junho 19, 2021

O rapper norte-americano Will.I.am associou-se à marca Honeywall para lançar uma máscara com base tecnológica com o nome "XUPERMASK", e contém filtros HEPA (tecnologia empregada em filtros de ar), ventoinhas, luzes LED, Bluetooth, microfone e um sistema magnético para ligação de auscultadores.

A mascara estará a venda a 299 USD, com sete horas de bateria e uma forma magnética de integração de auscultadores.

Vale informar que o designer dos fatos espaciais da SpaceX, Jose Fernandez, também deu o seu contributo no fabrico do objecto, e Will.i.am lembrou ao site "Cnet", que já tem várias participações no sector da tecnologia, com investimentos na Tesla e na Beats, tendo sido director de inovação da Intel e fundado a empresa "I.am+" focada em produtos wearable.

As XUPERMASK serão vendidas com uma bolsa de transporte, recargas de filtros HEPA para três meses, diferentes encaixes para os auscultadores e um cabo de carregamento a partir de dia 8 de abril.

 

Uma dupla de especialistas angolanos de tecnologia, afiliados à Angola Cables, nomeadamente Júlio Chilela e Lírio Ramalheira, desenvolveram uma aplicação, baptizada por Symbio x Vision, capaz de analisar chapas de raio-x e tomografias a fim de acelerar o diagnóstico da covid-19 e outras doenças pulmonares. A sua apresentação ao público está prevista para Abril deste ano.

O sistema recebeu contribuições do Instituto Respira Brasil e está sob avaliação de um comité de ética do Centro Universitário Christus, do estado de Fortaleza, com a orientação de Ingrid Nogueira, que é pesquisadora e orientadora brasileira do mestrado profissional em "tecnologia minimamente invasiva e de simulação" na área da saúde, sem esquecer a participação do Colégio Nacional Angolano de Radiologia.

Um dos desafios ao criar a ferramenta, foi levantar imagens para treinar a Inteligência Artificial e conseguir que esta reconheça a doença em pacientes de Angola e do Brasil. Isso porque o biotipo humano difere de país para país, com diferenças corporais que podem afectar a interpretação automatizada das imagens.

A Inteligência Artificial inserida nesta ferramenta, vai analisar raios-x e tomografias a fim de dizer se as imagens são de pulmões limpos ou afectados pelo novo coronavírus.

Os dois cientistas de dados treinaram o software com mais de 600 imagens contendo pulmões saudáveis e pulmões acometidos por covid-19 e outras doenças. Hoje, a ferramenta é capaz de dizer com 85% de precisão se há vírus no pulmão.

 

Fonte: Tele Síntese

Por: Celso Malavoloneke

Com a pandemia que não vai sair das nossas vidas tão cedo e com o impacto terrível que teve nas economias dos países – no nosso país pior ainda pela já difícil situação pré-Covid – o desafio agora é retomar a produção de produtos dolorosamente necessários à sobrevivência dos cidadãos e ao mesmo tempo manter as regras de prevenção da Covid. Ou seja, aumentar a produção com menos gente a trabalhar, de forma urgente, porque os níveis de fome e miséria nunca foram tão altos como agora.

A tecnologia e o investimento nas infra-estruturas de tecnologias de informação mostram-se cada vez mais como o caminho mais viável, rápido e sustentável para se alcançar este objectivo. Desde a agricultura familiar e de alto rendimento à expansão que se afigura urgente da distribuição de água e energia para as famílias e as indústrias, passando pela segurança da circulação de pessoas e mercadorias, cada vez mais as tecnologias de informação e comunicação se convertem no caminho mais rápido e seguro. De sorte que, aquilo que antes parecia uma abordagem alternativa para o desenvolvimento – a expansão e modernização da rede e infra-estruturas de telecomunicações – hoje se posiciona como uma necessidade urgente se quisermos relançar a economia e reverter a situação de grave carência alimentar que assola o país.

