março 02, 2021

Depois de ter feito o primeiro comunicado, veiculado no seu portal institucional no dia 11 de Fevereiro de 2019, onde referia que a plataforma “Angobit” não estava autorizada a exercer quaisquer actividades no âmbito do sistema de pagamentos angolano, o Banco Nacional de Angola (BNA) voltou a informar o público, na passada segunda-feira (22), sobre a necessidade da não utilização da plataforma Angobit.

O primeiro comunicado referia que, o BNA tomou conhecimento, através das redes sociais, da existência de uma entidade denominada “Angobit”, cuja actividade consistia na prestação de serviços de pagamentos, concretamente, a emissão de cartões de pagamentos da rede VISA. No mesmo comunicado, o BNA referia que a entidade não estava autorizada a exercer quaisquer actividades no âmbito do sistema de pagamentos angolano, facto que ainda se mantém actualmente.

Compulsada a página de internet da referida entidade (https://angobit.com/contact), o Banco Nacional de Angola constatou o seguinte: (i) que contém um endereço sito no Bangladesh e um contacto telefónico com indicativo de Angola. Para além disso, constatou igualmente que esta entidade tem publicitado o serviço de comercialização de câmbios, envolvendo criptomoedas.

Sobre este assunto, o Banco Nacional de Angola reitera que a suposta entidade que actua sob a designação comercial “Angobit”, nomeadamente através do site "https://www.angobit.com/", não está habilitada, pelo Banco Nacional de Angola a exercer, em Angola, qualquer actividade reservada às instituições financeiras, pelo que informa que devem abster-se de realizar quaisquer contratos e/ou operações de natureza financeira com a referida entidade. Consequentemente, qualquer agente económico que opte por manter uma relação de negócio com esta entidade, estará a fazê-lo por sua própria conta e risco.

“Informamos ainda que as entidades autorizadas a exercerem a actividade de prestação de serviços de pagamento (remessa de valores), podem ser consultadas no site do Banco Nacional de Angola, em www.bna.ao”, lê-se no comunicado.

O BNA informa por outro lado, que as entidades que pretendam exercer quaisquer actividades de natureza financeira ou de crédito, devem previamente solicitar a autorização do Banco Nacional de Angola, nos termos da Lei n.º 12/15 de 17 de Junho, Lei de Bases das Instituições Financeiras.

A Criptomoeda Bitcoin chegou à sua maior desvalorização semanal desde setembro de 2020 ao fim da última sexta (22), quando a criptomoeda registou uma perda de 12%. No acumulado dos últimos sete dias, a queda foi de 11%, de acordo com a Reuters.

A principal razão para a acentuada desvalorização seria um suposto erro no blockchain da moeda digital, possibilitando o uso de parte de um bitcoin duas vezes, conforme relato divulgado no Twitter pela empresa BitMEX Research, especializada em monitoramento de negociações de criptomoedas.

Esse gasto duplo do bitcoin teria ocorrido no bloco 666.833, minerado na última quarta-feira (20). A negociação envolveria uma quantia baixa, de 0,00062063 BTC, o equivalente a 21 dólares, segundo a equipa de monitoramento.

A transação em duplicidade não chegou a ser confirmada. Mas para o analista da IG Markets Kyle Rodda, o simples relato da possibilidade de erro foi o suficiente para despertar a preocupação em relação à segurança da plataforma entre os usuários, desencadeando a venda de bitcoins. “O rebanho provavelmente olhou para isso e achou que parecia assustador e chocante e decidiu que agora é a hora de vender”, comentou.

Novas regras regulamentadoras

A escolha da economista e professora Janet Yellen como Secretária do Tesouro dos Estados Unidos no governo de Joe Biden também vem sendo apontada por especialistas como uma das causas da pior queda no valor do bitcoin nos últimos meses.

