novembro 24, 2020

O programa tecnológico da LAC (Luanda Antena Comercial) reuniu, para o debate desta semana, especialistas como Engenheiro Halisson Miguel, mentor da Nova Educação, Engenheiro de Telecomunicações, Cláudio Gonçalves, docente e coordenador do ensino à distância do ITEL (Instituto de Telecomunicações), António Pinto, representante da NCR Angola e Alcino Camota coordenador do Tech 21 África.

O objectivo da edição desta terça-feira, (18), foi o de perceber o impacto das tecnologias emergentes no ensino à distância; conhecer a posição de Angola neste neste quesito e, avaliar as condições de infraestruturas tecnológicas, existentes no país, que possibilitam tal avanço.

Ao tornar aberto o debate, Edilson Almeida fez saber que, o ensino a distância é uma modalidade que permite que o estudante tenha aula sem o contacto físico com docentes.

Embora esta prática tenha ganhado novos contornos hoje, o Engenheiro Halisson, recorda que, o ensino à distância em Angola é uma prática que remonta desde tempos idos, quando mesmo, era denominado ensino por correspondência. Se antes o material era levado às comunidades, hoje é transmitido às comunidades por via remota.

Afirma o Engenheiro que, hoje em dia, o ensino a distância teve uma participação maior por conta do contexto da Covid-19. "Este tema torna-se muito recorrente, principalmente por conta da pandemia, e eu acho que, mais ainda nos países subsaarianos, essencialmente Angola", disse.

O ensino à distância em Angola, no contexto Covid-19, foi adoptado a pouco menos de 1 ano. Ao longo do debate, o moderador, Edilson Almeida, procurava saber se, 09 meses foi tempo suficiente para implementar-se essa modalidade de ensino no país, pelo que, respondeu António Pinto, a implementação do ensino à distância é um desafio muito grande, devido às limitações que têm que ver com a internet, acesso as ferramentas necessárias (computadores, tablets, smartphones) e um programa de qualidade.

Na perspectiva de programa de qualidade, o representante da NCR sente que há uma necessidade de haver um consórcio entre universidades nacionais e internacionais para se criarem programas de ensino a distância, sob formas de haver maior qualidade de ensino, uma vez que, países como o Brasil por exemplo, já tem muita experiência em matéria de tele-aulas.

Alcino Camota advoga que, pelo facto de se estar a vivenciar o período da quarta revolução industrial e as tecnologias emergentes estarem baseadas em suporte digital, há que se ter um conjunto de infraestruturas que consigam dar resposta a este método.
Acrescenta, " Há que se olhar para os players. Não somente o Ministério da Educação. Este é que vai criar todas as políticas para se ter o sistema de ensino remoto. As empresas por sua vez, podem apresentar infraestruturas e profissionais a altura, para dar resposta a isto".

Em recta final, Alcino Camota salientou que, " a educação é o pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Se não se olhar para a educação de uma forma responsável, podemos ter uma grande desigualdade na qualidade de ensino"

O Conversas 4.0 é um programa radiofónico, emitido na LAC ( Luanda Antena Comercial), todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas, sob moderação de Edilson de Almeida. Tem continuidade em forma de Live, através do Facebook do Tech 21 Africa, também a terça-feira, pelas 19 horas, contando com a coordenação de Kiesse Canito.

A edição desta terça-feira (03), do programa conversas 4.0, trouxe para o tema de debate, convidados como: Alaney Dória, CEO do Allien Group, Cipriano Sikito, Director Técnico da Omnidata e Kiesse Canito, representante do Tech 21 África, para uma discussão que esteve sob moderação de Edilson Almeida.

O objectivo desta edição, foi o de perceber qual o impacto e a importância da transformação digital a nível das organizações.

Edilson Almeida abriu o debate dizendo que, a tecnologia tem influenciado drasticamente o sector empresarial, devendo ao facto de ter toda a comunicação voltada ao universo digital.

Na sua intervenção, Alaney Dória fez saber que, a transformação digital é todo o processo que resulta da integração da tecnologia com processos de trabalho de uma empresa, começando desde, a automatização e a digitalização de processos. Acrescenta Alaney que, este processo é possível quando tem-se em conta as questões de mudança de mentalidade e inserção de novos processos.

Questionado sobre como é a mudança de mentalidade, Alaney Dória rebateu que, o processo de mudança de mentalidade tem que ver com a mudança de pessoas integrantes de uma organização. "O software por si só, não vai mudar a empresa, as pessoas, aprendendo a manejar o software, é que poderão mudar a empresa", disse.

