janeiro 24, 2021
Moreira Bastos

Moreira Bastos

É um jornalista que procura actualizar-se sobre novas tendências tecnológicas. Defende que as TICs revolucionaram a forma de fazer comunicação e neste aspecto, é mais fácil informar e mostrar o leitor sobre as suas vantagens.

O Presidente da República, João Lourenço, manifestou o desejo de ver o mais breve possível as condições criadas para o uso de veículos eléctricos no país e para o efeito, ordenou a criação de uma comissão multissectorial, coordenada pelo ministro dos Transportes, que irá tratar de toda a regulamentação legal e administrativa.

De acordo com a publicação do Novo Jornal,  o documento que já se encontra em decreto presidencial, "advém da necessidade de colocar o país em alinhamento com as boas práticas internacionais, relativamente à adopção de novos modelos para a mobilidade, que sejam capazes de reflectir a sustentabilidade ambiental", lê-se no decreto presidencial, que tem o objectivo de explorar a relação com a rede eléctrica e maximizar as vantagens da energia produzida a partir de fontes renováveis, dando segmento ao desenvolvimento da sociedade.

Na perspectiva de João Lourenço, "a constituição vai colocar Angola na vereda do crescimento e desenvolvimento tecnológico" e fazer parte de um leque de países que usam as TICs para preservar um meio ambiente menos poluído.

Apresentar estratégias para a electro-mobilidade, propor o enquadramento legal adequado para a execução dessa estratégia, definir o modelo de serviço de negócio e de implementação da rede piloto e suas componentes industriais, gestão e coordenação da execução e formas de financiamento, são as atribuições que a comissão tem para trabalhar e dar credibilidade a pontenciais investidores no ramo, processado a um prazo de 180 dias, para apresentar ao Titular do Poder Executivo o relatório final.

"A adopção da electro-mobilidade permite a atracção de novos investimentos tecnológicos no sector energético, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida nos centros urbanos, aliado ao Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, o Acordo de Paris, bem como a Agenda África 2063, no que toca à promoção da mobilidade urbana e a sustentabilidade ambiental", acrescenta o Presidente da República em decreto.

Os Ministérios das Finanças, Administração do Território, Energia e Águas, Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cultura, Turismo e Ambiente, Recursos Minerais, Petróleo e Gás, e da Indústria e Comércio, estarão no auxílio a Ricardo d'Abreu, responsável da pasta que orienta e regula o transporte nacional, que já trabalha na criação de soluções técnicas necessárias para a implementação de uma rede de pontos e sistema de gestão de carregamento de veículos eléctricos.

Depois dos rumores de um suposto desaparecimento desde o passado mês de Outubro, Jack Ma foi visto pela primeira vez este ano, num vídeo que circula no site do jornal chinês Tianmu News, onde aparece na sua terra natal (Zhejiang), a cumprimentar uma centena de professores rurais seleccionados para um prémio.

Sem mencionar o motivo do seu desaparecimento, o fundador da gigante electrónica Alibaba, explicou que nos últimos seis meses, tem participado activamente no processo de selecção de professores para o prémio que apresenta, completando com o periódo sem aparições públicas.

"Quando terminar a pandemia, voltaremos a nos encontrar", afirma Jack Ma, diante do evento que provavelmente seja a sua mais recente ocupação, desde que deixou a presidência da Alibaba de 2019 para 2020, não exercendo quaisquer cargos executivos, embora seja accionista maioritário.

De lembrar que o bilionário não aparecia em público desde os finais de Outubro de 2020, chamando atenção à imprensa internacional que especulou sobre o seu paradeiro, chegando ao ponto de utilizar o termo "desapareceu" após o choque com o Governo chinês, que forçou a suspensão, em Novembro, da Oferta Pública Inicial da sua empresa Ant Group.

Considerado por muitos como o grupo que seria objecto da maior oferta pública de aquisição da história. O projecto foi abaixo porque jack Ma tinha feito um discurso altamente crítico da estratégia de Pequim em minimizar os riscos no sistema financeiro e dos bancos tradicionais, que, segundo o empresário, ainda são geridos como "lojas de penhores".

