outubro 27, 2020

A Stripe, empresa norte-americana de serviços financeiros e software, está em negociações avançadas para adquirir a Paystack - uma startup nigeriana que fornece integração de serviços de pagamentos em transação online e/ou offline por meio de uma API.

De acordo com a publicação da Techcrunch, os termos do acordo não foram divulgados, mas fontes próximas confirmam que ultrapassa os 200 milhões dólares, tornando-se a maior aquisição inicial até o momento na Nigéria, bem como a maior aquisição da Stripe até hoje em qualquer lugar.

É também uma mudança notável na estratégia da Stripe à medida que continua a amadurecer: normalmente, ela só adquire empresas menores para expandir sua pilha de tecnologia, em vez de sua presença global.

O negócio destaca dois pontos interessantes sobre a Stripe, que actualmente está avaliada em cerca de 36 bilhões de dólares: primeiro pela forma como está a dobrar a expansão geográfica, mesmo antes desta notícia, ela já havia adicionado 17 países à sua plataforma nos últimos 18 meses, junto com uma expansão progressiva de recursos . E a segunda, é como a Stripe está apostar nos mercados emergentes africano, especificamente no futuro de seu próprio crescimento.

De acordo com Patrick Collison, cofundador e CEO do Stripe, “ Há uma oportunidade enorme, ou seja, em números absolutos, África pode ser menor agora do que outras regiões, mas o comércio online crescerá cerca de 30% a cada ano. E mesmo com declínios globais mais amplos, os compradores online crescem duas vezes mais rápido.

Para a Paystack, o negócio dará à empresa muito mais investimento para construir ainda mais na Nigéria e expandir para outros mercados.

“O Paystack não estava à venda quando a Stripe nos abordou”, disse Akinlade, que co-fundou a empresa com Ezra Olubi, actual CTO. “Para nós, é sobre a missão. Estou motivado pela missão de acelerar os pagamentos no continente e estou convencido de que a Stripe nos ajudará a chegar lá mais rápido. É um movimento muito natural.”

Actualmente a Stripe conta com cerca de 60 000 clientes, incluindo pequenas empresas, grandes corporações, fintechs, instituições educacionais e empresas de apostas online, e o plano é continuar a operar de forma independente.

 

 

Fonte: Techcrunch

Por: Morato Custódio | Business Developer

 

Angola vive um ambiente fervoroso a volta da inovação tecnológica e é constante ver as novidades a volta do comércio digital desde as compras de bens até a compra de serviços, mas, o sector financeiro tecnológico é sem dúvidas o mais disputado e onde há maior intervenção do estado, Banca comercial e operadoras de telefonia móvel. As financeiras tecnológicas ou FinTech têm vindo a dar passos largos em Angola em termos de inovação tecnológica, uma vez que Angola tem muitas referências em África para adotar modelos operacionais e regulatórios, mas ao mesmo tempo tem dado passos tímidos a volta do ambiente regulatório.

Uma das questões que se tem colocado é sobre a diferença entre o Mobile Banking e o Mobile Money e é comum ver alguns conceitos misturados, confundindo não só a opinião pública como também alguns leigos em posições de tomada de decisão.

O Mobile Money é um serviço financeiro oferecido aos seus clientes normalmente por uma operadora de rede móvel (Ex. Unitel ou Movicel) ou outra entidade, independente da rede bancária tradicional (Ex. Xikila Money). Para o Mobile Money funcionar, não é necessário que o utilizador tenha uma conta bancária, sendo que o pré-requisito é um telemóvel básico (Bombinha).

Desde 1998 com o surgimento do PayPal, os serviços financeiros móveis têm evoluído continuamente a tal ponto que agora você pode enviar dinheiro a alguém como se estivesse a enviar um SMS, que é algo muito comum em África, especialmente no Quênia, onde podemos observar a maior rede de Mobile Money do mundo – O M-Pesa!

