junho 19, 2021

Redacção

A Huawei inaugura o seu maior Centro Global de Transparência de Segurança Cibernética e Proteção de Privacidade, hoje, dia 09, em Dongguan, China, com representantes da GSMA, SUSE, British Standards Institution e reguladores dos Emirados Árabes Unidos e Indonésia, falando na cerimónia de abertura. 

Em simultâneo com a abertura do novo centro, a Huawei também lançou o seu Product Security Baseline, marcando assim, a primeira vez em que a empresa tornou a sua estrutura de linha de base de segurança de produto e práticas de gestão disponíveis para a indústria como um todo. Tais acções são parte dos esforços mais amplos da empresa a fim de se aproximar ainda mais dos clientes, fornecedores, organizações padrão e outras partes interessadas, para fortalecer a segurança cibernética em todo o sector. 

" A segurança cibernética é mais importante do que nunca ", afirmou Ken Hu, presidente rotativo da Huawei, na abertura do centro de Dongguan. " Como indústria, precisamos de trabalhar juntos, compartilhar as melhores práticas e construir as nossas capacidades colectivas em governança, padrões, tecnologia e verificação. Precisamos de dar ao público em geral e aos reguladores um motivo para confiar na segurança dos produtos e serviços que usam diariamente. Juntos, podemos encontrar o equilíbrio certo entre segurança e desenvolvimento num mundo cada vez mais digital." 

Ken Hu, presidente rotativo da Huawei, discursa na inauguração do Centro Global de Transparência de Segurança Cibernética e Proteção de Privacidade da Huawei em Dongguan, China 

Nos últimos anos, a digitalização da indústria e novas tecnologias como 5G e IA tornaram o ciberespaço mais complexo do que alguma vez antes, situação agravada pelo facto de que as pessoas têm passado uma maior parte das suas vidas online durante a pandemia COVID-19. Tendências que levaram a um aumento de novos riscos de segurança cibernética. 

A Huawei instaurou o novo Centro Global de Transparência de Segurança Cibernética e Proteção de Privacidade em Dongguan para resolver estes problemas, fornecendo uma plataforma para que as partes interessadas da indústria compartilhem experiência em governação cibernética e trabalhem em soluções técnicas em conjunto. O centro foi projectado com o objectivo de apresentar soluções e compartilhar experiências, facilitar a comunicação e inovação conjunta e apoiar testes e verificações de segurança. O mesmo estará à disposição de reguladores, organizações de teste terceirizadas independentes e organizações padrão, bem como clientes, parceiros e fornecedores da Huawei. 

Para promover uma abordagem unificada à segurança cibernética na indústria de telecomunicações, organizações como GSMA e 3GPP também têm trabalhado com as partes interessadas da indústria para a promoção das especificações de garantia de segurança NESAS e certificações independentes. Estas bases tiveram ampla aceitação na indústria e, desempenharão um papel importante no desenvolvimento e verificação de redes seguras. 

Mats Granryd, Director Geral da GSMA, dissertou na inauguração do novo centro da Huawei. "A entrega de serviços existentes e novos na era 5G dependerá fortemente da conectividade fornecida pelas redes móveis e, crucialmente, da tecnologia subjacente ser segura e confiável," o mesmo reforçou. "Iniciativas tais como a GSMA 5G Cybersecurity Knowledge Base, projectada para ajudar as partes interessadas a compreender e mitigar riscos de rede, e NESAS, uma estrutura de garantia de segurança em todo o sector, respectivamente, são projectadas para possibilitar melhorias a nível de segurança de equipamentos de rede em todo o sector." 

No evento, a Huawei lançou também o seu Product Security Baseline, o culminar de mais de uma década de experiência em gestão de segurança de produto, incorporando uma ampla gama de regulamentações externas, padrões técnicos e requisitos regulamentares. A Base, associada a outros mecanismos de governança da Huawei, ajuda a garantir a qualidade, segurança e confiabilidade dos produtos da empresa.  

Ao longo dos anos, a Huawei construiu mais de 1.500 redes que conectam mais de três bilhões de pessoas em 170 países e regiões. Nenhuma delas teve um grande incidente de segurança. 