Novembro do ano passado foi o mês que os rumores do seu desaparecimento cresceram, assim que não voltou a participar como juiz no programa televisivo "Heróis de Negócios em África", fundado por si, e naquele momento foi substituído por outro executivo da sua empresa.

Nas últimas semanas de Janeiro, fontes familiarizadas com o processo disseram à agência espanhola de notícias, Efe, que o bilionário estava a tentar manter um "baixo perfil", mas estava "bem", enquanto chamavam "infundados" os rumores de que tinha sido preso ou que as autoridades o tinham proibido de sair da China.

O programa Conversas 4.0 desta terça-feira (19), foi marcado pela presença do cantor e empresário Big Nelo e o músico Heavy C como convidados, e António Pinto na condição de convidado de residente, onde debateram o tema "A indústria musical e os desafios da transformação digital". 

Em nota introdutória, o moderador Edilson Almeida, frisou que com o passar dos tempos e agora com as novas tecnologias, os músicos mais ousados têm a tendência de manterem-se no circulo com as novas ferramentas, uma vez que na Europa, Ásia e América, muitos já usam as tecnologias para escalarem os seus objectivos e oferecer as suas propostas musicais.

Em resposta a primeira questão do moderador, sobre como a indústria musical em Angola está a ser impactada pela transformação digital, Big Nelo assegurou que o impacto abrange em todos os sentidos apesar do processo longo, porque Angola é agora dos poucos países que ainda comercializa CDs, mas os músicos têm agora a tarefa de se readaptarem face aos novos avanços.

"Países africanos como a Nigéria e África do Sul que já estavam muito avançados na altura, já tinham uma plataforma diferente, uma vez que por lá os direitos autorais já funcionam. Os artistas já perceberam que o futuro da música passa pelas plataformas digitais ", alegou o CEO da Karga Music, apontando que em Angola ainda não se ganha o dinheiro que se pretende com os formatos digitais, tendo adiantado que dentro de cinco anos, não se falará de outra coisa a não ser das plataformas que já existem e as que vão existir.

Na visão de Big Nelo, os angolanos fazedores de música desconhecem a realidade, mas admite que já existe um passo considerável dos empresários do sector. "É uma coisa nova para a maior parte das pessoas, mas defendo que não tarda para chegarmos a este ponto. Já podemos ver os lives e artistas a ganharem dinheiro através do YouTube, apesar da nossa internet ainda não atingir o nível desejado", defendeu.

Já Heavy C ao debruçar-se sobre os desafios que a indústria musical enfrentou no ano de 2020, sobretudo na transformação digital, argumentou que hoje os músicos saíram dos grandes palcos para adaptarem-se às novas tecnologias, apesar de vivermos nesta fase em que a internet em Angola é o calcanhar de Aquiles.

"A digitalização é um fenómeno que ninguém trava. E os artistas têm de se organizar, digo isto não só na música, mas de forma geral. Portanto, é um mal necessário, este processo é como uma actualização de software tal como os computadores. Hoje em dia já não existem pentium I ou IV pois sofreram actualizações ", observou.

Como apreciador de música, António Pinto, destacou que desde o fim dos anos 90 que a nossa música sofre grandes transformações nas rádios e televisões e é óbvio que com o advento da internet alterou-se ainda mais o modo de consumo.

"O coronavírus teve um impacto brutal na indústria musical e eu acho que só veremos uma luz no fundo do túnel no final deste ano ou em 2022, e de certa forma, estamos a criar uma nova forma de consumo cultural", disse o convidado residente, concluindo que, "as redes sociais estão cada vez mais a ser as relações públicas dos artistas para exporem os seus trabalhos e o seu dia-a-dia. Nós como ouvintes, compramos este pacote completo de toda esta interação dos músicos com os fãs e a tecnologia 5G vai dar um empurrão forte na questão da qualidade e o consumo através dos samartphones e tablets, e a música vai tirar partido desta componente tecnológica, pois no futuro teremos coisas ligadas a inteligência artificial também e o aprendizado de máquinas que vão alterar os gostos das plataformas de streaming em função das nossas playlist".

