novembro 24, 2020

O Banco Africano de Desenvolvimento assinou um acordo de subvenção com o Ministério das TICs e Inovação do Ruanda para apoiar a Rwanda Coding Academy.

O acordo foi criado para desenvolver talentos em tecnologia de ponta para impulsionar uma economia digital em expansão e impulsionada pela inovação na nação da África Oriental. A Academia seleciona alunos de alto desempenho e os treina em programação avançada de software e habilidades de segurança cibernética para facilitar sua emergência como programadores de classe mundial.

De acordo com portal ruandês, Tarrífa, o subsídio de 150.000 dólares, do Rockefeller Trust Fund administrado pelo Banco, será direcionado à implementação de actividades, incluindo a aquisição de computadores e equipamentos de mobiliário para um centro de inovação ultramoderno de excelência, conectividade com a Internet, treinamento de professores e organização de eventos de orientação profissional.

A abordagem de aprendizagem da Academia visa fortalecer a transição da escola para o trabalho, concentrando-se na aprendizagem baseada em competências e fornecendo habilidades técnicas, bem como habilidades sociais, como aprendizagem ágil, pensamento crítico e autoliderança.
A Ministra das TICs e Inovação do Ruanda, Paula Ingabire, disse que o seu governo acolheu com agrado a parceria com o Banco Africano de desenvolvimento.

“A Rwanda Coding Academy é parte da nossa visão mais ampla de fazer crescer um grupo local de força de trabalho pan-africana altamente talentosa em ciência, tecnologia e inovação”, disse a ministra, acrescentando que o modelo de aprendizagem da Academia requer uma infraestrutura digital robusta e uma abordagem de ensino dinâmica de os instrutores.

“Esta colaboração entre o Banco e o Governo de Ruanda visa demonstrar que capacitar os jovens africanos com habilidades orientadas pela demanda e oferecer-lhes oportunidades de fazer parte do ecossistema de TIC o mais cedo possível, permitirá que eles reivindiquem seu espaço no mundo digital setor e ser impulsionadores iguais de ideias inovadoras que estão moldando o presente e o futuro da África e do globo ”, disse

Nnenna Nwabufo, Diretora Geral Interina da Região Leste do Banco Africano de Desenvolvimento.

A Rwanda Coding Academy foi criada como uma escola modelo de prova de conceito para o desenvolvimento de TIC e outras habilidades do século 21 para alunos de nível médio que desejam seguir uma carreira em codificação e ciência da computação.

O Banco Nacional de Angola tomou conhecimento da divulgação, nas redes sociais, de uma mensagem que é falsa e de carácter fraudulento respeitante à atribuição de um subsídio no valor de 45.000,00 Kz (quarenta e cinco mil Kwanzas) e de outros incentivos aos consumidores bancários, por iniciativa dos bancos comerciais, no âmbito da entrada em circulação da nova série de notas de Kwanza – “Série 2020”.

Num comunicado publicado no website oficial do BNA, que o Portal de de TI teve acesso, a instituição adverte que, em primeiro, "a entrada em circulação das novas notas de Kwanza obedece a um processo gradual e gratuito, podendo as mesmas ser obtidas na rede de balcões dos bancos comerciais, nos caixas automáticos (ATM) ou sempre que for realizada uma operação de pagamento; em segundo, as notas da série anterior -“Série 2012” - mantêm-se em circulação, em simultâneo com as notas da “Série 2020”, até 31 de Dezembro de 2021; em terceiro, "nunca deve divulgar a estranhos informações ou dados de contas bancárias para a realização de quaisquer pagamentos", lê-se.

O Banco Nacional de Agola alerta que, neste sentido, em caso de recepção de chamadas telefónicas ou mensagens electrónicas com este ou outro teor que pareça suspeito de fraude, os consumidores bancários devem denunciar o facto aos órgãos policiais competentes.

A Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), apresentou o relatórios do Sistema de Caixa Eletrónico dos dois últimos meses em Angola.

Segundo o sistema de banca electrónica, movimentou no mês de Outubro, um valor global de 1,3 bilião de kwanzas, ligeiramente acima quando comparado aos 1,2 bilião de Setembro.

