julho 30, 2021

Spyware Israelense espionou vários jornalistas e activistas do mundo

By julho 20, 2021
Spyware Israelense espionou vários jornalistas e activistas do mundo Imagem: D.R

Uma investigação revelada neste Domingo(18) por um consórcio de organizações de mídia, apurou que, pelo menos, trinta e sete smartphones de jornalistas, activistas de direitos humanos e executivos, foram visados por um spyware de nível militar” que foi licenciado por uma empresa israelita denominada NSO Group.

De acordo com a reportagem da CNN, os números de telefones estavam em uma lista de mais de 50 mil números de indivíduos. O spyware Pegasus consegue driblar senhas para capturar dados do telefone, sem conhecimento do usuário.

Na referida investigação, denominada por Projecto Pegasus – que contou com a ajuda da Amnistia Internacional e da Forbidden Stories, uma ONG sem fins lucrativos de jornalismo com sede em Paris – foram identificadas “mais de 1.000 pessoas em mais de 50 países de quatro continentes: vários membros da família real árabe, executivos do sector privado, 85 activistas de direitos humanos, 189 jornalistas e mais de 600 políticos e funcionários públicos.

Da lista dos órgãos de comunicação cujos jornalistas foram visados, consta a rede CNN, as agências The Associated Press, Voice of America, Bloomberg News, os jornais “The New York Times”, “The Wall Street Journal”, o francês “Le Monde”, o britânico “Financial Times” e a rede Al Jazeera, do Qatar.

Em uma longa declaração à CNN, a empresa NSO Group negou veementemente as descobertas da investigação, dizendo que vende suas tecnologias exclusivamente para agências de segurança e de inteligência de governos devidamente examinados com o único propósito de salvar vidas por meio da prevenção de crimes e actos terroristas.

“A NSO não opera o sistema e não tem visibilidade para os dados”, refere o comunicado da empresa, tendo acrescentado ainda que, "ela continuará a investigar todas as alegações confiáveis de uso indevido e irá tomar as medidas adequadas com base nos resultados de tais investigações".

Desenvolvido há uma década com a ajuda de ex-ciberespiões israelitas, o spyware foi projectado para contornar facilmente medidas de privacidade típicas de smartphones, como senhas fortes e criptografia.

Joaquim Cassicato

Técnico de telecomunicações & Redactor.

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