novembro 24, 2020

A plataforma angolana de videoconferência, denominada, Ynzo Yami Meeting, criada por engenheiros angolanos, com objectivo de facilitar a reuniões de estudo e trabalho à distância, ganhou neste mês de Novembro novas funcionalidades, que o aproximam ao Zoom, a maior plataforma de videoconferência do mundo.

Agora, através do Ynzo Yami Meeting, é possível fazer streaming directamente pela plataforma sem auxílio de outras ferramentas externas como obs studio, bastando obter da rede social a URL e a chave e colar dentro do YNZO aonde tem a função streaming.

A mesma actualização, permite ainda, aos participantes reagirem com emojis durante uma conferência para chamar a atenção da plateia sobre a sua reação ou levantar as mãos para dar o sinal ao moderador que pretendem tomar a palavra.

Abrir uma nova sala e puxar algumas pessoas da conferência em curso, discutir um ponto e chegar a um consenso, voltar na conferência original onde o resto do grupo se encontra e seguir com a conferência, fazem parte das outras funcionalidades
do Ynzo Yami Meeting, ademais é possível igualmente cronometrar o tempo de sessão com alarme para controlar participantes que gostam de exceder o tempo dado para a devida intervenção.

De acordo com um dos criadores da mesma plataforma, engenheiro Mauro Cruz, as referidas funcionalidades constituem as melhorias contínuas que a plataforma vem empregando nos últimos tempos.

Para o engenheiro, esta é a altura de as instituições em Angola começarem a contar com a tecnologia local, por isso, fez saber, que o Ynzo Yami Meetings vai dar o seu melhor para poder cumprir com esta intenção.

No que toca à segurança, Mauro Cruz garantiu que foram actualizados os protocolos na plataforma, o que permite realizar videoconferências de forma eficaz, e primando sempre pela privacidade dos usuários.

Por: Hélio Pereira

Não é novidade para ninguém que os preços da internet no país andam pelos céus. Nos últimos meses, a alteração sem aviso prévio de tarifários de algumas operadoras levou os consumidores a um ataque de nervos justificado. Os motivos por trás destas flutuações dos preços não são puramente comerciais. O acesso dos provedores de internet à fonte do sinal e a vista gorda da regulação a monopólios existentes explicam grande parte do problema.

Quando há muito barulho e confusão é preciso parar um pouco, respirar fundo e entender o que realmente se passa. A dica é válida também para o problema dos preços da internet e para os aumentos aparentemente injustos e injustificados dos preços dos serviços móveis que têm causado polémica nos últimos tempos e um rombo nos bolsos dos consumidores.

Ao contrário do que seria de esperar, para os operadores nacionais, os preços altos, mais que uma oportunidade, são uma dor de cabeça. O poder de compra em Angola é conhecido. Assim como a capacidade de expansão do sector com base nesse mesmo poder de compra. No nosso país, a internet parece ser cada vez mais um artigo de luxo. E o país não está para isso.

As causas são várias e todas elas dão-nos uma internet de baixa qualidade e a preços instáveis e exorbitantes. Uma delas é que, em Angola, não existe tal coisa de partilha de infraestrutura tecnológica. O conceito é simples: em vez de construir e investir sozinhas na sua própria rede digital, como acontece no nosso país, as operadoras juntam-se em consórcios para construir e interconectar uma teia digital ampla, onde todas põem a sua parte para levar internet de qualidade a todos os lados. Desta forma, baixam os custos de investimento, baixam os preços ao consumidor e ganha a rede digital nacional, que se torna mais vasta e robusta.

Em Angola, a lei obriga as operadoras a partilhar a infraestrutura, mas na prática é lei morta. O Decreto Presidencial nº 16 de Novembro de 2017 é peremptório neste quesito, mas quem devia regular o sector, aplicar multas por incumprimento, abanar o sistema, simplesmente não o faz.

Este “egoísmo digital” das empresas de telecomunicações nacionais é, no entanto, apenas a ponta do icebergue. Porque o sistema está de cabeça para o ar desde a base. Em Angola, a internet chega através dos cabos submarinos de fibra óptica SACS e WACS. Os dois são geridos por uma só empresa, a Angola Cables, e este é, para as operadoras nacionais (as tais que também não partilham infraestrutura), um bico de obra.

