outubro 27, 2020

Os Traders do continente africano têm se mostrado menos propensos a fraudes de criptomoedas, diz o relatório de 2020 da Chainalysis.

De acordo com a empresa de perícia em blockchain, os comerciantes de criptomoedas em África, têm menos probabilidade de enviar ou receber tokens de endereços fraudulentos conhecidos, do que os Traders de outras regiões. Isto porque África apresenta uma boa percentagem de pessoas que conhecem e evitam esquemas fraudulentos.

No Relatório 2020 de Geografia da Criptomoeda da Chainalysis, a empresa afirma que a percentagem de actividade de criptomoeda ilícita associada à golpes, não é tão alta em África quanto em outras regiões do mundo. A actividade ilícita de criptomoedas foi responsável por apenas 2% do volume de negócios de aproximadamente 16 bilhões de dólares na região no período de julho de 2019 a junho de 2020.

“Pessoas em muitas partes de África foram vítimas de golpes financeiros comuns no mundo fiduciário, como esquemas de pirâmide e outros golpes de investimento”, afirmou o relatório. Apesar dos golpes ainda representarem uma grande parte da actividade ilícita de criptomoedas em África, a participação não é tão alta quanto em outros lugares.”

Na Europa Oriental, no entanto, onde as transações ilícitas representaram seis vezes mais do que os números de África para todo o volume de criptomoedas naquele ano, mais pessoas provavelmente caíram em esquemas de pirâmide de criptomoedas e "brindes". Os golpes comprometeram 50% de todo o mercado de criptomoedas no nível muito mais alto de transações ilícitas da região, e a Europa Oriental é um foco de actividade na darknet.

A explicação para esse fenômeno pode ser a crescente educação em criptomoedas que tem havido em África. De acordo com a gerente regional da Binance para a África do Sul, Tanya Knowles, a melhor abordagem que os comerciantes de criptomoedas no país pode adotar é garantir que haja educação sobre fraudes.

Um dos líderes que agora defendem a educação sobre blockchain e criptomoedas em África já foi vítima de golpes de criptomoeadas. Doris Ojuedeire fundou a organização sem fins lucrativos Blockchain African Ladies e a plataforma Crypto Lioness, ambas destinadas a educar as mulheres sobre a tecnologia de blockchain e comércio de criptomoedas.

A Securities and Exchange Commission (SEC), tomou na passada segunda-feira, a decisão de classificar as criptomoedas como títulos financeiros.

De acordo com o site Bitcoin Angola, o termo título, refere-se a qualquer instrumento financeiro que seja negociável. Alguns exemplos comuns incluem acções e bunds. Outra maneira de definir títulos será como os mesmo podem tornar-se em contratos financeiros que concedem ao proprietário uma participação num activo e que podem ser comprados e vendidos.

Esta decisão foi destacada como sendo extremamente importante aos olhos do público na Nigéria. A ausência de regulamentos, causou muitos problemas para os cripto Traders. Frequentemente, algumas empresas (mal informadas) de tecnologia, confiscavam ilegalmente os fundos dos Traders que negociavam Bitcoins ou outros criptomoedas na Nigéria. Esses Traders eram usuários de suas plataformas, e negociavam criptos em exchanges ponto a ponto (peer-to-peer). A criptomoeda popular agora é o Bitcoin, mas o interesse por outras criptomoedas na Nigéria está a aumentar.

Antes desta decisão tomada pela SEC de criptomoedas na Nigéria, a situação era muito complexa. As negociações de criptomoedas, como por exemplo o Bitcoin, não era ilegal, mas também não estava totalmente regulamentado. Os Traders estavam desprotegidos e, muitas vezes, eram vítimas de plataformas e exchanges fraudulentas.

Os comerciantes nigerianos acreditam que o Banco Central da Nigéria (CBN) reconhece a legalidade das criptomoedas, portanto, terá de ter uma estrutura regulatória ou regime de licenciamento para operadores de criptomoedas.

A Securities and Exchange Commission é um Comitê de questões de capital, estabelecido pelo Banco Central da Nigéria (CBN), para examinar pedidos de empresas que buscam interagir no mercado de capitais.

Em função da falta de dólares americanos e enfraquecimento da moeda nacional, a Nigéria passou a contar com o Bitcoin como meio de liquidação de pagamentos para transacções internacionais, ultrapassando deste modo os EUA em número de downloads de carteiras da moeda digital.

A par do que está a acontecer um pouco por todo continente, as empresas nigerianas precisam de dólares para comprar novos produtos, bem como para encomendar equipamentos estrangeiros vitais. No entanto, os estabelecimentos formais de moeda estrangeira, como os bancos, não conseguem atender a essa demanda. Em consequência disso, os nigerianos estão a adotar as criptomoedas para viabilizar as transacções internacionais.

