novembro 24, 2020

Em função das constantes denúncias de ataques cibernéticos, a Mastercard adoptou o uso da Inteligência Artificial (IA) para evitar ataques e violações.

Em uma entrevista à ITWeb, Robert Brine, director de soluções cibernéticas e de inteligência da Mastercard para a região da África Austral, disse que a tecnologia de IA agora está a proteger consumidores, comerciantes e bancos, e ajudou a empresa a economizar até 20 bilhões de dólares para clientes que poderiam ter sido perdidos em fraudes.

De acordo com Brine, a pandemia da COVID-19 acelerou a digitalização em um ritmo inesperado, criando um ambiente instável com um excesso de desafios a superar e oportunidades a explorar.

Brine adverte que as empresas que estão a mudar os seus modelos de negócios para o digital, com vista a melhorar o serviço online, devem lidar com as necessidades crescentes dos clientes e estar preparadas para ataques mais sofisticados.

O sector de pagamentos tem o desafio de proteger consumidores e empresas contra a explosão de ataques cibernéticos e fraudes.
No geral, as taxas globais de fraude, segundo ele, atingiram uma alta de quase 20 anos, apontando os últimos dados da PwC , com 47% das empresas relatando ter sofrido fraude nos últimos dois anos.

Contra esse pano de fundo, diz Brine, a tecnologia - em particular a IA - agora tem um papel ainda maior a desempenhar para ajudar as organizações e os países a se adaptarem ao cenário de ameaças em constante mudança.

“Alinhamos a segurança com a experiência do consumidor. Isso é crucial - não há compromisso entre segurança e conveniência. Cada vez mais, nossa segurança é silenciosa, invisível e parte do que chamamos de experiência do consumidor sem atrito”, diz Brine.

Brine diz que a Mastercard está remodelando a detecção de fraudes por meio de inteligência conectada. A Mastercard realça que a inteligência conectada reúne as capacidades da IA, biometria e resolução de fraude para avaliar transacções e interacções em segundo plano.

O Standard Bank, em colaboração com a plataforma de seguros do Reino Unido INSTANDA e da Hollard, desenvolveu um novo produto de seguro cibernético autônomo para empresas sul-africanas.

De acordo com o ITWeb, a apólice, denominada Commercial Cyber Insurance, oferece cobertura para extorsão cibernética, hacking, roubo físico e perda de dispositivos e dados físicos em papel. O seguro cobrirá os clientes que nos últimos dias direcionam os seus serviços e produtos nos segmentos digitais e, sem uma cobertura dedicada, eles poderiam ficar desprotegidos no caso de uma violação.

O banco acredita que a digitalização e as parcerias com empresas de tecnologia que facilitam a transformação digital, permitem que mais pessoas acessem os serviços bancários devido à multiplicidade de plataformas. E, o lançamento vem no âmbito das preocupações crescentes de ataques cibernéticos às empresas locais.

“O crime cibernético é uma ameaça muito real e, para muitas entidades comerciais, os dados e as informações são tão importantes quanto qualquer activo que possuam. E nós etramos para proteger esse activo”, diz Leon Vermaak, chefe global de seguros do Standard Bank.

Vermaak acrescenta que o Commercial Cyber Insurance do Standard Bank oferece cobertura para as empresas por perdas incorridas durante um evento de crime cibernético. A apólice foi projectada para cobrir os custos e danos resultantes de uma violação de privacidade ou violação de segurança de rede, que no passado não havia uma apólice.

“Este produto ajudará as empresas a se recuperar rapidamente de ataques cibernéticos, com acesso aos recursos de que precisarão para garantir a continuidade dos negócios à medida que mais sul-africanos fizerem transações online”, disse Angela Mhlanga, CEO da Hollard Partner Solutions.

“Queríamos oferecer algo que fosse abrangente e atendesse às necessidades em constante mudança dos nossos clientes em um momento em que eles precisavam ser ágeis e mais focados digitalmente por causa da pandemia COVID-19. À medida que mais dados e funções de negócios são movidos para o digital, o risco para os negócios aumentam. A proteção contra esse risco é fundamental”.

A INSTANDA possui escritórios nos Estados Unidos, Chile, Japão e Austrália, e opera em 13 países, com mais de 60 clientes em todas as linhas de seguros e canais de distribuição.

Com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as empresas são obrigadas a garantir a segurança das informações. Os colaboradores serão cada dia mais fundamentais para evitar cibercrimes, sequestro de dados e invasões. Startup de Campinas é pioneira no mundo em disseminar a cultura da cibersegurança por meio de gamificação de modo prático e divertido.

