janeiro 25, 2021

A capital do país, conta desde Dezembro do ano passado, com um serviço de táxi inovador e com suporte tecnológico, com vista a minimizar a problemática da mobilidade.

Trata-se da “Tirosa”, empresa tecnológica angolana criada por Dulcidio Sachipa, Evandro Santos e Aldemiro Furtado, tem foco no turismo, dedicada ao serviço de táxi terrestre, aquático e com serviço de reboque 24hrs por dia, que permite a busca de um motorista com base na localização do passageiro. Os serviços tecnológicos com base em aplicativos são óptimos para quem quer se locomover de forma rápida e segura.

Para deslocar-se em Luanda (numa primeira fase), a Tirosa oferece aos utentes, um serviço prático, seguro e rápido, com formas de pagamentos diversificados como: Cash, cartão Multicaixa e com cartões internacionais Visa, MasterCard, Discover, JBC e AMEX.

A sua App, disponível na Play Store e App Store, é uma ferramenta segura e de uso fácil, que tende a reforçar os valores já estabelecidos no meio social e de consumo, que permite interagir com os serviços de uma forma simples e eficiente. O aplicativo visa fazer viagens por toda cidade de Luanda facilitando e melhorando a mobilidade urbana e a deslocação dos passageiros, zelando sempre pela satisfação dos mesmos ao perceberem a qualidade do serviço e a facilidade ao obtê-lo.

A Tirosa conta com um diferencial de alto padrão para o mercado angolano. Para além dos serviços habituais, conta também com os serviços de reboque, barcos, serviço de wi-fi em todos os meios de modo dinamizar o turismo e melhorar a qualidade da mobilidade urbana.

A empresa promete expandir os seus serviços para as demais províncias do país, com maior urgência para as cidades de Benguela e Lubango, previsto para Setembro próximo.

A Penttinali, empresa especialista em Investigação e Mitigação de Riscos Cibernéticos, ministrou ontem(19) em Luanda um workshop sobre “Segurança e vantagens do uso da Cloud Angolana”. Neste fórum, a consultora aconselhou as instituições públicas e privadas a utilizarem a Cloud Angolana, já que tem as mesmas vantagens e nível de segurança que as estrangeiras.

A sessão foi conduzida pelo especialista em Crimes Cibernéticos, Hélio Pereira, e contou com a presença da Agência de Protecção de Dados de Angola, de órgãos de comunicação social e de especialistas do sector das TI, que ficaram assim a conhecer mais sobre a computação em nuvem em Angola e os factores que potencializarão a migração de Clouds estrangeiras para as nacionais.

De acordo com o palestrante, vários estudos apontam que, em Angola, as instituições públicas e privadas preferem utilizar os serviços de Cloud estrangeiras, devido a factores-chave como a segurança, fiabilidade e preços. No entanto, defende Hélio Pereira, a Cloud angolana conta com os mesmos elementos e o mesmo nível de qualidade, para além de permitir a soberania dos dados críticos em território angolano.

Segundo Hélio Pereira, a computação em nuvem revolucionou a forma como os arquivos são armazenados, e um dos seus maiores benefícios é a redução de custos. Só pagamos o que usamos. Por este motivo, o especialista aconselha as instituições públicas e privadas a confiarem na Cloud made in Angola, como garante de segurança e fiabilidade.

Actualmente, o país já conta com empresas que disponibilizam estes serviços. Um exemplo concreto de uma Cloud nacional segura e fiável, segundo Hélio Pereira é a ITA – Internet Technologies Angola, S.A. O especialista aponta que esta multinacional tem o maior e mais fiável Data Center de Angola, com serviços de Cloud que garantem um serviço 100% angolano, com segurança e assistência técnica garantidas.

Ricardo Santa Ana, gestor de Cloud da ITA, também defendeu que as grandes empresas angolanas devem dar oportunidades aos prestadores locais deste serviço, com o fim de comprovar a sua fiabilidade ao longo do tempo. Utilizar os serviços de Cloud angolanos permite às empresas nacionais realizar pagamentos em moeda local, aumentando a sua capacidade para canalizar recursos para novos investimentos e para despesas operacionais directamente ligadas ao seu core business, explica o gestor.

Apesar dos serviços de Cloud não representarem uma proporção significativa das despesas totais em moeda estrangeira das empresas angolanas, qualquer poupança é importante, realça Ricardo Santa Ana. No final, contribuem para que o máximo de recursos possa ser destinado para a aquisição de novos equipamentos.

Por fim A Agencia de Protecção de Dados de Angola, elogiou a iniciativa do projecto, e reforçou que “é necessário regular, legislar e registar as empresas, para que o tratamento de dados e protecção de conteúdos locais seja uma realidade em Angola. “ O nosso objectivo é que todas as empresas que tratem de dados sejam registadas e que a segurança dos mesmos em data Center e Cloud seja um garante de soberania de manter os dados críticos em território nacional”.

