outubro 20, 2020

Decorreu, na manhã de terça-feira (16), o habitual debate no programa conversas 4.0 que, trouxe para abordagem do tema, convidados como António Pinto, representante da NCR Angola, Abdul Santos, Engenheiro de Telecomunicações, Emerson Paim, CEO do KUBINGA e Luís Moita, Engenheiro Electrónico.

O debate que esteve sob moderação de Edilson Almeida e que mereceu a atenção do Portal de T.I, serviu para se analisarem questões a volta da inserção da revolução digital, com destaque aos veículos electrónicos e seu impacto a volta da mobilidade urbana, uma vez que esta tendência da massificação das grandes cidades, está cada vez mais acentuada.

Em nota introdutória, Edilson Almeida fez saber que a crescente massificação das grandes cidades, significa que há um certo desvio para a mobilidade sustentável, isso graças a revolução digital e as ferramentas como o Big Data e os conceitos da partilha de carros, que são vitais para criar cidades inteligentes, com sistemas de mobilidade de auto-rendimento.

A questão crucial do debate centrou-se no interesse em saber sobre o futuro da mobilidade urbana, face a revolução digital que, é reflectida com a inserção de carros eléctricos.

Abdul Santos começou por apresentar que não é possível falar de automação eléctrica sem se falar da industrialização que, acaba por ser a necessidade primária, por que permite a empregabilidade e consequentemente a mobilidade das pessoas, da zona rural para urbana. Primeiro: indústria, segundo: indústria automóvel, terceiro, sector da indústria automóvel

Na sua intervenção, António Pinto admitiu que África subsariana não está pronta para os carros electrónicos, devendo-se à grandes falhas de energia e debilidade nas infraestruturas rodoviárias, e reconhece que numa altura como esta, Angola não teria vantagem na utilização de carros eléctricos devendo-se a condição de estradas debilitadas no país.

Na sua intervenção, Emerson prima novamente na tecla “a falta de infraestruturas de base”, com condicionante para a inserção dos veículos electrónicos que, dependem maioritariamente de energia eléctrica. “Para se trazer veículos electrónicos em Angola, há que se criar o ecossistema próprio para tal, de formas a garantir a constante manutenção destes veículos”, disse.

Abdul Paim foca a sua intervenção na questão na melhoria do saneamento básico, para permitir a livre circulação de carros e consequentemente permitir a saúde das populações residentes nestas zonas, para além de admitir que com a inserção desta nova tecnologia, o índice de empregabilidade também aumenta. “Não há dúvidas de que automóvel emprega muito mais que o comboio”, disse.

Já Luís Moita, falou do panorama actual do mercado de veículos eléctricos no mundo, admitindo que está em franca expansão. O especialista trouxe dados que revelam que, a China impôs que os fabricantes garantissem que a quota do mercado dos veículos eléctricos fosse a 10% em 2019, crescesse em 2020, para 2% e 20% até 2025. “Prevê-se que até 2030 o crescimento seja exponencial, a ponto de no mercado vender-se cerca de 43.000.000 de veículos por ano, para que em 2030, se pensa que a nível mundial já se pode produzir cerca 250.000.000 de veículos”, disse. Com estes dados, admitiu, a previsão de crescimento de venda de veículos é enorme, sendo que, actualmente as grandes marcas já estão a investir nos veículos eléctricos.

Apesar de ocuparem 10% da superfície terrestre, as cidades consomem 70% da energia mundial e, segundo a Organização Mundial da Saúde, 52% da população mundial morava em cidade, até ao ano de 2019. Existe ainda cidades que excedem ao número de 1 milhão de habitantes.

Em remate final, Luís Moita falou que, “a caminha para os veículos eléctricos vai acontecer, é irreversível. É nós temos que obrigatoriamente mudar”.

O programa Conversa 4.0 acontece todas as Terças-Feiras, na LAC (Luanda Antena Comercial), das 10 às 11horas, sob moderação de Edilson Almeida, e tem uma extensão em LIVE, que é transmitido no período nocturno, na página do Facebook do Tech 21 Africa.

