagem e armazenamento de dados em nuvem. A Microsoft oferece os mesmos serviços.

Durante o teste, pelo menos 80% dos sites acessados foram barrados, incluindo sites de notícias, blogs e até mesmo plataformas de órgãos públicos. A iniciativa, no entanto, afirma que o intuito da ferramenta não é acusar as big techs, mas educar os usuários. Para verificar essa solução, clique aqui para fazer o download do Big Tech Detective.

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