No fim da formação Hélio Pereira convidou gestores e investidores angolanos e não só, a investir no nacional como um produto seguro e fiável, que pode alavancar a economia.

Por : Celso Malavoloneke

 

  • Estamos nos idos de 1770. O trabalho mais pesado que as pessoas tinham que fazer eram por via da tracção animal, força do vento e da água dos rios. Até que descobriu-de a energia a vapor e a vida das sociedades mudou radicalmente. As carruagens puxadas por bois, murros e cavalos, os navios propulsionados pelo vento, os moinhos a vento, passaram todos a ser movidos a vapor. De noite para o dia, aumentaram a velocidade, distância e capacidade de produção e deixaram de depender dos caprichos da natureza. Iniciou-se a produção industrial em massa e assim surgiu a Primeira Revolução Industrial – a energia baseada em vapor. Duzentos anos depois, descobriu-se a electricidade e a capacidade de produção em massa que já era considerável aumentou ainda mais e surgiu a Segunda Revolução Industrial – a era da ciência e da produção fomentada pela electricidade. E em por volta de 1950 surgiu o computador e as tecnologias digitais com o enorme impacto na vida das pessoas; e surgiu a Terceira Revolução Industrial. Parou-se por ali? Não. Surge agora, desde 2016 a Quarta Revolução Industrial. A Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0, é um conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab, director e fundador do Fórum Económico Mundial. A indústria 4.0 tende a ser totalmente automatizada a partir de sistemas que combinam máquinas com processos digitais.

A Quarta Revolução Industrial projecta assim uma era de robótica avançada, automação em larga escala, Inteligência Artificial, Impressão 3D, Engenharia Genética, computação quântica, etc… e a 5G. As redes 5G  deverão ser pelo menos 10 vezes mais rápidas do que a 4G LTE, tornando-se eventualmente 100 vezes mais rápidas.  As soluções avançadas pela 4ª Revolução Industrial e que utilizam todas estas novas tecnologias têm potencial para ajudar os países a responder melhor às várias necessidades dos seus cidadãos. Desde a educação à saúde, passando do entretenimento aos serviços financeiros digitais e muito mais.

A pergunta que não se cala é: até que ponto o nosso país está preparado para acolher essas novas tecnologias?

Em primeiro lugar, há que resolver as lacunas digitais que se mantêm, ainda e que nunca foram tão críticas como nos últimos dois trimestres deste ano, com a emergência da pandemia da Covid-19 e a extinção do antigo, modo de vida até então considerado "normal".

O primeiro trimestre de 2020 viu uma desaceleração económica em larga escala no nosso país, à medida que a disseminação do novo vírus corona aumentou em número e em extensão geográfica. Fomos obrigados a fechar as, os voos ficaram largos meses em terra e por via do estado de emergência e de situação de calamidade, milhões de pessoas em todo o país foram forçadas a permanecer em casa e socialmente distantes das outras. Notou-se um aumento imediato do tráfego de rede, por causa do trabalho remoto. O estudo on line e a utilização geral da Internet para todas as formas de comunicação, recolha de informações e acesso a serviços digitais tornam-se a norma. Os reguladores, seguindo a tendência  a nível mundial e em África começaram a libertar espectro temporário para ajudar os operadores a aliviar o congestionamento da rede, como resultado directo da pandemia. Com estas mudanças rápidas facilitadas para responder às necessidades imediatas da sociedade durante a pandemia, as discussões sobre a exclusão digital em vastas áreas do país tornaram actuais. Os municípios sentem agora um impacto acrescido destas lacunas, na medida em que a pandemia revelou as suas deficiência no que diz respeito ao acesso digital. Países como os EUA, o Reino Unido, a Alemanha, o Brasil e outros mais, estabeleceram metas de conectividade para aqueles que permaneceram desconectados nas zonas rurais ou excluídos mesmo nas zonas urbanas devido aos custos de conectividade e outros desafios para os consumidores.

O acesso à Internet foi declarado um direito humano fundamental e a Covid-19 veio mostrar-nos a todos como a conectividade de banda larga era vital para responder a este vírus, permitindo que a economia e a sociedade continuassem a avançar independentemente das medidas de distanciamento social. Ora, com muitos países a atravessar a segunda onda desta pandemia, a resiliência nos sistemas de conectividade adquire uma importância acrescida. O "novo normal" parece estar para ficar, dali ser imperativo adaptar o nosso modo de vida e os sistemas que suportam isso, deve evoluir muito rapidamente.