Na recta final do debate, Heavy C considerou que os artistas angolanos vão viver nos próximos tempos uma espécie de "assassinato musical", porque basta ligar a televisão e ver que o mundo transformou-se.

"Os músicos devem pensar fora da caixa, têm de se formar bons técnicos e esta dimensão também passa como uma actualização de dados para que as pessoas estando em casa tenham uma melhor apreciação em termos musicais", sugeriu o produtor.

O debate no Conversas 4.0 decorre todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas, com a moderação de Edilson Almeida e tem continuidade também as terças-feiras, em formato de Live, na página do Facebook do Tech 21 Africa.

Roberto Mukeba, de apenas 12 anos de idade, natural do Bengo, chamou recentemente a atenção da população local ao inventar uma pilha de longa duração, feita a base de materiais reciclados. Mesmo sem as condições ideais para desenvolver o seu trabalho, o adolescente faz jus a um dom descoberto aos oito anos de idade.

Apesar de tão novo, o pequeno já carrega em seu curriculum o 1º lugar da sua província no concurso da Feira do Inventor e Criador Angolano, valendo como prémio uma bolsa de estudos na Alemanha, pórem, Roberto continua aguardando a chegada deste momento para aperfeiçoar o seu talento, e no futuro contribuir para o desenvolvimento do país.

As dificuldades enfrentadas pela falta de energia eléctrica, de um aparelho de música e outros em sua casa, fizeram com que o jovem, sempre enveredasse no mundo da inovação e invenção.

"Desde sempre procuro saber de tudo um pouco", começou por dizer o adolescente em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA). "Descobri a habilidade de inventar em 2016 quando frequentava a 4º Classe, onde eu fiz o meu primeiro projecto, que foi uma central eléctrica de energia permanente", exclareceu Roberto Mukeba, sobre o seu percurso até a sua recente criação, cujo segredo é feito por meio de reacções sob um tubo de canalização.

"Arranjei um tubo e cortei por cerca de dez centímetros e em seu interior fiz uma composição química. Após o processo, reciclei uma pilha normal retirando as extremidades dos lados positivos e negativo, dando no fim uma corrente eléctrica durável graças aos elementos químicos", explicou.

Agora a frequentar a 8º Classe, Roberto tem várias invenções na sua galeria, que são bastante admiradas por familiares, amigos e vizinhos.

"Houve um momento em que não havia aparelho musical na sua casa e ele inventou um método alternativo a base de uma caixa sob um microfone. Impressionou-nos bastante e tivemos aquela curiosidade para saber como aquilo funcionava", contou uma testemunha, moradora da mesma localidade que o adolescente.

O New York Times, anunciou recentemente que, dos 18,5 milhões de bitcoins existentes em circulação, cerca de 20 por cento (avaliadas em 140 mil milhões de dólares) estão em carteiras perdidas ou inacessíveis de alguma forma.

De acordo com os dados da empresa Chainalysis, onde os serviços de recuperação como os da Wallet Recovery Services, têm registado um aumento de pedidos dos clientes neste sentido, já que a criptomoeda tem batido sucessivos recordes de novo valor máximo por unidade.

Da lista de clientes que poderão perder fortunas, consta o programador alemão Stefan Thomas, residente em São Francisco, nos EUA, que tem passado noites de insónia a tentar lembrar-se da palavra-chave da sua conta Bitcoin com mais de 7000 unidades da criptomoeda, que convertidos em euros rondam cerca de 200 milhões. O referido programador já falhou oito tentaivas, restando-lhe apenas duas hipóteses para conseguir desbloquear o acesso.

O limite de dez tentativas é imposto pela IronKey, hardware que contém as chaves privadas para a carteira digital de Thomas e que cifra, de forma irreversível em teoria, os dados da unidade de armazenamento.

Um outro usuário que também poderá perder a sua fortuna, segundo o New York Times, é Brad Yasar que terá passado centenas de horas a tentar reentrar nestas carteiras, apontando que o executivo começou nos primórdios do Bitcoin a minerar a divisa digital e estima ter centenas de milhões de dólares neste tipo de moeda. Agora, os discos rígidos que as contêm estão arrumados em sacos selados a vácuo e fora da vista.

