outubro 20, 2020

Decorreu nesta terça-feira(29), na plataforma ZOOM e em simultâneo na conta do Facebook do Africa Tech 21, o live do programa conversas 4.0, que analisou o papel do ecossistema de startups na diversificação da economia. O live contou com a moderação de Kiesse Canito e com os seguintes convidados: Haymée Cogle, Lider Local do Founder Intitute, Vanda Oliveira, Co-founder da Bantu Makers, Morato Custódio, Business Developer, José Carlos CEO da Acelera Angola e Armando Mualumene, Gestor de Projectos para empreendedores e inovação.

Os intervenientes analisaram o ecossistema das startups no contexto actual, o seu papel na diversificação económica e as soluções que poderão ser desenvolvidas com vista a resolver os diversos problemas que o país enfrenta.

Com os olhos postos na inovação, Vanda de Oliveira referiu que é importante estimular e promover um outro tipo de instituição, que possa agregar valores para além do que algumas universidades fazem, criando centros de formações especificas que tem a ver com o desenvolvimento para as competências dos séc. XXI.

Uma outra componente bastante importante no ecossistema das startups, segundo ela, é o acesso ao financiamento, que não deve ser feito por meio da banca, mas sim por dos Business Angels, subvenções públicas ou privadas, firmas de financiamento de capitais de riscos e só depois entram os bancos.

Armando Mualumene defendeu que é necessário existir a educação dos próprios empreendedores, que muitos deles não sabem o modelo ideal a utilizar, tendo avançado que o principal é a educação dos investidores. “Existem poucos investidores em África e particularmente em Angola que querem se educar sobre o ecossistema”, disse ele que se mostrou céptico quanto a existência de um verdadeiro ecossistema no país.

“E quando não há educação, o que acontece é que os investidores disponibilizam o financiamento, e logo depois querem o retorno ao fim de alguns dias e ainda assim querendo mais de 70% das acções”, acrescentou.

O CEO da Acelera Angola, José Carlos, proferiu que existe sim o ecossistema de startups em Angola, embora ela esteja ainda concentrada na capital do país. “Já temos o ecossistema, basta olharmos para os pilares, elas já existem”, afirmou.

Questionados sobre como as startups podem gerar soluções não convencionais para as áreas de saúde e educação, Haymée Cogle afirmou que deve-se fazer um reset, começando pela descentralização, criando uma outra maneira para aproximar as soluções dos problemas.

"Nós não podemos querer resolver os problemas que temos hoje  com as mesmas soluções do passado. Para a resolução dos problemas do futuro, temos de pensar diferente”, disse.

Falando sobre uma perspectiva mais abrangente e direcionada, apresentando números e perspectivas, Morato Custódio referiu que não tem como neste momento, em um país como Angola, empregar os cerca de 4 milhões e 700 mil pessoas desempregadas, baseando-se em contratação convencional.

“A inovação, o ecossistema de empreendedores, as startups e todas as pessoas que participam nesta nova era de Angola, é de facto, não só uma opção como também a única alternativa que o país tem para resolver o problema que afecta os cerca de 4 milhões e 700 mil desempregados”, disse Morato.

Realçou ainda que o crescimento populacional de Angola tem que ser analisada nesta perspectiva. Resolvendo com base na inovação, apostando numa economia descentralizada, inclusiva, aonde busca-se soluções inovadoras baseadas em modelos de gestão com baixo custo de investimento para poder resolver problemas da educação, saúde e promover o auto-emprego para que as pessoas possam se auto-sustentar.

Em jeito de conclusão e com vista a apontar soluções, Armando referiu que deve-se encarar a diversificação como um processo, sabendo que o melhor mecanismo para trazer a sustentabilidade é o empreendedorismo. Por outro lado, Vanda Oliveira disse que, uma das soluções passa por repensar o modelo de desenvolvimento, partindo para o desenvolvimento mais pragmático e menos ideológico.

O referido live, é uma extensão do habitual programa conversas 4.0, que acontece todas as terça-feira na Rádio Luanda Antena Comercial (LAC), das 10 as 11 horas.

Estão abertas até o dia 16 de outubro, as candidaturas para as Startups africanas que desejam fazer parte do Space-Tech Challenge 2020.

O Space-Tech Challenge é um projecto que visa identificar e desenvolver startups neste espaço, focando especificamente em aplicações de tecnologia espacial a jusante na agricultura, seguros, retalho, sustentabilidade e conservação.

As aplicações do Space-Tech Challenge permitem identificar e desenvolver os mais promissores e inovadores, empresários e empresas em fase inicial no sector da tecnologia espacial em toda a África.

As Startups que vão participar, terão a oportunidade de apresentar numa audiência global na GEO Week, uma conferência intergovernamental de observação da Terra; ligações industriais e acesso ao mercado através da ZASpace e parceiros terão também selecção de investimento por parte da Anza Capital, apoio ao desenvolvimento empresarial durante um mês através do Instituto de Investigação para a Inovação e Sustentabilidade.

Já na recta final, poderão apresentar a juízes e a representantes da indústria bem como o fornecimento de imagens de satélite prontas para ortopedia a partir do arquivo da Maxar.

Entretanto, os três vencedores, receberão quatro meses de incubação em linha e mentoria virtual, e acesso contínuo a uma rede peer-to-peer através da TechTribe, bem como a oportunidade de apresentar a sua ideia directamente a MAXAR. Doravante, o vencedor global ganhará um SecureWatch Premium de 5GB, válido por três meses no valor de 12.500 dólares.