O primeiro passo incide necessariamente em resolver o problema da conectividade em todo o país. A conectividade é, para a massificação tecnológica, o que as veias são para o corpo. É através dela que circulam as informações em voz e dados que a tornam viva, tal como o sangue circula pelas veias para fazer um organismo viver.

Por isso, no caso de Angola, é preciso que o sinal de telefonia móvel e da internet cubra todo o país. Nas minhas andanças por terra, já durante a pandemia, tenho verificado que na maior parte do traçado das estradas nacionais existe sinal, ou da UNITEL, ou da Movicel. Tirando alguns troços curtos, é possível estar conectado por voz e dados. Da mesma forma, todas as sedes municipais têm sinal. Já se nos afastarmos três ou quatro quilómetros das estradas ou das sedes municipais, ficamos sem sinal. Assim, a maior parte das fazendas no interior não têm sinal de conectividade. Tal como não têm água corrente pública nem energia eléctrica da rede (embora esta questão esteja a ser gradativamente resolvida com a extensão da energia da barragem de Laúca). Esse problema pode ser em grande medida sanado no imediato se as duas operadoras de telefonia móvel juntarem esforços e usarem as suas repetidoras em forma de rede única, em vez de separadas como actualmente fazem.

O segundo passo exige o alargamento das infra-estruturas de estradas, energia e água. Segundo, e não primeiro passo, como seria há pouco tempo atrás, porque a tecnologia pode hoje detectar e resolver com a mínima assistência humana avarias nos sistemas em grandes distâncias. Lá onde os técnicos costumavam passar o dia inteiro a caminhar, frequentemente em terrenos acidentados, debaixo de chuva ou sol forte, a tecnologia mudou isso. Os trabalhadores agora já podem inspeccionar linhas de distribuição de energia ou água canalizada com câmaras de alta definição, fixas ou montadas em drones, conectadas a uma rede 5G. Os feeds de vídeo são analisados ​​por tecnologia IA, sendo complementados pela análise humana. As novas tecnologias permitem que os técnicos de manutenção inspeccionem a rede no conforto de uma sala de controlo. As inspecções que costumavam levar 20 dias podem ser concluídas em duas horas.

O mesmo se pode dizer da reparação de estradas. Com tecnologia 5G, os trabalhadores em salas com ar condicionado podem controlar remotamente as escavadoras e outros equipamentos de reparação. Numa mina na China, a gigante tecnológica Huawei montou uma rede 5G através da qual, contando com feeds de vídeo em tempo real de vários ângulos, os operadores controlam as escavadoras a partir de um lugar remoto com ar-condicionado, como se estivessem no local. Essa tecnologia pode também ser aplicada nas fazendas agrícolas de alto rendimento. Os operadores das máquinas de lavoura, semeadoras, colheita, etc., podem operá-las no conforto de uma sala, protegidos do sol, da chuva e de outras intempéries. O rendimento será certamente maior, e essa pode ser a via para produzir os alimentos que tanto precisamos para suprir o défice alimentar "que estamos com ele", ao mesmo tempo que poupamos as divisas actualmente gastas na compra de alimentos cada vez mais caros.

Estes exemplos -- há mais pelo mundo afora -- servem para ilustrar como é estratégico e urgente investir nas novas tecnologias de informação no nosso país, numa altura que precisamos de encontrar fórmulas criativas e efectivas para reerguer a economia da paralisação imposta pela Covid 19. É claro que tudo isso passa por um massivo investimento em formação e capacitação dos recursos humanos do país. Mas com uma geografia humana em que mais de 60% da população tem menos de 30, isso não é um problema. Pelo contrário, é mais um passo em frente para a sustentabilidade de um desenvolvimento assente no uso inteligente e efectivo das novas tecnologias.

Lupossa André é um inventor de 27 anos que está a surpreender os angolanos ao apresentar o seu robô capaz de medir a temperatura humana, disponibilizar álcool gel e detectar se alguém está ou não a usar a máscara facial.