De acordo com os dados da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS), 225,9 mil milhões foram obtidos em levantamentos, 332,2 mil milhões em compras, 202,7 mil milhões em pagamentos e 573,7 mil milhões por transferências. Houve ainda devoluções do sistema, por operações não concretizadas, num total de 980,8 milhões de kwanzas.

Em Setembro, por referência comparativa, os levantamentos contabilizaram 213,6 mil milhões, as compras 303,1 mil milhões, os pagamentos 180,6 mil milhões e as transferências 532,1 mil milhões. Já as devoluções, naquele período, foram de 564,4 milhões.

Na avaliação mensal do desempenho do sistema electrónico bancário do mês de Outubro, as Caixas Automáticas ou ATM (Multicaixas) contabilizaram, ao todo, o movimento de 560,2 mil milhões de kwanzas (41,9 por cento) das operações efectuadas, contra os 333,4 mil milhões dos Terminais de Pagamentos Automáticos (TPA), segundo a Emis.

Com um registo, cada vez mais notável, está também no controlo da EMIS o desempenho dos serviços HBMB Multicaixa Express, que em Outubro registou operações estimado em 310,6 mil milhões de kwanzas (27,9 por cento).

Os dados da EMIS revelam estarem activos 345.118 utilizadores do serviço Express, 2.987 Caixas Automáticas e 83.396 Terminais de Pagamento Automático.

Em termos de cartões, estão activos 3,5 milhões. O total válido foi estimado no mês em 5,1 milhões e por activar estão outros 747.668 cartões. O somatório de cartões registados na base da empresa interbancária é de 5,8 milhões.

Os números registados pelos TPA no mês de Outubro são os mais altos dos últimos 12 meses, só superado pelos dados de Dezembro de 2019.
A média mensal alcançada situa-se nos 333,4 mil milhões de um número de 22,3 milhões de operações.

Quanto às Caixas Automáticas, no comparativo dos 12 últimos meses (incluindo o Outubro), o desempenho alcançado apenas foi superado em Dezembro e Outubro, ambos do ano passado.

Ainda sobre a operacionalidade da rede de serviços electrónicos, vale dar nota de que o Banco Angolano de Investimentos (BAI) e o Banco de Fomento Angola (BFA) notificaram, na semana finda, a realizações de operações de substituição de alguns terminais.

Esta operação visa também proporcionar aos usuários caixas mais actualizadas e melhor adaptadas às exigências face ao momento da actual pandemia.

O Standard Bank, em colaboração com a plataforma de seguros do Reino Unido INSTANDA e da Hollard, desenvolveu um novo produto de seguro cibernético autônomo para empresas sul-africanas.

De acordo com o ITWeb, a apólice, denominada Commercial Cyber Insurance, oferece cobertura para extorsão cibernética, hacking, roubo físico e perda de dispositivos e dados físicos em papel. O seguro cobrirá os clientes que nos últimos dias direcionam os seus serviços e produtos nos segmentos digitais e, sem uma cobertura dedicada, eles poderiam ficar desprotegidos no caso de uma violação.

O banco acredita que a digitalização e as parcerias com empresas de tecnologia que facilitam a transformação digital, permitem que mais pessoas acessem os serviços bancários devido à multiplicidade de plataformas. E, o lançamento vem no âmbito das preocupações crescentes de ataques cibernéticos às empresas locais.

“O crime cibernético é uma ameaça muito real e, para muitas entidades comerciais, os dados e as informações são tão importantes quanto qualquer activo que possuam. E nós etramos para proteger esse activo”, diz Leon Vermaak, chefe global de seguros do Standard Bank.

Vermaak acrescenta que o Commercial Cyber Insurance do Standard Bank oferece cobertura para as empresas por perdas incorridas durante um evento de crime cibernético. A apólice foi projectada para cobrir os custos e danos resultantes de uma violação de privacidade ou violação de segurança de rede, que no passado não havia uma apólice.

“Este produto ajudará as empresas a se recuperar rapidamente de ataques cibernéticos, com acesso aos recursos de que precisarão para garantir a continuidade dos negócios à medida que mais sul-africanos fizerem transações online”, disse Angela Mhlanga, CEO da Hollard Partner Solutions.

“Queríamos oferecer algo que fosse abrangente e atendesse às necessidades em constante mudança dos nossos clientes em um momento em que eles precisavam ser ágeis e mais focados digitalmente por causa da pandemia COVID-19. À medida que mais dados e funções de negócios são movidos para o digital, o risco para os negócios aumentam. A proteção contra esse risco é fundamental”.