Dificuldades do género, devem-se à própria estrutura central do Bitcoin, idealizada por Satoshi Nakamoto, que pretende dar a qualquer utilizador a possibilidade de abrir uma ‘conta bancária’ online e guardar o seu dinheiro, sem que qualquer governo ou banco possa regular ou controlar.

Já o empresário Diogo Monica, responsável pelo lançamento da startup Anchorage em 2017 para ajudar os investidores a gerir as suas carteiras virtuais, explica que mesmo “investidores sofisticados têm sido completamente incapazes de fazer qualquer gestão de chaves privadas”.

No caso do programador alemão Stefan Thomas, recebeu as seus Bitcoins em 2011 como pagamento por ter criado uma animação chamada “What is Bitcoin?” e acabou por perder as chaves digitais nesse mesmo ano. Thomas arrepende-se agora de ter pensado sequer em ser o seu próprio banco e não ter uma instituição que possa recorrer para recuperar o acesso ao valor correspondente em dinheiro

O Bitcoin é gerido por uma rede de computadores que seguem uma estrutura de software com todas as regras da criptomoeda e que inclui um algoritmo complexo que torna possível a criação de uma morada e associá-la a uma chave privada, que são conhecidos apenas pela pessoa que criou a carteira.

O Conversas 4.0 desta semana, trouxe em abordagem o tema: “ICO como alternativa de investimento em criptomoedas” e teve como convidado, o CEO da Yetubit Exchange, Euclides Manuel, que falou desta nova forma de economia que permite a captação de recursos de forma simples, barata e inovadora.

O ICO, que na sigla em português significa "Oferta Inicial de Moedas", refere-se ao universo de criptomoedas que aos poucos domina o mundo em termos de operações financeiras de forma fácil.

Euclides Manuel, respondendo a primeira questão do apresentador Edilson Almeida, começou por dizer que, "neste momento existem mais 8 mil unidades criadas pelo mundo, mas o Bitcoin tem uma diferença enorme por ser a primeira criptomoeda descentralizada desde o ano de 2009 e tem a adopção massiva por dominar mais de 60% do mercado de criptomoedas a rondar os 900 mil milhões de USD, o que lhe dá a fama de 'Ouro Digital'", defendendo que uma criptomoeda é criada para um propósito e é nesta vertente que surge a sua unidade com o nome Yetucoin para os angolanos amantes deste serviço.

Sobre como irá se posicionar a primeira moeda digital angolana fundada por si, Euclides Manuel deposita confiança na população, o mesmo que acontece com a maior criptomoeda do mundo.

"Tudo depende da comunidade, o mesmo que se dá ao Bitcoin. Mas ela ajuda todo o mercado de criptomoedas quanto ao seu crescimento ou desvalorização no momento, ou seja, quando o Bitcoin cresce a Yetucoin também cresce, mas tudo pela adesão da comunidade", explicou o desenvolvedor de Blockchain, alegando que, a sua criptomoeda em Angola vem com um protocolo que beneficia a sociedade na resolução dos problemas.

"Quando se lança uma ICO, a equipa por trás deste projecto já tem longos anos de trabalho e não é alguém que sai agora para o mercado. Como exemplo temos a Yetucoin que já existe há 4 anos", frisou Euclides Manuel, acrescentando que uma ICO também pode see criada para uso pessoal, mas para criptomoedas, é necessário mais visibilidade ao nível de uma grande empresa.

"Em Angola o problema é a pequena comunidade. Em associações activas para criptomoedas, há somente seis mil membros, o que é demasiado pequeno para uma população com mais de 30 milhões de habitantes. E a comunicação social deve trabalhar na divulgação deste serviço e que apareçam investidores", apelou o fundador da Yetucoin.

Questionado por Edilson Almeida se a primeira criptomoeda angolana terá dificuldades em se afirmar face às resistências de muitos países, Euclides Manuel, alega que a Bitcoin só não é aceite pelas entidades governamentais e grandes instituições financeiras, porque nas criptomedas não existe a censura.