Licenciado em Electrónica Industrial pela faculdade de Cape Península University of Techonology da África do Sul, o jovem engenheiro criou o robô com a finalidade de ajudar no combate contra a expansão da covid-19 no país, em substituição da presença humana na execução de trabalhos para detectar e tratar pacientes infectados.

Em entrevista ao Jornal O País, Lupossa André conta que o robô é constituído por um corpo de plástico, dois braços, uma cabeça com sensor para detectar presença humana, câmara e quatro rodas em cada perna para se locomover. O robô foi produzido com base em algumas características humanas, e é capaz de fazer perguntas como "Você esteve fora do país nos últimos três meses ou entrou em contacto com alguém que pegou o coronavírus?".

A máquina pode funcionar com recurso a energia eléctrica, bateria ou qualquer outra fonte de energia alternativa e pode ser conectado a um computador, smartphone, tablet ou base de dados para envio de informações.

Com o custo de criação avaliado em 500 mil kwanzas, a máquina começou a ser desenvolvida em 2020, estando agora apta para aparições públicas e no futuro buscar patrocinadores que possam ajudar no seu aperfeiçoamento.

"O cérebro da máquina pode ser ainda utilizado nas câmaras colocadas na via pública controladas pelo CISP, para detectar o cidadão que faz ou não o uso da máscara facial em plena via pública", salientou o jovem, que em Angola estudou até o segundo ano do curso de Electrotecnia na Universidade Agostinho Neto e fez o ensino médio de Electrónica Industrial e Automação, no Instituto Médio Industrial de Luanda.

Em solo sul-africano, Lupossa André deseja dar continuidade aos estudos, neste caso fazer o mestrado, mas por conta da Covid-19 encontra-se retido em Angola onde aproveitou o tempo para criar a sua máquina.

O robô fala o português do Brasil, porque a programação ou os sistemas são brasileiros, já que o nosso país ainda não produz muita matéria-prima.

Dada a habilidade de aprendizado, o jovem inventor está a fazer contactos com uma senhora para, nos próximos tempos, ensinar a máquina a falar as línguas nacionais.

"A criação do robô também evita a que mais cidadãos fiquem expostos ao vírus, uma vez que é a máquina que fica exposta e não um ser humano (segurança), que muitas vezes tem famílias para sustentar. Outra questão é que, em instituições com muito fluxo de gente, os seguranças que desempenham este papel atingiriam desgaste físico e mental", realçou Lupossa, que continua a dar melhorias no robô e já pensa em fazer uma segunda versão, mais actualizada, com uma estrutura mais humana.

A princípio, o robô ainda não tem um nome, mas pretende patenteá-lo com o nome de uma província, ainda a definir.

Por : Sharoda Rapeti 

As empresas de telecomunicações têm um papel significativo a desempenhar em África como aceleradoras de crescimento, à medida que buscamos reduzir a exclusão digital e construir uma economia pós-pandemia resiliente.

As melhores estratégias para alcançar isso estão ainda a ser identificadas, mas está claro que a solução será uma combinação de investimento financeiro, infraestrutura, conectividade de banda larga de alta velocidade expandida e implantação da inovação pela qual a indústria de telecomunicações é tão conhecida.

Pesquisa pandémica

Na Delta Partners, recentemente conduzimos pesquisas e produzimos um relatório sobre as perspectivas pós-pandemia para operadoras de telecomunicações, onde consolidamos as opiniões de especialistas de cerca de 100 executivos seniores de telecomunicações de todo o mundo.

A nível regional de África, o confinamento viu um aumento significativo na conectividade de dados. Isso ocorreu devido a um claro aumento na aceitação do consumidor em aplicativos como videoconferência, streaming de vídeo, redes sociais e jogos. Um crescimento semelhante no consumo de dados foi verificado no campo empresarial, à medida que os negócios mudaram rapidamente para modelos de trabalho em casa.

