setembro 27, 2021

O relatório do Índice Global de Inovação(IGI) deste ano, colocou Angola na posição 132, numa lista de 132 países, cuja liderança é ocupada pela Suíça.

O IGI 2021 avaliou as mais recentes tendências mundial em matéria de inovação e classifica o desempenho dos ecossistemas de inovação de 132 economias, destacando os pontos fortes e fracos na área da inovação e indicadores sobre os gastos em pesquisa e desenvolvimento ou o acesso a financiamento para a inovação, a fim de oferecer uma visão do impacto da pandemia.

O relatório mostrou que Angola registou poucos feitos no campo da inovação, comparando-se com os demais países avaliados no presente ano 2021. Para o continente africano, a África do Sul, o Quénia e a Tanzânia ocupam respectivamente os três primeiros lugares dos países africanos com fortes indicadores de inovação.

A nível global, os países com fortes indicadores de adopção de mecanismos inovadores são: a Suíça, a Suécia e os Estados Unidos da América.

O IGI 2021 observou que o investimento em inovação demonstrou forte resiliência durante a pandemia da COVID-19, alcançando novos recordes. O investimento em inovação atingiu o seu nível mais alto antes da pandemia, com um crescimento excepcional de 8,5% nas actividades de pesquisa e desenvolvimento. E a publicação de artigos científicos inovadores em todo mundo cresceu 7,6%.

A informação foi avançada, nesta Sexta-feira (24), no município do Soyo, província do Zaire, pelo Comissário de Migração, Simão Milagre, enquanto falava à Televisão Pública de Angola.

Decorreu, naquela província, um encontro que juntou responsáveis do serviço de Migração e Estrangeiro, das províncias do Norte e Leste do país, onde foi também levantada questões relacionadas com a não emissão de passaportes, tendo como principais causas razões de natureza logística.

“A Direcção Nacional de Migração e Estrangeiro está engajada para que, dentro dos próximos dias, volte à normalidade”, disse o Comissário.

Não foi avançada a data para o início da emissão dos passaportes electrónicos, mas, recorda-se que, a emissão do novo passaporte foi aprovada em unanimidade, no parlamento angolano, em Dezembro de 2020, no despacho presidencial 176/20, sendo uma obrigação que deve ser cumprida por todos os países membros da Organização Internacional da Aviação Civil.

Segundo noticiou o Novo Jornal, em Dezembro do ano passado, o passaporte Electrónico Angolano estaria a custar 130 milhões de euros ao Estado e será produzido por uma empresa húngara.

Lê-se em matéria publicada, “o Presidente da República aprovou a despesa e formalizou a abertura do procedimento de contratação simplificada em função do critério material, no valor de 130 milhões de Euros, referente ao contrato de desenvolvimento, produção e fornecimento do Passaporte Electrónico Angolano e do respectivo sistema com a empresa húngara ANY Biztonsági Nyomda Nyrt”.

Quanto às configurações, o passaporte electrónico integra uma nova geração de dispositivos, que vão do reconhecimento facial, à integração de um chip, com ou sem contacto. Ademais, inclui um dispositivo electrónico no qual se pode encontrar armazenada a informação biográfica e biométrica do titular.

 

 

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Na sequência do programa de capacitação de quadros do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) teve início, no passado dia 13 de Setembro, o “Induction Program”, que visa garantir a imersão dos especialistas angolanos no panorama aeroespacial francês, a integração no sistema académico europeu e apresentação de diversos aspectos socioculturais, informou o GGPEN.

Participam da imersão os três engenheiros angolanos que encontram-se em Toulouse, França, para o Mestrado Avançado na Universidade ISAE-SUPAERO, nas áreas de Gestão de Projecto Aeroespacial e Aplicações Espaciais, além de dois engenheiros da Malásia e dois paquistaneses.

O programa em questão tem duração de duas semanas e está a ser ministrado por profissionais com vasta experiência que actuam directamente na indústria aeroespacial europeia.

De recordar que os bolseiros do GGPEN, nomeadamente, engenheiro João Júnior, pertencente ao Departamento de Desenvolvimento de Aplicações Espaciais, engenheiro Júlio Morais, do Departamento de Gestão de Infra-estruturas Espaciais, e o engenheiro Osvaldo Porto, especialista do MCC, iniciaram as formações no dia 7 de Setembro de 2021.

A Formação e capacitação de quadros é uma iniciativa do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, segundo consta na informação avançada pelo GGPEN.

“Este mestrado é fruto da parceria entre o Estado angolano, por intermédio do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS), e os parceiros envolvidos na construção do satélite Angosat-2, nomeadamente, a Energia e a Airbus Defence and Space”, lê-se.

Recorda-se que o GGPEN possui 68 colaboradores, dos quais, cinco são doutores, 22 mestres, sendo sete formados no ISAE-SUPAERO, e 32 são licenciados, em universidades nacionais e internacionais.

Por: Celso Malavoloneke

 

Durante as minhas férias em Agosto passado visitei uma grande fazenda no Kuvangu. Foi – passe a publicidade – a Fazenda Agrikuvangu do meu conterrâneo e amigo Rui Kaposse a quem daqui desejo todos os êxitos pelas razões que aduzirei adiante.

