abril 11, 2021

Decorreu, na tarde desta segunda-feira (15), no Palácio das Comunicações, em Luanda, a cerimônia de empossamento dos administradores das empresas Edições Novembro e da Angola Telecom, conferida pelo ministro das Telecomunicações Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem, após a recente nomeação no passado dia 09 de Março, pelo Presidente da República João Lourenço, nos termos da constituição e da lei de bases do sector empresarial público.

Este novo empossamento, segundo fez saber o ministro, enquadra-se no programa de melhoria das empresas associadas ao Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, com a finalidade da criação de uma melhor dinâmica e impulsionar as melhores práticas de gestão das empresas.

“ Temos consciência que o acto de hoje representa mais um passo no programa de estabilização da necessidade que temos de melhorar a organização das empresas do nosso sector”, disse.

Quanto ao mais recente nomeado Administrador Não Executivo da Angola Telecom, Engenheiro Edson Salek Francisco Pereira, o ministro realçou que, a pretensão do executivo ao transmitir a confiança ao empossado é devido a merecida qualificação que possui para que se atinjam os objectivos preconizados.

Ainda no decorrer do acto, Manuel Homem chamou a atenção às Edições Novembro, através do seu mais recente nomeado, Drumond Alcides Jaime Mafuta, ao cargo de Presidente do Conselho Administrativo, a necessidade de se continuar a expandir o Jornal por via das ferramentas tecnológicas.

A cerimônia de investidura contou com as presenças do Secretário de Estado para as Telecomunicações e Tecnologias de Informação, Mário Oliveira, do Secretário de Estado para a Comunicação Social, Nuno Albino, de distintos presidentes dos conselhos de administração e de directores nacionais das empresas do sector das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social.

Em declarações finais, o Ministro recomendou, para os recém nomeados, comprometimento com os novos desafios e mostrou a necessidade da Angola Telecom, empresa pública de telecomunicações e multimídia em Angola, com mais de 26 anos, de um profundo programa de reestruturação para a melhoria da eficiência técnica dos seus serviços.

As declarações foram feitas pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social - Manuel Homem, por ocasião da visita de 48 horas à cidade de Ndalatando, província do Cuanza-Norte.

O plano prevê o melhoramento e expansão dos serviços de internet domiciliar até o mês de Setembro, no quadro das estratégias do Governo para inclusão digital dos cidadãos.

Falando à ANGOP, o ministro Manuel Homem, explicou que a referida iniciativa visa responder reclamações dos utentes no que se refere ao volume de oferta e qualidade do sinal de internet a nível da província.

Falando sobre o sector da rádio, o titular das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, referiu que a província vai contar com um novo sistema de expansão do sinal da Rádio Nacional de Angola, para permitir a audição, com maior qualidade, o sinal local e nas províncias vizinhas do Huambo, Malanje, Bié, Uige e Cuanza Sul.

Um outro sector que também mereceu a atenção do ministro, de acordo com a Angop, foi o dos serviços de Meteorologia, tendo anunciado, a instalação de cinco novas estações meteorológicas afecto ao Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INAMET), e a construção de uma estrutura técnica de apoio, que além da cobertura local, vai ainda auxiliar as províncias de Malanje, Lundas Norte e Sul.

Relativamente aos Correios e Telecomunicações, o ministro reconheceu existir um grande défice dos serviços, mas assegurou estarem a ser adoptadas soluções para um melhor atendimento das necessidades dos clientes, sobretudo no que concerne aos serviços de transporte de cargas.

O ministro inteirou-se do funcionamento dos órgãos locais do sector que dirige, tendo deixado alguns equipamentos informáticos e garantiu a resolução de alguns problemas pontuais que os mesmos enfermam.

A Angola Telecom está a trabalhar para melhorar a base de dados da empresa com vista a auto sustentação e liderança o mercado das telecomunicações, afirmou nesta quarta-feira (07), em Luanda, o seu presidente do conselho de administração, Adilson dos Santos.

Falando à imprensa, à margem do colóquio online alusivo ao 45º aniversário da independência nacional, subordinado ao tema “A importância e os desafios das telecomunicações, tecnologias de informação e comunicação social para o futuro do País”, sublinhou que a empresa pretende melhorar o serviço prestado, com o objectivo de reconquistar os mais de 162 mil clientes registados.

Para tal, salientou o responsável, será necessário reorganizar a empresa e capitalizar, por via do investimento, recursos humanos, por forma a permitir o aumento do número de clientes, especialmente no negócio a retalho.

“Temos que melhorar o nosso serviço para conseguirmos um parceiro de peso. O Estado, enquanto accionista, deverá conduzir os destinos para a reorganização da empresa, que passa por servir os habitantes com as melhores tecnologias, uma vez que a empresa está em plena melhoria nos segmentos residencial, empresarial e grossista”, frisou.

