janeiro 25, 2021

O BAI – Banco Angolano de Investimentos S.A, deu a conhecer hoje (11), que no ano de 2020 foram transaccionados via moeda electrónica é-Kwanza, o valor total de 4.013.938.373 (Quatro mil, treze milhões, novecentos e trinta e oito mil e trezentos e setenta e três) Kwanzas, com um total de 112.380 (cento e doze mil trezentos e oitenta) clientes registados.

De acordo com uma nota enviada ao Portal de T.I, este crescimento resulta do aumento considerável de utilizadores no último semestre de 2020, e tem impulsionado o aumento do número de comerciantes que subscreve o contrato de aceitação de pagamentos efectuados por via da moeda electrónica é-Kwanza.

“A nossa estimativa é de que até ao fim deste ano (2021), a rede de aceitação, pagamentos e levantamentos exceda os 15.000 (quinze mil) comerciantes, 6.000 (seis mil) já no primeiro semestre, em todo o território nacional, tornando-o a solução ideal para pagamentos e transferências sem contactos físicos”, refere a nota.

Exemplo disso, são os mais de 2.100 colaboradores do BAI, nas 18 províncias, que receberam o incentivo de quadra festiva na sua conta é-Kwanza e realizaram as suas transacções financeiras com o suporte deste serviço.
Adicionalmente, o BAI informa que, começou hoje(11) uma campanha nacional de captação de clientes, onde prevê angariar 54.000 (cinquenta e quatro mil) novas contas particulares.

Este valor demonstra que o serviço é-Kwanza, para além de beneficiar pessoas não bancarizadas, sobretudo do mercado informal, suporta igualmente a movimentação de grandes quantias monetárias e serve também pessoas e empresas bancarizadas que pretendam transaccionar de forma segura e rápida.
O BAI revelou por outro lado que o serviço é-Kwanza pretende continuar a assegurar inclusão financeira para os cidadãos não bancarizados, dando-lhes a oportunidade de efectuarem transacções financeiras de forma rápida e segura sem necessidade de terem uma conta bancária, bem como contribuir para a inovação e flexibilização na forma de efectuar operações bancárias, garantindo altos níveis de satisfação nos nossos clientes.

O Banco Nacional de Angola (BNA) realiza no dia 3 de Dezembro, quinta-feira, o Demo Day, evento que visa apresentar os resultados do desenvolvimento e da materialização de projectos embrionários de tecnologia financeira, bem como da capacitação de startups angolanas, de forma gratuita, por via de formação com mentores especializados e suporte técnico, de modo a fomentar a inclusão financeira e social, no âmbito do Laboratório de Inovação do Sistema de Pagamento de Angola (LISPA).

A primeira Incubadora Fintech do País, enquadrada no LISPA, realizada em parceria com o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), teve início em Dezembro de 2019, tendo sido seleccionadas 10 startups que constituíram a primeira turma do programa. Cumpridas as diferentes fases do programa, é chegado o momento do “Demo Day”,  evento de celebração em que se exibe a história do programa, a evolução de cada uma das startups, os resultados, bem como os seus respectivos planos para o futuro.

Neste sentido, as startups realizarão em 3 (três) minutos, uma apresentação (pitch) dos seus negócios para potenciais investidores e parceiros de negócios. As startups finalistas foram escolhidas por um processo de avaliação em decorrência da sua participação no programa. 

Participaram do referido programa as seguintes startups :

  • Usekamba – “plataforma de pagamento integrada com um hub de serviços financeiros e digitais”;
  • Arotec – “leitor de cartão de débito ou crédito (multicaixa) destinado aos pequenos negócios do mercado informal”;
  • YouBank – “plataforma digital que permite efetuar pagamentos e transferências de forma instantânea a partir do telemóvel, sem necessidade de ter uma conta bancária”;
  • Kubinga Pay – “solução para transformar o ecossistema de pagamento de serviço em cashless”;
  • Digipay – “plataforma de gestão de cobranças que integra as empresas que prestam serviços recorrentes ao Sistema de Débitos Directos de Angola (SDD)”;
  • Team AKI – “pagar de forma fácil, simples e segura, tudo através de um telemóvel”;
  • PAGA3 – “plataforma de pagamentos de bens e serviço de forma parcelada”;
  • Nojoje – “tendo ou precisando de livros académicos usados e de conteúdo diverso, a E-Kuta é o lugar onde pode vender, comprar ou alugar livros”; 
  • Credit Score – “responde a questões para auxiliar na tomada de decisão sobre crédito”.