"Esta é a primeira vez que compartilhamos a nossa estrutura de linha de base de segurança com toda a indústria e, não apenas com os principais fornecedores ", garantiu Sean Yang, Director do Escritório Global de Segurança Cibernética e Proteção de Privacidade da Huawei. "Queremos convidar todas as partes interessadas, incluindo clientes, reguladores, organizações de padrões, provedores de tecnologia e organizações de teste, a juntarem-se a nós na discussão e no trabalho em linhas de base da segurança cibernética. Juntos, podemos melhorar continuamente a segurança do produto em toda a indústria." 

No momento, o sector ainda carece de uma abordagem coordenada e baseada em padrões, especialmente quando se trata de governança, capacidades técnicas, certificação e colaboração. 

"O risco de segurança cibernética é uma responsabilidade compartilhada ", concluiu Ken Hu no seu discurso de abertura." Governos, organizações padrão e provedores de tecnologia precisam de trabalhar juntos para desenvolver um entendimento unificado dos desafios de segurança cibernética. Este deve ser um esforço internacional. É importante definir metas compartilhadas, alinhar responsabilidades e trabalhar juntos para a construção de um ambiente digital confiável, que atenda aos desafios de hoje e de amanhã." 

Clique aqui para baixar o Huawei Product Security Baseline. 

Fundada em 1987, a Huawei é fornecedora líder global de infraestrutura e dispositivos inteligentes de tecnologia da informação e comunicação (ICT). Temos mais de 197.000 funcionários e operamos em mais de 170 países e regiões, atendendo a mais de três bilhões de pessoas em todo o mundo. 

Nossa visão e missão é levar o digital a todas as pessoas, lares e organizações para um mundo totalmente conectado e inteligente. Para este fim, iremos impulsionar a conectividade ubíqua e promover igual acesso às redes; leve a nuvem e a inteligência artificial a todos os quatro cantos da Terra para fornecer potência de computação superior onde e quando você precisar; construir plataformas digitais para ajudar todos os setores e organizações a se tornarem mais ágeis, eficientes e dinâmicos; redefina a experiência do usuário com IA, tornando-a mais personalizada para pessoas em todos os aspectos de suas vidas, seja em casa, no escritório ou em trânsito. 

Empresa aproveitou a oportunidade para anunciar que 100 outros dispositivos Huawei - incluindo smartphones e tablets - serão atualizados para rodar no HarmonyOS 2.

Luanda, 08 de junho de 2021] A Huawei lançou recentemente, 02 de Junho, em Shenzhen, na China, uma variedade de smartphones, relógios inteligentes e tablets com seu novo sistema operacional HarmonyOS 2, incluindo a nova versão do HUAWEI Mate 40 Series e HUAWEI Mate X2, o HUAWEI WATCH 3 Series e o HUAWEI MatePad Pro.
 
No evento de hoje, a Huawei também lançou o HUAWEI FreeBuds 4, sua próxima geração de fones de ouvido Bluetooth sem fio de cancelamento de ruído ativo (ANC) e dois monitores de última geração, o HUAWEI MateView e o HUAWEI MateView GT. A empresa aproveitou a oportunidade para anunciar que cerca de 100 outros dispositivos Huawei - incluindo smartphones e tablets - serão atualizados para rodar no HarmonyOS 2, dando aos consumidores acesso a uma experiência inteligente perfeita em vários dispositivos em todos os tipos de cenários.
 
Existem mais dispositivos inteligentes em nossas vidas do que nunca, mas a experiência com eles geralmente não é inteligente. Os sistemas isolados tendem a complicar a interconectividade e as operações, o que acaba levando a uma experiência do usuário fragmentada.
 
