setembro 27, 2021

[China, 23 de Setembro de 2021] O principal evento anual da Huawei para a indústria global de TIC - HUAWEI CONNECT 2021 - teve início hoje. O presidente rotativo da Huawei, Eric Xu, abriu o evento com um discurso intitulado "Innovating Nonstop for Faster Digitalization".

O evento deste ano, com o tema "Mergulhe no digital", explora como a tecnologia digital pode se integrar melhor a cenários de negócios e know-how do sector para enfrentar desafios críticos de negócios e como as partes interessadas podem trabalhar juntas de forma mais eficaz para promover um ecossistema aberto da indústria e impulsionar o sucesso compartilhado. O evento está programado para ter quatro palestras, cinco cúpulas e 66 sessões, com mais de 200 palestrantes, incluindo visionários da indústria, líderes de negócios, especialistas em tecnologia e parceiros do ecossistema. Ele será transmitido ao vivo em 11 idiomas no site corporativo da Huawei e por seus parceiros de mídia. O evento também contará com exposições online, visitas remotas a salas de exibição e painéis de discussão abertos, permitindo a interacção online experiências de balcão.                   

O presidente rotativo da Huawei, Eric Xu, faz um discurso de abertura no HUAWEI CONNECT 2021

Em sua apresentação, Xu falou sobre como ajudar as indústrias a se tornarem digitais é um aspecto crítico da missão da Huawei de levar o digital a cada pessoa, casa e organização para um mundo totalmente conectado e inteligente.

Xu disse: "O desenvolvimento digital depende da tecnologia digital. Para que a tecnologia digital permaneça relevante, devemos continuar a inovar e criar valor. Nuvem, IA e redes são três tecnologias digitais críticas." Xu então compartilhou alguns dos progressos que a Huawei fez nessas três áreas, o que a Huawei está fazendo para permitir o desenvolvimento de baixo carbono e para onde a indústria como um todo está se dirigindo.

Xu explicou que HUAWEI CLOUD, o serviço de nuvem da empresa lançado há apenas quatro anos, já reuniu mais de 2,3 milhões de desenvolvedores, 14.000 parceiros de consultoria e 6.000 parceiros de tecnologia, e também disponibilizou mais de 4.500 serviços no HUAWEI CLOUD Marketplace . Tornou-se uma plataforma importante para empresas, empresas e governos da Internet tornarem suas organizações digitais.

No evento, Xu lançou o primeiro serviço nativo de nuvem distribuído do sector, chamado UCS - um serviço nativo de nuvem omnipresente disponível no HUAWEI CLOUD. Com o UCS, a Huawei planeia fornecer às empresas uma experiência consistente ao usar aplicativos nativos da nuvem que não sejam limitados por limitações geográficas, entre nuvens ou de tráfego, acelerando assim a transformação digital em todos os sectores.

O portfólio de IA completa da Huawei em todos os cenários, lançado em 2018, também está progredindo conforme o esperado. Sua estrutura MindSpore se tornou a principal estrutura de computação de IA na China. Enquanto isso, o cluster Atlas 900, bem como os serviços em nuvem nele baseados, atendem actualmente a mais de 300 empresas, apoiando o treinamento de muitos modelos que incluem os grandes modelos HUAWEI CLOUD Pangu. O HUAWEI CLOUD ModelArts tornou o desenvolvimento de aplicativos de IA incrivelmente simples com seus serviços completos baseados em cenário. O objectivo final do ModelArts é permitir que cada engenheiro desenvolva independentemente seus próprios aplicativos de inteligência Artificial.

Xu também apresentou as inovações da Huawei no domínio da rede. Conforme as organizações se tornam digitais, elas tendem a ver um crescimento exponencial na complexidade da rede. Para resolver isso, a Huawei vem inovando em soluções para redes globais com base no conceito de rede de direcção autónoma (ADN). A empresa tem trabalhado com clientes nos sectores de finanças, educação e saúde para inovar e implantar novos aplicativos e construir redes que são autorrealizáveis, autocuráveis, autotimizadas e autónomas.

Xu continuou explicando como a Huawei está usando tecnologia digital para apoiar o desenvolvimento de baixo carbono, como parte dos esforços globais para atingir o pico de emissões de CO2 e neutralidade de carbono. Especificamente, a Huawei se concentra em três iniciativas principais:

(1) Investir e inovar em tecnologias de economia de energia para fornecer produtos de TIC com maior eficiência energética para uma indústria de TIC de baixo carbono;

(2) Investir em inovações onde a electrónica de potência e as tecnologias digitais convergem para promover a energia limpa e a digitalização da energia tradicional; e

(3) Fornecimento de tecnologia digital para ajudar todos os sectores a se tornarem digitais e com baixo teor de carbono.

