setembro 27, 2021

Os desafios e oportunidades da realidade virtual, foi o tema que levou ao debate, no programa radiofónico, Conversas 4.0, da LAC (Luanda Antena Comercial) especialistas como Aniceto D’Carvalho - fundador do Estúdio 360 e CEO da Startup ONDE e Honório Lenda, Arquitecto e Co-fundador da Holen Stúdio - empresa que desenvolve soluções em realidade aumentada.

O programa Conversas 4.0 tem levado vários especialistas na matéria, em debate sobre questões que implicam na 4ª revolução industrial face à realidade social. O tema em questão, desta Terça-feira, fez uma imersão do ambiente da realidade virtual, podendo aclarar sua aplicabilidade e importância para o desenvolvimento social do país.

Em debate, Honório Lenda admitiu que “o comportamento do mercado angolano ainda está um pouco tímido com relação à realidade virtual (RV) por causa da pouca informação por parte da comunidade em geral. Mas sublinhou que “ já temos tido algumas soluções de simulação, que algumas empresas têm solicitado.

Em termos turísticos e para projectos urbanísticos e arquitectónicos, disseram os especialistas, “a ideia é pegar esses ambientes físicos e transformar em ambientes digitais, permitindo com que as pessoas consigam fazer visitas virtuais a qualquer lugar, ter interacção, em termos de medição.

Honório Lenda disse que a realidade virtual pode ser aplicada em vários sectores e permite que, através de simulações, se faça previsão de acidentes, salvando vidas e tirando pessoas do perigo. “Uma empresa podia usar a realidade virtual para questões ligadas à preparação de obra. A partir da realidade virtual nós podemos ter noção real das coisas”, disse.

Aniceto D’carvalho ainda admite que, Angola está bem no início do processo de virtualização. “Aqui em Angola é uma tecnologia ainda bem iniciante, então muita gente ainda não percebeu a importância que tem a RV e aqui fala-se mais sobre a realidade virtual do que a realidade aumentada.

Avançou ainda que, “em outras realidades (países) já têm experimentado a VR para a medicina e para outras ciências que para nós teriam um grande impacto, sobre tudo para treinamento militar, cultura, educação, indústria e arte.
A estimativa, segundo fez saber o moderador do evento, Edilson Almeida, é que, até 2022, 50% das empresas europeias irão contar com estratégias de realidade virtual e realidade aumentada, o que seria estratégico para as empresas que pretendem fazer o diferencial.

O programa Conversas 4.0 tem emissão, todas as Terças-feiras, pelas 10horas, na Rádio LAC e reúne convidados que, em torno de um tema tecnológico, apresentam suas opiniões.

 

 

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A informação foi avançada, ontem (7), pelo Engenheiro de Sistemas Espaciais e especialista em Balística – Marco Romero, aquando de um debate, do programa Conversas 4.0, na LAC (Luanda Antena Comercial).

Marco Romero destacou que “a área de responsabilidade marítima alocada a Angola, a nível do mar, é duas vezes e meia superior aos nossos 1.246.000.700 km². “Se neste território Marítimo, nós conseguimos ter 10 toneladas por dia, que não contribuem para o PIB nem para a população então não temos capacidade de controlo fronteiriço”, afirmou, Marco Romero. Acrescenta, “não é por falta de meios, mas sim por uma fina e fraca coordenação desses meios”.

Também considerou que a capacidade para se fazer o controlo fronteiriço constantemente não seria possível fazendo somente recurso às aeronaves. “Nós não vamos ter uma aeronave a fazer constantemente o varrimento deste perímetro, precisamos de satélite com uma maior permanência”, disse.

Considerou ainda o especialista que, com uma imagem do satélite, ou com uma constelação de satélite, em uma semana, com custos relativamente equiparados e com resultados de resolução, solucionaria grande parte dos problemas registados no controlo fronteiriço.

O debate também mereceu a participação de Messias Bumba - Doutor em Engenharia Aeronáutica, pela Cambridge University, que falava sobre a necessidade de se manter a segurança dos espaços marítimos e aéreos sob formas de garantir um ambiente de negócio saudável.

“O conceito da segurança, para o cidadão nacional e estrangeiro, do ponto de vista da actividade comercial ou económica, é o elemento fundamental. E quando você me dá a segurança de que o seu espaço marítimo e aéreo são óptimos para realizar actividades, estás a mostrar a sua competência geopolítica, como país e também como um bom potencial económico para ser aproveitado”, disse.

Marco Romero sugere a introdução de um “portal do mar”, com capacidade para registar todo recurso humano existente naquele perímetro para maior e melhor controlo.

“Estamos a falar de concreto, de investimentos na ordem dos 200 a 300 mil dólares para podermos ter actividades piscatórias cadastradas e para podermos inspeccionar todos activos e passivos marítimos; para podermos gerir toda actividade cadastral de inspecção e vigilância marítima noutra dimensão”, disse.