Acrescentou que, o constante aprendizado implica aprender constantemente sobre as novas ferramentas tecnológicas.

Ao longo do debate, Edilson Almeida procurava perceber se, a transformação digital consiste em digitalização, desmaterialização , disrupção e democratização, pelo que, respondeu Cipriano Sikito que, não obstante os factores supracitados, a transformação digital segue-se pela automatização e inovação.

Por outro lado, Alaney Dória, ainda fez saber que, dependendo do tipo de empresa, há uma necessidade de educar as pessoas e fazê-las perceber sobre as vantagens da adopção da transformação digital. "Quando nós educamos as pessoas e fazemo-las perceber sobre as vantagens, elas viram as principais motivadoras ao crescimento empresarial". Ainda acrescenta que, "quando se implementa mal, há resistência por parte do utilizador, mesmo que ele possa ver as grandes vantagens".

Cipriano Sikito recomenda as empresas a iniciarem o processo de transformação digital. "A transformação digital não acontece automaticamente se ninguém iniciar o processo. Todos nós, quer queiramos quer não, estamos inseridos no processo de transformação digital”.

Adverte ainda que, as empresas não dedicadas aos serviços de tecnologia, não têm a necessidade de ter um Data Center, podendo apenas adoptar pela terceirização deste serviço.

Questionado sobre qual deve ser o posicionamento de um profissional de TI dentro das organizações, quando dentro da mesma, o CEO não abraça essa ferramenta, Kiesse Canito respondeu que, todo o processo de transformação deve ser encabeçado pela liderança e quanto a transformação digital, Kiesse Canito defendeu que a transformação digital é uma questão de estratégia que visa tornar as organizações relevantes numa era onde o cliente está cada vez mais conectado e quer fazer tudo por meio do seu smartphone. Assim sendo, é exigido que as organizações adoptem processos digitais, como forma de reduzir custos e encontrarem novos modelos de negócio.

Relativamente à Angola, disseram os especialistas, já haverem indicadores de que o país está a participar em projectos de transformação digital.

Em recta final, os especialistas foram unânimes a ideia de que, os líderes e as organizações devem fazer uma adaptação e constante actualização às tecnologias para se colocarem à exigência do mercado.

O programa conversas 4.0 acontece todas as terças-feiras, das 10 as 11horas, na LAC ( Luanda Antena Comercial), sob moderação de Edilson Almeida, e tem uma extensão em live, a ser exibido as 19 horas do mesmo dia, no Facebook do Tech 21 Africa.

O programa conversas 4.0 desta terça-feira (20), reuniu, para o tema de conversa, especialistas como Geisel Custódio, Engenheiro Electrónico, Alda Manuel, Engenheira Electrónica e Embaixadora do Next Einstein Fórum para Angola, Luís Figueiredo, Representante da Comissão Instaladora da Asaer, António Pinto, representante da NCR Angola e Alcino Camota, coordenador do África Tech 21.

O objectivo desta edição foi o de conhecer a existência e importância das energias renováveis em África, especificamente em Angola.

No início do debate, o moderador, Edilson de Almeida, fez saber que, a energia renovável é aquela que vem dos recursos naturais como sol, vento, chuva, e a energia geotérmica.

Na sua intervenção, a engenheira Alda Manuel falou que a energia renovável é importante à medida que ela vem resolver a problemática do gás de estufa, o qual está a danificar a camada de ozono.

Sublinhou também que, Angola já aderiu ao "Acordo de Paris", com o comprometimento da redução do dióxido de carbono, para manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2 ºC, e se poder limitar a 1.5 º C para atingir as temperaturas mais elevadas.

A especialista ainda chamou atenção para a adopção das Energias Renováveis como mecanismo de sustentabilidade que, está ligado ao desenvolvimento económico do país." A energia e a sociedade estão interligadas com a intersecção de uma infraestrutura eléctrica que melhora o saneamento básico, a educação de qualidade e no desenvolvimento económico do país", dissse.

Ainda frisou que,  a "inserção das energias renováveis, especificamente a solar no sector da agricultura,  benefícios para a comunidade rural através de bombas alimentadas por painéis solares, o que solucionaria o custo/benefício para o investimento agrícola.

Na sua abordagem, Luís Figueiredo falou sobre a existência da Associação Angolana das Energias Renováveis, criada em 2020, composto por pessoas ligadas ao sector das energias renováveis e representantes de algumas empresas,  cujo objectivo principal é a promoção e o desenvolvimento das energias renováveis e na protecção dos interesses dos associados, quer na área de protecção, quer na área de estudo.