O HarmonyOS foi projetado para solucionar esse problema. Como um sistema operacional de próxima geração para dispositivos inteligentes, HarmonyOS fornece uma linguagem comum para diferentes tipos de dispositivos para se conectar e colaborar, proporcionando aos usuários uma experiência mais conveniente, tranquila e segura. Ele usa tecnologia distribuída para atender às necessidades variadas de todos os tipos de dispositivos diferentes com um único sistema, permitindo uma implantação flexível conforme necessário. O HarmonyOS também combina dispositivos anteriormente independentes em um Super Dispositivo coeso e holístico que integra todo o hardware e recursos para aproveitar livremente os recursos de seus dispositivos componentes com base nas necessidades em tempo real do usuário. Para desenvolvedores, o HarmonyOS permite o desenvolvimento de plataforma cruzada e implantação de aplicativos em vários dispositivos, tornando o desenvolvimento de aplicativos em dispositivos mais fácil do que nunca.

“A caminhada que serve de inspiração para os que vêm”

Referências são aquelas pessoas que atingiram altos níveis de sucesso nas coisas que fizeram, seja na vida religiosa, acadêmica, familiar e profissional, essas pessoas atingiram aquilo que nós pensamos um dia atingir.

Para os nossos jovens estudantes de tecnologia, viemos mostrar referencias profissionais de excelencia, pessoas que têm feitos superando as espectativas mesmo com as dificuldades têm sempre dado o seu melhor.

Esta semana o Portal apresenta a Ana Julante ConstantinoFormada em Ciência de computação e Matemática nos Estados Unidos, e Mestre em Segurança Cibernética pela City University of London no Reino Unido onde teve uma graduação com distinção maxima. Ana Constantino durante o seu percurso no exterior buscando conhecimento tem também acomulando experiencia profissional nas areas de programação, pesquisa e analise de dados, segurança cibernética e muito mais.

Atualmente Consultora de Segurança Cibernética e Fundadora da empresa de consultoria em segurança cibernética KONDAMA.

Ana Julante Albino com certeza tem muito para ensinar e contribuir para as próximas gerações de profissionais angolanos.

A minha geração tem referências e aqui no Portal de TI iremos mostrar o trabalho, a dedicação e o autodidatismo destes mestres tecnológicos nacionais, que trabalham em diferentes partes do mundo.

Por: Celso Malavoloneke

No dia 23 de Maio, cerca de 200 dirigentes dos Escuteiros de Angola, na maioria jovens oriundos de muitos dos 164 municípios das 18 províncias, juntaram-se para realizar o 1º Encontro Nacional de Animadores locais.

Passaram a tarde de domingo juntos, discutindo vários temas ligados à promoção de actividades das cerca de cem mil crianças, adolescentes e jovens que compõem a sua organização (é a maior organização apolítica de jovens do país). Os prelectores e moderadores vieram de Luanda, Huila, Benguela, Ondjiva, Namibe e várias outras localidades. A altura tantas, juntou-se à actividade o Bispo do Kwito-Bié, também ele antigo escuteiro.

Terminada a actividade, por volta das 20H30, cada um voltou à sua vida…

O leitor perguntar-se-á: Espera aí, como foi isso possível? Com as medidas do Decreto Presidencial, como foi possível juntar-se tanta gente, e por esse período de tempo, se o limite máximo de pessoas por actividade são 150 e não podem permanecer na sala por mais de duas horas? Como foi possível tanta gente viajar para o mesmo lugar e regressar às suas casas com as limitações impostas às viagens? A resposta é simples: o encontro foi totalmente virtual.

Com o gosto pela aventura e a capacidade de contornar desafios, característicos dos escuteiros, realizaram uma proeza talvez inédita no país: conseguiram fazer um evento virtual que ligou as 18 províncias e cerca de 50 municípios durante 8 horas consecutivas. E não precisaram de nada especial. Apenas de saldo de dados e dos seus telefones inteligentes e computadores. Na sua forma simples e inequívoca, provaram que o país tem já condições de conectividade para iniciar com confiança o caminho da aplicação de soluções de inteligência artificial.

Não foi fácil. Nalguns lugares, tiveram que juntar-se num lugar onde o acesso à rede fosse melhor. Em Saurimo e Caxito reuniram-se em escolas; no Bié, no Centro de Formação Profissional do Kuito e no Bispado; no Zaire, no auditório do edifício do Governo Provincial; no Uige, numa igreja; o mesmo em Malanje, Sumbe, Catchiungo, Kibala, Menongue, Lubango e Dundo. À sua maneira, cada grupo esquindivou as oscilações que ainda teimam em complicar a vida de quem assume agora também uma era digital em Angola. Mas conseguiram.