Para o fundador da Yetucoin, o governo angolano ainda não decidiu se adopta o uso de criptomoedas, e por enquanto não se pronuncia sobre a questão.

Euclides Manuel destacou que não haverá problemas futuros, porque a Yetucoin não precisa de governos para existir", explicando que a Yetucoin não é o Kwanza variado ao Banco Central, regulado pelo Banco Nacional de Angola (BNA). “A Yetucoin vai precisar apenas da opinião do BNA caso o governo queira usar para o envio de remessas internacionais, o que a Yetubit Exchange mostra-se aberto para parcerias”.

O debate Conversas 4.0 decorre todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas, com a moderação de Edilson Almeida e tem continuidade também as terça-feiras, em formato de Live, no Facebook do Tech21 Africa.

A Associação de Jovens Voluntários Empreendedores de Engenharia Informática (AJVEEI), vai formar este ano na província do Uíge, 1500 jovens para a área de Tecnologias de Informação (TI), visando fomentar a inclusão do uso deste método naquela localidade e motivar a sua juventude ao modernismo.

A formação profissional para as TI serão gratuitas na probabilidade de fazer mais e melhor que o ano passado, que registou 1300 formandos nesta franja, sob uma iniciativa que já é louvável, onde engenheiros cem por cento capacitados em diversas habilidades técnicas seguindo as normas actuais, despertam a vantagem de mudar e inverter quadros com a ajuda da tecnologia.

Criado em 2018 e constituído por 589 membros, dos quais 39 são fundadores, a Angop testemunhou na Sala de Reuniões da Caixa Social no município do Uíge, a cerimónia da AJVEEI, ocorrido a 7 de Janeiro, com o objectivo de apresentar os planos para 2021 e o principal destaque foi a nomeação do PhD Virgílio Cordeiro como presidente da associação e já lançou como desafio, expandir o processo de formação em toda a província.

"Estão em curso a capacitação de 400 jovens que permitirão a expansão deste processo nos 16 municípios da província", confirmou o novo responsável do projecto, que recebeu conselhos do vice-governador do Uíge para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, António Mutunda, para um maior empenho e determinação, com vista a alcançar os objectivos preconizados.

Hafiz Kanu é um cidadão da Serra Leoa residente nos EUA e esta semana, está em todos os cartazes graças ao aplicativo Supfrica criado por si, composto com os mesmos recursos que o WhatsApp, porém, acredita-se que a sua funcionalidade é duas vezes mais rápida.

Uma fonte citada pelo site The African Dream, aponta que enviar uma mensagem no Supfrica ou efectuar uma chamada de voz e vídeo no continente africano, é um feito de alta qualidade e mais rápido que o WhatsApp.

De realçar que o aplicativo foi desenvolvido pela marca Techfrica, empresa sob propriedade de Hafiz Kanu, que já colocou o produto a disposição dos utilizadores desde o passado dia 11 de Dezembro e não demorou para ganhar a simpatia da comunidade africana após uma publicação no Facebook no dia 5 de Janeiro, que rendeu até ao momento 19 mil downloads na Play Store.

Com este trabalho, o Supfrica torna-se no aplicativo mais rápido feito por um serra-leonês, está entre os projectos tecnológicos de África mais comentados pelo mundo e esta semana, surpreendeu ao estar na classificação número um dos principais aplicativos gratuitos na Play Store, reservado para apps de mensagens como o WhatsApp, Messenger, Facebook, Telegram e WeChat.

Eis as definições e recursos do Supfrica que estão a superar a concorrência:

- As chamadas de voz e vídeo no Supfrica são mais rápidas, baratas e audíveis.
- Pode-se encaminhar mensagens para mais de 20 contactos em simultâneo, ao contrário do WhatsApp.
- Pode-se criar um grupo Supfrica e adicionar um número ilimitado de contactos ao seu grupo, ao contrário do WhatsApp.
- Pode-se usar 2G, 3G e 4G perfeitamente sem dificuldades ou cortes ao fazer chamadas de voz e vídeo.

A gigante do mundo informático tem um projecto para o futuro de reencarnar digitalmente uma pessoa que já faleceu através do Chatbot, método tecnológico criado com base em dados sociais constituído por imagens, áudios, posts em redes sociais e mensagens de pessoas específicas.

