junho 19, 2021

O Ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, convidou nesta quarta-feira(16), os responsáveis da operadora queniana Safaricom a investirem em Angola com vista a aumentar a competitividade e concorrência no sector das telecomunicações, tendo enfatizado o serviço M-Pesa.

O encontro que decorreu no formato virtual, foi promovido pelo embaixador de Angola no Quénia, Sianga Abílio, a empresa queniana foi representada por Sitoyo Lopokoiyit , Director Geral do M-Pesa África, e por Ogugwa Adegbite, directora de Estratégia e Expansão Internacional do M-Pesa África. 

De acordo com Angop, o ministro convidou os responsáveis da referida companhia a participarem de um seminário que deverá decorrer em Angola, nos próximos tempos, e aproveitarem o momento para estudar formas de criação de parcerias no país.

O Ministro referiu que o facto de que o mercado angolano regista 90% da economia no sector informal, é uma oportunidade para operadora queniana implementar o serviço M-Pesa em Angola, e consequentemente, servir de experiência para as autoridades angolanas.

O M-Pesa foi criada no Quénia, em 2007, e já é usada na Tanzânia, Egipto, Moçambique, República Democrática do Congo, Ghana e Lesoto.

Os cidadãos poderão ter, no decorrer deste ano, o primeiro modelo de passaporte biométrico, que consiste num elemento electrónico de identidade pessoal com design e tecnologia de segurança inovadora e vai substituir o passaporte tradicional, segundo revelações de uma fonte do Serviço de Migração e Estrangeiro (SME) à Angop.

Destinado a autenticar a cidadania dos viajantes, as informações pessoais dos portadores deste tipo de passaporte são armazenadas num minúsculo chip de identificação de radiofrequência (RFID), com os dados e a foto que constam na folha de identidade principal, bem como as impressões digitais colectadas no momento solicitado pelo órgão emissor.

Ao entrar em vigor no país, a intenção é evitar a fraude ou falsificação, tornando o uso do passaporte biométrico praticamente impossível por terceiros, e esta tecnologia já está implementada em vários países do mundo.

"Neste momento estamos a acertar os últimos pormenores tecnológicos para avançar. Pretendemos fazer o lançamento deste passaporte no último trimestre de 2021", assegurou a fonte do órgão regulado pelo Ministério do Interior.

O Portal de T.I, em parceria com o GRUPO MEDIANOVA, realizam no dia 09 do mês de Junho deste ano, a Conferência Criptomoedas - Angola, “Estratégia e visão de futuro”.

As Criptomoedas, são um novo conceito financeiro, tido como uma moeda virtual, que vem conquistando o mercado mundial, com especialistas a considerá-lo “a revolução silenciosa do dinheiro digital universal”.

São visíveis estes sinais em alguns países do nosso continente, nomeadamente Nigéria, África do Sul, Quénia e Camarões, onde o número de usuários cresce a cada dia.

Em Angola esta realidade começa a ganhar espaço e interesse, abrindo horizontes para boas perspectivas e futuros investidores, notando-se um interesse maior e, com o crescimento de uma comunidade, que perspectivam tornarem-se futuros investidores.

Pela relevância actual e perspectiva futura, visando uma abordagem profunda, crítica e aberta sobre o assunto, o Portal de T.I e o Grupo Media Nova decidiram realizar a conferência Criptomoedas-Angola, com o objectivo de partilhar conhecimento, visão, posicionamento de Angola em África, vantagens e desvantagens, assim como o seu eventual uso e a legislação.

Pela pertinência, a conferência será aberta pelo Dr. Pedro Castro e Silva, actual Administrador do Banco Nacional de Angola, em representação de Sua Excelência Governador do BNA, José de Lima Massano.

Inscreva-se aqui para assistir a conferência Criptomoedas - Angola.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis está a transferir todo o acervo sobre petróleo, do formato físico para o digital para melhor gestão das informações da indústria petrolífera em angola. A informação foi avançada pelo director do Gabinete de Gestão de Dados da ANPG, Lúmen Sebastião, numa conferência virtual com o tema "Visão da ANPG na Gestão de Dados" realizado de 27 a 28 de Maio.

