maio 07, 2021

Os dados constam do relatório Wordwide Mobile Data Pricing 2021, apresentados pela Cable, uma entidade que apresenta todos os anos, no final do primeiro trimestre, a classificação de custos de dados móveis em 230 países do mundo.

Como barômetro, a Cable baseia-se nos custos de 1GB e os planos existentes em cada país.

No universo dos 230 países, Angola ocupa a posição 89, com cerca de 20 planos analisados, onde em média, um plano de 1GB custa 1,61 dólares norte-americanos (1.053 AOA). De acordo com o relatório, 2.000 AOA é o valor mais alto para um plano de 1GB.

Se comparado com o relatório do ano passado, verifica-se uma clara melhoria, não só em termos de posicionamento, como também na baixa do valor médio para um plano de 1GB que no ano passado rondava os 7,95 dólares. Vale referir que, aquando da publicação deste relatório no ano passado, o Portal de T.I recebeu uma explicação de uma das operadoras móveis, que referiu na altura que os dados analisados pela entidade eram desactualizados e que nos próximos relatórios viriam dados actuais, o que acabou por se comprovar, uma vez que Angola sai da posição 180 para a 89.

A grande novidade deste relatório, é a presença de um país africano na lista dos cinco países com o custo médio de 1 GB de dados móveis mais baratos.
Confirma a lista:

1. Israel (0,05 dólares);
2. Quirguistão (0,15 dólares);
3. Fiji (0,19 dólares);
4. Itália (0,27 dólares);
5. Sudão (0,27 dólares).

O relatório refere que todos estes países contêm uma excelente infraestrutura de banda larga de fibra ou, no caso do Quirguistão, Fiji e Sudão, dependem fortemente de dados móveis como o principal meio de manter sua população conectada ao resto do mundo.

Enquanto que, os cinco países com o custo médio de 1GB de dados móveis mais caro são: Guiné Equatorial (49,67 dólares), Ilhas Malvinas (44,56 dólares), Santa Helena (39,87 dólares), São Tomé e Príncipe (30,97 dólares) e Malawi (25,46 dólares).

A operadora de rede móvel queniana, Safaricom, lançou uma rede 5G naquele país, tornando-se no segundo país da África a oferecer a tecnologia aos clientes, de acordo com a GSMA, uma organização que representa operadoras de rede móvel em todo o mundo.

A empresa está a testar a tecnologia em quatro cidades e deseja expandir para mais cinco até o final de 2022, de acordo com o CEO da operadora, Peter Ndegwa, que descreve como "um marco importante para o país".

Esta tecnologia oferece velocidades de dados até 100 vezes mais rápidas em relação ao 4G, menor latência (atraso na comunicação) e pode suportar até 1 milhão de dispositivos conectados por quilômetro quadrado, em comparação com até 100 mil para 4G.

A introdução da tecnologia pela Safaricom no Quénia é "um passo importante na jornada 5G de África", disse Kenechi Okeleke, autor principal de um relatório de 2019 sobre 5G na África Subsaariana para a GSMA Intelligence.

"Ao ser implementada, esta tecnologia pode atingir velocidades de até 940 megabits por segundo, o que seria uma virada de jogo para as empresas e escolas africanas que não têm acesso à internet de fibra óptica, especialmente num mundo pós-Covid-19, onde actividades como trabalho, aprendizagem e entretenimento estão cada vez mais online", completou.

Actualmente, apenas 3% das conexões de telefonia móvel do mundo são em 5G (a Ásia lidera a lista com 5% das conexões móveis). Mas a GSMA Intelligence estima que em 2025, o 5G provavelmente cobrirá um terço da população mundial.

Segundo a empresa de dados, vai levar algum tempo para a África se recuperar, porque actualmente, cerca de 51% das conexões de telefonia móvel do continente são em 3G, e acredita-se que continuará a ser dominante, com as conexões 5G a representar apenas 3% do total de conexões móveis até 2025.

O governo queniano informou nesta terça-feira(30), o plano de aumentar a capacidade da largura de banda do país, e deverá experimentar uma velocidade de Internet mais rápida, com a conclusão do projecto em curso de telecomunicações e infraestruturas.