A edição desta terça-feira (08), do programa radiofónico da LAC ( Luanda Antena Comercial), sob moderação de Edilson Almeida, contou com os convidados Alberto Chiquete, engenheiro agrónomo e especialista em microbiologia; Jorge Delfim, engenheiro agrónomo e especialista em recursos do solo e ciências naturais; Hermenegildo Sawambo, engenheiro agrónomo e especialista em agronegócios; e António Pinto, representante da NCR Angola.

O debate serviu para se fazer uma avaliação do posicionamento de Angola no sector agrícola, com recurso a biotecnologia, as vantagens da utilização desta ferramenta para o crescimento deste sector.

Em nota introdutória, Edilson Almeida fez saber que a Biotecnologia é a área da ciência voltada a utilização de sistemas e organismos vivos, na criação, melhoria e organização técnica e de produtos, englobando a biologia molecular entre outras, a biologia genética, com suporte da informática e a robótica.

Na sua primeira intervenção, Jorge Delfim acrescentou que a Biotecnologia agrícola resulta da aplicação e utilização da tecnologia e de técnicas biológicas em organismos vivos e seus derivados.
" A nível da agricultura, fala-se da biotecnologia quando estamos na presença da utilização de microorganismos ou células que sejam utilizadas para fins de melhoria das plantas e animais", disse.

Por outro lado, Hermenegildo Sawambo reforçou que a utilização da biotecnologia vai resultar na melhoria da agricultura nacional, uma vez que, " Angola regista fortes atrasos a nível do desenvolvimento agrícola, por herdar a doença africana do retrocesso a evolução ".
Reconhece que há uma fraca intervenção dos órgãos de direito a nível local, para a implementação da biotecnologia no país. " A falta de quadros não é motivo pilar para Angola não trabalhar com biotecnologia, disse"

Ao longo do debate, Adalberto Chiquete rebateu a posição de Hermenegildo Sawambo, afirmando que, " em Angola não há especialistas em Biotecnologia, nem empresas do ramo tecnológico que actuam nesta área, embora havendo engenheiros agrónomos".

Os especialistas reconheceram que não há referência para lincenciamento e fiscalização dos produtos agrícolas existentes no país, sendo esta uma responsabilidade do Ministério da Agricultura, que devia velar pela criação destes protocolos para garantir a qualidade dos produtos que chegam até aos consumidores.

Hermenegildo Sawambo reconhece haver uma iniciativa do Ministério da Agricultura e do Ministério da Economia, com a implementação de leis para regulamentar os produtos que entram no país e que são geneticamente modificados.

Numa altura em que o mundo se debate com a nanotecnologia, Angola ainda enfrenta a luta contra a implementação da Biotecnologia.
Os métodos da biotecnologia abrangem procedimentos de organismos vivos, desde os mais simples, como a domesticação de animais e cultivo de plantas, até os processos de aceleramento, como selecção artificial e hibridização.

O programa durou cerca de 1hora e terá uma extensão, numa Live, hoje, pelas 19horas, no Facebook do Tech 21 África .

Conversas 4.0 é um programa voltado às tecnologias, emitido todas as terças-feiras, das 10 as 11horas, na LAC ( Luanda Antena Comercial).

Decorreu na manhã desta Terça-feira(25), o habitual debate no programa conversas 4.0 que teve como convidados Sónia Doutel, Socióloga, Ana Godinho, Jurista, Alcino Camota, Coordenador de Projectos da Tech 21 África, Heitor Miguel, Gestor de Tecnologias e António Pinto, em representação da NCR.

O debate que esteve sob moderação de Edilson Almeida, permitiu analisar a importância da Ética na 4ª Revolução Industrial, bem como as questões jurídicas que esta nova Era nos traz. Foi uma calorosa e profícua discussão sobre o mundo das novas tecnologias e a sua aplicabilidade e influência na vida das pessoas, com uma indissociável reflexão sobre os benefícios e alertas a ter em conta.

Sónia Doutel defendeu que a ética – que se refere às condutas e ao modo de ser dos indivíduos, pelo seu carácter de princípio universal, tem que caminhar ao lado do desenvolvimento tecnológico, precedendo-o e intervindo permanentemente, sempre que se mostrar necessária a salvaguarda da Humanidade.