 

 

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Decorreu, na manhã desta Terça-feira (24), na LAC (Luanda Antena Comercial), o debate que reuniu especialistas como António Pinto — representante da NCR Angola e Sílvio Costa — Consultor de empresas para que, em torno do tema, expressarem suas opiniões e a realidade do mercado nacional.

Apoiando-se à frase de que a tecnologia é usada para melhorar os processos produtivos e estando o mundo inserido no contexto da 4ª revolução industrial, marcada pelas TIC, Edilson Almeida, começou por questionar aos convidados, sobre como o homem deve utilizar as tecnologias para alavancar sociedades.

Na posse da palavra, António Pinto considerou que, apostar na transformação digital tornou-se fundamental pois, permite à administração pública a utilização de recursos tecnológicos com vista a aumentar o desempenho da organização, na colecta de informações, com o objectivo de tirar maior benefício.

Voltando para a realidade do país, considerou que os funcionários públicos não estão ainda preparados, tecnicamente, para usarem essa ferramenta de disrupção da 4ª revolução industrial. “Nós ainda não chegamos lá. É um caminho longo que também pode ser melhorado nos próximos anos”, disse.

O especialista que também considera que o uso das tecnologias digitais deve ser encarado como algo cultural, sublinhou que a pandemia provou que há, em Angola, a necessidade de se fazerem mudanças nos mais variados sectores.

“Essa transição deve começar com o governo e depois com os empresários, alinhados à formação. Se não fizermos uma transformação transversal à sociedade, vamos criar um futuro com muitas desigualdades”, disse.

António Pinto disse, ainda, “o exemplo de política pública transversal, criada pelo governo, foi o projecto simplifica, desenvolvido pela comissão interministerial de Angola”.

Por sua vez, Sílvio Costa defendeu a necessidade do Estado actualizar-se e redefinir as suas políticas, para estar alinhado às transformações digitais do tempo. Acrescentou ainda que, o sistema do estado levará mais tempo para se adaptar por ser mais lento, difícil e levar mais tempo para se modificar.

Sílvio Costa também fez saber da importância da utilização das TIC no âmbito das políticas públicas, na questão do controlo fronteiriço e mapeamento regional.

O especialista foi crítico ao dizer que, por mais que o país esteja a tentar migrar para a revolução 4.0, a realidade mostra que ainda vivemos no contexto da antiga revolução 2.0. À porto disso, fez saber, em remate final, que o estado deve investir mais em políticas públicas que façam face a distribuição equitativa de energias.

O programa Conversas 4.0 tem emissão, todas as Terças-feiras, pelas 10horas, na Rádio LAC e reúne convidados que, em torno de um tema tecnológico, apresentam suas opiniões.

O programa Conversas 4.0, reuniu para o debate de hoje (17), profissionais como: Américo Victorino — assessor para Área Técnica do Gabinete do Presidente do Conselho de Administração do Instituto Geológico de Angola; Alves Junior — Engenheiro de Reservatório de Petróleo; Paulo Tanganha — Consultor do PCA do Instituto Geológico; e Kiesse Canito — Coordenador do Tech21 África, para em torno do tema, falarem das suas experiências e realidades face ao período em que vivemos.

Sob moderação de Adilson Almeida, tomou voz o Assessor Américo Victorino, que falava a partir de Moçambique, e fez saber que o seu país ainda não é um exemplo na questão do uso das TIC para o sector da mineração mas, chamou a atenção para a importância da adopção da tecnologia 4.0 para automatizar vários processos, optimizar a segurança e compartilhar dados em tempo real.

“Usando a tecnologia 4.0 pode-se automatizar vários processos, principalmente na planificação das minas. Nós podemos fazer o mapeamento de todas as minas; usar Data Analitycs para minimizar erros e compartilhar imagens“, disse.

Na sua abordagem, Paulo Tanganha fez saber que o Instituto Geológico tem contribuído para o sector da mineração, fazendo recurso às novas tecnologias para área da pesquisa, sem estar envolvido na área da extração nem beneficiamento.

“Quiçá, nos próximos tempos, nos integremos mais nas duas áreas finais. Relativamente à pesquisa, acabamos por fazer algum levantamento que obrigou-nos a investir em tecnologia”. Foi feito, a nível do Instituto, um levantamento em termos de mapeamento geofísico, geológico, e geoquímico através de um laboratório, com softwares de processamento, de armazenamento e de disponibilização de informação, e ainda dispomos de um WebGis Online”, disse.
Por sua vez, Alves Júnior considera haver uma necessidade urgente de se integrar tecnologia no Ensino Superior.

