setembro 27, 2021

Imagens de satélite podem ajudar no combate à pesca ilegal

By setembro 08, 2021
Imagens de satélite podem ajudar no combate à pesca ilegal Imagem: D.R

A informação foi avançada, ontem (7), pelo Engenheiro de Sistemas Espaciais e especialista em Balística – Marco Romero, aquando de um debate, do programa Conversas 4.0, na LAC (Luanda Antena Comercial).

Marco Romero destacou que “a área de responsabilidade marítima alocada a Angola, a nível do mar, é duas vezes e meia superior aos nossos 1.246.000.700 km². “Se neste território Marítimo, nós conseguimos ter 10 toneladas por dia, que não contribuem para o PIB nem para a população então não temos capacidade de controlo fronteiriço”, afirmou, Marco Romero. Acrescenta, “não é por falta de meios, mas sim por uma fina e fraca coordenação desses meios”.

Também considerou que a capacidade para se fazer o controlo fronteiriço constantemente não seria possível fazendo somente recurso às aeronaves. “Nós não vamos ter uma aeronave a fazer constantemente o varrimento deste perímetro, precisamos de satélite com uma maior permanência”, disse.

Considerou ainda o especialista que, com uma imagem do satélite, ou com uma constelação de satélite, em uma semana, com custos relativamente equiparados e com resultados de resolução, solucionaria grande parte dos problemas registados no controlo fronteiriço.

O debate também mereceu a participação de Messias Bumba - Doutor em Engenharia Aeronáutica, pela Cambridge University, que falava sobre a necessidade de se manter a segurança dos espaços marítimos e aéreos sob formas de garantir um ambiente de negócio saudável.

“O conceito da segurança, para o cidadão nacional e estrangeiro, do ponto de vista da actividade comercial ou económica, é o elemento fundamental. E quando você me dá a segurança de que o seu espaço marítimo e aéreo são óptimos para realizar actividades, estás a mostrar a sua competência geopolítica, como país e também como um bom potencial económico para ser aproveitado”, disse.

Marco Romero sugere a introdução de um “portal do mar”, com capacidade para registar todo recurso humano existente naquele perímetro para maior e melhor controlo.

“Estamos a falar de concreto, de investimentos na ordem dos 200 a 300 mil dólares para podermos ter actividades piscatórias cadastradas e para podermos inspeccionar todos activos e passivos marítimos; para podermos gerir toda actividade cadastral de inspecção e vigilância marítima noutra dimensão”, disse.

 

 

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Fernanda Gonga

Comunicológa| Escritora| Radialista| Gestora de Comunicação e Marketing no Portal de T.I

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