janeiro 25, 2021

Algumas das maiores empresas de tecnologia e organizações de saúde, uniram-se para implementar um esquema de vacinação digital, a “Iniciativa de Credencial de Vacinas”, que pode ser usada internacionalmente para verificar o status de vacinação do COVID-19 para indivíduos.

De acordo com a agência CNN, os documentos digitais podem ser baixados em smartphones e usados para qualquer coisa, desde viagens aéreas até o dia-a-dia. Uma ampla gama de gigantes da área de saúde e tecnologia, incluindo Microsoft, Oracle, Salesforce e Epic, bem como a Mayo Clinic, Safe Health, Change Healthcare, etc., fazem parte da Vaccine Credential Initiative.

A Vaccine Credential Initiative busca desenvolver um modelo padronizado e totalmente acessível de como os registros digitais de imunizações podem ser fornecidos aos pacientes que os desejam em hospitais, farmácias e clínicas que administram vacinas Covid-19.

As empresas e a organizações de saúde, referem que o registo de vacinação da Covid-19 também precisa ser verificável e seguro, caso contrário, um indivíduo pode tentar fingir que recebeu a vacina da Covid-19 usando o registro de outra pessoa.

No final, os pacientes provavelmente obterão uma cópia digital criptografada do registro da vacina, que pode ser mantida em uma carteira digital. Por exemplo, um agente de portão de aeroporto pode, portanto, confirmar que uma pessoa foi vacinada sem ver todos os seus dados pessoais de saúde.

As empresas de tecnologia envolvidas na campanha, com a Vaccine Credential Initiative, desempenhariam um papel fundamental em garantir o uso generalizado. Para vários dos principais sistemas de saúde, empresas como Microsoft e Oracle gerenciam a infraestrutura de tecnologia e podem expandir os requisitos de credenciamento da vacina Covid-19.

O consórcio diz que, uma nova abordagem inclua uma versão digital de sistemas de histórico de vacinação, dada a urgência de soluções que podem contribuir para uma reabertura segura e uma forma de acompanhar o enorme programa de vacinação global que já está em andamento.

Roberto Mukeba, de apenas 12 anos de idade, natural do Bengo, chamou recentemente a atenção da população local ao inventar uma pilha de longa duração, feita a base de materiais reciclados. Mesmo sem as condições ideais para desenvolver o seu trabalho, o adolescente faz jus a um dom descoberto aos oito anos de idade.

Apesar de tão novo, o pequeno já carrega em seu curriculum o 1º lugar da sua província no concurso da Feira do Inventor e Criador Angolano, valendo como prémio uma bolsa de estudos na Alemanha, pórem, Roberto continua aguardando a chegada deste momento para aperfeiçoar o seu talento, e no futuro contribuir para o desenvolvimento do país.

As dificuldades enfrentadas pela falta de energia eléctrica, de um aparelho de música e outros em sua casa, fizeram com que o jovem, sempre enveredasse no mundo da inovação e invenção.

"Desde sempre procuro saber de tudo um pouco", começou por dizer o adolescente em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA). "Descobri a habilidade de inventar em 2016 quando frequentava a 4º Classe, onde eu fiz o meu primeiro projecto, que foi uma central eléctrica de energia permanente", exclareceu Roberto Mukeba, sobre o seu percurso até a sua recente criação, cujo segredo é feito por meio de reacções sob um tubo de canalização.

"Arranjei um tubo e cortei por cerca de dez centímetros e em seu interior fiz uma composição química. Após o processo, reciclei uma pilha normal retirando as extremidades dos lados positivos e negativo, dando no fim uma corrente eléctrica durável graças aos elementos químicos", explicou.

Agora a frequentar a 8º Classe, Roberto tem várias invenções na sua galeria, que são bastante admiradas por familiares, amigos e vizinhos.

"Houve um momento em que não havia aparelho musical na sua casa e ele inventou um método alternativo a base de uma caixa sob um microfone. Impressionou-nos bastante e tivemos aquela curiosidade para saber como aquilo funcionava", contou uma testemunha, moradora da mesma localidade que o adolescente.

Cientistas da Max Planck Society na Europa e alguns pesquisadores, afirmam que com a tecnologia actual, existente na terra, a humanidade não estaria pronta para se defender ou controlar uma IA (inteligência artificial) super inteligente, o que faria de nós, meros espectadores da nossa destruição.

Mesmo reconhecendo que a humanidade, ainda não chegou nesses patamares da tecnologia artificial, alguns pesquisadores já começam a propor e desenvolver possíveis tecnologias para contornar essa situação, o que apelidaram de "algoritmo de contenção", que simula o comportamento perigoso de uma IA Super inteligente e impede que ela faça algo prejudicial.

De acordo com a interesting engineering, pesquisadores da Max Planck Society alertam que a IA capaz de tomar decisões impactantes para a humanidade, está chegando.

"Uma máquina super inteligente que controla o mundo parece ficção científica", disse o co-autor do estudo Manuel Cebrian, líder do grupo de Mobilização digital no Centro para Humanos e Máquinas do Instituto Max Planck para desenvolvimento humano, em um comunicado a imprensa.

