outubro 28, 2021

Francisco Pinto Leite considera que preços praticados nos serviços de internet em Angola são proibitivos

By setembro 03, 2021
Francisco Pinto Leite considera que preços praticados nos serviços de internet em Angola são proibitivos Imagem: D.R

Numa entrevista, hoje, na rádio MFM, o Director da ITA (Internet Technologies Angola), Francisco Pinto Leite, abordou sobre várias questões relacionadas à internet em Angola, tendo considerado que o país se encontra numa posição retrógrada, comparado aos demais países, em que os seus preços de internet estão muito mais baixos.

“Temos três cabos; um, no fim do seu ciclo de vida e dois que são geridos por outro operador de cabos submarinos, que acaba por condicionar muito os preços gerais de internet. Porque, na realidade, os preços praticados e o serviço internacional, em Angola, são absolutamente proibitivos”, disse.

Queixou-se ainda da interdição que têm os operadores dos serviços da internet. “Aqui em Angola, o acesso aos cabos submarinos não são abertos aos operadores. Nós somos obrigados a comprar a capacidade aos gestores de cabos submarinos; essa que custa 20 vezes mais do que o preço, no mercado africano. Isso condiciona os preços da internet. Concluiu o Director, " neste país, 10 Gbps, já custou cerca de 240 mil dólares, quando lá fora se compra a 30 mil dólares”.
Admitiu que esta realidade tem que ver com as estratégias de investimentos nos cabos submarinos e que condicionam todo ecossistema, em Angola.

Ao longo da sua abordagem, Francisco Leite apontou ainda para algumas soluções. “Nós podemos fazer alguma coisa rápida. Por exemplo, se houver medidas de utilização dessas infra-estruturas de fibra óptica, nós podemos rapidamente desenvolver o país. Acrescentou que, “o país não pode continuar refém de estudos e de consultores vindo de outras paragens, quando aqui tem gente que conhece do sector e pode dar o input necessário”.

A nível de infra-estruturas, o Director da ITA defendeu haver a necessidade da sua construção, sendo ela de transmissão fibra óptica, micro-ondas ou via satélite. Falou ainda sobre construção de mais data centers, com redundância, para se ter o aspecto da soberania, no país.

No final da sua abordagem, Francisco Pinto Leite salientou também a necessidade da integração regional, em termos de conectividade, uma vez que “Angola continua Ilhada”.

“ Nós temos de fazer parte de uma malha real, dentro da SADC, para começarmos a comunicar, em primeira instância, na nossa zona e depois alargarmos, a nível africano e a nível mundial”.

Fernanda Gonga

Comunicológa| Escritora| Radialista| Gestora de Comunicação e Marketing no Portal de T.I

© 2021 Portal de T.I Todos Direitos Reservados | Telefone: +244930747817 | E-mail: info@portaldeti.com