Zhang Ping'an, CEO da Cloud BU e presidente do Huawei Consumer Cloud Service, discorreu sobre as iniciativas estratégicas da HUAWEI CLOUD e lançou novos serviços e produtos no evento. "A chave para uma transformação digital de sucesso é pensar como nativo da nuvem e agir como nativo da nuvem", disse Zhang. "HUAWEI CLOUD junta-se aos nossos clientes e parceiros para mergulhar no digital e explorar o potencial de Everything as a Service - Infrastructure as a Service para acessibilidade global, Technology as a Service para inovação flexível e Expertise as a Service para excelência compartilhada." Zhang anunciou duas novas regiões no México e Ulanqab na China, e lançou 10 novos serviços HUAWEI CLOUD. O anúncio incluiu MacroVerse - HUAWEI CLOUD aPaaS, OptVerse AI Solver, HUAWEI CLOUD Stack 8.1, SparkRTC - um serviço de áudio e vídeo em tempo real e Pangu, um grande modelo para moléculas de drogas.

Os clientes e parceiros presentes incluíram Christophe Ozer, chefe da Orange Cloud (Orange Flexible Engine) APAC; Wu Qiang, vice-presidente da Tianjin Port Holdings; Chen Haining, gerente geral do departamento de TI do Shanghai Pudong Development Bank; e Jiang Chuanrong, presidente da Shanghai Mirror Pictures. Eles descreveram sua experiência de inovação conjunta com a Huawei em sua transformação digital. Wu Qiang disse: "O porto de Tianjin é um dos 10 principais portos do mundo, com uma capacidade anual de quase 20 milhões de contêineres. O HUAWEI CLOUD OptVerse AI Solver nos ajuda a melhorar nossa velocidade de planeamento em mais de 100 vezes com base em dezenas de milhões de variáveis e restrições, maximizar a programação de recursos e sobrecarregar a eficiência da operação. "

Xu concluiu seu discurso com: "A inovação contínua tem sido a força motriz por trás da digitalização até agora. Seguindo em frente, se esperamos alcançar objectivos mais ambiciosos para a digitalização, a inovação contínua continuará a ser a chave. Portanto, vamos inovar sem parar para um futuro melhor. "

A Huawei hospeda o HUAWEI CONNECT 2021 online de 23 de Setembro a 31 de Outubro. O tema do evento deste ano é Dive into Digital. Vamos nos aprofundar na aplicação prática de tecnologias como nuvem, IA e 5G em todos os sectores e como elas podem tornar as organizações de todas as formas e tamanhos mais eficientes, versáteis e, por fim, mais resilientes à medida que avançamos em direcção à economia recuperação.

Para obter mais informações, entre em contacto com nossa equipe local ou confira https://www.huawei.com/en/events/huaweiconnect

 

 

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Por: Celso Malavoloneke

 

A meio das férias, recebi um simpático convite da Huawei – UNITEL para participar online no lançamento dos serviços de “mobile money” (dinheiro via celular, em tradução livre) que resultara da parceria entre as duas empresas. A Huawei fornecera uma solução tecnológica flexível, adequada à nossa realidade e fácil de ser manejada por utentes e agentes, e a UNITEL pusera à disposição a sua formidável rede de cobertura tele-comunicacional, a maior do país.

Com grande pena minha, não pude aceitar o convite - já tinha programada uma excursão para o leste da província da Huíla onde me encontrava, nomeadamente no meu município natal do Kuvangu. Mas expressei à simpática senhora que transmitiu o convite a minha enorme satisfação por essa conquista e prometi que tão logo me fosse possível iria lá ver de perto como o sistema funciona.

O meu entusiasmo pelo assunto tem várias justificações, todas a ver com as minhas vivências profissionais: em 2015, quando era Director de Comunicação Institucional e Imprensa do MINARS, e no quadro dos primeiros passos das acções de transferências sociais monetárias não contributivas, fui enviado a fazer um curso de formação de um mês em Cape Town, sobre o assunto. É que eu era, então, defensor ferrenho da tese que me tinha sido inculcada na universidade canadiana onde me formei em Planeamento de Desenvolvimento Rural Internacional, que nunca se deve dar dinheiro às comunidades apoiadas. “Antes dar o anzol e ensinar a pescar que dar o peixe”, dizia-se. De forma que a então nova abordagem de dar um montante mensal às famílias beneficiadas fazia-me muita confusão na cabeça. Fui fazer o curso, compreendi o conceito e lá escolhi a especialidade de “inclusão financeira”.

