setembro 18, 2020

Mais um novo artigo no Portal de T.I, depois de alguns dias sem novos artigos. Nos últimos dias eu estava muito apertado (ocupado), mudanças de computador, lançamento da nova plataforma da empresa, novos contratos, enfim. Mas estou de volta e hoje eu vou mostrar algumas plataformas de cursos que têm me ajudado bastante na minha carreira profissional nos últimos anos.

AVISO: Esse artigo não está a ser patrocinado por nenhuma dessas empresas, eu não vou receber nenhum valor monetário por esse artigo. Estou escrever porque: Eu quero e essas plataformas realmente me ajudaram muito.

Mês passado eu fiz um poste o no meu facebook em que eu dizia que deletei a minha conta em algumas plataformas de cursos como Udemy, Edx e Coursera para poder me focar em outras que achei melhor para mim. Seguem abaixo:

Alura
Para começar, aqui vai uma das plataforma que eu não fico sequer um dia sem acessar, Alura tem cursos de tecnologia e negócios digitais. Você pode estudar, praticar, discutir no fórum e mergulhar em uma comunidade.

A maior plataforma brasileira de cursos de tecnologia fundada pelos irmãos Silveira, Paulo e o Ricardo. São 1193 cursos, 100% em português. E novos lançamentos todas as semanas. Eu aprendo muito sobre infraestrutura (DevOps), programação (backend, frontend), gestão estratégica, marketing digital e vendas.

Alura também tem um canal no youtube e podcast onde convidam vários profissionais que falam sobre diferentes tipos de tecnologia principalmente aquela que são ensinadas dentro da plataforma.

Curiosidade: Eu já ouvi todos os podcast da Alura que é o “hipster.tech”, e a próxima meta é fazer todos os cursos relacionado a infraestrutura e DevOps.

BukaApp
“Conectamos pessoas que precisam aprender com pessoas que amam ensinar.”
A Buka é um startup angolana que tem como missão tornar o conhecimento acessível, divertido e recompensador para todos. A Buka tem lançado alguns cursos do seu novo programa “profissões do futuro” aonde você pode aprender sobre marketing digital, marketing estratégico, startups e o mercado angolano. Você pode fazer esses cursos que geralmente são lecionados por profissionais muito respeitado do mercado angolano. Os cursos actualmente são 100% online, pagos em kwanza.

Detalhe: Tem um curso gratuito sobre desenvolvimento de jogos 2D sem programação para crianças e adolescentes, esses curso é oferecido em parceria com a Unitel.


StartSe
“Somos uma escola de negócios para quem quer transformar seu futuro hoje.”
Há 4 anos, a StartSe vem ajudando os profissionais e as empresas a se manterem competitivos e relevantes nesta nova economia acelerada. Nesses novos tempos, os desafios são inúmeros e inusitados. Ninguém parece estar imune. Independente da sua profissão ou sector da experiência anterior ou recursos financeiros disponíveis, todos nós estamos a ser desafiados a nos adaptar, reaprender rápido, logo e continuamente. É por isso que acreditamos no aprendizado contínuo e a busca por desenvolver novas habilidades durante a vida toda. 

Digital Innovation One
A DIO oferece cursos e bootcamps gratuitos e também pagos sobre diversos assuntos da área de T.I, além de lives e desafios dentro da própria plataforma.

O primeiro curso que que fiz nessa plataforma foi sobre mentalidade empreendedora e trabalho remoto ou o famoso “home office”. O site também oferece vagas de empregos de várias empresas do Brasil, após se cadastrar você irá preencher o seu perfil como se tivesse a montar um curriculum.

