junho 19, 2021

O Conversas 4.0 desta terça-feira (11), trouxe como tema de debate "Retorno de Investimento em Projectos de T.I e Transformação Digital", contou com a fundadora e CEO da Technoplus de Moçambique, Sázia Sousa, que esteve ao lado de João Almeida, subdirector na Digital Banking and Innovation do Millennium Atlântico em discussão de vários assuntos sob moderação de Edilson Almeida.

O objectivo desta edição foi dar ênfase a importância do Retorno Sobre o Investimento (ROI na sigla em inglês), que é uma métrica analítica sobre os investimentos de uma empresa quer seja a logo ou a curto prazo e que serve para planificar e evitar algumas perdas.

Questionado se em que medida o ROI reforça as organizações, João Almeida realçou que é bastante importante na gestão de tomada de decisões para mensurar resultados antes e depois e explicou como deve-se calcular.
"É importante fazer uma análise adaptável a um projecto de T.I. A sua equação é focada na receita subtraída ao próprio custo e divididas ao custo que vai nos dar o ROI face ao número de anos previstos", esclareceu João Almeida, que mencionou alguns desafios para que uma empresa tenha um óptimo retorno sobre investimentos.
"Temos alinhamento das expectativas, este é o mais relevante ao efectuar as análises do antes, durante e após um projecto; também temos a satisfação dos clientes, muito relevante também neste processo na potenciação da plataforma; a própria equipa também desempenha um papel importante para o compromisso e disponibilidade; e depois temos o processo de venda se de facto há uma fluidez para o utilizador final. Tudo isto são pontos que podem contribuir para um óptimo ROI", disse.

Já Sázia Sousa, vê que as startups em Moçambique não têm tido uma certa sustentabilidade ou uma estrutura para manterem-se no mercado e assim ter resultados daquilo que investem.
"Existe um conjunto de fases que devem ser consideradas na criação de um produto para ter um óptimo ROI. Existem muitas startups e muitos jovens a fazerem as coisas, uns e outros conseguem passar, mas é aconselhável sempre que eles se juntem a organizações que conseguem criar equipas multidisciplinares e que encontrem parceiros que os ajudem a expandir os seus produtos", recomendou a empreendedora de tecnologias, acreditando que as empresas que estão a investir em transformação digital já têm mais consciência do investimento que estão a fazer e vai culminar a um bom início de mudança de mentalidade.

Por sua vez João Almeida apontou que é preciso estar muito atento ao mercado e mesmo as empresas que hoje são líderes podem decair.
"A tecnologia deve ser um membro para resolver limitações do dia-a-dia e ver que tipo de transformação digital deve-se ter na procura do melhor resultado", começou por dizer.
"Mesmo que uma empresa seja líder no mercado a tendência é evoluir porque são líderes e no ano seguinte já não podem ser. Uma vez mais a tecnologia tem de identificar um leque de oportunidades e não ser uma ferramenta bonita para se ter em casa", recomendou o subdirector na Digital Banking and Innovation do Millennium Atlântico

O programa conversas 4.0 acontece todas as terças-feiras, das 10 as 11horas, na LAC ( Luanda Antena Comercial), sob moderação de Edilson Almeida, e tem uma extensão em live, a ser exibido as 19 horas do mesmo dia, no Facebook do Tech 21 Africa.

Como de costume, as terças-feiras na LAC tem Conversas 4.0, e o dia 16 de Março foi marcado com o debate em torno do "Capital humano no centro da transformação digital", tema que teve como convidados, representantes de empresas angolanas que gerem o seu recurso humano por métodos tecnológicos, nomeadamente: Carlos Ás, da African Talent, Cláudio Silva da Pumangol e Miguel Oliveira da Jobartis.

Edilson Almeida como moderador do programa, puxou de início por Cláudio Silva para breves considerações sobre a importância do capital humano na trasformação digital.

"Hoje em dia, ao pensarmos com as ferramentas digitais conseguimos posicionar qualquer economia de um país rumo ao crescimento e tudo isso, com uma melhor organização do seu capital humano. Se não houver este entendimento entre as pessoas, as coisas não funcionam e o saldo de uma empresa acaba sempre por ser negativo em termos de produtividade", afirmou o representante da Pumangol.

