setembro 18, 2020

Angola - Banca Rumo a tecnologia 4.0

By novembro 21, 2019 0

Por: Ndilu Juliana - Portal de T.I

 

A Comissão do Mercado de Capitais em parceria com a Media Rumo, realizou no dia 20 de novembro no HCTA, a 3ª edição do “Fórum do Mercado de Capitais”.

Com o objectivo de debater e promover temas ligados à dinamização da economia digital em Angola. O evento subordinado ao tema: Mercado de capitais capitalizando a economia 4.0”.

A cerimónia de abertura presidida por sua excelência Ministra das Finanças Dra.Vera Daves de Sousa, disse que o estado angolano precisa aplicar melhor os recursos de que dispõe, e frisou ainda que a tecnologia vem para tornar os processos bancários mais fáceis e acessíveis, porém a sociedade angolana carece de uma literacia financeira tecnológica para capacitar os cidadãos sobre os riscos que as mesmas tecnologias apresentam, visto que o futuro será tendencialmente digital.

Kátia Lopes, Directora Geral da Media Rumo afirma que a Media Rumo acompanha o crescimento do tecido empresarial nacional, estimula e revela o que de melhor se faz em Angola nas áreas de gestão de negócios e que o mercado 4.0 abre um porta de oportunidades.

O fórum teve cinco painéis onde foram abordados temas como: Privatizações em Angola Vs a transforamação digital neste painel, Patricio Villar PCA da IGAPE abordou a probabilidade da privatização tornar-se um meio para a transformação digital.

A disrupção tecnológica no sector financeiro, onde José Garrido representante da KPMG frisou que as utilidades nucleares dos bancos confiança e segurança, passaram para as tecnologias. É necessário que os bancos tradicionais introduzam as tecnologias que vão surgindo para os seus sistemas para a melhoria e crescimento dos negócios, foi mais além falando que os órgãos reguladores devem antecipar-se nas questões tecnológicas, para que possam posicionar-se no mercado.

O evento teve duas mesas redondas em que na primeira esteve o representante da Angola Cables António Nunes, Ottoniel Santos - Bodiva, André Bastos Mota - Finantech, Rui Oliveira - BFA sob a moderação de Kiesse Canito discutiu-se a Capitalização da economia 4.0 via mercado de capitais onde referiu-se que o mercado de capitais é complexo para as indústrias 4.0. Há estágios para a capitalização de startups e que elas devem mostrar que valem a pena capitalizar, pois é um investimento de riscos.

Já no último debate do dia tratou-se de questões que tem que ver com Cibersegurança - estratégia para o mercado de capitais.

A cibersegurança não deve ser apenas uma questão da área de IT das empresas, mas de todos os gabinetes de decisão e que cada organização devia criar uma área para questões de respostas a ataques cibernéticos que possam surgir.

Akiules Neto representante do IGAPE e Nelson Nascimento representante da Mstelcom, emitiram uma opinião unânime dizendo que 70% dos ataques cibernéticos acontecem internamente, mas são feitos por colaboradores que não têm noção do dano que possa causar a tal acção e não por má fé. Foram os intervenientes deste painel: Nelson Nascimento - Mstelcom, Leivan de Carvalho - EMIS e Akiules Neto – IGAPE.

O discurso de encerramento esteve a cargo do PCA da Comissão do Mercado de Capitais Dr. Mário Gavião que aquando do acto disse que as novas tecnologias trazem promessas de um sistema financeiro mais eficiente e rápido, custos mais baixos comparando com os bancos tradicionais.

“ As novas tecnologias trazem promessas de riscos associados à segurança de dados”. Disse.

As novas tecnologias se usadas da maneira correcta vêm como uma solução e melhoria para os processos bancários.

Editor

Jovem apaixonado pela tecnologia e inovação.

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