Curiosidade: Nesse site, se você convidar alguém para se cadastrar, fazer curso, e se um dia essa pessoa for contratado você ganha uma comissão (bônus) de 350 reais. #ficadica

Python Pro
Python Pro é uma plataforma que oferece um bootcamp completo sobre Python e Django, o instrutor Renzo Nuccitelli tem muita experiência em programação e mercado de T.I.
É apaixonado por dar aulas e ajudar programadores iniciantes a entrarem no mercado de trabalho.
Os três primeiros módulos do BootCamp você pode acessar gratuitamente onde você aprende:

1 - Python Birds: Nesse primeiro módulo o objetivo é introduzir programação Procedural e Orientação a Objetos desenvolvendo um jogo em Python.
2 - PyTools: Aqui você aprende um conjunto de ferramentas básicas, mas poderosas que Pythonistas experientes usam no dia-a-dia, como o framework pytest e outras ferramentas como git e travis-ci.
3 - Django: Alunos com conhecimento intermediário de Python interessados em aprender sobre desenvolvimento de aplicações web com o framework Django.

Já a partir do quarto módulo que é sobre Entrevistas Técnicas você aprende sobre como ocorre o processo seletivo de empresas estrangeiras e as questões técnicas que são feitas durante a entrevista técnica.
Detalhe: O Renzo foi professor de programação por 5 anos na FATEC e ainda trabalhou durante 2 anos como engenheiro de qualidade na Red Hat, ou seja, o brada entende mesmo do assunto.

Henriquebastos.net

Henrique Bastos é instrutor, palestrante, desenvolvedor e consultor com experiência internacional. Apaixonado por programação há mais de 20 anos, é especialista em Python, Django e Métodos Ágeis, membro da Django Software Foundation e da Python Software Foundation.

Eu conheci o Henrique em 2016 pelo Youtube nas palestras da Python Brasil, a forma dele de abordar sobre o mercado de trabalho, carreira de programador, desenvolvimento de software e autonomia, chamaram-me muita atenção na época.

Antes a plataforma era “Welcome to The Django” pois o curso era voltado a programação com Python e Django, mas não se engane o curso vai muito além da programação: Tem um capítulo inteiro onde ele aborda sobre os 8 pilares para alcançar a autonomia na sua vida. Minha forma de encarar a área de tecnologia nunca foi a mesma depois de lhe ouvir a falar sobre autonomia.

Hoje o Henrique se orgulha de já ter capacitado mais de 4 mil programadores (incluindo a mim) e se concentra em compartilhar uma melhor forma de programar para ajudar as pessoas a terem mais autonomia em suas vidas. A didáctica do Henrique Bastos me deixa encantado é sério!

Detalhe: Se você não é da área de tecnologia eu recomendo a fazer pelo menos o curso sobre autonomia, serve para qualquer pessoa que quer se conhecer como um agente na sociedade e o mundoque lhe rodeia até hoje eu levo as lições do Henrique comigo.

Udacity

Udacity é uma organização educacional com fins lucrativos fundada em 2011 por Sebastian Thrun, David Stavens, e Mike Sokolsky. Nasceu de um experimento da Universidade de Stanford, em que Sebastian Thrun e Peter Norvig ofereceram o curso online de "Introdução à Inteligência Artificial" para qualquer pessoa, gratuitamente. Hoje conta com mais de 11 milhões de usuários.

Eles têm uma metodologia muito amigáve.l Você entende muito fácil, tem cursos que as aulas são lecionadas pelos engenheiros do Google. Não é atoa que alguns brasileiros dizem que a Udacity é o Silicon Valley dos cursos online.

Eu não vou entrar em detalhes sobre como funciona a Udacity para isso, eu vou deixar aqui como recomendação um artigo muito bom sobre essa plataforma incrível 

Rock University

Essa é uma plataforma de cursos sobre marketing digital e vendas da Rock Content. Para quem não sabe, a Rock Content é uma empresa brasileira líder global de Marketing de Conteúdo.

A maioria dos cursos lá são pagos, mas tem muito conteúdo gratuito sobre marketing para quem está começar nessa área ou querer entender um pouco sobre essa profissão que não para de crescer.