Temos defendido, de um tempo a esta parte, que Angola está mais pronta do que parece à primeira vista para fazer um caminho evolutivo em direcção aos benefícios das soluções oferecidas pela inteligência artificial. Temos também, repetidas vezes, mencionado que as medidas de distanciamento impostas pela pandemia são, nesse quesito, uma soberana oportunidade para a aplicação de soluções inovadoras que acabam por ser mais baratas, fáceis de implementar e até mais produtivas, porque exigem menos esforço físico das pessoas. Como escreveu na plataforma um dos participantes, no final da actividade dos escuteiros: “Este Encontro Nacional de Formação marca uma nova era nos grandes eventos dos Escuteiros de Angola. Com o uso efectivo das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), torna-se mais fácil e barato organizar encontros, formações e outras actividades de âmbito nacional. Caem por terra as dificuldades de deslocação, alimentação e alojamento, assim como há maior disponibilidade dos prelectores, que não precisam sair das suas casas. Neste contexto em que a pandemia nos obriga ao distanciamento social e individual, essa modalidade assegura que as actividades escutistas não parem e o Movimento permaneça activo e vivo”.

A reacção dos outros participantes não fugiu disso. O grande sentimento é que, graças à conectividade ainda possível, estava descoberta uma nova avenida com muitas áreas por explorar. E que esta avenida oferecia oportunidades de crescimento quase ilimitadas para o seu movimento.

O Portal de T.I, em parceria com o GRUPO MEDIANOVA, realizam no dia 09 do mês de Junho deste ano, a Conferência Criptomoedas - Angola, “Estratégia e visão de futuro”.

As Criptomoedas, são um novo conceito financeiro, tido como uma moeda virtual, que vem conquistando o mercado mundial, com especialistas a considerá-lo “a revolução silenciosa do dinheiro digital universal”.

São visíveis estes sinais em alguns países do nosso continente, nomeadamente Nigéria, África do Sul, Quénia e Camarões, onde o número de usuários cresce a cada dia.

Em Angola esta realidade começa a ganhar espaço e interesse, abrindo horizontes para boas perspectivas e futuros investidores, notando-se um interesse maior e, com o crescimento de uma comunidade, que perspectivam tornarem-se futuros investidores.

Pela relevância actual e perspectiva futura, visando uma abordagem profunda, crítica e aberta sobre o assunto, o Portal de T.I e o Grupo Media Nova decidiram realizar a conferência Criptomoedas-Angola, com o objectivo de partilhar conhecimento, visão, posicionamento de Angola em África, vantagens e desvantagens, assim como o seu eventual uso e a legislação.

Pela pertinência, a conferência será aberta pelo Dr. Pedro Castro e Silva, actual Administrador do Banco Nacional de Angola, em representação de Sua Excelência Governador do BNA, José de Lima Massano.

Inscreva-se aqui para assistir a conferência Criptomoedas - Angola.

A operadora de telecomunicações chinesa Huawei, está a construir, em Talatona, Luanda, escritórios, centros de treinamento e alojamentos.

Orçada em cerca de 60 milhões de dólares, a obra com as principais infraestruturas, foi visitada nesta sexta-feira (29), pelo Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS).

Manuel Homem recebeu a garantia de que a empresa chinesa terá o seu parque de escritórios totalmente concluído e em funcionamento no próximo ano.

O Ministro declarou que a construção do centro tecnológico vai criar competências a nacionais, inclusão digital e condições para a implementação da tecnologia 5G.

“Os operadores nacionais já manifestaram o interesse”, afirmou o titular do MINTTICS.

A Huawei que adopta a tecnologia 5G, quer com este passo, contribuir para a transformação digital em África. No entanto, seis países africanos já adoptaram a solução 5G, que também poderá ser aplicada em Angola.