Na ocasião, o presidente do conselho de administração destacou a evolução que se registou no sector das telecomunicações e tecnologias de informação no país, sobretudo no que toca à qualidade de informação aos utentes.

Em relação ao colóquio, o engenheiro Pedro Mendes, moderador do colóquio, considerou que as comunicações em Angola têm história e começaram no Reino do Congo, estendendo ao Gabão e à República Centro Africana.

Acrescentou que, com a liberalização do mercado, surgiu a necessidade de haver um regulador e potenciar os operários, no sentido de tornar o sector forte.

A Angola Telecom é uma empresa pública de telecomunicações e multimédia fundada em 1992 pelo Decreto nº 10/92 de 6 de Março, como resultado da fusão das antigas empresas estatais ENATEL e EPTEL.

A empresa é detentora de uma licença global para exploração de vários serviços, entre os quais de telefonia móvel, podendo adaptar-se a serviços da rede móvel, de voz, dados e televisão.

Desde 2010 que a Angola Telecom tem em curso um processo de reestruturação que culminará com a sua privatização parcial em 45 %.

O presidente do Conselho da Administração da Angola Telecom, informou na passada terça-feira(28), durante a conferência de impressa, que a empresa que dirige está aberta para a partilha de infraestruturas com a nova operadora de telecomunicações.

A Angola Telecom quer investir na robustez e no desenvolvimento das suas infraestruturas e na parceria com outras empresas do sector, como uma estratégia para melhorar serviços, disse o presidente do Conselho da Administração dessa empresa pública de telecomunicações e multimédia.

Adilson dos Santos salientou que a aposta nas parcerias e subconcessão de serviços a pequenas e grandes operadoras, vai permitir que mais pessoas tenham acesso ao mundo digital.

O responsável referiu que o processo de reestruturação da Angola Telecom continua em andamento, visando a sua modernização e eficiência, mas mergulhada numa fase difícil e desacelerada pelo actual contexto de inflação e pandemia que o país enfrenta, mesmo que tenha deixado claro os “bons indicadores à vista quanto a melhoria nos aspectos comerciais, operacionais e financeiros da instituição”.

“Temos continuado na melhoria e alargamento das nossas infraestruturas e isso significa que conseguimos prestar mais serviços no país e alargar a malha da conectividade, que é também um desafio”, disse. Acrescentou que “estamos, neste momento, em fibra óptica em quase todas as capitais de províncias, com excepção de duas”.

A Angola Telecom pode partilhar as suas infraestruturas com a Africell Global, empresa libanesa, que há dias se tornou na quarta operadora que passa a actuar na telefonia móvel.

“Estamos muito apostados em ser uma empresa de partilha de infraestruturas e se depender da Angola Telecom, a Africell não vai demorar a entrar no mercado, porque a nossa infraestrutura estará disponível, do ponto de vista comercial”, afirmou o presidente do Conselho de Administração da empresa angolana, Adilson dos Santos.

Segundo o responsável, a abertura da Angola Telecom vai concorrer para que a nova operadora “não tenha necessidade de construir muitas vezes ‘sites’, torres e fibras”.

Por não ser oposto à entrada de um novo operador, argumentou, a empresa pública de telecomunicações e a libanesa Africell, têm já realizado “conversas regulares” e “não será um problema para nós, porque não somos antagónicos em relação a isso”.

A Africell Global venceu o concurso público para se tornar na quarta operadora de telecomunicações em Angola, conforme foi anunciado no princípio deste mês.

 

 

 

 

Angola Telecom anunciou ontem(29), a decisão de recuo no processo de subconcessão de exploração da sua licença móvel à empresa Angorascom.

 O processo da referida empresa havia sido concedido em despacho presidencial, datado de 04 de Novembro de 2019, onde de forma excepcional, autorizava a subconcessão do serviço móvel da Angola Telecom, empresa angolana de Telecomunicações, à empresa Angorascom Telecomunicações S.A.

 O motivo de recuo segundo a Angola Telecom, deve-se ao facto de não terem sido cumpridos os pressupostos técnico legais na altura.

 "Infelizmente esses aspetos técnico-legais não deram o seguimento devido a alteração do quadro macroeconómico, e neste momento não daremos mais seguimento à solicitação de autorização para a subconcessão do serviço móvel que exploramos", disse o presidente do conselho de administração da Angola Telecom, Adilson dos Santos.

 Na ocasião, o presidente da Angola Telecom afirmou que, o despacho presidencial colocou todos os intervenientes do sector "em expectativa".

 A decisão vem numa ocasião em que o Estado angolano, por meio da uma comissão, anunciou a libanesa Africell Global como vencedora do concurso público para se tornar a quarta operadora de telecomunicações em Angola.

 

 

Fonte: noticiasaominuto

 

 

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