Mais do que nunca, vivemos a Era da Informação e a necessidade da proteção de dados é prioridade para as empresas em todo mundo. No Brasil, a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), no dia 18 de Setembro, obriga as empresas a garantir a segurança de dados, como as informações dos clientes. Mas, muito além de sistemas sofisticados, é preciso criar a cultura da cibersegurança para evitar cibercrimes. A startup Perallis, em Campinas, encontrou uma maneira bem eficiente e prática por meio de gamificação para ensinar as pessoas a prevenirem ataques, vazamento de informações e sequestro de dados.

A startup oferece soluções customizadas na plataforma online Hacker Rangers e lançou neste ano um jogo de tabuleiro. De forma dinâmica, prática e com muitos desafios, os jogadores aprendem sobre cuidados essenciais para evitar que os dados da empresa, e mesmo pessoais, sejam atacados por cibercriminosos. Como um jogo, há etapas a serem cumpridas, pontuações, super heróis e heroínas e premiação para quem cria a cultura da cibersegurança no trabalho e no dia a dia.

“A LGPD traz grandes desafios para as empresas, que vão muito além de sistemas de segurança. Para ter eficiência na política de cibersegurança de uma empresa, é preciso criar uma cultura de protecção que envolva todos os colaboradores. Todos devem estar engajados em evitar brechas para ataques cibernéticos. Uma única pessoa que abra um email com vírus compromete todo sistema de segurança. Nós disseminamos essa cultura de forma didática, divertida, prática e eficiente por meio de gamificação”, disse o director da empresa, Vinicius Perallis.

De forma inédita no mundo, a startup criou, há dois anos, a plataforma online Hacker Rangers que hoje conta com mais de 60 clientes activos, entre eles empresas com operações mundiais, corporações do sistema financeiro e grandes redes de lojas. “As empresas utilizam a plataforma para criar a cultura da cibersegurança nos colaboradores. Há hoje milhares de pessoas a usar a Hacker Rangers para aprender sobre cibersegurança”, comenta Perallis.
Tabuleiro

Mais uma vez, a empresa inovou e lançou neste ano o primeiro jogo de tabuleiro do mundo com a temática focada em cibersegurança. O objectivo é permitir que as pessoas joguem em grupo e aprendam sobre temas como cibercrimes, fake news, phishing. O tabuleiro foi desenvolvido pela startup que criou desde o design até as peças que são elaboradas em uma impressora 3D.

“Nosso objetivo com o lançamento do tabuleiro é ampliar ainda mais a capacidade dos nossos clientes em disseminar a cibercultura junto aos funcionários. Nem todos os funcionários das empresas utilizam computador e telemóveis com tempo para acessar a nossa plataforma on-line. Então, desenvolvemos o jogo de tabuleiro que é muito divertido e jogado em grupo. O tabuleiro é mais uma opção que oferecemos aos nossos clientes que têm a assinatura da nossa plataforma digital”, explica o director.

Facilidades

O coordenador de Cibersegurança da Bemol, Alex Lima Feleol, afirma que a gamificação torna os temas tão complexos da cibersegurança mais atraentes. “A gamificação tornou os temas de cibersegurança mais atraentes, tornando o interesse de todos muito maior a assuntos que seriam considerados desinteressantes, se fossem passados em um treinamento comum. Outra vantagem é a competição saudável que faz com que os usuários participem mais e chamem seus colegas de trabalho para participar”, conta.

A Bemol é uma das maiores redes de lojas da Amazônia Ocidental. “Várias soluções de mercado foram avaliadas e acreditamos que a gamificação foi o diferencial para duas plataformas que avaliamos. A Hacker Rangers acabou sendo escolhida por personificar melhor o conceito de gamificação e competição saudável entre os colaboradores”, afirma.

Mercado

A entrada em vigor da LPGD vai impulsionar ainda mais o mercado de cibersegurança. O cenário seria ainda melhor se a pandemia do novo coronavírus não tivesse influenciado o crescimento económico previsto para este ano. Contudo, o comando da Perallis está bem optimista com os números da empresa em 2020. “No começo do ano passado, tínhamos oito assinantes da plataforma. Hoje, estamos com 60 empresas que usam a Hacker Rangers. Devemos fechar o ano com 80. E projectamos chegar a 200 clientes em 2021”, prevê Vinicius Perallis.

Os cibercrimes causam prejuízos de mais de US$ 600 bilhões por ano no mundo. Na pesquisa “Global State of Information Security 2018”, a PricewaterhouseCoopers aponta que as principais fontes de incidentes de segurança, que facilitam a ocorrência de crimes cibernéticos, como roubo de dados ou destruição de informações, são os funcionários das empresas.

