outubro 20, 2020

Especialistas que trabalharam na montagem do Xikila Money não acreditam em coincidências, referindo-se à forma como o banco central tem lançado serviços que já existiam como se de novos se tratasse. Contas simplificadas e agentes bancários entre as suspeitas.

A ideia original de algumas das mais recentes inovações anunciadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA), tendo em conta a inclusão financeira, está a ser reclamada por técnicos que estiveram envolvidos na montagem do Xikila Money, um dos segmentos de negócio do Banco Postal que teve a sua licença revogada em Abril de 2019.

Entre as inovações reclamadas, destaca-se a abertura de contas bancárias simplificadas que o BNA apresentou na semana passada através do aviso onde também permite que comerciantes informais possam ter acesso ao Terminal de Pagamento Automático (TPA).

Esta, entretanto, outra inovação reclamada. O BNA, através do aviso 12/2020, justifica as referidas medidas com “a promoção da inclusão financeira”.

No entanto, as pessoas que reclamam o direito pela criatividade destes serviços consideram existir, no aviso do BNA, uma “clara falta de honestidade intelectual” e desejo expresso de apagar o que foi feito pelo Xikila Money que, “desde o início, já disponibilizava uma abertura de conta simplificada, baseada na recolha de impressão digital, foto e um pin”.

“À data de encerramento do Xikila Money, a sua rede ‘Paga Aqui’ era composta por mais de 1.200 estabelecimentos comerciais e já era visível como opção de pagamento nos mercados informais”, lembram, em comparação à medida do BNA que permite o uso de TPA por comerciantes informais.

E acrescentam, sob a condição de não serem identificados, que “o BNA não pode agora vir anunciar as coisas como se fossem totalmente novas no mercado”.

Posteriormente, num rascunho elaborado para realçar as coincidências, interrogam “o que é que o Xikila Money estava a fazer então?” quando analisam o lançamento do concurso público pelo BNA para encontrar uma instituição para operar o sistema de transferências móveis ‘Mobile Money’.

Anunciada em Agosto de 2019 pelo BNA, a possibilidade de abertura de conta por via do telemóvel sem necessidade de deslocação à agências bancárias é outro serviço que espelha, segundo os técnicos já referidos, a intenção de se apagar tudo o que foi feito pelo Xikila Money. “O BNA esqueceu-se de mencionar que o Xikila Money, quando foi inaugurado em 2017, permitia a abertura de conta com o número de telefone, sendo o número de telefone o número da conta com o Iban associado. À data do seu encerramento, já contava com mais de 300 mil clientes”, argumentam.

O resultado do referido concurso, observam, poderá ser determinante para concluírem se se trata apenas de coincidências ou se a forma de agir do BNA está directamente ligada à decisão de “destruição do projecto Xikila Money, cuja montagem custou milhões e milhões de dólares”.

“Se a entidade vencedora deste concurso for alguma ligada ao BAI, que tem Massano entre os accionistas, então, infelizmente, vamos ser obrigados a admitir que não se trata de coincidência”, antecipam-se.

O Xikila Money, lançado em Março de 2017, foi a primeira unidade de negócio disponibilizado pelo Banco Postal que tinha como accionistas a Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola, a Ensa Seguros de Angola, o Grupo Ensa – Participações e Investimentos, a EGM Capital e a C8 Capital. A instituição apresentava-se como fornecedora de “instrumentos e ferramentas que permitiam que os angolanos, principalmente aqueles que se encontram excluídos do sistema financeiro, fossem dotados de personalidade financeira como um direito fundamental”.

O Comércio & Empresários (C&E) era a outra unidade de negócio do banco e era apresentada como “complemento do Xikila Money”, visto que permitia transações aos clientes cujo volume de depósito e respectivas necessidades já não se enquadravam nos limites do Xikila Money.

O VALOR tentou, mas sem sucesso, um pronunciamento do BNA.

Fonte: Jornal Valor Económico, do dia 4 de Maio 2020 Segunda-feira Semanário - Ano 5 Nº207, pág. 8.

