setembro 27, 2021

A Administração do Ciberespaço da China e a Comissão dos Assuntos do Ciberespaço, colocaram em execução o plano de adopção massiva do IPv6 tornado público no passado mês de Julho, por iniciativa do presidente da China.

De acordo com um documento publicado no site oficial da Administração do Ciberespaço da China, o objectivo do plano visa apoiar activamente a inovação da tecnologia IPv6, inovação de aplicativo, inovação de serviço e inovação de gestão, liberar totalmente o potencial e as vantagens da tecnologia IPv6, continuar a estimular a energia endógena, consolidar a base ecológica industrial e aumentar significativamente a amplitude e a profundidade das aplicações IPv6.

O plano tem 3 fases diferentes que se estenderão até o final de 2030.

Na primeira fase do plano que vai até o final de 2023, o objectivo é implementar mudanças impulsionadas por padrões. Todos os novos roteadores sem fio domésticos habilitarão e oferecerão suporte total ao IPv6 por padrão. Outros dispositivos de consumo serão exigidos para passar em IPv6, com vista a eliminar o uso de endereço IPv4 privado. Ao cabo desta fase, a China terá mais de 700 milhões de usuários activos com endereço IPv6 e 200 milhões de dispositivos de Internet das coisas (IoT) usando IPv6.

Para o final de 2025, a China prevê o uso significativo do IPv6 em todos os aplicativos, instalações e sistemas de segurança, o que posicionará a rede IPv6 da China na primeira posição a nível global. E nesta fase, a China terá mais de 800 milhões de usuários activos no IPv6 e 400 milhões de dispositivos de Internet das coisas (IoT) usando endereço IPv6, com o tráfego da rede móvel IPv6 a rondar os 70%

Enquanto que na última fase, a meta geral é concluir a transição para o IPv6 de pilha única até o final de 2030, planeando ter o IPv6 totalmente integrado e aplicado em todas as indústrias, sectores económicos e sectores sociais.

A Brander Group, consultora de negócios do ramo das Telecomunicações, analisou os possíveis cenários caso o plano da China seja finalizado com sucesso até 2030. A Brander Group refere que, uma vez que a China usa uma grande percentagem do espaço de endereço IPv4 global, é provável que haja dois cenários que podem surgir dessa transição obrigatória do governo para o IPv6 de gama única.

O primeiro cenário provável afectará apenas os grandes provedores de hospedagem e ISPs que adquirem blocos IPv4 / 12 ou maiores. Uma vez que as empresas baseadas na China não adquirirão mais as grandes alocações de IPv4, isso abre as portas para qualquer outro provedor adquirir esses IPs a taxas mais competitivas.

O segundo cenário, provavelmente envolveria empresas chinesas venderem seus endereços IPv4. Isso aumentaria a oferta no mercado, o que ajudaria a estabilizá-lo pela primeira vez. No entanto, isso só será possível se o governo chinês permitir que as empresas vendam endereços IPv4 para outros países.

  

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A Nave Espacial chinesa, capaz de voar até a borda da atmosfera decolou e retornou à Terra na Sexta-feira(16), marcando um grande passo para o desenvolvimento de tecnologia de transporte espacial reutilizável.

De acordo com a Reuters, a Nave decolou de um centro de lançamento no noroeste da China e completou seu voo de acordo com procedimentos definidos pela China Aerospace Science and Technology Corp (CASC), a principal prestador de serviços espacial do país.

De acordo com o comunicado do CASC, o referido pouso de regresso à Terra. A Nave que pode voar para o espaço sub-orbital deve ser capaz de viajar até 100 km (62 milhas) acima da superfície da Terra.

"O desenvolvimento da tecnologia de transporte espacial reutilizável é um símbolo importante da transição da China de uma 'grande' nação com viagens espaciais para uma 'poderosa' nação com viagens espaciais", disse um especialista do CASC.

Em Setembro do ano passado, a China enviou uma Nave experimental ao espaço orbital em um foguete, tendo retornado à Terra após dois dias em órbita em sua missão discreta.

Apesar deste feito revolucionário, a China não poupa esforços. Alguns especialistas especulam que Pequim está a desenvolver uma Nave como o X-37B da Força Aérea dos Estados Unidos, um avião espacial autónomo que pode permanecer em órbita por longos períodos antes de voar de volta à Terra por conta própria.

Uma equipa de pesquisadores chineses afirmou que o supercomputador, Zuchongzhi, estabeleceu uma nova marca na história da computação quântica, tornando-se assim, a máquina mais poderosa do mundo na sua categoria, graças a uma tarefa de referência efectuada em cerca de 70 minutos para supercomputadores "clássicos" que levariam pelo menos oito anos para resolver.