A inclusão digital e treinamento de jovens talentos angolanos no domínio das TIC, fazem parte do leque de projectos que a empresa chinesa desenvolve no nosso país.

Angola vai dispor de uma Fundação Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, em breve, para captação e gestão de financiamento, apoiar a ciência e estar alinhada aos padrões internacionais.

A novidade é fruto da aprovação do Projecto de Decreto Presidencial que cria a Fundação Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Este documento e o seu Estatuto Orgânico foram aprovados esta terça-feira, 25 de Maio, na quinta sessão ordinária do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço.

Com a Fundação, o Executivo quer que o investimento na ciência seja, pelo menos, de um por cento do Produto Interno Bruto (PIB), tal como a Unesco recomenda.

A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, disse que a Fundação Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, será designada “FUNDECIT”, de forma abreviada, e terá a categoria de instituto público com a missão de implementar as políticas de ciência, tecnologia e inovação, com meios financeiros do Orçamento Geral do Estado e outros provenientes de doações destinados à investigação científica e desenvolvimento.

A instituição vai igualmente proceder à avaliação e acreditação das instituições que se dedicam à investigação científica e desenvolvimento do país, de forma a aumentar a eficácia no aproveitamento dos recursos financeiros disponíveis e o apoio à produção científica nacional.

“É uma aprovação que é conseguida no Dia de África, relevante para nós, porque a investigação científica é sem dúvida nenhuma, a base do desenvolvimento. Esperamos que com esta medida o nosso Governo consiga de facto contribuir para melhorar a produção científica nacional”, assinala.

Maria do Rosário Sambo destacou também os projectos de investigação científica levados a cabo pelo Executivo, no âmbito do projecto de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, financiados pelo Banco Africano de Desenvolvimento.

A Fundação Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, criada por Decreto Presidencial, é tutela do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia e Inovação, enquanto órgão de superintendência, a quem cabe criar as condições para o seu funcionamento, com base nas prioridades definidas na Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que define a forma de organização da investigação científica no país.

Fonta: JA

Por: Celso Malavoloneke

Com esta estória do “distanciamento físico e social” que a esquindiva da Covid nos obriga com ela, a moda agora é “reuniões virtuais em plataformas digitais”. Já ninguém anda atrás de ninguém para reunir: faz no Zoom, streamline, live e mais alguns nomes que há pouco mais de um ano ninguém conhecia ou ligava nenhuma e — já está! Quando se assustam, a malta está a reunir. Até a sacrossanta Assembleia Geral das Nações Unidas, pela primeira vez na sua história, foi feita desta forma: cada Chefe de Estado “ficou mbora” na casa dele. Reuniu os seus ministros e secretários, “se apontaram” umas câmaras à maneira, ligaram-se a um monitor de televisão e assim fizeram a reunião que simboliza o maior evento da diplomacia mundial.

Nos ministérios e altos gabinetes a mesma coisa: ninguém mais sai do seu gabinete para os encontros e reuniões de trabalho. Cada um liga o computador às tais plataformas digitais e, sem fazer nada mais que um clique, conecta-se e reúne-se como se todos estivessem na mesma sala. Ou melhor, pensando bem, até estão mesmo na mesma sala. Só que digital. A sala da reunião é virtual e a reunião ganhou um nome chique: videoconferência.

Há uns bons meses que venho cobiçando um “baita” desses sistemas de videoconferência na sala de reuniões de uma ministra minha kamba. Sentada na sua cadeira, a ministra fala para Genebra, para Nova Iorque, para as províncias, organiza projectos e programas, dá as suas orientações e, para o meu espanto, muitas vezes dá as instruções a subordinados nas províncias, que se comunicam com ela a partir dos seus telefones. Já a vi numa ocasião a pedir que lhe enviassem um vídeo de uma situação que lhe tinha despertado a atenção e a recebê-lo em menos de dez minutos. O vídeo foi feito naquele mesmo momento pelo técnico, usando o seu telemóvel. A reunião continuou depois com a ministra a falar da situação como se a tivesse visto. E viu de facto, através daquela tecnologia. Admirado, perguntei como tinham obtido o equipamento, dos mais sofisticados que tinha visto, e disseram-me que tinha sido uma oferta da gigante de tecnologia Huawei, como contribuição para o combate à pandemia que assola o mundo inteiro e Angola também.