O M-Pesa foi lançado no Quênia em 2007 pela Vodafone e Safaricom, oferecendo aos usuários uma maneira de armazenar e transferir dinheiro nos seus telefones, para qualquer pessoa dentro da mesma rede de forma instantânea e esse serviço revolucionou o sector financeiro no Quênia, permitindo ao país o alcance para uma das maiores percentagens de inclusão financeira de África.


O Mobile Banking é uma extensão do serviço bancário tradicional. Para usar um banco, você precisa de uma conta bancária e com a inovação tecnológica é possível levar o seu banco no bolso consigo e visita-lo quando quiser e onde quiser, desafiando o modelo de distribuição tradicional baseado em agências bancárias que terá sempre um alcance limitado.

A maioria dos bancos Angolanos oferece aplicativos móveis que permite o acesso e gestão da sua conta bancária, como, consultar o saldo, solicitar transferências e aceder a serviços bancários, etc.

Existem alguns aplicativos de mobile banking que não estão associados a nenhum banco de forma exclusiva, como por exemplo o Multicaixa Express, que é um serviço digital que permite o acesso a operações financeiras que permite acesso a todos os usuários de cartões da rede Multicaixa, em suma, o Multicaixa Express é se calhar o maior concorrente dos canais digitais exclusivos dos bancos.

Pelo mundo assistimos a iniciativas privadas como o Monzo e o Revolut que são serviços de Mobile Banking 100% digital.

Os bancos tratam a questão da segurança com muito rigor – e devem – e o mobile banking não é exceção. A autenticação de dois fatores (onde você precisa ter um código enviado por mensagem de texto ou e-mail para autorização) é usada para logins, pagamentos e atualizações. Portanto, o mobile banking é um banco regular, mas com um interface digital instalado num dispositivo móvel.

Em suma...

Mobile Money e Mobile Banking são dois termos separados para uma forma modernizada de transação sem dinheiro físico, onde o mobile money é um meio de transação de pessoa para pessoa (P2P) que ajuda a pagar contas ou comprar produtos online com a ajuda de um telefone e o mobile banking permite que o utilizador tenha acesso a todos os serviços bancários, sem precisar ir ao banco ou ao Multicaixa.

A startup queniana PesaKit está a criar soluções para se tornar uma superplataforma para auxiliar agentes de dinheiro móvel em todo continente africano, permitindo que se tornem um canal de distribuição confiável de serviços digitais e financeiros.

De acordo com a Disrupt Africa, que ouviu o seu fundador, o aplicativo está acompanhar as transações dos agentes, fornecendo informações sobre seus fluxos de negócios e tendências para que possam gerir melhor sua liquidez. O aplicativo já capacitou 2.500 agentes para tomar decisões inteligentes em suas operações diárias, resultando em um aumento de 20% nos lucros e na produtividade.

“Temos 14 parceiros de telecomunicações e produtos digitais na plataforma cujos serviços estão disponíveis para os agentes distribuírem. Um mês após o lançamento de nosso novo aplicativo, integramos mais de 1.000 agentes, que estão a negociar activamente na plataforma PesaKit ”, disse Andrew Mutua, fundador e CEO da startup.

A startup, que participa no programa de aceleração da global Catalyst Fund, foi concebida para enfrentar os desafios da oferta de serviço de pagamento móvel e do modelo de agência bancária na África. Mutua disse que quer capacitar os agentes de dinheiro móvel para atender mais clientes.

“Concentramos nossos esforços na melhoria da saúde financeira dos agentes de dinheiro móvel, bem como no fortalecimento de sua resiliência. Isso, por sua vez, melhora o acesso aos nossos clientes finais. O objetivo de longo prazo do PesaKit é garantir a estabilidade financeira das populações carentes de todo o continente por meio da inclusão financeira e digital ”, disse Mutua.