Sobre como a produtividade dos colaboradores pode influenciar de maneira positiva numa empresa por meio das ferramentas tecnológicas, Carlos Ás esclareceu que a tecnologia não é a principal preocupação.

"São as pessoas e o talento. Sem isto, esta tecnologia não pode ser utilizada. Para qualquer organização com o objectivo de se adaptar a um futuro digital, o grande desafio é dar competências a esta nova geração, aplicando ferramentas de como eles devem melhorar, como serem bons líderes e enquadrá-los através de relatórios que permitem as administrações analisarem e interagirem melhor enquanto organização, permitindo facilitar processos, resolver situações de forma mais dinâmica num mundo cada vez mais volátil", disse o representante da African Talent.

Para Miguel Oliveira, os gestores de empresas, devem trazer a maior dimensão humana de forma a integrar no desenvolvimento tecnológico. "Temos que ser sempre capazes de privilegiar e oferecer aos trabalhadores todas as condições que necessitam para trabalhar, entender e beneficiar da tecnologia", referiu o representante da Jobartis.

Como um gestor que adora inovar e descobrir talentos, Carlos Ás apontou uma realidade que pode parecer distante das pessoas, mas é importante para que os líderes entendam o novo conceito e como deve ser enquadrado de forma a actualizar profissionalmente os seus colaboradores.

"Isto não basea-se somente nas empresas tecnológicas, mas em todas as organizações. Todas aquelas funções e cargos que eram uma tarefa cognitiva com anos poderão desaparecer, e este aspecto no futuro pode ser um problema para a readaptação, e nós em Angola não será diferente", frizou o técnico da African Talent, que vê a tendência de existir mais desempregos.

"A necessidade será nos capacitarmos, não apenas em formação, mas em fomentar o nosso autodesenvolvimento e perceber aquilo que é importante numa carreira", referiu.

O debate no Conversas 4.0 decorre todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas, com a moderação de Edilson Almeida e tem continuidade também a terça-feira, em formato de Live, no Facebook do Tech 21 Africa.

O Conversas 4.0 desta terça-feira (2) trouxe como tema de debate "Desafios e Oportunidades da Transformação Digital na Administração Pública", e Herlander Lima, professor universitário e mestre em governação local, Heitor Miguel, consultor de tecnologias e Osvaldo Cossa, engenheiro de software na Autoridade Reguladora das Comunicações de Moçambique, discutiram o assunto que teve a moderação de Edilson Almeida.

Para o moderador que fez a nota introdutória, definiu que a administração pública é composta por um conjunto de regras nos processos de negócios, que possuem a idéia de viabilizar a jornada do cidadão no serviço público. Porém, existe uma lacuna, cuja solução vai na optimização na entrega nos serviços. Por esta questão, o paradigma do futuro que consiste na melhoria dos serviços públicos por meio das tecnologias é reduzir os custos e potencializar os processos, e isto para a realidade angolana impõe muitos desafios.

É preciso capacitar as pessoas

Heitor Miguel acredita que este conceito foca-se nos funcionários que devem adaptar-se na mudança do trabalho manual para o digital.

"Existem três pilares que são essenciais a olhar (processo, tecnologia e pessoas), e o grande desafio nestes três pilares são as pessoas, que têm de alguma formaos hábitos e, esta mudança deve ser pacífica. Lembro-me de ter feito a mudança nas alfândegas, que era uma empresa muito tradicional a funcionar com o papel. Tínhamos as tecnologias disponíveis e o grande desafio foram as pessoas, que foi necessário motivá-las. "Neste processo, devemos formar as pessoas, engajá-las e fazê-las perceber qual é o benefício da transformação digital", disse o mestre e consultor de tecnologias.

Já Osvaldo Cossa, apresentou ideias de criar soluções para educar as pessoas digitalmente, defendeu uma melhor organização interna das empresas públicas e acha que o seu país melhorou um pouco neste aspecto com a pressão da Covid-19.

"Em tempos de pandemia a tecnologia foi um bem maior para a nossa sociedade, porque as pessoas sentiram-se obrigadas a trabalhar a partir de casa. Mas dentro da própria organização, as pessoas mostraram-se um pouco resistentes e quando notaram que não havia outra forma de trabalhar e disponibilizar os serviços aos cidadãos, foram obrigados a entrar neste campo. Mas posso dizer que Moçambique tem dado passos galopantes em um ano na utilização das TICs", salientou.