O anúncio foi feito pelo secretário principal das telecomunicações, Jerome Ochieng, durante uma visita aos escritórios da Telkom Kenya em Mombasa, onde avançou que o ministério está expandir a largura de banda para aumentar a produtividade devido ao aumento do uso da Internet na região.

“A Internet se tornou tudo para nós; nos tornamos muito dependentes dela ”, disse Ochieng.

O cabeamento foi instalado de Mombasa até o projecto principal Konza Technópolis, para fornecer uma rede pronta para conectar e tornar a velocidade de Internet mais rápida.

Deste plano, ainda constam a construção de um Data Center nacional, uma cidade inteligente e governação eletrónica, e serviços de pequenas e médias empresas.

O Facebook anunciou a construção de dois novos cabos submarinos para conectar Singapura, Indonésia e América do Norte como parte de uma parceria com o Google e empresas regionais de telecomunicações com vista a aumentar a conectividade da internet entre os países.

Depois do encerramento do projecto de cabo submarino EUA - Hong Kong no princípio de Março, citando como motivo a pressão política dos EUA, o Facebook criou agora uma estratégia de interligar dois pontos importantes da Ásia até 2023.

O vice-presidente de investimentos de rede do facebook, Kevin Salvadori disse à Reuters que, “esses serão os primeiros dois cabos a passar por uma nova rota diversificada, cruzando o mar de Java que aumentarão a capacidade submarina total no transpacífico em cerca de 70%”.

Os dois cabos, que exigirão aprovação regulatória, seguem os investimentos anteriores do Facebook na melhoria da conectividade na Indonésia, um dos seus cinco principais mercados globais.

Dados mostram que 73% de indonésios têm acesso à  internet por meio de dados móveis e apenas 10% usam um link de banda larga. Por este facto, o Facebook irá construir pontos de acesso Wi-Fi públicos, e implantará 3.000 km (1.8641 milhas) de fibra em vinte cidades da Indonésia.

Em colaboração com Ruvimbo Samanga

 
Como foi possível constatar no artigo anterior desta série, o acesso à internet tornou-se parte integrante da vida dos cidadãos das zonas desenvolvidas. No entanto, em áreas rurais e isoladas onde barreiras financeiras e físicas proíbem o uso da infraestrutura tradicional da internet, o acesso depende de técnicas lentas e de alta latência.

O artigo anterior desta série partilhou o papel da conectividade para melhoria da qualidade e acessibilidade da educação em todo o mundo, acabando por focar no caso específico de Angola. Esta foi uma tentativa de preparar os leitores para melhor compreender a perspectiva do autor e pesquisar sobre como o Espaço tem transformado a conectividade e a educação para comunidades vulneráveis.

Neste segundo artigo o foco está em como efectivamente Angola pode levar conectividade e educação para comunidades vulneráveis.

Reconhecendo o enorme impacto que a conectividade tem no desenvolvimento socioeconómico, o projecto GIGA foi lançado pela UNICEF e a ITU em 2019. Esse Projecto tem como objectivo principal, estabelecer conectividade à internet em todas as instituições de ensino do mundo.

Com isso, o projecto GIGA espera dotar cada jovem de informações para promover sua liberdade de oportunidade e escolha.

A iniciativa do projecto auxilia no mapeamento do número e localização das escolas, bem como na avaliação de seu nível de conectividade para intervenção governamental. As instituições participantes e governos, usarão esses dados para destacar e direccionar áreas de necessidade e recursos necessários. O projecto GIGA está a ser implementado em 11 (onze) países, conectando mais de 89.000 escolas e mais de 25,8 milhões de alunos e professores. Os países participantes incluem El Salvador, Honduras, Cazaquistão, Quênia, Quirguistão, Níger, OECS, Ruanda, Serra Leoa, Uzbequistão e Zimbábue.