Segundo os cientistas envolvidos no projecto, o Zuchongzhi pode reivindicar a "supremacia quântica", um status na computação quântica que indica que uma máquina pode completar tarefas muito mais rápida que os melhores computadores clássicos. Feito que pode ser um marco jamais alcançado antes, mas extremamente raro de acontecer.

O supercomputador chinês tem 66 qubits (ou bits quânticos). Ao contrário dos bits da computação clássica, eles não são fixos como 0 e 1. Eles podem funcionar simultaneamente como 0 e 1. Isso acontece graças a um truque quântico chamado de super-posição, que aumenta exponencialmente a potência e a velocidade do computador.

"A plataforma de computação quântica programável e de alta precisão abre uma nova porta para explorar novos fenómenos de muitos corpos e implementar algoritmos quânticos complexos", escreveram os pesquisadores num artigo publicado na plataforma científica arXiv.

A actividade foi considerada de 100 a 1.000 vezes mais complexa em relação ao Google Syncamore, o computador quântico do Google, de 54 qubits.

Porém, existem algumas diferenças nas abordagens para a computação quântica, enquanto o Zuchongzhi usa circuitos ópticos e fótons para gerir e processar seus qubits, o Google Sycamore é baseado em elétrons e super-condutores. Além disso, também podem haver diferenças em como os resultados são calculados e medidos.

De acordo com o site brasileiro de notícias, UOL, comparar os dois supercomputadores quânticos nem sempre é vantajoso.

O site ainda informa que a computação quântica por enquanto não é um tipo de tecnologia prática. Demorará muito para haver um supercomputador quântico em casa. As máquinas são experimentais e as pesquisas requerem condições de laboratório muito precisas. Quanto mais a computação quântica avança, no entanto, mais perto os cientistas estão de criar máquinas muito mais precisas, rápidas e potentes.

A tecnológica chinesa Tencent, detentora do super app Wechat e o Epic Games (criadora do Fortnite), anunciou nesta segunda-feira(05) que vai utilizar reconhecimento facial para evitar que menores na China se façam passar por adultos para poderem passar a noites toda a jogar.

A informação foi partilhada no canal oficial da Tencent na aplicação de mensagens WeChat. Segundo guias de 2019 do Partido Comunista Chinês, os jogadores com menos de 18 anos só devem aceder a plataformas de videojogos entre as 8h e as 22h e os menores de 16 anos só devem gastar até 400 yuan (cerca de 52 euros) por mês em videojogos.

De acordo com o Diário do Povo, o referido sistema já é utilizado para evitar que os mais novos comprem conteúdo premium acidentalmente.

Para garantir que os utilizadores respeitam as regras, os utilizadores ao jogarem nas plataformas da Tencent passam a receber avisos periódicos para confirmarem a sua identidade através de tecnologia de reconhecimento facial. Isto é possível porque as pessoas devem fornecer um documento de identidade quando se registam para jogar. Quem rejeitar os avisos ou falhar o teste de reconhecimento artificial, é considerado menor de idade e fica com o acesso barrado.

Desde meados de 2020 que a Tencent está a tentar impedir que menores de idade escapem às limitações ao utilizar as contas dos encarregados de educação. Em 2017, o jogo Honor of Kings, que é um dos mais populares da empresa, foi criticado no jornal oficial do Partido Comunista Chinês, o Diário do Povo, que o descreveu como “droga” e “veneno”.

Actualmente, as contas para menores, apenas permitem 90 minutos de jogo por dia durante a semana e três horas por dia durante as férias.

A China atingiu um novo recorde mundial ao manter o seu reactor de fusão Tokamak (Supercondutor Avançado Experimental), que opera como um "Sol artificial", a uma temperatura de 120 milhões de graus Celsius durante 101 segundos e 160 milhões de graus Celsius por 20 segundos.

Este reactor nuclear foi activado com sucesso pela primeira vez no dia 4 de Dezembro de 2020 e tem potencial para alcançar temperaturas dez vezes mais altas que o sol com o objectivo de produzir energia a partir da fusão nuclear.

"É uma grande conquista nos campos da física e da engenharia chinesa", afirma Song Yuntao, director do Instituto de Física Plasmática da Academia Chinesa de Ciências.

"O sucesso da experiência é a base para a China construir a sua própria estação de energia de fusão nuclear", completou.

A marca coloca os chineses mais próximos de descobrir como produzir energia limpa e ilimitada através da fusão nuclear, o mesmo processo que ocorre no coração das estrelas. Apesar da complexidade das pesquisas, esse avanço do reactor é a superação de um grande desafio e está sendo muito comemorado.

"É uma tecnologia do futuro que poderá impulsionar o desenvolvimento verde da China", disse o director do Centro Chinês de Pesquisa em Economia de Energia da Universidade de Xiamen, Lin Boqiang.

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