O sucesso também depende das infraestruturas

De acordo com Heitor Miguel, Angola está muito bem servida o que permite a população aceder aos vários serviços, facilitando mais ainda o Estado na criação de mais prestações de serviços online, algo que anos antes da pandemia não era possível. "Parabenizo o Governo de Angola e as instituições públicas que investiram bastante nas telecomunicações", declarou.

No ponto de vista de infraestruturas de forma a criar as condições para que as administrações públicas apliquem um passo tecnológico, Herlander Lima vê um melhoramento com a rede de madiatecas, rede nacional de fibra óptica, a tentativa de lançar o Angosat e os cabos submarinos.

"Mas os números para que isto seja um sucesso tem a ver com as infraestruturas internas, como o caso da rede eléctrica e a telefonia móvel em todo o território nacional. Mas isto pode ser muito bem refinado a partir da administração local e isto ao meu entender, deve ser um grande desafio de todas as administrações municipais, porque as TICs são o grande pendor para a revolução das administrações públicas", acreditou o professor universitário, que aconselha os gestores públicos a firmarem parcerias com empresas especializadas em tecnologia de informação e comunicação.

"Todos os órgãos estatais devem ter um departamento de tecnologia e assumir uma responsabilidade de potencializar e colocar na grelha formativa para os quadros da administração, capacitar e fazer "update" central, local e sobretudo fazer parcerias. Ainda existem administrações municipais que têm problemas em usar computadores e é preciso fazer parcerias com aqueles que possuem o "know how" para os auxiliar nesta matéria", recomendou.

O programa conversas 4.0 acontece todas as terças-feiras, das 10 as 11horas, na LAC ( Luanda Antena Comercial), sob moderação de Edilson Almeida e tem uma extensão em live, a ser exibido as 19 horas do mesmo dia, no Facebook do Tech 21 Africa.

O programa conversas 4.0 desta terça-feira (01), foi marcado pelas presenças de António Pinto, representante da NCR Angola, Alcino Camota, coordenador do Tech 21 Africa, Gospel Fita, representante da Tecno Societ e Kiesse Canito, coordenador do Tech 21 Africa.

Num debate moderado por Edilson de Almeida, conversou-se sobre o impacto da Internet das Coisas, do Inglês Internet Of Things (IOT), na vida das sociedades modernas, como também as suas implicações vantagens e desafios.

Em nota introdutória, o moderador apontou a IOT como sendo uma enorme rede de dispositivos conectados que dependem da internet para funcionar. O seu foco é voltado para todos os demais equipamentos do dia-a-dia de uma instituição, indivíduo ou empresa.

Na sua intervenção, o representante da NCR Angola apontou o contributo que tem prestado a Internet das Coisas a nível do desenvolvimento económico de uma sociedade, pelo facto desta integrar várias outras tecnologias. "O foco da IOT está no desenvolvimento e sobretudo nas grandes áreas. Exemplo nos automóveis, nas cidades, no sector logístico, desporto e outros, disse".

Além disso, António Pinto aponta para questões relacionadas à privacidade e segurança, como principais desafios da IOT.

Para Gospel Fita, considerou que, a Internet das Coisas tem ajudado no controlo e monitoramento dos trabalhos a distância, através de aplicativos dentro de um sistema ou de uma plataforma web.

Por outro lado, Kiesse Canito falava que a IOT tem grande impacto no desenvolvimento económico, por que ela vem para reinventar os processos, com a capacidade de gerar um valor muito grande, em termos de produtividade.
Aponta como umas das vantagens da utilização da IOT na agricultura, como instrumento capaz de auxiliar na medição de temperatura, umidade e de todos sinais vitais, para depois serem compilados num aplicativo móvel, que mede o estado de monitoramento 24/24 de uma área de cultivo , trazendo deste modo a agricultura de precisão .

Ainda Kiesse Canito, apontou as vantagens da IOT na saúde, pelo processo de monitoramento dos sinais ( batimentos cardíacos, temperatura, pressão arterial, etc) feito aos pacientes, partir de dispositivos vestigeis conectados a internet.

António Pinto ainda fez saber que, a IOT é utilizada nas empresas, nos projectos de gestão de reposição das preteleiras de super mercado, como uma tecnologia capaz de monitorar os produtos em falta, e de forma automática, informar a central de compras e solicitar o reenvio.