Na última terça-feira (19), Yellen afirmou que muitas moedas digitais são utilizadas para “financiamentos ilícitos”, pois não exigem a identificação dos usuários, facilitando as acções de grupos terroristas e outros tipos de criminosos.

Diante disso, ela sugeriu ser necessário criar formas de restringir o uso do dinheiro electrónico, por meio da elaboração de novas normas de regulamentação da criptomoeda, para garantir que a lavagem de dinheiro não ocorra nas transações digitais.

O New York Times, anunciou recentemente que, dos 18,5 milhões de bitcoins existentes em circulação, cerca de 20 por cento (avaliadas em 140 mil milhões de dólares) estão em carteiras perdidas ou inacessíveis de alguma forma.

De acordo com os dados da empresa Chainalysis, onde os serviços de recuperação como os da Wallet Recovery Services, têm registado um aumento de pedidos dos clientes neste sentido, já que a criptomoeda tem batido sucessivos recordes de novo valor máximo por unidade.

Da lista de clientes que poderão perder fortunas, consta o programador alemão Stefan Thomas, residente em São Francisco, nos EUA, que tem passado noites de insónia a tentar lembrar-se da palavra-chave da sua conta Bitcoin com mais de 7000 unidades da criptomoeda, que convertidos em euros rondam cerca de 200 milhões. O referido programador já falhou oito tentaivas, restando-lhe apenas duas hipóteses para conseguir desbloquear o acesso.

O limite de dez tentativas é imposto pela IronKey, hardware que contém as chaves privadas para a carteira digital de Thomas e que cifra, de forma irreversível em teoria, os dados da unidade de armazenamento.

Um outro usuário que também poderá perder a sua fortuna, segundo o New York Times, é Brad Yasar que terá passado centenas de horas a tentar reentrar nestas carteiras, apontando que o executivo começou nos primórdios do Bitcoin a minerar a divisa digital e estima ter centenas de milhões de dólares neste tipo de moeda. Agora, os discos rígidos que as contêm estão arrumados em sacos selados a vácuo e fora da vista.

Dificuldades do género, devem-se à própria estrutura central do Bitcoin, idealizada por Satoshi Nakamoto, que pretende dar a qualquer utilizador a possibilidade de abrir uma ‘conta bancária’ online e guardar o seu dinheiro, sem que qualquer governo ou banco possa regular ou controlar.

Já o empresário Diogo Monica, responsável pelo lançamento da startup Anchorage em 2017 para ajudar os investidores a gerir as suas carteiras virtuais, explica que mesmo “investidores sofisticados têm sido completamente incapazes de fazer qualquer gestão de chaves privadas”.

No caso do programador alemão Stefan Thomas, recebeu as seus Bitcoins em 2011 como pagamento por ter criado uma animação chamada “What is Bitcoin?” e acabou por perder as chaves digitais nesse mesmo ano. Thomas arrepende-se agora de ter pensado sequer em ser o seu próprio banco e não ter uma instituição que possa recorrer para recuperar o acesso ao valor correspondente em dinheiro

O Bitcoin é gerido por uma rede de computadores que seguem uma estrutura de software com todas as regras da criptomoeda e que inclui um algoritmo complexo que torna possível a criação de uma morada e associá-la a uma chave privada, que são conhecidos apenas pela pessoa que criou a carteira.

A agência que regula a actividade bancária e instituições financeiras nos Estados Unidos, the Office of the Comptroller of the Currency (OCC), anunciou ontem (13) a aprovação condicional da Anchorage Trust Company, uma empresa fretada em Dakota do Sul, para se tornar o Anchorage Digital Bank - primeiro Banco de Criptomoedas em todo o mundo.

De acordo com o comunicado divulgado pela OCC, a Instituição norte-americana concedeu o estatuto de Banco Fiduciário Nacional à Anchorage após uma revisão completa da empresa e suas operações actuais. Como condição executável de aprovação, a empresa celebrou um acordo operacional que estabelece, entre outras coisas, os requisitos de capital e liquidez e as expectativas de gestão de risco da OCC.