A segunda vivência tem a ver com a minha participação enquanto Secretário de Estado da Comunicação Social no desenho do Projecto Kwenda. Sendo uma das componentes a entrega trimestral de 8.400 Kzs às famílias mais vulneráveis (entenda-se nas zonas mais remotas), fazer chegar este dinheiro é (era) um verdadeiro bico-de-obra. Um bom número de municípios não possui uma agência bancária sequer; outros só têm uma – o BPC – que funciona(va) com muitas deficiências. Lembro-me que, em 2019, fui em missão de serviço da vacinação da Pólio uma vez ao Chipindo/Huíla e outra ao Chitembo/Bié e tivemos que transportar as enormes quantidades de dinheiro vivo necessário para pagar ao pessoal e a logística da campanha, com todos os riscos que isso acarretava.

Na solução destes problemas logísticos pelo Projecto Kwenda, surgiu a ideia de, à semelhança do que já acontece em outros países, incluindo aqui na SADC, recorrer ao conceito do “mobile money”. Para isso, começou-se a discutir a ideia com a UNITEL. Aqui cabe fazer uma sentida homenagem à finada Dra. Eunice de Carvalho que, uma vez contactada, transformou-se numa entusiasta incondicional do projecto. O seu apoio, que se situava mais na vertente da responsabilidade social da empresa que numa nova área de obtenção de lucros – que até acaba sendo – e a sua inquebrantável fé e compromisso com os mais desfavorecidos foram fundamentais para que a UNITEL não desistisse perante os enormes desafios técnicos e tecnológicos que o projecto enfrentava. Ao ponto que, mesmo depois do seu infausto desaparecimento, a força da sua memória continuou a ser uma força motriz para aqueles que ficaram a tocá-lo para a frente…

É precisamente na solução de uma solução tecnológica simples, mas eficiente, que pudesse ser utilizada sem muita formação, que surgiu a Huawei no projecto. Com a experiência de outros países, tornou efectivamente possível que já se vislumbre no horizonte as famílias beneficiadas do Projecto Kwenda receberem a sua transferência monetária, bastando para isso ter um número UNITEL e viver perto de um agente UNITEL, seja ele uma loja ou um “mamadu”.

As enormes vantagens deste sistema financeiro não saíam da minha cabeça enquanto percorria os municípios do leste da Huíla: Quipungo, Matala, Jamba, Kuvangu… e em cada vila que passava, procurava nas ruas e na memória a existência de agências bancárias: Quipungo tem uma, tal como Jamba e Kuvangu; só Matala tem duas. Essas agências, ou não têm dinheiro, ou não têm sistema, ou os trabalhadores ausentaram-se para o Lubango… os multicaixa esquece, nunca têm dinheiro e quando têm são aquelas enchentes, principalmente no fim do mês. Por outras palavras, o sistema financeiro funciona com muita deficiência.

É isso que o “mobile money” pode resolver. Para já, acontece fora dos bancos. Entram mais dois actores no sistema financeiro do município e das comunidades: as lojas UNITEL (que também são poucas, é verdade) e os comerciantes das lojas de esquina (vulgo “mamadus”), esses em grande quantidade e que, de facto, já prestam esses serviços sem pagar um Kwanza de imposto ao Estado. Isso, e a quase falta de burocracia, é que, tenho a certeza, vão fazer a verdadeira diferença. E nisto, a Huawei foi visionária. O aplicativo que apresentou é tão fácil de usar que requer o mínimo de treinamento.

O impacto deste serviço na economia municipal e comunitária é enorme. Primeiro, vai ser mais fácil e rápido enviar dinheiro das cidades capitais para os municípios e comunas, o que significa dizer que vai haver mais dinheiro disponível lá para lubrificar a economia. O dinheiro nestas localidades é realmente sempre ao vivo e é muito escasso, o que prejudica os pequenos produtores e o comércio local. Segundo, vai possibilitar transacções mais ou menos grandes entre os agentes económicos locais de forma rápida, eficaz e segura. Estão definitivamente para trás os dias em que o Secretário de Estado tinha que carregar o seu jipe de caixas de dinheiro para pagar as despesas de uma campanha numa localidade distante. Da mesma forma, as famílias beneficiárias da acção social do Estado podem recebê-la em dinheiro. Mesmo as ajudas alimentares podem ser disponibilizadas desta forma, eliminando a logística, onerosa e consumidora de tempo, e possibilitando aos beneficiários adquirirem no mercado local o tipo de quantidade de géneros que consomem melhor, injectando no processo, dinheiro na economia local. Esses três são factores de inclusão financeira. Há um outro aspecto de importância nada desprezível que tem a ver com a não saída da massa monetária do circuito oficial: ao circular de forma mais digital que física, os dinheiros passam a não sair do controlo do sistema financeiro nacional. O que vai eliminar um dos maiores problemas com que se tem deparado nos últimos anos.

