setembro 27, 2021

Engenheiros admitem lacuna nas infra-estruturas para segurança dos espaços aéreos e marítimos

By setembro 07, 2021
Engenheiros admitem lacuna nas infra-estruturas para segurança dos espaços aéreos e marítimos Imagem: D.R

O Programa Conversas 4.0 da LAC (Luanda Antena Comercial) reuniu, na manhã desta Terça-feira (07) especialistas como, Messias Bumba - Doutor em Engenharia Aeronáutica, pela Cambridge University e Marco Romero - Especialista em Balística e Engenheiro de Sistemas Espaciais, para debaterem sobre o Impacto da Tecnologia no Controlo Fronteiriço, Marítimo e Aéreo em Angola.

Dada a extensão territorial de Angola, o moderador do debate, Edilson Almeida, manifestou a necessidade de se manter um controlo fronteiriço em todo território nacional e começou por endereçar a palavra ao especialista Messias Bumba, que prontamente introduziu que “todo o estado ou nação tem a obrigação de salvaguardar e assegurar, fazer cumprir e cumprir o espaço marítimo sobre a sua jurisdição, no que tange as embarcações e frotas”. Angola é um espaço geográfico que possibilita a realização de muitas rotas fronteiriças e isso remete-nos à uma responsabilidade, na visão da vigilância e segurança operacional marítima. Tudo isso é assegurado pela lei 14/19 que permite o estabelecimento da segurança e vigilância dos espaços”, acrescentou.

Marco Romero, que também trabalha com Geo-inteligência aplicada ao sector marítimo e áreas associadas, explicou como os avanços tecnológicos auxiliam no controlo fronteiriço. “A necessidade da salvaguarda dos espaços aéreos e marítimos é feita atendendo ao registo das explorações ilegais, a entrada das pessoas e dos meios que vão permitir, não só essa exploração ilegal, mas também a instabilidade. A primeira função da tecnologia é detectar. Trata-se de uma dimensão que não pode ser coberta por homens; e isso requer um sistema integrado onde, tecnologia tem de conseguir detectar todos os meios, activos e passivos, aviões, lanchas, imagens de satélite e depois interpretar para intervir de maneira rápida, precisa ou robusta”, disse.Messias Bumba disse ainda que os avanços tecnológicos dão visibilidade a qualquer acção ilícita, tanto na mobilidade marítima como aérea. “Isso permite conhecer melhor as suas origens, de formas que a actuação seja levada a cabo com uma metodologia persuasória para prevenir maiores danos”.

Ao longo da sua abordagem admitiu que em Angola não tem havido equipamento suficiente e pessoas formadas a altura para o trabalho do controlo fronteiriço. “Precisamos de uma plataforma integradora que engloba todos os sistemas para haver a capacidade de se fazer a interferência da visibilidade que precisamos. E nós, na realidade, ainda não conseguimos esses elementos”, disse Messias Bumba.

Doutor Bumba, embora ter considerado haver um déficit de infra-estruturas de controlo fronteiriço nacional, acrescentou ainda que a necessidade da aquisição de equipamentos de controlo é um desafio global.

Na sua visão, Marco Romero admite existir infra-estruturas no país mas que apresentam uma certa lacuna e, por isso, aponta pela necessidade de mais investimentos no processo de cobertura e articulação, atendendo as actividades ilícitas que se praticam constantemente. “Por dia, perdemos 10 toneladas de peixes, capturados de forma ilegal.

O programa Conversas 4.0 acontece todas as Terças-Feiras, na LAC (Luanda Antena Comercial) das 10 às 11horas, sob moderação de Edilson Almeida.

 

 

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Fernanda Gonga

Comunicológa| Escritora| Radialista| Gestora de Comunicação e Marketing no Portal de T.I

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