No âmbito da actualização e inovação das infraestruturas, o Banco Nacional de Angola (BNA), procedeu no sábado (16) a abertura de um concurso público respeitante à contratação de empresa para desenho e implementação de uma solução de Data Center Tier III modular e certificado.

Segundo uma nota publicada no seu website, o Banco Nacional de Angola pretende implementar um novo Centro de Processamento de Dados Principal, do tipo Tier III modular e certificado, que atenda de forma eficaz às necessidades actuais e futuras de recursos tecnológicos de suporte ao negócio e esteja alinhado às boas práticas e padrões internacionais.

O avanço das tecnologias de informação e comunicação, assim como a ampliação contínua das bases de dados de suporte à informação do sistema financeiro angolano resultam na necessidade permanente de actualização e inovação das infra-estruturas que garantem a continuidade dos processos de negócio.

Para o efeito, o BNA comunica a abertura do concurso público respeitante à contratação de empresa para desenho e implementação de uma solução de data center Tier III modular e certificado, cuja documentação está disponível aqui.

Um Data Center Tier III oferece alta disponibilidade, garantindo acesso aos dados e sistemas praticamente em tempo integral.

Fonte: BNA                                                         

O Banco Nacional de Angola anunciou ontem (25) a contratação da plataforma de negociação de moeda estrangeira (FXGO), que conta já com 23 bancos e oito empresas do sector de petróleo.


No âmbito do processo de normalização do mercado cambial, o Banco Nacional de Angola decidiu contratar a Bloomberg para disponibilizar a sua plataforma electrónica de negociação de moeda estrangeira, denominada “FXGO”, ao mercado angolano.

Segundo o documento disponibilizado no Site do BNA, a plataforma FXGO possibilita a negociação em tempo real entre vendedores e compradores de moeda estrangeira sendo as taxas de câmbio livremente negociadas entre as partes, permitindo que a parte que inicia a compra ou venda de moeda estrangeira possa ter acesso a ofertas de várias contrapartes ao mesmo tempo e escolher a melhor. A plataforma traz assim maior eficiência e transparência ao mercado cambial.

A plataforma publica também as taxas de câmbio de mercado actualizadas em tempo real, baseada nas transacções realizadas através da plataforma e outra informação relevante recolhida

A nota informa ainda que o acesso à plataforma depende da subscrição do serviço junto da Bloomberg, podendo apenas entidades autorizadas pelo Banco Nacional de Angola negociar operações cambiais de pares de moedas que incluem o Kwanza, através da referida plataforma.

O Banco Nacional de Angola decidiu que as primeiras entidades a negociar as suas operações através desta plataforma deviam ser os bancos comerciais nas suas operações interbancárias e as empresas do sector de petróleo e gás nas vendas de moeda estrangeira, tendo para o efeito publicado o Instrutivo Nº2/2020, de 30 de Março que define os procedimentos operacionais de negociação através da referida plataforma.

Na sequência da publicação do referido instrutivo, já aderiram à FXGO, 23 bancos nacionais e 8 empresas do Sector de Petróleo e Gás com actividade em Angola.

Dando seguimento ao processo, o Banco Nacional de Angola irá em breve publicar regulamentação que determina que as empresas com actividade no sector diamantífero deverão também negociar as suas operações cambiais através da referida plataforma.

Pretende-se ainda que empresas de grande dimensão com necessidades de compra de moeda estrangeira, como, por exemplo, empresas de navegação aérea, passem a aceder à plataforma FXGO para negociar as suas operações cambiais.

Adicionalmente, encontra-se em curso o processo de adesão à plataforma FXGO pelo Tesouro Nacional, o que irá permitir que as suas vendas de moeda estrangeira sejam também negociadas directamente com os bancos comerciais através da referida plataforma.

Concluída a adesão das entidades acima referidas à plataforma FXGO, estarão reunidas as condições para o Banco Nacional de Angola deixar de realizar leilões de vendas de moeda estrangeira, intervindo apenas no mercado cambial através da referida plataforma, comprando ou vendendo moeda estrangeira, conforme o caso, para efeitos de reforço ou redução das reservas internacionais ou de correcção da taxa de câmbio.