Lembrei-me disso quando vi há dias num noticiário que a mesma companhia doara um equipamento de videoconferência inteligente à Primeira Dama e se comprometeu, através de um termo de cooperação, a implementar um plano de formação em TIC que incluirá temas como 5G e progresso da indústria, redes de comunicação de dados e tendências de desenvolvimento, computação na nuvem, conceitos básicos de tecnologia, inteligência artificial, entre outros. No período 2021-2022, a Huawei ministrará mil horas de cursos introdutórios às TIC´s e 6 mil horas de Formação para Certificação em Soluções Huawei. Os programas estão direccionados a jovens identificados no âmbito dos programas do Gabinete da Primeira Dama.

Conhecendo um pouco a Primeira Dama e a forma como trabalha – não é por acaso que foi a ministra do Planeamento que serviu mais tempo e membro do Board do Banco Mundial – estou mesmo a ver a tremenda mais valia que o equipamento doado constituirá para ela e para as suas assistentes. Estou mesmo a vê-la a retomar a liderança que exercia na iniciativa do Fórum das Primeiras Damas Africanas na luta contra a transmissão vertical da transmissão de VIH de mãe para filhos durante a gravidez. Esse programa, entre nós conhecido como “Nascer Livre para Brilhar”, e que estava já a dar frutos bastante promissores, foi brutalmente truncado pela pandemia da Covid-19 e a incapacidade de toda a gente, ela incluída, de realizar as viagens de acompanhamento e avaliação que tão bem fazia às províncias. Também já a estou a ver, por via desse sistema, a retomar as reuniões de coordenação com as esposas dos Governadores Provinciais que coordenam o projecto nas respectivas províncias. Atrevo-me a dizer que, com esta oferta, a Huawei pode ter dado um impulso importante ao renascimento da que eu considero uma das maiores iniciativas humanitárias do mandato do Presidente João Lourenço.

Uma outra oportunidade importante que a Huawei facilita é a formação de jovens em soluções de inteligência artificial e o aumento da sua fluência no domínio de tecnologias digitais de ponta. Aí, mais uma vez, vejo um toque da visão da Primeira Dama. É que, essa fluência, hoje por hoje, não só nos protege da contaminação do coronavírus, como constitui um tremendo meio de poupanças num contexto de muito poucos recursos financeiros. Com a popularização das reuniões e encontros digitais, poder-se-á realizar reuniões nacionais, conselhos consultivos e até congressos sem os grandes custos em transporte, alojamento e alimentação a que estamos habituados. E a quantidade das presenças será maximizada – ninguém poderá dizer que não veio por causa dos transtornos de viagem – e a qualidade também, já que cada um poderá assistir ao evento a partir do conforto da residência ou escritório.

Confesso que fiquei com inveja da oferta que a minha kamba ministra e a Primeira Dama receberam da Huawei. Um dos meus sonhos é ter um sistema desses para as minhas “kavuanzas” profissionais com os kambas que trabalham comigo um pouco por este mundo que Deus criou. Por isso o título dessa crónica: Ninguém me oferece só um mambo desses também? Sonhar não custa dinheiro, só sono…

No dia 28 de abril, o Portal de T.I teve a oportunidade de entrevistar os Co-Fundadores do Space Hero, um casting global que visa democratizar o acesso ao Espaço. 

O casting vai lançar um concurso para encontrar um candidato que, uma vez aprovado, terá o privilégio de viajar a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) por 10 dias em missão privada de astronauta em 2023. 

Em conversa com o Portal de T.I, Deborah Sass e Thomas Reemer, Co-Fundadores do projecto, Eldrige de Melo, Gestor de Projectos Espaciais, assim como Isi Casas de Valle, Gestora de Imprensa e Mídia do Space Hero, falaram sobre o que já foi feito e o que será feito para seleccionar o finalista deste show.

Sobre Space Hero, Deborah definiu-o, durante a entrevista, como um casting global que dará um prêmio de US $ 55 milhões por uma estadia de 10 dias na Estação Espacial Internacional (ISS). 