Para a concretização deste projecto, a UNICEF e a ITU procuram obter o apoio de governos, organizações internacionais, bancos de desenvolvimento, instituições sem fins lucrativos ou semelhantes, provedores de ISP ou de rede, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa para que as partes interessadas possam apoiar no mapeamento de escolas usando imagens de satélite e inteligência artificial no âmbito do PROJECT CONNECT.

Depois de serem mapeadas e terem acesso a internet, chega a última fase do projecto Giga. O uso da Internet para o Bem (Internet of God Things”, o programa UNISAT).

UniSat é um programa educacional projectado específicamente para meninas, que foi lançado na véspera do dia internacional da mulher, para desenvolver o conhecimento e as competências de meninas no desenho de missões de nanossatélites. Este projecto afirma os direitos das mulheres e meninas, observando com grande preocupação que uma em cada quatro mulheres jovens não está empregada ou não recebeu educação.

Passos positivos dados para conectividade escolar e educação espacial em Angola


Na verdade, uma série de iniciativas foram lançadas para apoiar este mandato, que serão resumidas abaixo e posteriormente expandidas em um artigo de acompanhamento.

Este artigo preliminar actua como a cola que conglomerará todas essas iniciativas existentes para operar dentro de um ecossistema vibrante que irá maximizar o esforço conjunto para melhorar as opções de conectividade para todos os angolanos.

1. A Unitel, empresa privada de telefonia móvel em Angola, concluiu recentemente uma parceria com a UNICEF para impulsionar a conectividade móvel, apoiando assim o projecto GiGa.
2. A Humbitec, uma start-up angolana que alavanca competências e ferramentas geoespaciais, comprometeu-se a apoiar a iniciativa, fornecendo o mapeamento e localização necessários das instituições de ensino em Angola. Com isso, a Humbitec também está a apoiar o Project Connect.
3. O Programa Espacial Nacional de Angola tem investido em dois satélites de comunicações (AngoSat-1 e AngoSat-2), dedicados à expansão da conectividade do país.
4. O governo angolano já instituiu uma política e iniciativa de e-learning que irá apoiar os esforços de capacitação para conectividade e educação (incluindo alguns dedicados a impulsionar a educação espacial, especificamente).
5. A pesquisa desenvolvida com a intensão de implementar o projecto GIGA em Angola também está a ser apresentada para explorar a função que o blockchain terá na implementação do projecto. Isso envolve a integração de tecnologias de blockchain para rastrear a manutenção de registros do aluno e o lançamento de aulas e cursos inteligentes (automaticamente quando certas condições são atendidas).
6. O Governo de Angola está fortemente empenhado em melhorar o seu sistema educativo, e por este motivo, o Ministério da Educação de Angola recebeu financiamento do Banco Mundial para o PAT (Projecto Aprender para Todos). O Projecto é de âmbito nacional e faz parte de um programa de investimento mais abrangente para melhorar a qualidade da educação em Angola.

Projecto Aprender para Todos

Ao mesmo tempo que as acções do PAT estão sendo concluídas, estão sendo desenvolvidas acções para a concepção de um novo projecto de investimento, denominado PAT II. Este novo projecto terá um efeito directo sobre: fornecimento de informações e serviços de saúde para adolescentes; equipar os adolescentes com habilidades, incluindo habilidades para a vida, e oferecer uma segunda chance; remover barreiras à educação de meninas; promover uma melhor educação; apoiar os professores em sala de aulas; medir a aprendizagem e o ensino para alcançar melhores resultados; aumentar a alfabetização através do uso de línguas africanas; restaurar e ampliar a oferta de educação; melhorar a gestão escolar, monitorar e avaliar a implementação de políticas educacionais (inovadoras).

"Fonte: Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação – Ministerio da Educação"

A próxima parte desta série irá detalhar os projectos mencionados acima, antes de fornecer recomendações suscintas e práticas para trazer a plena realização desses objectivos ambiciosos, destacando o envolvimento necessário das partes interessadas e a contribuição de recursos exigidos nos níveis internacional, nacional e local.

Pág. 1 de 10
© 2021 Portal de T.I Todos Direitos Reservados | Telefone: +244930747817 | E-mail: info@portaldeti.com