De acordo com a revista Forbes, a Microsoft registou uma nova patente que estuda esta possibilidade e assim que for lançado, será construido um perfil da pessoa a escolha do utilizador, correspondendo uma entidade passada ou presente (morta ou viva), como exemplo, um amigo, um parente, um conhecido, uma celebridade, um personagem fictício ou uma figura histórica, tudo num programa computadorizado que também possibilita treinar uma versão digital do usuário mesmo antes de morrer.

A notícia gerou comparações com a série da Netflix "Be Right Back", que conta a história de uma mulher que compra um robô com inteligência artificial capaz de imitar a aparência e o jeito de seu falecido marido baseado em dados sociais, os mesmos citados na patente da Microsoft.
Segundo a patente da marca tecnológica, explica que o próprio utilizador terá a liberdade de criar e treinar um robô a sua versão digital e ao longo do processo a máquina será capaz de imitar as características individuais de uma pessoa, como o estilo, dicção, tom, voz, intenção, complexidade do diálogo, tópico e consistência.

Dias depois do registo, o projecto está a levantar polémicas e implicações relacionadas à privacidade de algumas pessoas, uma questão ainda não abordada na patente.

Num artigo do site Protocol acerca da novidade, levanta exemplos se pessoas que irão usar o sistema terão o direito de optar em terminar a sessão; se os parentes das pessoas falecidas seriam capazes de impedir que alguém transformasse os seus entes queridos em chatbots; ou se pessoas ainda vivas poderão optar por não participar do sistema e impedir que os seus dados sejam utilizados por outros para criar versões digitais indesejadas.

A organização internacional Global Shapers, do Fórum Económico Mundial (FEM), está a dar oportunidade à crianças carentes para aprenderem sobre TIC, seus segredos, praticar e descobrir uma habilidade nesta área, que está inserido no programa "Realizando Sonhos".

"O programa surgiu com o objectivo de identificar as crianças que têm necessidades e sonhos, bem como pessoas interessadas e capazes de realizar estes desejos, criando assim uma Angola onde cada um tem a oportunidade de sonhar com a liberdade e a segurança que o mundo oferece", afirmou o jovem mentor em entrevista ao Portal de T.I.

A primeira actividade designada "Natal Tecnológico", foi realizada no passado dia 20 de Dezembro, tendo reunido mais de 40 crianças do lar de acolhimento Dom Bosco - Casa Mamã Margarida, para um dia com arte, educação, ciência e tecnologia para robótica, programação, electrónica, química, física, aeromodelismo, matemática, música, informática, artes e exposição de experimentos.

"Foi uma actividade que causou um grande impacto e possibilitou saber mais sobre a grande responsabilidade social que temos para com as crianças e a sociedade. Serviu também para rastrear os seus sonhos de modo a facilitar a concretização dos mesmos", frizou Bamba Diakanda, assistente social e curador do projecto.

A iniciativa está a ser apadrinhada por um grupo de jovens intelectuais e instituições politécnicas denominado por "Anjos da Guarda", com o objectivo de elevar as crianças a terem o privilégio de aprender muitas coisas ligadas às ciências e tecnologias para libertar os seus conhecimentos e descobrir as suas habilidades.

Para 2021, o curador do "Realizando Sonhos" deixa as portas abertas à organizações públicas e privadas para abraçarem a causa e para já, entra o novo ano com

o propósito de levantar os sonhos das crianças que precisam ser realizados; mapear os centros e as crianças que farão parte do projecto; criar um website; trabalhar no processo de apadrinhamento e realizar os sonhos nos três níveis desejados: Pequeno, Médio e Grandes Sonhos.

"As crianças são a renovação que tanto procuramos no nosso dia-a-dia. Acreditamos que juntos somos mais fortes e queremos trabalhar para um futuro melhor e vermos aqueles "olhinhos" a brilharem.

"O objectivo é transformar jovens em pessoas melhores no futuro, porque não há melhor coisa que apostar na formação", perspectivou o gestor em conversa com o Portal de T.I.

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