A palavra é “monopólio”. E com monopólios e falta de mão dura dos agentes reguladores, o sector fica um tanto ou quanto ao deus-dará, eliminando o factor concorrência que estimula o aumento da qualidade e a redução de preços. A tal da Estratégia Nacional de Banda Larga, que por vezes ecoa por aí, não é clara. Existe, de facto? É parte desse plano macro para recuperar infraestruturas e que quer tornar Angola num hub digital? Ou é outra coisa?

Ao mesmo tempo, queixam-se os operadores, há a questão da carga tributária. Com a reforma do Código de Imposto Industrial de Julho passado, o sector das telecomunicações passou a ser taxado 35%. Além disso, há o dólar na sua dança diabólica. Os serviços digitais estão indexados a esta moeda. É sabido que as empresas do sector precisam de importar tecnologia, não só de produtos como de serviços. Como tal, a constante desvalorização da moeda e da inflação, que corrói qualquer bom resultado operacional das empresas.

A Ericsson, empresa sueca de telecomunicações, acaba de assinar uma série de contratos com empresas de telecomunicações da região da África Subsaariana vista a impulsionar a forte demanda por seus serviços.

De acordo com a Ericsson, as victórias recentes destacam a presença crescente da empresa na região, à medida que os provedores de serviços fortalecem suas redes para atender à crescente demanda de consumidores e empresas. Os referidos acordos foram assinados no Kenya, África do Sul, Madagascar e Benin, entre outros, que destacam sua crescente presença na África Subsaariana.

A edição de junho do Ericsson Mobility Report, revelou que o tráfego de dados móveis na África Subsaariana deverá crescer 12 vezes até 2025. As assinaturas de banda larga móvel devem representar 72% de todas as assinaturas móveis no mesmo ano, com LTE as assinaturas devem triplicar e chegar a 270 milhões.

Fadi Pharaon, presidente da Ericsson Médio Oriente e África, disse que a tecnologia tem trazido uma oportunidade sem precedentes para enfrentar os desafios do desenvolvimento económico sustentável e melhorar a vida das pessoas na África.

“As redes móveis e fixas são componentes essenciais da infraestrutura nacional crítica para sustentar e desenvolver as economias emergentes durante períodos de trabalho remotos”, disse Fadi Pharaon.

No início deste ano, a MTN Benin estendeu seu relacionamento de longo prazo com a Ericsson para fornecer serviços gerenciados, incluindo um centro de operações de rede e serviços de campo em rádio, núcleo e transmissão em Benin. E a Telma Madagascar trocou sua rede comercial 5G - fornecida pela Ericsson - para oferecer aos assinantes serviços de alta velocidade habilitados pela nova geração de conectividade móvel.

No passado mês de Outubro, foi a vez da Airtel Zambia anunciar uma parceria com a Ericsson em um programa de 'devolução de produto', para minimizar o impacto ambiental potencial ao descartar equipamentos elétricos desativados. Enquanto que a Airtel Africa expandiu sua parceria com a Ericsson para permitir a cobertura 4G no Quênia.

A iniciativa faz parte dos esforços de sustentabilidade da Ericsson voltados para a responsabilidade pelos impactos ambientais de todos os produtos e serviços durante seu ciclo de vida. Ele garante que o material em fim de vida seja tratado e reciclado de maneira ambientalmente responsável.

 

 

Fonte: iTweb

Começou, desde o dia 19 do corrente mês, a feira de talentos realizada pela maior plataforma de emprego, Jobartis.

A feira realizada anualmente, conta para esta edição com a participação de mais de 15 empresas de sectores diferentes, mais de 50 vagas de emprego à disposição dos candidatos concorrentes.

Vários são os momentos e modelos de participação, desde visitas em stands virtuais, salas para entrevistas online, espaços para marca de empregador, zonas de gamificação, parceiros, e momentos de palestras.

Apesar do contexto socioeconómico que o país vive, o evento serve também para mostrar as oportunidades talentos que poderão ajudar as empresas a superarem os desafios que actualmente se impõem nos sector empresarial.