Adverte a Socióloga que, estando os avanços tecnológicos muito associados a lógicas economicistas, os princípios éticos são fundamentais para que não se deixe ninguém para trás.

Na sua abordagem, chamou a atenção para a necessidade de conhecimento na utilização das novas tecnologias cujo uso desavisado pode implicar em prejuízos decorrentes, entre outros, da invasão de privacidade e do abuso de utilização de dados sem autorização prévia. “ A questão mais flagrante nesta nova era é que nós, para podermos aceder a serviços (nomeadamente baixar aplicativos), permitimos o acesso aos nossos dados mas não sabemos o que as ferramentas tecnológicas fazem com eles depois”, disse.

Ana Godinho discorreu sobre as implicações jurídicas do uso incorrecto das tecnologias, como no caso da manipulação genética, chamando a atenção para o facto de que esta prática – enquanto inovação com imensos benefícios, quando mal utilizada pode colocar em causa direitos fundamentais, nomeadamente o direito à vida e a privacidade. “Nem o pai nem a mãe têm o direito de mudar a genética de um filho pois este, enquanto indivíduo, tem também os seus direitos constitucionais”. Ana Godinho falou também da diversificada legislação sobre esta matéria já disponível no nosso País, bem como das instituições que salvaguardam os direitos dos consumidores, como é o caso da Agência de Protecção Geral de Dados.

O Gestor de Tecnologias, Heitor Miguel, realçou a importância da ética profissional no ramo das Tecnologias de Informação, para garantir a protecção de dados nas empresas.

A título de curiosidade, o especialista recordou que os Hackers – tantas vezes um perigo no que se refere à utilização abusiva de dados e de informação – são agora muitas vezes utilizados para evitar esses abusos, trabalhando na verificação e protecção das infraestruturas dos sistemas das empresas.

António Pinto adverti que a ética deve estar acima das empresas, servindo de guia para o seu funcionamento.

No final do debate, Alcino Camota defendeu que a tecnologia não tem ética normativa, porém por se envolverem várias questões, que por um lado podem ferir a conduta dos utilizadores e por outro, acaba por lhe ser benéfico, chama a atenção para que se encontre um meio termo para haver proveito de ambos os grupos.

O programa Conversa 4.0 acontece todas as Terças-Feiras, na LAC (Luanda Antena Comercial), das 10 às 11horas, sob moderação de Edilson Almeida, e tem uma extensão em LIVE, que é transmitida ao final do dia, na página do Facebook do Tech 21 África.

O Programa Conversas 4.0 de hoje (11), sob moderação de Edilson Almeida, debateu sobre o impacto das tecnologias no sector da cultura e entretenimento. O programa teve um painel formado por Kiesse Canito, Director Geral da Tech21 África, Alcino Camota, Director de Projectos da Tech21 África e Marcos Nguba, poeta e produtor cultural.

Em nota introdutória, Edilson Almeida disse que, a questão da pandemia da COVID-19, limita o desenvolvimento de muitas actividades, fundamentalmente culturais, entretenimento e desportos. E os sectores que mais têm sido prejudicados são: O turismo, a cultura e o entretenimento. E as pessoas tem desenvolvido cada vez mais os meios tecnológico para minimizar o impactos da COVID-19.

Kiesse Canito disse que os três meses anteriores foram muito desafiadores para todos os sectores, e o sector da cultura  e do entretenimento, falando directamente da realização de espectáculos musicais, teatro, Shows, eventos a nível de festas, são caracterizados pela aglomeração de pessoas, e um dos aspecto que a COVID veio trazer é o contrário. O apelo ao distanciamento social. Então esse sector não tinham como ficar como não ser impactado directamente pela pandemia.

Para Kiesse Canito, o que nós temos estado a assistir um pouco em todos os sectores,  é um reinventar diante desse cenário, e a tecnologia é um dos factores que tem ajudado os artistas e  todos os fazedores de cultura e entretenimento a reinventarem-se. “Temos alguns exemplos que podemos citar como o Instagram uma das plataformas que se tem utilizado para que muitos artistas possam continuar a manifestar e interagirem com o publico. Para as pessoas terem uma noção,  o Instagram foi concebido para para partilha de fotografias, porém o próprio Instagram teve que se reinventar, melhorando a sua infraestrutura porque houve uma aderência muito grande nesse aspecto, principalmente em vídeos”.

