setembro 27, 2021

À cada dia que passa, vários são os ataques informáticos registados pelas instituições financeiras, bancárias, comerciais e não só, muitos dos quais não esclarecidos ou até mesmo resolvidos.

A Primeira Cimeira Angolana sobre Segurança Cibernética, "Cyber Secur Summit 2021" é um evento a ser realizado pela SP Mídia, empresa detentora do Portal de T.I e a CyberSecur, empresa de estratégia de defesa cibernética, nos dias 06 e 07 de Outubro, das 09 as 15horas, no Hotel Epic Sana, em Luanda.

O evento, visa promover a abordagem crítica sobre o assunto, partilhar conhecimento sobre perícia digital, segurança cibernética e sobre os crimes informáticos à luz do novo código penal angolano.

O evento vai contar com a presença do Ministro de Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem e, de igual modo, vai registar a participação de prelectores do Brasil, São Tomé e Príncipe e Angola com temas como Direito Digital; Perícia Digital; Protecção de dados; Segurança Nacional; Ciberética; Inteligência Cibernética em Processos Investigativos; Ransomwore entre outros.

As inscrições para o evento podem ser feitas a partir do site www.cybersummit.co.ao

 

 

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A cada dia que passa, os crimes cibernéticos aumentam em África, sendo que países como Angola, África do Sul e Moçambique têm sido regularmente alvos destes ataques. Dados recentes apontam que a Nigéria também entra na lista de países africanos, vítimas de ataques cibernéticos, o que prejudica a sua economia, segundo considerou o presidente da EFCC (Comissão de Crimes Económicos e Financeiros) Abdulrasheed Bawa, nesta Quinta-feira (03). A comissão também lamentou que o crime cibernético tenha "dado à Nigéria um nome ruim globalmente".

O presidente da EFCC, Abdulrasheed Bawa, disse, em seu artigo intitulado: "Juventude e impacto de crimes cibernéticos e outros crimes financeiros para a economia nacional", no fórum de mentorias, da Fundação Sir Ahmadu Bello de 2021, que a luta contra os crimes cibernéticos terão sucesso com a colaboração de todos, incluindo os jovens, porque requer muita colecta de informações.

Abdulrasheed Bawa considerou que a colecta de informações é muito importante na luta contra o crime cibernético. "A colecta de informações está a fornecer dados úteis à comissão para conter os crimes cibernéticos em todo país”.

O presidente da comissão também lamentou que as actividades dos criminosos têm impactado na economia do país, causando encerramento de empresas, perdas de empregos e instabilidade económica.

O porta voz dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), Manuel Halaiwa, revelou que o departamento de crimes cibernéticos afecto ao SIC, está a investigar os ataques ocorridos recentemente no Banco de Poupança e Crédito(BPC).

Manuel Halaiwa, porta-voz do SIC, revelou ao Jornal Valor Económico, que, apesar de o banco público não ter feito qualquer participação formal, o departamento de crimes cibernéticos, tão logo tomou conhecimento do sucedido, através da imprensa, abriu uma investigação, pois entende que não podia “ficar de braços cruzados”.

“Estamos a fazer um trabalho de investigação, a seu tempo, caso haja resultados, poderão ser tornados públicos”, promete

O jornal Valor Económico, ouviu uma fonte ligada à recuperação da plataforma informática do BPC, que confidenciou que parte da plataforma hackeada não foi possível de ser recuperada até ao momento, porque o banco não tem o backup.

Nos últimos meses, o BPC sofreu sucessivos ataques que deixaram inoperante alguns serviços aos seus clientes. Dentre os ataques supostamente sofridos, realce para o de ransomware que consiste no roubo de informações valiosas que só podem ser devolvidas mediante o pagamento de quantias monetárias, o que o BPC negou ter recebido qualquer pedido de resgate dos hackers.

Portanto, o BPC adiantou ainda desconhecer o tempo necessário para a recuperação completa do sistema.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Joe Biden, recebeu esta Quarta-feira(25) na Casa Branca, os líderes das grandes empresas tecnológicas, com destaque para a Google, Apple, Amazon e IBM, bem como os lideres das empresas do sector de energia, banca, seguros e educação, para falar sobre a questão da cibersegurança.

Os ataques informáticos de larga escala sucedem-se, afectando cada vez mais sectores. Com base nestes acontecimentos, o presidente Biden, prometeu durante a referida reunião, modernizar a defesa do Governo Federal e melhorar a área da segurança.

De acordo com o jornal Financial Times, Joe Biden salientou nesta reunião, que a maioria das infra-estruturas críticas do país é detida e operada pelo sector privado, tendo considerado não ser justo o Governo Federal responder a este desafio sozinho.

Após a reunião, a Casa Branca anunciou que o National Institute of Standards and Technology vai trabalhar com as diferentes empresas para fazer melhorias na cadeia de produção de software
e ainda responder aos desafios que sejam encontrados em alguns serviços.

Pela voz de Sundar Pichai, o líder da Google, a empresa comprometeu-se a participar nesta iniciativa e trouxe uma aposta para a mesa: a gigante da internet está disposta a investir mais de 10 mil milhões de dólares na área da cibersegurança ao longo dos próximos cinco anos.

A IBM por sua vez, prometeu por meio do seu CEO Arvind Krishna, treinar mais 150 mil pessoas na área cibersegurança nos próximos três anos. A Microsoft, que também foi alvo de um ataque cibernético em Maio deste ano, apontou um investimento de 20 mil milhões de dólares para os próximos cinco anos.

A Apple não se comprometeu com um valor fechado, mas garantiu que vai estabelecer um programa focado na área das melhorias da segurança. Enquanto que a Amazon prometeu que irá disponibilizar de forma gratuita ao público o mesmo treino de consciencialização sobre segurança que disponibiliza aos seus funcionários.

Depois dos sucessivos ataques de ransomware sofridos pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), o Jornal Valor Económico ouviu de fontes próximas, que garantiram que o BPC sofreu outros ataques de grande dimensão que causaram graves danos ao sistema informático e tiraram documentos importantes.

O Banco nega, entretanto, que tenha ocorrido roubo de documentos, apesar de não conseguir recuperar o sistema informático e documentos importantes agora na posse de "hackers", quase um mês depois do ataque.

De acordo com o Jornal Valor Económico, a mesma fonte garantiu que, além do ataque do tipo ransomware (que provoca bloqueio do sistema, tirando documentos e só os liberta com pagamento de milhões em criptomoedas), o banco público também sofreu outros tipos de ataques que deixaram mais vulnerável o sistema informático.

O BPC confirma que um dos ataques que sofreu é o ransomware, mas nega que tenha havido roubo de documentos. Sem saber o propósito dos "hackers", o banco explica que não foi ainda possível recuperar completamente o sistema informático e não sabe quanto tempo durará o processo.

Apesar disso, refere, “o banco já está a funcionar quase na normalidade”, estando em curso a instalação de uma nova plataforma tecnológica.

O BPC prevê concluir a instalação da nova plataforma tecnológica no mais curto espaço de tempo possível.

 

Fonte: Valor Económico

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