O Banco Nacional de Angola considera a implementação desta plataforma um passo muito importante no desenvolvimento do mercado cambial de Angola, pois irá aproximar o seu funcionamento ao de outros mercados de referência, com benefícios significativos de eficiência e transparência.

Fonte: BNA

O primeiro banco digital angolano, denominado DUbank Angola, com um investimento inicial avaliado em USD 12 milhões, poderá ser inaugurado no primeiro trimestre deste ano, revelou hoje o seu Director Executivo (CEO), Sérgio Hirose.

Em declarações à Angop, Sérgio Hirose declarou que os requisitos legais, exigidos pelo Banco Nacional de Angola (BNA), desde o capital social, estrutura, balanço, transparência, entre outros, para abertura de um banco convencional, já foram cumpridos, aguardando-se apenas o aval do órgão regulador da actividade bancária no país. 

O empresário explicou que o investimento está a ser feito desde abril de 2019, com a instalação de plataforma, sistemas tecnológicos e aguarda-se apenas a licença do BNA (Banco Central) para iniciar a actividade.

O DUbank Angola, segundo o gestor, vai ter um serviço de apoio ao cliente e, o facto de ser digital, este serviço poderá chegar em toda parte de Angola, onde tenha internet, e a partir de 2G pode ser feita a transacção bancária.

Instalado desde dezembro último, o site do DUbank Angola já registou mais de cinco mil pedidos de pré-cadastros para a abertura de conta.

A iniciativa vai criar 100 postos de emprego directo, dos mais de 300 candidatos já inscritos, e a aposta será na capacitação de técnicos nacionais.

Apesar de Angola ainda não ter regulamentação que rege a actividade do banco digital, referiu, o DUkank Angola vai garantir segurança e transparência, pelo facto de ser o Banco Central encarregue para fazer a sua auditoria.

Explicou que o banco digital vai funcionar através de um smartphone, mediante uma conta, terá um cartão multicaixa, cuja gestão das transferências estará a cargo da Empresa Interbancária de Serviços (EMIS).

Questionado pela Angop sobre o facto de o banco digital não ter instalações para depósito como seria efectuado este processo, o gestor explicou que serão feitos através de qualquer rede bancária.

Esclareceu que basta entrar no seu aplicativo do smartphone e gerará um guia de pagamento e vai em qualquer banco para fazer o depósito na sua conta do DUbank Angola.

E, no caso do seu salário ser domiciliado na sua conta do DUkank Angola, pode-se fazer qualquer operação bancária sem custos operacionais, justificando que o custo do DUbank Angola está investido em tecnologia.

Dentre os vários serviços, o banco digital terá o segmento de salário, guia de pagamento, pagamento de imposto, seguros, transferências, entre outros prestados pelos bancos convencionais.

Entre as vantagens, informou que o DUbank Angola estará vocacionado aos serviços, situação que vai atrair ao país muitos investidores estrangeiros. Para o efeito, disse ter já bancos correspondentes no Brasil, Estados Unidos da América disponíveis em materializar esta intenção. 

A plataforma do Dubank dá possibilidade de ter uma senha de acesso e outra de pagamento, sendo que qualquer transacção que ocorra o cliente recebe uma mensagem e dá a possibilidade de bloquear na hora, isto por questão de segurança.

O cartão terá chip, situação que garante segurança e para a abertura de uma conta no DUbank Angola é gratis e o cliente deve ter o NIF, comprovante de endereço. Para aqueles que não têm estes documentos e, como se quer aumentar a inclusão financeira, poderá se fazer a abertura da conta através de um número de telefone.

Ainda em relação as vantagens, explicou que evita as filas no banco, não há custos fixos, por ser digital, o aplicativo dá um balanço dos gastos e do quanto se ganha.

Afirmou que a transparência é um factor importante para a segurança e o DUbank Angola vai apostar neste sentido, através da colaboração com BNA e EMIS.

Ao se referir às potencialidades de Angola, o investidor explicou ser um país rico e muito carente de serviço e considerou o melhor país para se fazer investimento em vários sectores.

 

  

Fonte: Angop

© 2020 Portal de T.I Todos Direitos Reservados | Telefone: +244930747817 | E-mail: info@portaldeti.com