Disse ainda que a nível mundial já havia esse movimento, temos assistido cantores que ao invés de lançarem os discos físicos, optam pelos segmentos digitais, e o  próprio público, como não pode sair, têm se adaptado neste cenário.

Alcino Camota por sua vez, olhando para o que a tecnologia pode representar para o sector nesta fase da COVID-19, disse que, de certa forma, a tecnologia é aquele factor preponderante do desenvolvimento da arte ou do entretenimento. “A tecnologia veio alterar todos os mercados e modelos de negócios, alterando também de forma automática, as formas de se fazer as coisa”.

Alcino apresentou como exemplo, os serviços de Streaming como a Netflix, compra de músicas em plataformas digitais, alteraram completamente a forma como a música é consumida. “A maior parte das pessoas preferem irem as plataformas digitais, pela comunidade,  pela facilidade de aceder essas coisas e por serem muito mais cómodo”.

Embora as pessoas não tenham a alternativa de sair, disse ele, em contrapartida, as pessoas têm a possibilidade de estarem em casa e assistirem aos filmes e Shows, devido a digitalização e a possibilidade que a tecnologia criou nesse sector. 

Questionado sobre as dificuldade em apresentar os trabalhos, Marcos Nguba disse que, o elemento essencial que torna arte mais bonita, ainda é o público. “O público desapareceu, essa é a maior dificuldade tanto para produtores como para os próprio artistas”.

Marcos Nguba concorda que é necessário reinventar-se. Temos visto as lives que as televisões têm apresentado, e o público embora virtual, têm apreciado. E falando sobre reinvenção, o produtor cultural falou do êxito de uma recente  exposição virtual, criado em formato 3D, onde as pessoas acessam a plataforma  virtual e são conduzidos como se estivesse na sala.

“Com a tecnologia há mais abertura. O que deveria ser preparado em seis meses, foi feito em apenas um mês”.

O conversas 4.0 é um programa de rádio, que vai ao ar todas as terças-feiras, das 10 as 11 horas da manhã, na Luanda Antena Comercial (LAC), e conta com uma extensão pelas plataformas digitais no mesmo dia ao princípio da noite.

A edição desta terça-feira (12), do programa Conversas 4.0, contou com a intervenção directa do representante da Huawei, Pedro Lopes, que falava sobre a posição de Angola na era da Quarta Revolução Industrial.

Numa abordagem coordenada pelo locutor Edilson Almeida, com as participações de Kiesse Canito, fundador da Tech21 África, e António Pinto, director de marketing da NCR Corporate. O engenheiro de telecomunicações especializado em redes sem fios, Pedro Lopes, a falar pela Huawei, considerou que um dos mecanismos necessários para que Angola se veja representada neste processo da 4ª Revolução industrial, é precisamente a existência de infraestruturas, que  propiciem o funcionamento dos meios tecnológicos de última geração.

Pedro Lopes  afirmou que a Huawei tem criado soluções viáveis para cobrir as zonas rurais, levando conectividade  de baixo  custo, por meio dos Ruralstar Site, e  adiantou que já existem operadoras em Angola que têm trabalhado com essa solução.

O especialista garantiu que, a Huawei dispõem de meios qualificados para responder a era da Indústria 4.0 em Angola, mas adverte que ‘’ Se não houver boas infraestruturas, não adianta trazer para aqui, equipamentos de alta qualidade’’.  Adiantou ainda que, em Angola há a necessidade de se preparar a base para a recepção de todo aparato tecnológico que correspondem à  era da 4ª revolução industrial.

Ao longo do debate, em defesa da Huawei, Pedro Lopes salienta que a empresa tem trabalhado na melhoria de seus equipamentos de comunicação, e que por esta altura, um dos focos está voltado  para a inclusão digital em Angola.

Em resposta ao questionamento de Kiesse Canito, sobre o papel da Huawei no sector industrial angolano, o Engenheiro aponta para a  solução do Cloud  para as empresas, como uma medida de gestão de informação, que oferece segurança e mitigação de custos.

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