Também significativo foi que, do lado da empresa, surgiram evidências claras da demanda reprimida por soluções baseadas em nuvem. A curto, médio prazo, pode-se presumir com segurança que haverá a necessidade de construir e expandir redes confiáveis, seguras e de baixa latência. 

Sobre a questão das despesas de capital, enquanto os líderes na Europa perceberam uma desaceleração nos gastos após a pandemia, a situação era bem diferente em África. Cerca de 58% dos líderes que operam em países africanos viram a pandemia como um acelerador da indústria.

Aprofundando os resultados da pesquisa, sobre a questão dos modelos de rede e investimento em infraestrutura, África emergiu como a região de maior pontuação, com 83% dos entrevistados a contar com um aumento na mudança para modelos de compartilhamento de infraestrutura passiva e 75% dos entrevistados viram um aumento na adopção de compartilhamento de RAN.

Sobre o impacto da pandemia nas suas marcas, 67% dos entrevistados em África acreditaram que houve um impacto geral positivo na sua marca devido às respostas rápidas que conseguiram demonstrar para reduzir a ansiedade e a incerteza durante o surto, onde haviam demonstrado a sua capacidade de lidar com o tráfego de rede mais alto.

Perspectiva de gastos com infraestrutura inteligente

A um nível alto, o sector das telecomunicações tem mostrado boa resiliência na maioria dos países africanos e os resultados da pesquisa apontam para boas perspectivas para o sector das telecomunicações em África. Contudo, há uma condição. O sucesso da expansão das telecomunicações dependerá da abordagem correta da indústria em relação aos investimentos, bem como às parcerias.

Isso inclui o ritmo em que construimos - ou reaproveitamos - infraestrutura em grande escala para maior conectividade de dados.

É necessário um maior foco nos aspectos de investimento e operacionais das partes de contratação de infraestrutura (infraco) do negócio de telecomunicações.

Com a sua grande demografia jovem, a África continuará a experimentar altos níveis de migração rural para urbana, e precisará diversificar as economias para criar crescimento e fornecer estímulo de crescimento em outras indústrias. A maneira mais eficaz de fazer isso é encorajar uma mudança dos sectores baseados em commodities para a indústria de TIC.

Isso também exigirá uma expansão das redes de telecomunicações. À primeira vista, o investimento em infraestrutura de telecomunicações pode parecer uma perspectiva assustadora, e dado o relativo subinvestimento em infraestrutura na maioria dos países africanos, os modelos de parceria podem ser uma forma de minimizar o risco dos investimentos e alcançar um nível mais alto de sucesso.

Por exemplo, os 6,5 milhões de km de estradas de África podem ser usados ​​para transportar cabos de telecomunicações. Assim como as nossas redes de electricidade, completas com postes de transporte de cabos. Até mesmo aquedutos podem transportar cabos de telecomunicações, enquanto postes de rua podem dobrar como estações base 5G.

O trabalho em equipe faz o sonho africano funcionar

A inclusão digital é vital para todas as economias africanas. Ela oferece oportunidades como um setor por si só, ao mesmo tempo que fornece a conectividade que pode transformar indústrias legadas e equipá-las para o futuro. No entanto, construir a infraestrutura de telecomunicações para habilitá-la pode ser caro. África terá que investir de forma inteligente. Investir inteligente significa trabalhar com o que temos e construir parcerias.

Público-privado, corporativo-PME, corporativo-comunidade, governo-comunidade ... Todas essas parcerias se tornarão importantes à medida que África procura preparar-se - e ao seu povo - para o futuro digital.

Felizmente, trabalhar juntos é uma mentalidade fortemente africana. Se pudermos traduzir com sucesso essa propensão de colaborar, no espaço das telecomunicações, usando o compartilhamento de infraestrutura e parcerias intersectoriais, a capacitação digital do nosso povo pode muito bem ser a salvação do nosso continente.

  • Sharoda Rapeti, sócia não executiva da empresa de consultoria Delta Partners. Este artigo de opinião foi adaptado da sua apresentação no AfricaCom 2020.
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