Adiantou ainda que, a Associação tem como estratégia, colaborar com as entidades governamentais e  instituições de ensino para formar pessoas ligadas ao sector das energias renováveis.

Alcino Camota defende que a importância da energia renovável está concentrada na possibilidade que ela traz de desenvolvimento sustentável. Sublinha que, para Angola, os défice na aplicação desta energia é a falta de capital humano, estratégias nacionais e políticas públicas.

O representante da NCR, António Pinto, reconhece o interesse das empresas do sector agrícola, na adopção das energias renováveis e aponta que, no caso especialmente de Angola,  as receitas provenientes da venda do petróleo, podem efectivamente servir para conseguir uma política nacional efectiva de energias renováveis.

Ainda adianta que, "seria oportuno alargar a energia solar em sítios mais remotos onde, cabos de alta tensão dificilmente chegam".

Alcino Camota afirmou que, " Há um medo na questão da aquisição das energias renováveis, pelo alto custo de manutenção".

Em recta final, Alda Manuel fez saber que, o investimento estrangeiro é quase "invisível", mesmo havendo recursos no país pelo facto de não haver " uma legislação específica para as energias renováveis, défice no  capital humano especializado para a manutenção, instalação e reparação dos equipamentos.

Importa referir que, em 2008, cerca 19% do consumo mundial de energia veio de energias renováveis, com 13% provenientes da tradicional biomassa e aproximadamente 3% a partir da hidroeletricidade.

O programa conversas 4.0 é emitido as Terças-feiras, na LAC (Luanda Antena Comercial), com a moderação de Edilson de Almeida, e tem continuidade numa transmissão em directo, no Facebook do África Tech 21, sob moderação de Kisse Canuto, seu coordenador.

Decorreu, na manhã de terça-feira (16), o habitual debate no programa conversas 4.0 que, trouxe para abordagem do tema, convidados como António Pinto, representante da NCR Angola, Abdul Santos, Engenheiro de Telecomunicações, Emerson Paim, CEO do KUBINGA e Luís Moita, Engenheiro Electrónico.

O debate que esteve sob moderação de Edilson Almeida e que mereceu a atenção do Portal de T.I, serviu para se analisarem questões a volta da inserção da revolução digital, com destaque aos veículos electrónicos e seu impacto a volta da mobilidade urbana, uma vez que esta tendência da massificação das grandes cidades, está cada vez mais acentuada.

Em nota introdutória, Edilson Almeida fez saber que a crescente massificação das grandes cidades, significa que há um certo desvio para a mobilidade sustentável, isso graças a revolução digital e as ferramentas como o Big Data e os conceitos da partilha de carros, que são vitais para criar cidades inteligentes, com sistemas de mobilidade de auto-rendimento.

A questão crucial do debate centrou-se no interesse em saber sobre o futuro da mobilidade urbana, face a revolução digital que, é reflectida com a inserção de carros eléctricos.

Abdul Santos começou por apresentar que não é possível falar de automação eléctrica sem se falar da industrialização que, acaba por ser a necessidade primária, por que permite a empregabilidade e consequentemente a mobilidade das pessoas, da zona rural para urbana. Primeiro: indústria, segundo: indústria automóvel, terceiro, sector da indústria automóvel

Na sua intervenção, António Pinto admitiu que África subsariana não está pronta para os carros electrónicos, devendo-se à grandes falhas de energia e debilidade nas infraestruturas rodoviárias, e reconhece que numa altura como esta, Angola não teria vantagem na utilização de carros eléctricos devendo-se a condição de estradas debilitadas no país.

Na sua intervenção, Emerson prima novamente na tecla “a falta de infraestruturas de base”, com condicionante para a inserção dos veículos electrónicos que, dependem maioritariamente de energia eléctrica. “Para se trazer veículos electrónicos em Angola, há que se criar o ecossistema próprio para tal, de formas a garantir a constante manutenção destes veículos”, disse.

Abdul Paim foca a sua intervenção na questão na melhoria do saneamento básico, para permitir a livre circulação de carros e consequentemente permitir a saúde das populações residentes nestas zonas, para além de admitir que com a inserção desta nova tecnologia, o índice de empregabilidade também aumenta. “Não há dúvidas de que automóvel emprega muito mais que o comboio”, disse.