A nível técnico, acrescenteu que, as empresas podem utilizar a IOT como um meio de supervisão de equipamentos, sob formas de se conhecer a sua data limite para a devida manutenção.

Além da questão da protecção de dados, como um dos desafios de segurança da IOT, Alcino Camota salientou que, a tecnologia 5G vai beneficiar a Internet das Coisas, a medida que ela permite uma velocidade extremamente alta e um número muito elevado de pessoas conectadas.

Recorda-se que, segundo fez saber Edilson de Almeida, a Internet das Coisas surgiu em 1990, quando se estudava a ideia de se ter uma etiqueta electrónica para facilitar a logística de cadeia de produção.

Em recta final, os especialistas foram unânimes em admitir que a Internet das Coisas não é ainda muito assente em Angola.

O debate no Conversas 4.0 decorre todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas, com a moderação de Edilson de Almeida e tem continuidade também a terça-feira, em formato de Live, no Facebook do Tech 21 Africa.

O programa tecnológico da LAC (Luanda Antena Comercial) reuniu, para o debate desta semana, especialistas como Engenheiro Halisson Miguel, mentor da Nova Educação, Engenheiro de Telecomunicações, Cláudio Gonçalves, docente e coordenador do ensino à distância do ITEL (Instituto de Telecomunicações), António Pinto, representante da NCR Angola e Alcino Camota coordenador do Tech 21 África.

O objectivo da edição desta terça-feira, (18), foi o de perceber o impacto das tecnologias emergentes no ensino à distância; conhecer a posição de Angola neste neste quesito e, avaliar as condições de infraestruturas tecnológicas, existentes no país, que possibilitam tal avanço.

Ao tornar aberto o debate, Edilson Almeida fez saber que, o ensino a distância é uma modalidade que permite que o estudante tenha aula sem o contacto físico com docentes.

Embora esta prática tenha ganhado novos contornos hoje, o Engenheiro Halisson, recorda que, o ensino à distância em Angola é uma prática que remonta desde tempos idos, quando mesmo, era denominado ensino por correspondência. Se antes o material era levado às comunidades, hoje é transmitido às comunidades por via remota.

Afirma o Engenheiro que, hoje em dia, o ensino a distância teve uma participação maior por conta do contexto da Covid-19. "Este tema torna-se muito recorrente, principalmente por conta da pandemia, e eu acho que, mais ainda nos países subsaarianos, essencialmente Angola", disse.

O ensino à distância em Angola, no contexto Covid-19, foi adoptado a pouco menos de 1 ano. Ao longo do debate, o moderador, Edilson Almeida, procurava saber se, 09 meses foi tempo suficiente para implementar-se essa modalidade de ensino no país, pelo que, respondeu António Pinto, a implementação do ensino à distância é um desafio muito grande, devido às limitações que têm que ver com a internet, acesso as ferramentas necessárias (computadores, tablets, smartphones) e um programa de qualidade.

Na perspectiva de programa de qualidade, o representante da NCR sente que há uma necessidade de haver um consórcio entre universidades nacionais e internacionais para se criarem programas de ensino a distância, sob formas de haver maior qualidade de ensino, uma vez que, países como o Brasil por exemplo, já tem muita experiência em matéria de tele-aulas.

Alcino Camota advoga que, pelo facto de se estar a vivenciar o período da quarta revolução industrial e as tecnologias emergentes estarem baseadas em suporte digital, há que se ter um conjunto de infraestruturas que consigam dar resposta a este método.
Acrescenta, " Há que se olhar para os players. Não somente o Ministério da Educação. Este é que vai criar todas as políticas para se ter o sistema de ensino remoto. As empresas por sua vez, podem apresentar infraestruturas e profissionais a altura, para dar resposta a isto".

Em recta final, Alcino Camota salientou que, " a educação é o pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Se não se olhar para a educação de uma forma responsável, podemos ter uma grande desigualdade na qualidade de ensino"

O Conversas 4.0 é um programa radiofónico, emitido na LAC ( Luanda Antena Comercial), todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas, sob moderação de Edilson de Almeida. Tem continuidade em forma de Live, através do Facebook do Tech 21 Africa, também a terça-feira, pelas 19 horas, contando com a coordenação de Kiesse Canito.

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