Queremos incluir todos neste processo selectivo, Deborah Sass.

Thomas afirma que não se trata apenas de um concurso, “o interessante é que compreender o Espaço significa compreender a Terra, e é isso que o Space Hero representa”. Por se tratar de uma competição global, a organização deseja garantir que todos possam participar. Space Hero está desenvolvendo soluções para chegar a locais com certas dificuldades, como problemas de conectividade, idioma e outros. 

A organização tem em seu portfólio o lançamento de um App no final do ano, para auxiliar no processo de inscrição. Questionado sobre a dificuldade da barreira do idioma, Thomas foi claro ao dizer que, embora o inglês seja fundamental, os falantes de português não devem ser inibidos, pois o concurso é global, e convidou todos a concorrerem ao prêmio. 

Por sua vez, Isi Casas de Valle, que se juntou à equipa Space Hero a partir do Chile, encorajou os jovens dizendo que “Se alguém na África ou na América do Sul pensa que isso não é possível, quero dizer que é. O Space Hero se destaca pela inclusão e um de vocês pode ser o nosso Space Hero”. Isi, também se referiu à famosa citação de Henry Ford dizendo "Quando tudo parece estar indo contra você, lembre-se que os aviões decolam contra o vento e não a favor dele.". 

O angolano Eldrige de Melo, disse que pelo facto de ser colaborador do programa não está habilitado a concorrer ao prémio, no entanto, poder trabalhar neste grande projecto que ajuda na democratização do acesso ao Espaço, é um grande privilégio. 

Eldrige disse ainda que a África tem trabalhado muito nos últimos anos, com foco na criação de uma Agência Espacial Africana para fornecer soluções para o continente. 

Deborah e Thomas, têm trabalhado com agências espaciais, governos, empresas públicas e privadas de todo o mundo, procurando parceiros que possam apoiar a missão Space Hero. Em abril, eles assinaram o histórico Acordo de Acto Espacial com a NASA. 

“Esperamos que daqui a 10 anos todos possam ir, experimentar e acessar o Espaço. Não apenas uma pessoa, mas muitas pessoas”. 

Os finalistas serão avaliados pela equipa executiva do programa e, é claro, por seus apoiadores globais, que ajudarão a determinar quem terá o privilégio de treinar e embarcar na ISS em 2023. 

No final da conversa, os organizadores apelaram a todos para participarem, independentemente da região ou idioma, tornando-se um Space Hero Insider no site e nas redes sociais. 

Clique aqui para assistir a entrevista

Sobre Space Hero 

Space Hero é a nova fronteira para o sector de entretenimento, oferecendo a primeira experiência verdadeiramente fora do planeta. Eles buscam reinventar a categoria de reality show, criando uma experiência multicanal que ofereça o maior prêmio de todos os tempos, para o maior público possível. Space Hero trata de abrir o Espaço para todos - não apenas para astronautas e bilionários. 

Clique aqui para se tornar um Space Hero Insider.

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Por Leo Chen, Presidente da Huawei na Região da África Austral

 

Durante o ano passado, digamos, a transformação digital acelerou a uma taxa sem precedentes nas sociedades de todo o mundo. Quer estivéssemos a trabalhar, a pesquisar ou a manter contacto com amigos e familiares, estar online tornou-se mais imprescindível do que nunca. Porém, apesar de um grande número de pessoas estar a adaptar-se às suas novas realidades, tornou-se também evidente que um número igualmente grande de pessoas foi impedido de o fazer. Considerando que o tema do Dia das Telecomunicações e da Sociedade da Informação deste ano, que aconteceu a 17 de Maio, é "Acelerando a Transformação Digital em tempos desafiantes", vale a pena examinar o quão grande é essa lacuna e como a mesma pode ser preenchida. 

Na África Subsaariana, por exemplo, aproximadamente 800-milhões de pessoas não estão conectadas à internet móvel. Daquelas, cerca de 520 milhões podem acessar à internet móvel, mas não o fazem por razões como penetração de smartphones e falta de habilidades, enquanto 270 milhões não podem acessar à internet móvel porque não têm a cobertura necessária. Em toda a região, a cobertura de banda larga 4G é de apenas 21 por cento. 