É por essas e outras razões que fiquei particularmente entusiasmado quando os serviços financeiros móveis arrancaram. Bem-haja à UNITEL e à Huawei, e faço votos que os serviços se expandam o mais rapidamente possível a todos os cantos do país. Encorajo e faço votos que os serviços sociais, comerciais, pequenas indústrias e até o Ministério das Finanças – no tocante aos pagamentos dos funcionários públicos e pensionistas – não hesitem em usar este serviço, de forma a potenciá-lo e assim trazer para mais perto dos cidadãos menos desfavorecidos, e não só, os benefícios dos serviços financeiros formais.

 

 

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O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros do Ministério do Interior recebeu, recentemente, uma doação da Huawei, no âmbito das acções de carácter social que aquela gigante asiática tem estado a levar a cabo um pouco por todo País.

Para efeitos operacionais, a Huawei doou um "Kit" inteligente de videoconferência denominado, IDEAHUB e 10 Milhões de kwanzas para fazer face aos possíveis desastres naturais coordenados e assegurados pela instituição angolana.

O acto de entrega ocorreu no Quartel Principal do SPCB, em Luanda, e contou com a presença de altos funcionários do SPCB e de representantes oficiais da Huawei. Na ocasião, o Comandante Nacional do SPCB, comissário bombeiro principal, Bensau Mateus, frisou que o gesto da empresa chinesa é de grande importância, visto que vai ajudar a suprir com algumas necessidades do sector e permitir a realização de reuniões e outras actividades de forma remota.

Por sua vez, o comissário, José Dembi, Director de Intercâmbio e Cooperação do MININT, em representação do Ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, lembrou que a doação foi concedida e acompanhada pelo presidente da Huawei para região subsariana, Chen Lei e pelo Ministro do Interior em Junho do corrente ano, sendo que este acto hoje é da entrega oficial do equipamento.

Para a representante da Huawei em Angola, Sucre Zhang Peng, a cooperação com o Ministério do Interior é de Longa data, pelo que acções do género vão continuar. Tendo anunciado, para breve, a inauguração de um Parque Tecnológico com vários centros de formação.

 

 

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A Sunrise UPC implantou a solução BladeAAU Pro de próxima geração da Huawei em sua rede na Suíça, revelando novas possibilidades para o desenvolvimento de negócios 5G em uma infinidade de cenários inovadores.    

A maioria das estações base na Suíça são implantadas em um único pólo. Embora a implantação do 5G continue, a Sunrise UPC mantém os locais 2G, 3G e 4G existentes, deixando grandes desafios no espaço da antena, resistência ao vento e rolamento da torre. O ajuste do local requer uma licença de construção se o espaço da antena diferir do local original no comprimento, e isso pode levar meses ou até anos. Muitos de seus sites possuem apenas uma antena com espaço limitado. Isso significa um ajuste pesado para a nova construção 5G.

Com o BladeAAU Pro da Huawei, o Sunrise UPC acelera muito a implantação do 5G Massive MIMO.

O BladeAAU Pro da Huawei integra antenas activas e passivas. Ele permite que várias bandas e tecnologias de acesso de rádio sejam implantadas nas mesmas antenas, simplificando drasticamente a implantação da rede. Este alto nível de integração permite que uma antena forneça cobertura para vários modos de rede, reduzindo a resistência do vento e garantindo que os módulos 5G possam ser instalados em posições mais altas nos postes existentes. Com seu suporte de banda completa e grande largura de banda, ele ajuda as operadoras a reduzir o tempo de implantação e é flexível o suficiente para se adaptar a diversos cenários. Com esta combinação de recursos poderosos, o BladeAAU Pro tornou-se o favorito entre as operadoras desde sua circulação no mercado global de telecomunicações.

Alexander Lehrmann, Director de Desenvolvimento de Novos Negócios e Inovação da Sunrise UPC, comentou sobre a implantação, dizendo que "O objectivo da Sunrise UPC é continuar como um líder na construção de redes 5G de alta qualidade que podem fornecer experiência premium e liderar nossos negócios em direcção ao sucesso". Ele disse ainda que, a Sunrise UPC espera inovar ainda mais com a Huawei para promover o desenvolvimento de negócios 5G em uma variedade de novas esferas, incluindo construção inteligente, agricultura inteligente, saúde inteligente e locais inteligentes.

