junho 19, 2021

A China atingiu um novo recorde mundial ao manter o seu reactor de fusão Tokamak (Supercondutor Avançado Experimental), que opera como um "Sol artificial", a uma temperatura de 120 milhões de graus Celsius durante 101 segundos e 160 milhões de graus Celsius por 20 segundos.

Este reactor nuclear foi activado com sucesso pela primeira vez no dia 4 de Dezembro de 2020 e tem potencial para alcançar temperaturas dez vezes mais altas que o sol com o objectivo de produzir energia a partir da fusão nuclear.

"É uma grande conquista nos campos da física e da engenharia chinesa", afirma Song Yuntao, director do Instituto de Física Plasmática da Academia Chinesa de Ciências.

"O sucesso da experiência é a base para a China construir a sua própria estação de energia de fusão nuclear", completou.

A marca coloca os chineses mais próximos de descobrir como produzir energia limpa e ilimitada através da fusão nuclear, o mesmo processo que ocorre no coração das estrelas. Apesar da complexidade das pesquisas, esse avanço do reactor é a superação de um grande desafio e está sendo muito comemorado.

"É uma tecnologia do futuro que poderá impulsionar o desenvolvimento verde da China", disse o director do Centro Chinês de Pesquisa em Economia de Energia da Universidade de Xiamen, Lin Boqiang.

O PBoC (Banco do Povo da China) emitiu um alerta, por meio de sua conta no aplicativo WeChat, sobre o alto nível de especulações das criptomoedas e proibiu instituições financeiras e de pagamentos de realizarem operações com essas divisas.

O anúncio foi feito na sequência dos múltiplos relatos da imprensa local e de analistas.

De acordo com a Reuters, o anúncio desta limitação foi feito por três órgãos do sector financeiro. A National Internet Finance Association of China, a China Banking Association e a Payment and Clearing Association of China que revelaram que a decisão foi tomada devido aos riscos no comércio de criptomoedas.

Para o PBoC, as moedas digitais não podem ser usadas como forma de pagamento porque não são moedas reais.
As instituições financeiras na China não podem facilitar as transações de bitcoin. Muitos mineradores de bitcoin, que já foram uma grande presença na China, foram forçados a ir para o exterior.

Lideradas pela bitcoin, as criptomoedas estão sob pressão há vários dias. A principal baixa, apareceu dias atrás, quando o CEO da Tesla, Elon Musk, disse que a fabricante de carros eléctricos suspenderia as vendas de carros que usam criptomoeda, devido a preocupações ambientais.

A proibição significa que os bancos e empresas com pagamento online, não poderão oferecer nenhum serviço que envolvam criptomoedas. Isso inclui registo, negociação, compensação e liquidação. Trocas de tokens e ofertas iniciais de moedas também são proibidas.

Como consequência desta medida implementada pela China, esta quarta-feira(20), pela primeira vez em 14 semanas, o valor da Bitcoin ficou abaixo dos 40.000 dólares (cerca 33 mil euros), com a sua cotação a chegar, num dos momentos mais baixos, 39.016 dólares (32 mil euros), uma desvalorização de 30% em 24 horas.

De realçar que, antes do anúncio da Tesla, em abril, a Bitcoin acumulava um ganho de quase 70% e negociava em máximos históricos com um valor próximo dos 65 mil dólares (53 mil euros). Se tomarmos como referência este mês, o valor da Bitcoin já caiu mais de 40%.

O mercado de produção de chips (semicondutores), registou nas últimas semanas, o pior momento deste problema que está a afectar fortemente a produção de telemóveis.

Desde o início desta situação, o Portal de T.I tem vindo a seguir de perto o assunto, trazendo as principais implicações desta problemática.

A gigante de tecnologia sul-coreana Samsung, informou na semana passada que a escassez de chips está a afectar a produção de aparelhos de televisão e telemóveis, enquanto que a LG admitiu que a escassez é um risco.

“Devido a escassez global de semicondutores, também estamos a experimentar alguns efeitos, especialmente em torno de certos conjuntos de produtos e produção de telas”, disse à CNBC o chefe de relações com investidores da Samsung, Ben Suh.