De acordo com o técnico do sector petrolífero, o processo ainda está em fase embrionária, mas com objectivos de chegar aos patamares atingidos pela ANPG do Brasil e outras instituições, como as da Noruega e outros países em termos dessa transformação digital, e que os leva a pensar nos custos de gestão de dados petrolíferos que rondam os 6 milhões de dólares para todo o acervo nacional.

De acordo com a Angop, o modelo documental da ANPG que está dividido em dois processos, estando o primeiro ligado a dados técnicos que dão suporte à exploração e produção, e o outro (o segundo) relacionado com a gestão de informações administrativas, essa concessionária angolana está a criar uma plataforma que possa albergar os dois modelos e estudar a melhor maneira de disponibilização dos dados. Mas também aproveitar quer os modelos adoptados no Brasil quer por outras congéneres pelo mundo, para depois trabalhar num protótipo que se encaixará à realidade de Angola.

Na perspectiva de Lúmen Sebastião, a gestão de dados permite aumentar a produtividade e receitas do negócio, assim como ajuda a reduzir os riscos de segurança e prevenir perdas. De igual modo, acrescentou, ajuda a melhorar a qualidade dos serviços que são prestados.

"Se nós quisermos tomar uma decisão mais acertada ao longo de toda a cadeia de negócios, temos de levar em consideração os dados. Não apenas a quantidade destes, mas sim a sua qualidade, muito valorizada na tomada de decisão das instituições, como a ANPG", exemplificou.

Na sequência da atribuição da licença de Prestador de Serviços de Pagamentos à Unitel, o BNA anunciou na passada quinta-feira(27), por meio do seu Administrador Geral, Dr. Pedro Castro e Silva, que o sistema financeiro angolano contará, a partir de 1 de Outubro, com o primeiro serviço de pagamentos instantâneos e transferências monetárias por intermédio de terminais telefónicos.

As declarações, segundo o Jornal de Angola, foram proferidas à imprensa, no final da apresentação do 12º Estudo Anual de Tendências Tecnológicas 2021, um relatório da Deloitte, consagrado ao impacto das tecnologias digitais na economia nacional nos próximos 12 meses.

De acordo com Pedro Castro e Silva, a implementação dos pagamentos instantâneos está inserida nas estratégias adoptadas pelo BNA com base num estudo sobre os modelos de moeda digital disponíveis, com uma primeira etapa focada na percepção do conceito de moeda digital, dando lugar a uma fase de detalhe que vai permitir aferir a viabilidade da introdução de um modelo alinhado à realidade do país.

Pedro Castro e Silva, referiu, por outro lado, que a conclusão do estudo sobre a moeda digital está prevista para o final do ano em curso ou o primeiro semestre de 2022, quando se lançar a solução que irá aglutinar as que já coexistem no domínio das transferências instantâneas, também conhecidas por Mobile Money exclusivas de alguns bancos comerciais.

“O BNA, por intermédio da EMIS, pretende, com este programa, fazer a interligação de todos estes serviços, de modo a que seja possível transferir fundos entre as plataformas e-Kwanza (BAI) e o e-Kumbú (Banco Sol), e a Unitel, à semelhança daquilo que acontece com a banca, em que já se pode fazer transferência de um banco para o outro porque, detrás disso, existe uma infraestrutura tecnológica que permite a inter-operabilidade”, disse.

Numa primeira fase, os pagamentos instantâneos limitam-se a operações entre pessoas, permitindo transferir dinheiro para qualquer província, sem necessidade de uma conta bancária, desde que o indivíduo tenha aderido a um destes serviços, ao passo que, a partir de 2022, será possível efectuar pagamento de serviços como o de energia e todo tipo de compras.


Fonte: JA

Pág. 1 de 20
© 2021 Portal de T.I Todos Direitos Reservados | Telefone: +244930747817 | E-mail: info@portaldeti.com