“Deve haver a integração de tecnologia no Ensino Superior, na componente de Geociência e Geominas, a nível do país, por que apresentam debilidades sérias, uma vez que para Geociência, o conhecimento do Geoprocessamento é a base”, disse.
Ainda sobre a mineração 4.0, Kiesse Canito falou sobre a possibilidade da melhoria operacional. “Nós sabemos que as mineradoras actuam num conjunto de operações muito concretas e todo esse processo envolve também um nível de produtividade muito acentuado. Por isso, a inteligência artificial e a internet das coisas são muito importantes por que se trata de um sector muito propenso à riscos.

Um dos problemas também apontados pelos especialistas é a fraca capacidade financeira que as universidades africanas têm, para a implementação da tecnologia capaz de responder às necessidades do ensino da Geociência.

O programa Conversas 4.0 acontece todas as Terças-feiras, as 10horas, na Luanda Antena Comercial (LAC). A edição de hoje vai merecer uma continuidade no Facebook do Tech21 África, pelas 19horas, sob moderação de Alcino Camota e convidados como: Paulo Ricardo — Director Geral Bosch Angola; Cláudio Rosa — Director de Infraestrutura nas Ondas Projectos e Inovação; Américo Victorino — Assessor Para Área Técnica do Gabinete do Presidente do Conselho de Administração do Instituto de Geologia em Angola e Alves Júnior — Engenheiro de Reservatório de Petróleos.

Sob a moderação de Edilson Almeida, o programa Conversas 4.0 reuniu especialistas como Aniceto de Carvalho — Fundador da Startup ONDE; Fábio Sirgado — CEO da SPOT; Carlos Bumba — Presidente da Associação dos Guias Turísticos de Angola e Kiesse Canito — Coordenador da Tech21 África, para debaterem em torno dos desafios e oportunidades da transformação digital no sector do turismo em Angola.

Para o tema em debate, o CEO da startup ONDE — aplicativo que prevê a resolução do problema de endereçamento e mapeamento de pontos turísticos nacionais, defendeu que a sua startup é um potencial contributo para impulsionar o turismo em Angola, uma vez que, com a criação (em breve) da nova versão 2.0, será possível localizar pontos periféricos, onde o aplicativo da Google não chega.

“A ideia é criar um Google nacional com informações tipicamente angolanas”, disse.

Ainda na posse da palavra, Aniceto de Carvalho falava que um dos aspectos que enfraquece o turismo em Angola é a dificuldade para encontrar os locais turísticos. Daí que, salientou, “A versão actualizada do ONDE permite ver o lugar e as formas de como se chegar até lá”.

“Obviamente que, os pontos naturais são estáticos mas, ainda assim, fornecemos informações a respeito das melhores vias de acesso para o destino, tendo em vista a situação das estradas, locais de mina e tantos outros factores”, disse.

Na sua intervenção, Kiesse Canito, que reconheceu o enfraquecimento do turismo a nível mundial, por conta da pandemia da Covid-19, frisou que a resolução do problema do turismo em Angola emana de um conjunto de factores interligados.

“Só as TICs não resolvem todos os problemas. A estrutura de preços que encontramos no país também enfraquece o turismo. O desafio é criar uma estrutura de custo que seja vantajosa”, disse.

O CEO da SPOT — um aplicativo de reservas de mesas em restaurantes, que nasceu em época de pandemia, falava do quanto a Covid-19 impactou o sector do turismo. “O turismo é um negócio muito tradicional e que, principalmente em Angola, não estava apoiado com a tecnologia suficiente para aguentar o impacto da Covid-19. Por outro lado, impulsionou a digitalização do sector e, falando especificamente da SPOT que permite ao utilizador uma experiência virtual, antes de ir ao restaurante, é uma inovação muito interessante porque possibilita ver menus, preços, fotos e reservar mesas”, disse.

O Presidente da Associação dos Guias Turísticos de Angola, Carlos Bumba, reconheceu que a política de preços para o sector do turismo não é muito atractiva e concordou com a abordagem de Kiesse Canito, a respeito da necessidade de se fazer um trabalho alargado, para que o turismo em Angola seja uma peça fundamental, para o desenvolvimento económico do país.

Em remate final, os intervenientes foram unânimes à ideia do investimento a nível das estruturas de internet, para facilitar o processo de transformação e digitalização do sector do turismo em Angola.

O programa Conversas 4.0 teve a duração de uma hora e tem uma extensão, na noite desta Terça-feira (10), no Facebook do Tech21 África, numa transmissão em directo, que vai contar com especialistas como Aniceto de Carvalho — Fundador da Startup ONDE; Fábio Sirgado — CEO da SPOT; German Olano — Especialista em Digitalização de Negócios de Hospitalidade e Reservas Directas e Nuno Soares — Director da Revista Xonguita; sob a moderação de Kiesse Canito — Coordenador da Plataforma.

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