No início desta problemática, como vínhamos informando, os principais mercados afectados eram os de produção de telemóveis e alguns componentes de carros elétricos. Nas últimas semanas, isto alastrou-se até a produção de processadores de margem baixa, como os usados ​​para pequenas maquinas como: balanças, máquinas de lavar, micro-ondas, etc.

O sector de automóveis, que conta com chips para tudo, desde a gestão de motores por computador até sistemas de assistência ao motorista, ainda é o mais atingido.

Após o lançamento ocorrido na última quinta-feira (29), do módulo central da estação espacial chinesa, o foguete Long March-5B usado no lançamento, está retornar à Terra em descida descontrolada, podendo atingir áreas habitadas nos próximos dias, conforme relatou o SpaceNews.

Depois de colocar o módulo Tianhe em órbita, o impulsionador se separou dele. Porém, o primeiro estágio do Long March-5B também foi parar nesta região do espaço por algum erro, e o seu atrito constante com a atmosfera terrestre tem o arrastado cada vez mais para perto do planeta.

Viajando a 7 km/s, o estágio central do foguete chinês, que tem aproximadamente 30 metros de comprimento, 5 metros de diâmetro e pesa 21 toneladas, não deve se queimar por completo durante a reentrada, como normalmente acontece com outros tipos de lixo espacial menores, justamente por causa das suas medidas.

Espera-se que partes dele resistam às altas temperaturas e caiam em uma área indefinida. O local exato da queda não pode ser apontado, pois há várias incertezas envolvidas no cálculo do efeito do arrasto atmosférico da nave, como a expansão ou a contracção da atmosfera, causadas pela actividade do Sol.

Apesar da dificuldade de estimar o local onde o foguete chinês irá cair e também de definir a data, a inclinação orbital do objecto, de 41,5 graus, indica a sua passagem um pouco mais ao norte de cidades como Nova York (EUA), Madrid (Espanha) e Pequim (China), e ao sul do Chile e de Wellington (Nova Zelândia), segundo a publicação.

De acordo com o astrônomo Jonathan McDowell, que classificou o erro da agência espacial chinesa como “inaceitável”, o evento será a maior reentrada descontrolada de espaçonaves dos últimos anos.

Até recentemente, grandes empresas da China, como o Alibaba, de Jack Ma, e Tencent, operavam de maneira semelhante às gigantes dos EUA Facebook e Alphabet, aproveitando dados de usuários para refinar uma variedade em expansão de serviços digitais. Como mais dados levam a produtos melhores, plataformas de tecnologia muitas vezes, naturalmente, tornam-se monopólios, o que proporciona enorme riqueza e poder que também abrem caminho para “abusos”.

Um número cada vez maior de parlamentares dos EUA começa a exigir leis para desmembrar empresas americanas, mas, por enquanto, esses esforços não conseguiram ganhar muita força. A Europa tem se concentrado principalmente em dar aos usuários mais controlo sobre os dados e cobrar pesadas multas “antitrust” contra empresas como o Google.

A China, por outro lado, tem ido mais longe do que qualquer outro país para controlar seus gigantes da tecnologia. Xi Jinping, presidente da China, declarou no mês passado a intenção de impor limites a empresas de “plataforma” que acumulam dados para criar monopólios e engolir concorrentes menores. Reguladores da China então aplicaram uma multa recorde de US$ 2,8 bilhões ao Alibaba por abuso de domínio de mercado e estabeleceu o prazo de um mês para que dezenas de outras companhias importantes da Internet retifiquem práticas anticompetitivas.

Embora parte da motivação seja supostamente política, um aspecto potencialmente mais importante é a tentativa da China de criar um mercado para dados que libere valor e impulsione o crescimento. O governo está a alocar recursos em infraestrutura digital, elaborando novas leis sobre o uso de dados e construindo centros de dados em todo o país, com o objectivo de posicionar a China como líder na transformação da economia mundial nas próximas décadas.

“Esta não é uma iniciativa de curto prazo - é um completo novo foco nacional em dados como factor económico”, disse Kendra Schaefer, chefe de pesquisa digital da Trivium China, uma consultoria em Pequim. “Com essas vantagens significativas, também olhamos potencialmente para um cenário em que as empresas estão mais dispostas a adaptar-se aos controlos de rede chinesas para obter acesso ao mercado.”

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