A INSTANDA possui escritórios nos Estados Unidos, Chile, Japão e Austrália, e opera em 13 países, com mais de 60 clientes em todas as linhas de seguros e canais de distribuição.

Especialistas que trabalharam na montagem do Xikila Money não acreditam em coincidências, referindo-se à forma como o banco central tem lançado serviços que já existiam como se de novos se tratasse. Contas simplificadas e agentes bancários entre as suspeitas.

A ideia original de algumas das mais recentes inovações anunciadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), tendo em conta a inclusão financeira, está a ser reclamada por técnicos que estiveram envolvidos na montagem do Xikila Money, um dos segmentos de negócio do Banco Postal que teve a sua licença revogada em Abril de 2019.

Entre as inovações reclamadas, destaca-se a abertura de contas bancárias simplificadas que o BNA apresentou na semana passada através do aviso onde também permite que comerciantes informais possam ter acesso ao Terminal de Pagamento Automático (TPA).

Esta, entretanto, outra inovação reclamada. O BNA, através do aviso 12/2020, justifica as referidas medidas com “a promoção da inclusão financeira”.

No entanto, as pessoas que reclamam o direito pela criatividade destes serviços consideram existir, no aviso do BNA, uma “clara falta de honestidade intelectual” e desejo expresso de apagar o que foi feito pelo Xikila Money que, “desde o início, já disponibilizava uma abertura de conta simplificada, baseada na recolha de impressão digital, foto e um pin”.

“À data de encerramento do Xikila Money, a sua rede ‘Paga Aqui’ era composta por mais de 1.200 estabelecimentos comerciais e já era visível como opção de pagamento nos mercados informais”, lembram, em comparação à medida do BNA que permite o uso de TPA por comerciantes informais.

E acrescentam, sob a condição de não serem identificados, que “o BNA não pode agora vir anunciar as coisas como se fossem totalmente novas no mercado”.

Posteriormente, num rascunho elaborado para realçar as coincidências, interrogam “o que é que o Xikila Money estava a fazer então?” quando analisam o lançamento do concurso público pelo BNA para encontrar uma instituição para operar o sistema de transferências móveis ‘Mobile Money’.

Anunciada em Agosto de 2019 pelo BNA, a possibilidade de abertura de conta por via do telemóvel sem necessidade de deslocação à agências bancárias é outro serviço que espelha, segundo os técnicos já referidos, a intenção de se apagar tudo o que foi feito pelo Xikila Money. “O BNA esqueceu-se de mencionar que o Xikila Money, quando foi inaugurado em 2017, permitia a abertura de conta com o número de telefone, sendo o número de telefone o número da conta com o Iban associado. À data do seu encerramento, já contava com mais de 300 mil clientes”, argumentam.

O resultado do referido concurso, observam, poderá ser determinante para concluírem se se trata apenas de coincidências ou se a forma de agir do BNA está directamente ligada à decisão de “destruição do projecto Xikila Money, cuja montagem custou milhões e milhões de dólares”.

“Se a entidade vencedora deste concurso for alguma ligada ao BAI, que tem Massano entre os accionistas, então, infelizmente, vamos ser obrigados a admitir que não se trata de coincidência”, antecipam-se.

O Xikila Money, lançado em Março de 2017, foi a primeira unidade de negócio disponibilizado pelo Banco Postal que tinha como accionistas a Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola, a Ensa Seguros de Angola, o Grupo Ensa – Participações e Investimentos, a EGM Capital e a C8 Capital. A instituição apresentava-se como fornecedora de “instrumentos e ferramentas que permitiam que os angolanos, principalmente aqueles que se encontram excluídos do sistema financeiro, fossem dotados de personalidade financeira como um direito fundamental”.

O Comércio & Empresários (C&E) era a outra unidade de negócio do banco e era apresentada como “complemento do Xikila Money”, visto que permitia transações aos clientes cujo volume de depósito e respectivas necessidades já não se enquadravam nos limites do Xikila Money.

O VALOR tentou, mas sem sucesso, um pronunciamento do BNA.

Fonte: Jornal Valor Económico, do dia 4 de Maio 2020 Segunda-feira Semanário - Ano 5 Nº207, pág. 8.

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