É por isso que avançar rapidamente e em força ao encontro da 4ª Revolução assume uma importância estratégica para o desenvolvimento de Angola. E ol caminho afigura-se longo e cheio de escolhos. A penetração da Internet em Angola era de apenas 22% no final de Dezembro de 2019. Por isso, a exclusão digital em Angola deve ser combatida imediatamente e a vários níveis. Económico, social,governamental e empresarial. Com o país dotado de recursos naturais que vão desde petróleo e gás, minerais e diamantes até terras agricultáveis, faz sentido que estes sectores sejam priorizados para a tal automatização em larga escala e digitalização que a 4ª Revolução preconiza .O aumento das exportações e a manutenção da produção, mesmo quando é necessário um aumento da distância social, exige uma maior dependência de máquinas inteligentes e operações com intervenientes mais pequenos (agricultores de subsistência, pequenos operadores mineiros, etc.) ligados a cadeias de abastecimento regionais e nacionais.

Resta a questão do capital humano: a grande percentagem de jovens na população angolana e a natural propensão das novas gerações para o uso das tecnologias digitais tornam Angola num país onde a “conversão” para a 4ª Revolução seja relativamente facilitada se se conceber e implementar uma estratégia de inclusão digital que passe pelo sistema de ensino não só formal, como também informal no que poderia ser considerado uma espécie de “alfabetização digital”.

A Agência de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), anunciou na semana passada que está a testar uma aplicação móvel que permite, em poucos segundos, através da câmara do dispositivo ou de uma fotografia pré-existente, identificar a matrícula de um veículo e informar o utilizador sobre a existência e validade do seu seguro automóvel.

De acordo com a informação veiculada pela agência de notícias- Angop, o aplicativo, a ser lançado nos próximos três meses, identifica também o número da apólice, entidade seguradora e a data de início do seguro.
Em declarações à Angop, o administrador da ARSEG, Jardel Duarte, referiu que o projecto está na fase de ensaios e estará disponível para utilização ainda no primeiro trimestre deste ano de 2021.

Para esta fase de ensaios, de acordo com o responsável, a ARSEG tem trabalhado com os operadores do mercado (seguradoras), no sentido de carregar a aplicação com as informações sobre as apólices subscritas de seguro automóvel.
Jardel Duarte garante que numa segunda fase, a ARSEG pretende estar alinhada com a Polícia Nacional, no quadro do lançamento do referido aplicativo.

Com o dispositivo, a ARSEG terá acesso à informação e aos serviços úteis no contexto da actividade seguradora, resseguradora, de fundos de pensões e da mediação de seguros em Angola.

O aplicativo poderá ser baixado por qualquer cidadão com o dispositivo móvel com o sistema Android ou IOS com acesso à Internet.
Com a ferramenta, prevê-se uma melhor percepção do número de veículos segurados em Angola.

"Atendendo ao facto de que o sector segurador em Angola representa menos de 1 por cento do PIB, podemos aferir que o volume de subscrição do seguro automóvel em Angola deve ser bastante reduzido apesar de ser um seguro obrigatório", admitiu Jardel Duarte.

O gestor aponta que outra dificuldade para chegar a real percentagem de veículos segurados é a falta de informação relativamente ao número de veículos que constituem o parque automóvel em Angola.

A ARSEG é uma entidade estatal, criada a 26 de Setembro de 2013, a quem compete regulamentar, supervisionar e fiscalizar a actividade seguradora, resseguradora, de fundos de pensões e de mediação de seguros de Angola.

Decorreu nos dias 29 e 30 de Dezembro de 2020, os testes de qualificação para o concurso africano e árabe de programação, cujos resultados foram publicados no passado final de semana.

Os Institutos Superiores ISPTEC e ISUTIC e Universidade Agostinho Neto (UAN) qualificaram-se para Concurso Africano e Árabe de Programação (ACPC), ao obterem maior pontuação na IV edição do Concurso Angolano Universitário de Programação (AOCPC).

O ISPTEC ficou em primeiro lugar por ter resolvido nove dos 13 exercícios submetidos, segundo ISUTIC (8/13) e terceiro a UAN (4/13). O desafio contou com a participação de 17 equipas representando oito Instituições de Ensino Superior do país. As três instituições angolanas representarão o país no concurso ACPC, a ser realizado de 19 a 23 de Março em Luxor, Egipto, com outras universidades de África e Médio oriente.

De acordo com o regulamento da ACPC, o concurso tem a duração de cinco horas, e os alunos competem em equipas. Cada equipa é composta por três alunos que passam nas regras de elegibilidade para o ano específico. Cada equipa tem de resolver um conjunto de cerca de dez problemas usando um único computador. As soluções envolvem escrever códigos usando linguagem C, C ++ ou JAVA. As soluções da equipe são executadas em função dos dados de teste secretos, e seus resultados são comparados aos de um programa de Juízes. As equipas são classificadas com base no número de problemas que conseguem resolver e nas penalidades que acumulam.

O Concurso Africano e Árabe de Programação é uma rodada de qualificação para o Concurso Internacional de Programação Colegiada (ICPC), organizado com o mesmo espírito e é regido por todas as regras aplicáveis ao ICPC. Os vencedores de um concurso ACPC se qualificam para as Finais Mundiais da ICPC.

Fonte: Angop

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