"Mas já existem máquinas que realizam certas tarefas importantes de forma independente, sem que programadores tenham total entendimento de como aprenderam. A questão, portanto, surge se isso poderia em algum ponto se tornar incontrolável e perigoso para a humanidade" continuou Cebrian.

Mesmo com a certeza de que ainda estamos longe de ter uma IA Super inteligente, já existem campanhas como a "Stop Killer Robots" apoiada por pessoas como Elon Musk e Noam Chomsky, que são contra a fabricação de Robôs assassinos, ou que representam ameaça a humanidade.

Os sectores de educação e serviços financeiros em África, têm estado a oferecer as melhores oportunidades à investidores globais de tecnologia, à medida que a pandemia acelera a mudança para formas digitais.

Essas informações foram obtidas na conferência Reuters Next. “Neste momento, as empresas de infraestrutura digital são provavelmente as que mais entusiasmam os investidores”, disse Jihan Abass, fundadora e CEO da Lami, uma plataforma de seguro digital no Quênia.

A executiva que tentou actualizar o sóbrio mundo dos seguros da nação da África Oriental, permitindo que os clientes comprassem seguro automóvel em seus telefones por meio de prestações, teve uma demanda crescente.

“A educação foi o sector mais atingido no COVID porque eles estavam muito despreparados para o tsunami”, disse Aboyeji na mesma conferência, acrescentando que os resultados a alcançar são soluções tecnológicas que ajudam no aprendizado em todas as instituições.

Apesar destas grandes previsões, os executivos reclamam das novas barreiras regulatórias que tem diminuído a exuberância das oportunidades de tecnologia, à medida que os legisladores buscam aumentar a receita do mercado de serviços digitais em rápido crescimento. Este ano, o Quênia, um grande player na indústria devido a inovações como a plataforma de dinheiro móvel operada pela Safaricom M-Pesa, introduziu um novo imposto sobre serviços digitais.

De acordo com a Reuters, movimentos como este impediriam o investimento do sector e reduziriam o papel potencial da tecnologia na promoção das exportações de bens e serviços, o que poderia ser a melhor maneira para os governos aumentarem suas receitas.

“Se no primeiro dia espremeres seu ecossistema digital com impostos, eles (os investidores) simplesmente irão embora”, disse Aboyeji.

Em vez disso, os legisladores do continente deveriam oferecer incentivos para startups de tecnologia por causa de sua capacidade de impulsionar negócios convencionais, como seguros, concluiu Abass.

A organização internacional Global Shapers, do Fórum Económico Mundial (FEM), está a dar oportunidade à crianças carentes para aprenderem sobre TIC, seus segredos, praticar e descobrir uma habilidade nesta área, que está inserido no programa "Realizando Sonhos".

"O programa surgiu com o objectivo de identificar as crianças que têm necessidades e sonhos, bem como pessoas interessadas e capazes de realizar estes desejos, criando assim uma Angola onde cada um tem a oportunidade de sonhar com a liberdade e a segurança que o mundo oferece", afirmou o jovem mentor em entrevista ao Portal de T.I.

A primeira actividade designada "Natal Tecnológico", foi realizada no passado dia 20 de Dezembro, tendo reunido mais de 40 crianças do lar de acolhimento Dom Bosco - Casa Mamã Margarida, para um dia com arte, educação, ciência e tecnologia para robótica, programação, electrónica, química, física, aeromodelismo, matemática, música, informática, artes e exposição de experimentos.

"Foi uma actividade que causou um grande impacto e possibilitou saber mais sobre a grande responsabilidade social que temos para com as crianças e a sociedade. Serviu também para rastrear os seus sonhos de modo a facilitar a concretização dos mesmos", frizou Bamba Diakanda, assistente social e curador do projecto.

A iniciativa está a ser apadrinhada por um grupo de jovens intelectuais e instituições politécnicas denominado por "Anjos da Guarda", com o objectivo de elevar as crianças a terem o privilégio de aprender muitas coisas ligadas às ciências e tecnologias para libertar os seus conhecimentos e descobrir as suas habilidades.

Para 2021, o curador do "Realizando Sonhos" deixa as portas abertas à organizações públicas e privadas para abraçarem a causa e para já, entra o novo ano com

o propósito de levantar os sonhos das crianças que precisam ser realizados; mapear os centros e as crianças que farão parte do projecto; criar um website; trabalhar no processo de apadrinhamento e realizar os sonhos nos três níveis desejados: Pequeno, Médio e Grandes Sonhos.

"As crianças são a renovação que tanto procuramos no nosso dia-a-dia. Acreditamos que juntos somos mais fortes e queremos trabalhar para um futuro melhor e vermos aqueles "olhinhos" a brilharem.

"O objectivo é transformar jovens em pessoas melhores no futuro, porque não há melhor coisa que apostar na formação", perspectivou o gestor em conversa com o Portal de T.I.

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