O meu amigo Kaposse, deixou-me literalmente “caído de c…” como se diz em bom mwangolé: está a dizer que, só este ano e só de milho vai colher 500.000 toneladas de milho. Isso é muito milho!!! Suficiente para alimentar duas ou três províncias do nosso país. Comentando num grupo do WhatsApp onde partilhei isso, alguns amigos especialistas em agricultura puseram sérias dúvidas em relação aos números que acharam altamente exagerados.

Eu não sou especialista em agricultura apesar dessa ser a minha formação média no Instituto médio-agrário do Tchivinguiro de 1984 a 1988. Por isso pelo que vi, não me pareceu um objectivo tão exagerado assim como os meus amigos – cujo conhecimento técnico afirmo e sou testemunha – estavam a defender.

É que para além da fazenda ser enorme – 500.000 hectares – tem uma tecnologia que me fez sentir bem arcaico em relação à tecnologia que então considerávamos de ponta. Vimos pivôs gigantes como se vêem nas fotos com capacidade de regar cada um 50 hectares a partir do rio Cubango. Um pivô é um longo tubos de conduta de água com cerca de 2.5 kms de cumprimento assente em torres triangulares equipadas com pneus de mais ou menos 10 metros. Equipado com chuveiros rotativos espaçados 15 a 20 metros, faz um movimento rotativo impulsionado por energia hidráulica. Os chuveiros instalados no tubo produzem praticamente uma “chuva artificial” de água que pode ser misturada com fertilizantes, insecticidas e fungicidas. Ou seja, não depende das chuvas para fazer as suas culturas. Se a isso acrescentarmos o uso de sementes de ciclo curto (três meses), eu vejo possibilidades sim senhor de recolher as 3 colheitas programadas para este ano agrícola. Aliás, nesta altura que os camponeses normais estão apenas a preparar a terra para lançar as sementes, a Agrikuvangu já faz a primeira colheita. Visitamos os silos cheios de grão pronto para ser ensacado e comercializado.

Nesse tipo de agricultura o Engenheiro Agrónomo age como um gestor de sistema: passa uma espécie de receita onde diz qual a velocidade do movimento de rotação, a percentagem (força) da “chuva” (a que pode acrescentar os fertilizantes, insecticidas e fungicidas a misturar na água) o tempo de regadio e entrega isso aos técnicos das máquinas. Esses executam as instruções e esperam pelos resultados. Saí dali completamente convencido que não faz sentido algum que em Angola tenhamos défice alimentar. É só incentivar e apoiar mais 50 ou 100 Rui Kaposses a fazerem o mesmo número de Agrikuvangus. O nosso país tem todas as condições de solo, água, clima e capital humano para isso. Parecem estar a faltar apenas os recursos financeiros.

Espantado e curioso – e um pouco envergonhado também pelo meu atraso tecnológico na paixão profissional da juventude – fui atrás do “prejuízo” e vi que a tecnologia que vimos no Kuvangu está longe de ser a mais moderna. A Huawei, essa “nossa” mesma que nos abonou o aplicativo do “mobile money”, desenvolveu com os agricultores da Noruega um outro aplicativo que está a fazer furor nos meios agrícolas: A agricultura inteligente.

Com esse sistema, a Agrikuvangu apenas precisaria de inserir os dados num centro de comando informático – operação que não levaria mais de meia hora para pôr todo esse processo a funcionar. Mais, O sistema faz previsões do tempo, de formas que ajusta automaticamente a sua acção. Por exemplo, se estiver a trabalhar e começar a chover, o regadio pára. Actualmente, na Agrikuvangu esse acto tem que ser feito por humanos.

Esse centro de comando pode também dar ordem aos tractores e máquinas agrícolas para saírem das garagens e irem fazer a sacha, colheita, debulha. E com um mínimo de pessoas, cultivar enormes extensões de terras para alimentar o nosso povo. Precisamos é de dar o salto; precisamos é de ser ousados e tirar partido das vantagens que a tecnologia de ponta, especialmente a 5G nos oferece. Ser visionários e atrevidos no bom sentido.

Não seria má ideia quem de direito ver com essa gigante de telecomunicações que até já está entre nós se pode trazer esse sistema para aqui e experimentar em empresas como a “nossa” Agrikuvangu… nesse quesito precisamos não ter medo de ousar!

 

 

 

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À cada dia que passa, vários são os ataques informáticos registados pelas instituições financeiras, bancárias, comerciais e não só, muitos dos quais não esclarecidos ou até mesmo resolvidos.

A Primeira Cimeira Angolana sobre Segurança Cibernética, "Cyber Secur Summit 2021" é um evento a ser realizado pela SP Mídia, empresa detentora do Portal de T.I e a CyberSecur, empresa de estratégia de defesa cibernética, nos dias 06 e 07 de Outubro, das 09 as 15horas, no Hotel Epic Sana, em Luanda.

O evento, visa promover a abordagem crítica sobre o assunto, partilhar conhecimento sobre perícia digital, segurança cibernética e sobre os crimes informáticos à luz do novo código penal angolano.

O evento vai contar com a presença do Ministro de Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Manuel Homem e, de igual modo, vai registar a participação de prelectores do Brasil, São Tomé e Príncipe e Angola com temas como Direito Digital; Perícia Digital; Protecção de dados; Segurança Nacional; Ciberética; Inteligência Cibernética em Processos Investigativos; Ransomwore entre outros.

As inscrições para o evento podem ser feitas a partir do site www.cybersummit.co.ao

 

 

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