Ao conceder esta carta, a OCC aplicou a mesma revisão rigorosa e padrões aplicados a todos os pedidos de carta. Ao trazer esse candidato para o sistema bancário federal, o banco e a indústria se beneficiarão da ampla experiência e expertise em supervisão do OCC. Ao mesmo tempo, a aprovação Anchorage demonstra que as cartas bancárias nacionais fornecidos ao abrigo da Lei do Banco Nacional são amplas e bastante flexível para acomodar abordagens evoluindo para serviços financeiros.

Agora, a OCC confirma que a Anchorage cumpre "os requisitos de capital e liquidez e as expectativas de gestão de risco". A Fortune antecipava já que este ano poderia ser "brilhante" para Diogo Mónica e a sua empresa, dada a crescente procura e entusiasmo em torno das criptomoedas. "Como a criptomoeda ressurgiu em 2020, Diogo Mónica é um nome que se ouve com frequência", pode ler-se na revista norte-americana.

A Anchorage, stratup criada pelo português Diogo Mónica, se assume como "a porta de entrada” institucional para as criptomoedas. O agora banco norte-americano conta com o apoio da Visa, bem como de vários fundos de investimento como o Andresseen Horowitz, o Blockchain Capital, Paradigm e o BlockTower.

A Yetubit Exchange, proprietária da recém lançada criptomoeda Yetucoin, anunciou na semana passada, a distribuição de 4 milhões de unidades para toda a comunidade, caso tragam pessoas novas ao projecto durante o ICO.

De acordo com uma nota enviada ao Portal de T.I, a Yetubit informa que as pessoas a serem trazidas podem ser parentes ou amigos que sejam entusiastas em criptomoedas ou tecnologia e queiram fazer parte do projecto.

Relativamente a distribuição de YETU pelos referidos, a nota dá conta que não haverá nenhum link de referido, por estarem a usar a blockchain da sua forma mais pura possível, e além disso, sempre que os membros da comunidade convidarem alguém para se juntar ao projecto e essa pessoa comprar Yetucoin (YETU), os membros da comunidade terão de enviar uma mensagem via redes sociais com o endereço que a pessoa convidada usou para compra de YETU. Depois, a Yetucoin verá a transacção no explorador do endereço do ICO e depois enviar o valor da recompensa em YETU.

Sobre o valor da recompensa, será pago em YETU proporcionalmente ao valor que foi pago em Kwanzas da seguinte forma:
10% do valor em YETU para compras iguais ou inferiores a $ 1.000;
25% do valor em YETU para compras iguais ou acima de $ 1.000;
40% do valor em YETU para compras iguais ou superiores a $ 10.000;
50% do valor em YETU para compras iguais ou superiores a $ 100.000.

Até ao momento da publicação desta matéria, cada YETU tem o valor de $ 0.04, se alguém for convidado e comprar 10.000 YETU com a cotação actual, fará o pagamento de $ 400 em BNB. Nesse caso $ 400 é inferior a $ 1.000, o que significa que a pessoa convidada receberá 10% do valor em YETU, que nesse caso corresponde a 1.000 YETU. Esses valores, de acordo com a nota, serão enviados no endereço que a pessoa que convidou indicar e serão pagos apenas para a pessoa que convidou.

O exemplo acima, vale para todas as pessoas que a comunidade trazer para o projecto, independentemente do montante usado para compra. E caso haja dificuldades na aquisição de BNB ou queiram comprar YETU com Kwanzas, a Yetubit prestará o devido suporte.

“Para garantir maior transparência nesse processo, a Yetubit recomenda que a comunidade os contacte pelo grupo do Telegram publicando lá o endereço da pessoa que convidou ou nos chamando no privado. Porém, também podem os contactar pelo Facebook ou pelo seguinte email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.”, informa a nota.

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