Já Luís Moita, falou do panorama actual do mercado de veículos eléctricos no mundo, admitindo que está em franca expansão. O especialista trouxe dados que revelam que, a China impôs que os fabricantes garantissem que a quota do mercado dos veículos eléctricos fosse a 10% em 2019, crescesse em 2020, para 2% e 20% até 2025. “Prevê-se que até 2030 o crescimento seja exponencial, a ponto de no mercado vender-se cerca de 43.000.000 de veículos por ano, para que em 2030, se pensa que a nível mundial já se pode produzir cerca 250.000.000 de veículos”, disse. Com estes dados, admitiu, a previsão de crescimento de venda de veículos é enorme, sendo que, actualmente as grandes marcas já estão a investir nos veículos eléctricos.

Apesar de ocuparem 10% da superfície terrestre, as cidades consomem 70% da energia mundial e, segundo a Organização Mundial da Saúde, 52% da população mundial morava em cidade, até ao ano de 2019. Existe ainda cidades que excedem ao número de 1 milhão de habitantes.

Em remate final, Luís Moita falou que, “a caminha para os veículos eléctricos vai acontecer, é irreversível. É nós temos que obrigatoriamente mudar”.

O programa Conversa 4.0 acontece todas as Terças-Feiras, na LAC (Luanda Antena Comercial), das 10 às 11horas, sob moderação de Edilson Almeida, e tem uma extensão em LIVE, que é transmitido no período nocturno, na página do Facebook do Tech 21 Africa.

A edição desta terça-feira (08), do programa radiofónico da LAC ( Luanda Antena Comercial), sob moderação de Edilson Almeida, contou com os convidados Alberto Chiquete, engenheiro agrónomo e especialista em microbiologia; Jorge Delfim, engenheiro agrónomo e especialista em recursos do solo e ciências naturais; Hermenegildo Sawambo, engenheiro agrónomo e especialista em agronegócios; e António Pinto, representante da NCR Angola.

O debate serviu para se fazer uma avaliação do posicionamento de Angola no sector agrícola, com recurso a biotecnologia, as vantagens da utilização desta ferramenta para o crescimento deste sector.

Em nota introdutória, Edilson Almeida fez saber que a Biotecnologia é a área da ciência voltada a utilização de sistemas e organismos vivos, na criação, melhoria e organização técnica e de produtos, englobando a biologia molecular entre outras, a biologia genética, com suporte da informática e a robótica.

Na sua primeira intervenção, Jorge Delfim acrescentou que a Biotecnologia agrícola resulta da aplicação e utilização da tecnologia e de técnicas biológicas em organismos vivos e seus derivados.
" A nível da agricultura, fala-se da biotecnologia quando estamos na presença da utilização de microorganismos ou células que sejam utilizadas para fins de melhoria das plantas e animais", disse.

Por outro lado, Hermenegildo Sawambo reforçou que a utilização da biotecnologia vai resultar na melhoria da agricultura nacional, uma vez que, " Angola regista fortes atrasos a nível do desenvolvimento agrícola, por herdar a doença africana do retrocesso a evolução ".
Reconhece que há uma fraca intervenção dos órgãos de direito a nível local, para a implementação da biotecnologia no país. " A falta de quadros não é motivo pilar para Angola não trabalhar com biotecnologia, disse"

Ao longo do debate, Adalberto Chiquete rebateu a posição de Hermenegildo Sawambo, afirmando que, " em Angola não há especialistas em Biotecnologia, nem empresas do ramo tecnológico que actuam nesta área, embora havendo engenheiros agrónomos".

Os especialistas reconheceram que não há referência para lincenciamento e fiscalização dos produtos agrícolas existentes no país, sendo esta uma responsabilidade do Ministério da Agricultura, que devia velar pela criação destes protocolos para garantir a qualidade dos produtos que chegam até aos consumidores.

Hermenegildo Sawambo reconhece haver uma iniciativa do Ministério da Agricultura e do Ministério da Economia, com a implementação de leis para regulamentar os produtos que entram no país e que são geneticamente modificados.

Numa altura em que o mundo se debate com a nanotecnologia, Angola ainda enfrenta a luta contra a implementação da Biotecnologia.
Os métodos da biotecnologia abrangem procedimentos de organismos vivos, desde os mais simples, como a domesticação de animais e cultivo de plantas, até os processos de aceleramento, como selecção artificial e hibridização.

O programa durou cerca de 1hora e terá uma extensão, numa Live, hoje, pelas 19horas, no Facebook do Tech 21 África .

Conversas 4.0 é um programa voltado às tecnologias, emitido todas as terças-feiras, das 10 as 11horas, na LAC ( Luanda Antena Comercial).

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