Os números são ainda mais claros no que diz respeito à conectividade com a Internet de linha fixa. De acordo com dados da empresa de pesquisas Ovum, há apenas 6,6 milhões de assinaturas de linha fixa na África Subsaariana.  Enquanto se estima um crescimento dos números em três vezes até 2023, o que representa ainda uma pequena parcela da população da região. Tais números deixam evidente que a região lida com uma grande deficiência de infraestrutura de Internet. 

Os benefícios da crescente acessibilidade à Internet são óbvios. Em 2019, na África Subsaariana, mais de 650.000 empregos foram sustentados directamente pelo ecossistema móvel e mais de 1,4 milhões de empregos informais em 2019. Também contribuiu com mais de US $ 17 bilhões para financiamento público ao longo do ano. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) também definiu que um aumento de 10% na penetração da banda larga móvel em África geraria um aumento de 2,5% no PIB per capita.  Isso sem mencionar os benefícios que uma internet móvel melhor e mais acessível pode ter na educação, saúde e serviços governamentais. Com conectividade de Internet de fácil acesso, as pessoas podem procurar empregos, adquirir novas habilidades e acessar serviços governamentais sem terem que se deslocar para um endereço físico e, potencialmente, ficar em longas filas.    

Como vimos, a pandemia causou uma devastação económica e social, mudando a forma como vivemos, trabalhamos, estudamos e socializamos, trazendo uma era de distanciamento social. Uma das mudanças mais significativas é a aceleração da transformação digital. Os legisladores africanos perceberam que o acesso à banda larga é fulcral para mitigar os efeitos da pandemia e impulsionar a recuperação económica na era pós-Covid. Com as mudanças no comportamento e na mentalidade das pessoas, a banda larga também continuará a fornecer oportunidades para que os países africanos ultrapassem os obstáculos para o desenvolvimento socio-económico sustentável e inclusivo. 

Obviamente, a responsabilidade de criar acesso não cabe apenas ao governo. As empresas também têm um papel a cumprir. Na Huawei, reconhecemos isso e apoiamos uma série de iniciativas que visam ajudar a aumentar o acesso em áreas onde é mais necessário. Em Julho do ano passado, por exemplo, lançámos o projecto DigiSchool em parceria com uma operadora local e uma organização sem fins lucrativos. Em resposta ao apelo para garantir que todas as crianças sul-africanas em idade escolar possam ler fluentemente para entender, o programa visa conectar mais de 100 escolas primárias urbanas e rurais à Internet de banda larga. 

Além disso, lançámos DigiTrucks em vários países africanos, o que permite que todos, de estudantes à empresários, aprendam a usar computadores e a conectar-se com o mundo digital. No início deste ano, também anunciámos uma parceria com operadoras do Gana para construir mais de 2.000 estações base em áreas remotas daquele país para conectar os não conectados. 

De uma perspectiva de saúde, entretanto, com as conexões de banda larga, Lifebank, uma startup nigeriana pioneira que entrega sangue e outros suprimentos médicos essenciais para hospitais. Ao manter a startup e seus usuários conectados, podemos garantir que os hospitais recebam suprimentos urgentes quando forem necessários. 

Esses tipos de projectos, no entanto, servem apenas para ilustrar quanta necessidade de banda larga acessível existe realmente em toda a África Subsaariana. Eles representam um vislumbre do tipo de acesso que todos devem ter e que os intervenientes da sociedade devem procurar fornecer. 

Por mais de uma década, as Nações Unidas reconheceram que a internet é um catalisador para o desenvolvimento sustentável. Todavia, como os eventos do ano passado ou mais mostraram, muitas pessoas são incapazes de desfrutar desses direitos porque não têm acesso e conectividade. Todos nós nos beneficiaremos com a expansão do acesso e a redução dessa divisão. Não há dúvida de que deve ser uma contínua grande prioridade para os governos, empresas e actores da sociedade civil.

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