 

Fonte: BNA

Não deixe de acompanhar esta grande entrevista concedida pelo Responsável pela transformação digital do BAI, Nuno Veiga, que falou de Mobile Money. Nesta entrevista vai poder acompanhar toda descrição do é-kwanza, um serviço inovador que se propõe efectivar a inclusão financeira do país.

Clique aqui para assistir a entrevista completa.

A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) participou, de 2 a 6 de Novembro do corrente ano, via videoconferência, na II Edição da Nigeria Fintech Week (NFW) 2020, subordinado ao tema "Evolução da Disrupção Económica: Fintech Como Solução".

A NFW 2020 tem como objectivo descobrir, lançar e centrar as atenções para as novas soluções das fintechs que podem ser alavancadas em sectores importantes, porém, negligenciados, como são os da Saúde, Agricultura, Educação, Comércio Electrónico, Logística, entre outros.

Esta II Edição da NFW 2020 e do Ciclo de Conferências Nacionais de Fintech na Nigéria, está voltada para a promoção de uma mudança de paradigma, assente na aposta da inovação e de tendências de disrupção digital e financeira, para além de soluções concretas que concorram para o resgate das economias de países em desenvolvimento.

 

Fonte: CMC

A Stripe, empresa norte-americana de serviços financeiros e software, está em negociações avançadas para adquirir a Paystack - uma startup nigeriana que fornece integração de serviços de pagamentos em transação online e/ou offline por meio de uma API.

De acordo com a publicação da Techcrunch, os termos do acordo não foram divulgados, mas fontes próximas confirmam que ultrapassa os 200 milhões dólares, tornando-se a maior aquisição inicial até o momento na Nigéria, bem como a maior aquisição da Stripe até hoje em qualquer lugar.

É também uma mudança notável na estratégia da Stripe à medida que continua a amadurecer: normalmente, ela só adquire empresas menores para expandir sua pilha de tecnologia, em vez de sua presença global.

O negócio destaca dois pontos interessantes sobre a Stripe, que actualmente está avaliada em cerca de 36 bilhões de dólares: primeiro pela forma como está a dobrar a expansão geográfica, mesmo antes desta notícia, ela já havia adicionado 17 países à sua plataforma nos últimos 18 meses, junto com uma expansão progressiva de recursos . E a segunda, é como a Stripe está apostar nos mercados emergentes africano, especificamente no futuro de seu próprio crescimento.

De acordo com Patrick Collison, cofundador e CEO do Stripe, “ Há uma oportunidade enorme, ou seja, em números absolutos, África pode ser menor agora do que outras regiões, mas o comércio online crescerá cerca de 30% a cada ano. E mesmo com declínios globais mais amplos, os compradores online crescem duas vezes mais rápido.

Para a Paystack, o negócio dará à empresa muito mais investimento para construir ainda mais na Nigéria e expandir para outros mercados.

“O Paystack não estava à venda quando a Stripe nos abordou”, disse Akinlade, que co-fundou a empresa com Ezra Olubi, actual CTO. “Para nós, é sobre a missão. Estou motivado pela missão de acelerar os pagamentos no continente e estou convencido de que a Stripe nos ajudará a chegar lá mais rápido. É um movimento muito natural.”

Actualmente a Stripe conta com cerca de 60 000 clientes, incluindo pequenas empresas, grandes corporações, fintechs, instituições educacionais e empresas de apostas online, e o plano é continuar a operar de forma independente.

 

 

Fonte: Techcrunch

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