Descrito como “a agência bancária do futuro”, a plataforma PesaKit permite que os agentes de dinheiro móvel atendam melhor seus clientes, fazendo gestão de suas finanças por meio de produtos de dinheiro móvel existentes e novos.

Após uma forte aceitação inicial no Quênia, a plataforma já está abrir suas portas na Tanzânia, onde será lançada ainda este ano.

A startup de água e serviços públicos do Quênia, HydroIQ, desenvolveu um aplicativo de racionalização e faturamento inteligente que permite que gerentes de propriedades e concessionárias digitalizem sua medição de água, pagamentos e atendimento ao cliente sem substituir sua infraestrutura.

De acordo com o Disrupt Africa, a startup está a construir redes de água inteligentes, usando sensores, análise de dados e pagamentos móveis e online, para trazer transparência no acesso e distribuição de água. O aplicativo denominado HydroIQ SmartBilling, faz contabilidade de cada gota, garantindo um faturamento transparente e análises poderosas da fonte ao consumidor, até agora entregando mais de três milhões de litros de água por meio de sua rede.

Com o lançamento do HydroIQ SmartBilling, uma solução SaaS para o sector de água, a startup afirma ter mais uma vez se posicionado como líder global na digitalização do sector de água e colocá-lo online. Já tem mais de 13.000 residências planejadas e fez parceria com as principais empresas do sector imobiliário e de abastecimento de água para apresentar esta solução aos seus clientes.

“Nosso objetivo é desbloquear o potencial digital, trazendo transparência no acesso e distribuição de água em toda a África, aproveitando os pagamentos online e móveis”, disse Bosire, fundador da HydroIQ.

Fundada para ser o primeiro operador de rede de água virtual (VWNO) do mundo, o HydroIQ participou do Techstars Accelerator e, desde então, recebeu financiamento da Techstars e da Partech.

O Secretariado da Commonwealth lançou recentemente um kit de ferramentas inovador para ajudar os países membros a potencializar tecnologia financeira para gerar progresso económico inclusivo.

De acordo com o site oficial da Commonwealth, o kit visa apoiar os governos na criação de um ambiente regulatório e bancário saudável para que a Fintech floresça ao mesmo tempo em que garante a protecção ao consumidor e a estabilidade financeira, bem como fornecer estrutura de acção que fornece orientação prática sobre como os países podem criar um ambiente favorável para Fintech.

A secretária-geral da Commonwealth, Patricia Scotland, disse ser satisfatório poder oferecer um apoio tão prático aos estados membros, em seu trabalho de potencializar a Fintech por meio da produção dessas ferramentas e desta orientação.

“Sabemos que a Fintech tem potencial para transformar vidas, aproveitar o crescimento económico sustentável e quebrar barreiras para os mais pobres e marginalizados. Nossa intenção é que, por meio deste kit e de outros suportes e orientação, aceleremos a adoção e o uso de Fintech para catalisar o desenvolvimento económico sustentável e a inclusão financeira para milhares de pessoas em nossa família Commonwealth.”

O kit oferece ainda orientação técnica sobre uma variedade de tecnologias, incluindo inteligência artificial, blockchain e cibersegurança, e sobre como elas estão sendo aplicadas para progredir nas metas de desenvolvimento. O programa também reconhece diferentes questões nacionais e regionais que precisam ser consideradas para garantir que o Fintech seja implantado de acordo com as necessidades de cada país.

O programa conta com parceria das Universidades de Oxford e Cambridge para oferecer treinamento em Fintech a mais de 100 funcionários governamentais de 41 países membros em todas as regiões da Commonwealth.

Na última década, os avanços na tecnologia financeira (Fintech) revolucionaram muitos aspectos dos serviços financeiros e expandiram a oferta de serviços bancários. A adoção das Fintech tem crescido em toda a Comunidade, bem como o uso de dinheiro móvel em África e na Ásia, a criação de uma moeda digital apoiada pelo banco central no Caribe e o uso de processos de identidade digital no Pacífico.

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