Wang Haitao, CEO da Huawei Suíça, disse: "O desenvolvimento 5G em todo o mundo está entrando em território desconhecido. A Huawei se esforça para fornecer produtos e soluções inovadores para operadoras globais para enfrentar os desafios nos negócios 5G e explorar mais cenários para inovação e aplicação 5G, obtendo sucesso nos negócios".

por:  Celso Malavoloneke, Sociólogo da Comunicação

 

Assim mais ou menos “de kaxêxe”, sem muita gente dar-se conta, fez-se história no desenvolvimento do nosso país: a partir de 25 de Agosto deste ano, as pessoas já podem enviar dinheiro a parentes, amigos ou parceiros comerciais através da rede UNITEL. Nem é preciso possuir conta bancária, basta ter um número de telefone desta operadora. Faz-se história porque, de repente, os cerca de 11 milhões de utilizadores da operadora móvel entram sem mais porquês no sistema financeiro nacional.

Esse serviço – lançado a 23 de Agosto, em Luanda – tornou-se possível graças a uma parceria entre a UNITEL e a gigante de tecnologias chinesa Huawei, que fornece o suporte tecnológico. Esta plataforma “capacita as plataformas e serviços de pagamento móvel com as suas tecnologias inovadoras, capacidade de P&D, experiência e ecossistema, com o objectivo de fornecer um serviço seguro, confiável e conveniente para clientes locais com experiência de primeira classe”, lê-se no comunicado distribuído à imprensa na ocasião.

E o que isso significa exactamente? Significa que qualquer pessoa pode movimentar entre 25 e 300.000 Kwanzas de cada vez sem precisar de ter conta bancária. Pode enviar dinheiro para outra pessoa ou empresa, pagar água, energia ou outros serviços de uma forma rápida e segura, sem precisar de nenhuma daquelas burocracias necessárias para abrir conta num banco. Melhor, sem os riscos de enviar valores através de um portador ou algo semelhante. Através da plataforma disponibilizada pela Huawei, basta digitar *449# e o número UNITEL que, no seu conjunto, funcionam como número de conta bancária. Enviado o dinheiro por essa via, o beneficiário recebe uma mensagem instantânea no seu telefone e pode dirigir-se a qualquer agente UNITEL em qualquer das 18 províncias e 164 municípios angolanos.

Nas minhas andanças pelo país, tenho-me sentido muitas vezes angustiado com a falta ou com o deficiente serviço do sistema financeiro no interior. Já estive em municípios que não possuem uma única agência bancária e os funcionários têm que se dirigir a outras localidades, às vezes a dezenas ou mesmo centenas de quilómetros de distância, o que diminui a sua frequência no serviço. O comércio nestas localidades é feito totalmente com dinheiro vivo e é literalmente impossível enviá-lo sem ser através de um portador. Tudo isso agora fica completamente ultrapassado graças a esta parceria UNITEL-Huawei. Não só as pessoas nas cidades vão poder enviar dinheiro a parentes e familiares nos municípios e aldeias de forma rápida e segura – é aqui que se faz história – como também as enormes quantidades de dinheiro vão retornar para o circuito financeiro e deixar de estar fora dos bancos, como acontece agora. Finalmente, pode dizer-se, estamos a entrar na economia digital e na consequente inclusão financeira. Sem traumas nem “kigilas”.

Outro factor facilitador desta plataforma disponibilizada pela Huawei é que todos os actuais agentes da UNITEL, desde as lojas mais sofisticadas aos “mamadus”, podem ser agentes do “mobile money”. E isso traz outra vantagem: grande parte do dinheiro no circuito informal sob controlo destes actores comerciais vai também entrar para os circuitos formais. Por outras palavras, à inclusão financeira vai juntar-se a quebra de factores importantes de informalidade de que enferma a nossa economia.

Desde que começou o confinamento por causa da pandemia da Covid-19 vimos defendendo que as propostas tecnológicas da Huawei proporcionam uma oportunidade de desenvolvimento socioeconómico e produtivo do país e dos angolanos, pois não só oferecem a capacidade de realizar à distância funções que antes exigiam proximidade ou presença, como ainda garantem uma maior eficácia. Esta entrada na economia digital por via do “mobile money” parece ser apenas o primeiro de muitos passos. Tal como o telefone celular e o cartão multi-caixa, tudo indica que, em questão de meses, os serviços facilitados por esta parceria UNITEL – Huawei passará a fazer parte do dia-a-dia dos angolanos.

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