A startup nigeriana, lançou uma plataforma web com as características da famosa plataforma multinacional Airbnb.

A plataforma denominada Nwanndo, foi lançada no passado mês de Maio, o que tem sido considerado um dos lançamentos menos oportunos do ano, fruto da actual situação que se vive. Porém o seu fundador minimiza a situação dizendo que é um óptimo momento para se olhar para dentro, para o desenvolvimento e a exploração da indústria do turismo.

Fundado por Okereke Ikenna e Venetia Grant, a plataforma conecta as pessoas com lugares para ficar, e coisas para fazer em África, e permite que as pessoas rentabilizem seus espaços extras ou experiência em viagens.

O objectivo da startup é abrir um novo tipo de comércio de turismo em África, de forma a eliminar a necessidade de agentes de viagens, e ajudar os habitantes locais a ganhar dinheiro enquanto mostram o melhor que o continente tem a oferecer.

Ikenna disse que a Nwanndo resolve muitos problemas da sociedade. “Isso permite aos viajantes uma opção mais económica e permite que os locais mitiguem os altos custos do aluguer e tenham mais flexibilidade. Em terceiro lugar, ajuda os pequenos investidores que querem se envolver mais do que apenas ser um proprietário tradicional, o que só dá retornos muito pequenos”.

Actualmente a startup opera na Nigéria, Gana, Quénia e Tanzânia, e pretende se expandir para o resto da África e no exterior, à medida que entra em discussões com investidores. A plataforma, que cobra uma comissão de 10 por cento sobre qualquer reserva.

Fonte: Disrupt Africa

A Joblist, startup americana, usa recursos de Inteligência Artificial (IA) para combinar candidaturas e vagas disponíveis.

Lançada no ano passado, até agora ajudou 4 milhões de pessoas na procura de emprego, disse o CEO Kevin Harrington ao Business Insider. Mesmo sem muitas promoções, a Startup viu no passado mês Junho, um aumento nas actividade de candidaturas de empregos, à medida que os bloqueios foram suspensos.

Os candidatos podem decidir se estão abertos a empregos remotos ou posições que os obriguem a estar na linha de frente em sectores como comércio, serviços de alimentação ou hotelaria. Uma pessoa com deficiência física, por exemplo, pode excluir todos os empregos marcados como exigindo trabalho físico.

"A indústria não tem realmente inovado há 10 ou 20 anos, a maioria dos sites de busca ainda dependem fortemente de palavras-chave e campos de localização", disse Skylar Williamson, director de produtos da startup.

Segundo Williamson, o que torna a Joblist diferente, é o foco da plataforma em "personalização" e "colaboração" para ajudar os candidatos a emprego e filtrar milhões de ofertas de emprego.

A Joblist, anunciou ontem(13) que recebeu cerca de 4 milhões de dólares em financiamento, e pretende usar o influxo deste dinheiro para dobrar seus recursos de personalização e colaboração. 

A plataforma usa IA e aprendizado de máquina para combinar pessoas e funções com base em uma série de factores, como o compromisso de uma empresa com a diversidade ou sustentabilidade. Os candidatos são obrigados a preencherem um breve questionário para fornecer informações adicionais à lista de emprego.

 

 

Fonte: Businessinsider

O Facebook, através da sua récem criada aceleradora, convida as startups africanas a se inscreverem em seu programa que os oferecerá acesso a orientação e treinamento, bem como às tecnologias e redes da empresa.

A aceleradora busca por tecnologias que podem se tornar rápida e fácil a gestão de inventários online, obrigando como startups terem sede na Europa, Oriente Médio ou África. As empresas precisam ser startups do modelo B2B ou B2B2C, com evidências de progresso significativo no crescimento dos negócios e receita, e um produto focado em gerar valor para os clientes.

“No Facebook, nosso foco tem sido muito tempo unir as pessoas e construir uma comunidade. Estamos comprometidos com o ecossistema de startups e credamos que ao conectar, treinar e desenvolver empreendedores por meio de nossos programas, o Facebook pode capacitar as pessoas a resolver problemas relevantes e realizar ”, disse a empresa.

Como empresas seleccionadas, recebe um mentor do Facebook dedicado que fornece orientação sobre o desenvolvimento de produtos e o crescimento dos negócios, e também terá acesso à família de produtos e tecnologias do Facebook. Eles também se beneficiam de um programa de treinamento que cobre inovação de produtos e crescimento de negócios no espaço comercial, bem como ganhar a oportunidade de se conectar com talentosos fundadores de startups de comércio inovadoras e aprofundar como especializados com especialistas do Facebook que representam vários campos de especialização.

A empresa informa que neste momento crítico, está a dobrar o comércio e acelerar seu trabalho para permitir que todas as empresas vendam online e ajudem as pessoas a se inspirarem, descobrirem e comprarem os produtos que amam. “Nossa visão de comércio é uma experiência de compra unificada em todos os aplicativos do Facebook. Não podemos alcançar isso sozinhos, estamos procurando startups para construir tecnologia connosco ”.

Para inscrições e informações adicionais, os candidatos devem se inscrever-se aqui .

O Facebook Accelerator: Commerce é um programa de 12 semanas que apoia startups de comércio inovador que renovam experiências de compra para compradores e vendedores.

 

 

Fonte: Facebook

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