A selecção dos candidatos para o agendamento das entrevistas é feita online com as respectivas empresas.

A Jobartis, que é também parceira do Portal de TI, é o maior portal de empregos sediado em Angola e conta actualmente com mais de 700.000 candidatos registados, tendo atingido um número superior a 80.000 vagas preenchidas por via da plataforma.

Adicionalmente, a Jobartis tem focado também sua actividade na mais recente expansão nos países africanos, nomeadamente: Gabão, Camarões, República Democráticado Congo e Zâmbia.

Para participar, o candidato terá de se inscrever pelo endereço: https://bit.ly/2UA9x3E 

O programa tecnológico da LAC (Luanda Antena Comercial) reuniu, para o debate desta semana, especialistas como Engenheiro Halisson Miguel, mentor da Nova Educação, Engenheiro de Telecomunicações, Cláudio Gonçalves, docente e coordenador do ensino à distância do ITEL (Instituto de Telecomunicações), António Pinto, representante da NCR Angola e Alcino Camota coordenador do Tech 21 África.

O objectivo da edição desta terça-feira, (18), foi o de perceber o impacto das tecnologias emergentes no ensino à distância; conhecer a posição de Angola neste neste quesito e, avaliar as condições de infraestruturas tecnológicas, existentes no país, que possibilitam tal avanço.

Ao tornar aberto o debate, Edilson Almeida fez saber que, o ensino a distância é uma modalidade que permite que o estudante tenha aula sem o contacto físico com docentes.

Embora esta prática tenha ganhado novos contornos hoje, o Engenheiro Halisson, recorda que, o ensino à distância em Angola é uma prática que remonta desde tempos idos, quando mesmo, era denominado ensino por correspondência. Se antes o material era levado às comunidades, hoje é transmitido às comunidades por via remota.

Afirma o Engenheiro que, hoje em dia, o ensino a distância teve uma participação maior por conta do contexto da Covid-19. "Este tema torna-se muito recorrente, principalmente por conta da pandemia, e eu acho que, mais ainda nos países subsaarianos, essencialmente Angola", disse.

O ensino à distância em Angola, no contexto Covid-19, foi adoptado a pouco menos de 1 ano. Ao longo do debate, o moderador, Edilson Almeida, procurava saber se, 09 meses foi tempo suficiente para implementar-se essa modalidade de ensino no país, pelo que, respondeu António Pinto, a implementação do ensino à distância é um desafio muito grande, devido às limitações que têm que ver com a internet, acesso as ferramentas necessárias (computadores, tablets, smartphones) e um programa de qualidade.

Na perspectiva de programa de qualidade, o representante da NCR sente que há uma necessidade de haver um consórcio entre universidades nacionais e internacionais para se criarem programas de ensino a distância, sob formas de haver maior qualidade de ensino, uma vez que, países como o Brasil por exemplo, já tem muita experiência em matéria de tele-aulas.

Alcino Camota advoga que, pelo facto de se estar a vivenciar o período da quarta revolução industrial e as tecnologias emergentes estarem baseadas em suporte digital, há que se ter um conjunto de infraestruturas que consigam dar resposta a este método.
Acrescenta, " Há que se olhar para os players. Não somente o Ministério da Educação. Este é que vai criar todas as políticas para se ter o sistema de ensino remoto. As empresas por sua vez, podem apresentar infraestruturas e profissionais a altura, para dar resposta a isto".

Em recta final, Alcino Camota salientou que, " a educação é o pilar fundamental para o desenvolvimento de qualquer sociedade. Se não se olhar para a educação de uma forma responsável, podemos ter uma grande desigualdade na qualidade de ensino"

O Conversas 4.0 é um programa radiofónico, emitido na LAC ( Luanda Antena Comercial), todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas, sob moderação de Edilson de Almeida. Tem continuidade em forma de Live, através do Facebook do Tech 21 Africa, também a terça-feira, pelas 19 horas, contando com a coordenação de Kiesse Canito.

Pág. 1 de 7
© 2020 Portal de T.I Todos Direitos Reservados | Telefone: +244930747817 | E-mail: info@portaldeti.com