Segundo a publicação do Business Day Nigéria e o relatório do Bureau De Change BDCs, a moeda estrangeira na Nigéria tem sido incapaz de atender à alta demanda, e alguns operadores tentam adquirir uma educação operacional de Bitcoin, despertando a curiosidade de muitos empresários locais.

As criptomoedas ganharam impulso devido ao seu uso como ferramenta para liquidação de pagamentos e transferências internacionais. A pandemia global e suas restrições de viagens relacionadas, parecem ter desencadeado uma nova onda de demanda por Bitcoin. Somando-se a isso, dados do site oficial do Bitcoin revelam que das 18.613 carteiras baixadas globalmente entre 10 a 10 de Agosto, cerca de 3.473 eram da Nigéria. Os EUA tiveram cerca de 2.802 downloads a menos, seguidos pela Índia, que teve cerca de 1.420 downloads.

Um dos motivos da adopção das criptomoedas segundo Philip Anegbe, chefe da equipa da CardinalStone Research, é que o país está a enfrentar uma crise dupla e esses déficits provavelmente aumentarão com os baixos preços do petróleo.

 

 

Fonte: bitcoinangola

 

Por: Alexandre Sérgio Manganda | Economista | Ceo e Fundador da Startup Field Right.

 

O propósito geral visa demonstrar a importância de se compreender esse fenómeno tecnológico que está rompendo paradigmas económicos e sociais. Na medida em que o momento actual é de buscar pela modernização dos procedimentos da economia, a fim de facilitar e acelerar o desenvolvimento económico. Possibilitar ao leitor tomar um primeiro contacto com matéria. No dia a dia os agentes económicos buscam transaccionar ou investir em Bitcoins em mercados diferentes. No modo lógico podemos dizer que está pesquisa acaba sendo de extrema importância para a literatura económica e áreas afins. Conforme Farhi (1999 pág. 107) “o impacto macroeconómico da arbitragem não pode ser subestimado, já que essas operações transformam-se num dos principais veículos de unificação internacional dos preços de activos financeiros de mesma natureza”, de seu ajustamento temporal e a sua transmissão dos impactos sofridos num mercado para os outros.

 

É necessário ressaltar que o presente artigo não pretende discutir ou mesmo aprofundar questões técnicas de informática ou discussões sobre qual é a melhor criptomoeda, e qual é a melhor linguagem de programação ou sistema de criptografia, apesar de utilizarmos essas ferramentas.Para compreendermos melhor é factível analisarmos a moeda criptográfica Bitcoin e a tecnologia blockchain, descrevendo brevemente, sua história e consolidação como a principal criptomoeda no mercado até 2017. A relação entre Blockchain e Bitcoin? É muito comum as pessoas podem confundirem essas duas coisas e é natural que façam Blockchain é a plataforma tecnológica utilizada para o funcionamento da rede Bitcoin e de várias outras criptomoedas. Bitcoin é a primeira e a mais conhecida aplicação da tecnologia Blockchain. A tecnologia blockchain surgiu em Outubro de 2008, e o seu fundador é Satoshi Nakamoto lançou seu artigo denominado Bitcoin: a Peer-to-Peer Electronic Cash System, na internet (MANAF, ET AL,2011). É importante frisar que as relações económicas caminham junto com a evolução da humanidade. Nesse aspecto, nos primórdios da história quando não existia dinheiro a troca de produtos era uma prática comum, ao longo do tempo as mercadorias poderiam ser trocadas por alguns metais como, por exemplo, a prata ou o ouro. Sendo assim, um conceito de valor foi dado pelas pessoas aos metais, que obtiveram poder de troca, isso facilitou a prática e o desenvolvimento da economia ao longo dos séculos (ANTONOPOULUS, 2016, pág. xvii).

As moedas virtuais, possuem valor adquirido e consequentemente tem valor de compra. Não obstante, as criptomoedas rompem com o modelo tradicional da economia, na qual toda operação financeira é feita com a supervisão de um órgão fiscalizador, como seria o papel do banco central nas operações que envolvem o kwanza em Angola. No caso dos bitcoin, entra em cena o sistema blockchain em que tudo é fiscalizado e confirmado por milhares de computadores em várias partes do mundo, sem haver um único órgão para isso. A criptomoeda pode servir como uma maneira de driblar a inflação e resolver alguns outros factores económicos. Pesquisa da KPMG realizada em 2019 revelou que 41% dos líderes tecnológicos são favoráveis à adopção de blockchain nos negócios durante os próximos três anos. A instituição entrevistou mais de 740 líderes globais, de mais de 12 países. A pesquisa também mediu o impacto da tecnologia e 48% dos participantes declararam que o blockchain pode mudar a forma como os negócios serão conduzidos nos próximos anos.