Decorreu, na manhã desta terça-feira (06), o habitual debate no programa tecnológico, da LAC (Luanda Antena Comercial), Conversas 4.0, moderado por Edilson Almeida, que reuniu convidados como: Leivan Carvalho, consultor de segurança de informação Limiar IT security; Nelson Nascimento, Group Leader Cyber Security da MSTelcom e António Pinto, em representação da NCR Angola.

Em nota introdutória, Edilson Almeida fez saber que Cibersegurança é a prática que protege os Computadores e servidores dos dispositivos móveis e sistemas electrónicos, rede de dados, contra ataques maliciosos, também chamado de segurança de TI ou segurança de informações electrónicas, até computação móvel.

Numa altura em que os ataques cibernéticos têm aumentado consideravelmente no país, sobretudo no decorrer do período de confinamento social, fruto da Covid-19, período em que várias empresas e instituições foram alvos de ataques cibernéticos, a edição desta terça-feira do Conversas 4.0, teve como objectivo de conhecer o universo do Cibercrime, riscos e processos de mitigação.

A nível mundial, os serviços médicos e as entidades públicas são as principais vítimas de ataques cibernéticos.

Na sua intervenção, Leivan Carvalho deixou claro que, o Cibercrime é toda actividade realizada de maneira a baixar o nível de confidencialidade, disponibilidade e integridade da infraestrutura tecnológica. Realça ainda que, a protecção de dados é a principal ferramenta de prevenção dos ataques cibernéticos." A confidencialidade , a integridade e a disponibilidade são os pilares de protecção de dados", disse.

O representante da NCR António Pinto, a falar pela própria empresa, admitiu que já foram alvos de Cibercrime a nível da estrutura, e por este facto despõem de um conjunto de softwares, políticas e controlos para a protecção de dados, começando com a restrição de acesso a terceiros na sua rede, e sobretudo impõem limite na inserção de dispositivos externos em seus equipamentos.

Por sua vez Leivan, ao chamar atenção ao facto, "que ninguém está ileso de ser atacado" e, sobretudo quando se verifica um exponencial crescimento das empresas, fez saber que, "a medida que a empresa for importante, maior é o foco dos hackers e ela se torna alvo de ataques maliciosos".
A nível da MSTelcom há um conjunto de políticas internas que vão desde, a questão física para a questão lógica que salvaguarda do ponto de vista de segurança de informação.

Nelson Nascimento fez saber que, numa pesquisa feita pelos cientistas da MSTelcom, em parceria com a Sheik Point aponta que, até 2021, o mundo terá perdas em crimes cibernéticos, na ordem dos 6.5 bilhões dólares. O especialista aponta o Phishing como o mais comum dos tipos de ataques cibernéticos. Na sua perspectiva, falar de segurança de informação, é falar não somente de informação mais sobretudo de educação.

Uma vez que a escala de ameaça virtual tem crescido, os especialistas aconselham pela adopção de um sistema de segurança dotados de técnicos especializados e controlos de seguranças, necessários para proteger.

Na recta final, os especialistas desaconselham o uso de domínios corporativos para veícular informações em canais públicos. E Nelson Nascimento, ao falar da terceirização dos serviços de infraestrutura, aponta que, não obstante as empresas aderirem aos serviços de Cloud, há que se criar um sistema de segurança dentro da própria estrutura. " A adesão a Cloud não garante a protecção da infraestrutura na totalidade. A Cloud oferece o primeiro Layer de segurança de informação e o solicitante deve ter também o seu próprio Layer de segurança que deve ser construído dentro da própria infraestrutura do cliente, antes de ceder à terceirização.

O conversas 4.0 é um programa voltado às tecnologias, emitido todas as terças-feiras, das 10 as 11horas, na LAC (Luanda Antena Comercial), e tem uma continuidade em Live, através do Facebook do Tech 21 Africa.

 

O Live do conversas 4.0, proporcionado pela Tech21 África , na plataforma ZOOM e em simultâneo na sua conta oficial do Facebook, sofreu ontem uma sabotagem por parte de invasores.

O referido live analisou o papel do ecossistema de startups na diversificação da economia.

Enquanto decorria o certame, os invasores tomaram por algum momento o controlo do live, deixando os intervenientes inativos, aguardando que tudo terminasse. Os invasores que no início da sabotagem se procediam em Espanhol, transmitiram imagens e vídeos de desenhos animados, retratos de pessoas com mascaras que normalmente é associada ao grupo Anonymous e por fim, deixaram no chat (sala do ZOOM) um link que prontamente os intervenientes exortaram para que nenhum participante acedesse.

O referida sabotagem, decorreu na recta final do live, que de seguida o moderador tomou a palavra para fechar o mesmo. Os prelectores reagiram com bastante calma e naturalidade. 

O live foi um acto público, onde (como tem sido habitual) a organização disponibilizou horas antes o ID e a senha de acesso.

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