Algumas pesquisas já mostraram que as criptomoedas possuem pouca correlação com outros activos, como acções ou moedas. Assim, é possível aumentar o retorno de seu portefólio e ainda diminuir os riscos gerais. Claro, o investidor deve ter cuidado com quanto de seu património colocar em criptomoedas. No Mercado Bitcoin, não recomendamos mais que 10%. Além disso, o Bitcoin é seguro por conta da blockchain, tecnologia por trás das criptomoedas, sendo imutável e permanente.
Quando fazemos uma transacção com Bitcoin , ela é reunida a outras, em um bloco. Cálculos de rentabilidade não são lineares, para Angola isso é uma vantagem .

As criptomoedas podem ser utilizadas internacionalmente para exportar ou importar serviços usa-lá como forma de pagamentos, então podemos considerá-las divisas. Portanto a grande vantagem é que o nosso custo de energia (0.03 USD/kWh) é baixo do que comparando com outros países, como por exemplo os EUA ( 0.10 USD/kWh).

As empresas ou pessoas que vão fazer mineração em Angola, estarão literalmente a comercializar a energia (que é paga em Kz) por criptomoedas. De facto por causa deste baixo custo de energia, os miners em Angola serão um dos últimos a perder rentabilidade e em Angola as empresas ou pessoas ganharam sempre. A inserção de criptoactivo em Angola à economia mundial como sabemos, que o país primordialmente é exportador de petróleo e, até certo ponto, de diamantes, limitou de forma significativa o potencial de diversificação da economia, tornou extremamente difícil a criação de um sector manufactureiro nacional capacitado para competir com as importações ou preparado para exportação, e reforçou que a presença de blockchain e criptomoeda essencialmente extractiva da economia.

Para regulamentação de Criptoativo em Angola devem incidir em questões secundárias, como por exemplo, incentivar a implementação de medidas de informação e segurança para os consumidores, alertando para os risco e vantagens do seu uso, assim como é feito para quaisquer outros serviços financeiros. As corretoras de criptomoedas devem servir para estimular sempre melhorarem sua comunicação com seus clientes, e reforçar seus mecanismos de segurança. Incentivos como desoneração tributárias para mineradores de criptomoedas e empresas de tecnologia devem ser experimentados, visto que o mercado de criptomoedas tem grande impacto na economia, além de fomentar vários ramos da ciência como a matemática, direito, economia, ciência da computação e em especial “big data”, criptografia e desenvolvimento de hardware.Por fim, governos e mercados (empresas e sociedade civil) devem se preparar para entrar na era digital, estimulando a inovação e pesquisa nas universidades para possibilitar o surgimento de novas tecnologias e serviços que irão trazer novas facilidades e desafios.

Em suma é importante ressaltar que, como vivemos na era digital, onde todos estão conectados as redes sociais, qualquer movimento de grandes empresas, visando aumentar artificialmente a importância de determinada moeda, será facilmente detectado e desmoralizado, por isso, a pesquisa deve realmente ser focada na moeda que mais benefícios trás para a economia nacional.

Hipótese dos mercados eficientes postula que o preço dos activos reflecte totalmente na toda informação disponível. A teoria foi desenvolvida e sustentada empiricamente e maioritariamente pelos economistas Eugene Fama e Kenneth French.

Mostram as evidências mais robustas para a hipótese dos mercados eficientes tem origem de estudos de evento. Ou seja, eventos precisamente datados e com um efeito expressivo nos preços (exemplo: combate a corrupção em Angola) fornecem uma estimativa da velocidade de ajuste de preços à chegada da nova “informação” (ver Fama e French (1980), Fama (1991) e Cochrane (1991)). Para a literatura de finanças corporativas os resultados apontam que os preços rapidamente se ajustam às informações que “fazem preço”, como mudanças na estrutura de capital e mudanças de política de dividendos. A implicação directa da teoria de mercados eficientes em sua vertente forte e semi-forte é que obter retornos em excesso consistentemente é impossível.

Conclui-se, que as criptomoedas são uma evolução da economia, sobretudo, vinculada as tecnologias dos computadores e da internet nesse novo século. Sendo assim, as moedas virtuais serão cada vez mais usadas pelo mundo, o que contribui para uma nova revolução económica que se inicia. Dessa forma, os governos precisam desenvolver políticas para esse novo cenário. O governo angolano, através do ministério da economia, deve divulgar o tema para que haja esclarecimento, promover campanhas nas universidades para que os estudantes se despertem para o significado das moedas virtuais. Já as empresas angolanas, devem favorecer o uso dessas moedas como já acontece em outros países, a fim de que facilitem seu uso. Dessa forma, será extremamente bom para a economia angolana o uso das criptomoedas como, por exemplo, o Bitcoin. 

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