Curiosidade: Recentemente terminei um curso de Copywriting. Muito fixe!
Essa foi mais uma dica da semana, espero que tenham gostado, muito obrigado pela sua atenção, até a próxima semana.

Ah, e não se esqueça de dar seu feedback se você conhece alguma plataforma boa ou compartilhar essas dicas com seus colegas e amigos.
Estou em todas as redes sociais caso queira conversar comigo. ;)

 

Num dia como este, imagine que estava a participar num webinar e ficou sem energia eléctrica, ficando consequentemente sem conectividade (serviço de internet cabo/wi-fi).

Imagine agora que não tem um «plano B» para energia eléctrica, ou seja, não tem um gerador para continuar vivo na live e tenha de se socorrer dos dados mobile. Já lhe aconteceu?

A «internet» aparece aqui como o big brother. Não no conceito psicossocial de uma espécie de entidade abstracta que tem acesso a tudo o que fazemos, que recolhe todos os nossos dados e sabe exactamente quando e onde estamos localizados.

Mas sim, no contexto literal da tradução de big brother, ou seja, como «o irmão mais velho» que vem resolver o problema criado pelo irmão mais novo «energia elétrica», e com a sua astúcia vir restabelecer a ligação ao dito webinar.

Numa metáfora hilariante, imaginei uma família tradicional composta por 3 irmãos: o «pão», a «luz» e a «água» todos eles exercendo actividades tremendamente importantes para a nossa subsistência, representando categorias de necessidades vitais sem as quais não poderemos sobreviver. Depois imaginei o quarto irmão, a «internet», aquele irmão divergente que existe em todas as famílias, que optou por estudar no estrangeiro, optou por estudar áreas de conhecimento abstractas, e voltou para casa cheio de ideias inovadoras depois daquilo que viu pelo mundo. A internet não se vê, não se come, não se sente, mas a sua manifestação trouxe coisas fantásticas.

Se me perguntarem o que é a internet, eu diria que é “a internet é um sistema global de redes de computadores interligadas que utilizam um conjunto próprio de protocolos (Internet Protocol Suite ou TCP/IP) com o propósito de servir utilizadores no mundo inteiro. É uma rede de redes, que interliga globalmente milhões de entidades, e que está ligada por uma ampla variedade de tecnologias de rede electrónica, sem fio e óptica.”

Entendeu? (Se sim óptimo) mas, provavelmente não. Como eu e muitos mais.

Para mim é sempre mais fácil entender o que é a internet, não por aquilo que efectivamente é, mas por aquilo que a www. proporciona.

Internet é tipo um passaporte com visto de entrada para todos os países do mundo que te permite viajar para qualquer lugar. Internet é tipo uma biblioteca onde podes obter conhecimento à distância de um click. Internet é tipo um portal teletransporte que te permite encomendar coisas do outro do lado mundo e recebê-las “em casa” sem esforços de mobilidade. Internet é tipo um ponto de encontro onde podes (re)encontrar amigos, fazer trabalho colaborativo ou criar o teu avatar e sociabilizar no digital. Internet é tipo uma caixa-forte que não ocupa espaço físico onde podes guardar os teus documentos, gerir e-money e o teu repositório de memórias (fotografias, vídeos, etc). Internet é tipo o combustível dos tempos modernos, que faz com que tudo o que é tradicional possa ser mais eficiente, e tudo o que é inovador possa se tornar obsoleto no dia seguinte ao go-live.

Resumindo e concluindo, no contexto africano de famílias alargadas, além de «pão», «luz» e «água» queremos também mais… «internet». Tenho dito!

Por: José Mendes Varela da Silva | Consultor de Segurança de Informação


Definitivamente não é segredo que, actualmente, a tecnologia é o elemento-chave para qualquer negócio. Já reparou que, independentemente do porte ou da área de actuação das empresas, os grandes destaques do mercado operam seus principais sistemas em computadores e com grande dependência da conectividade? Esse é um dos motivos que justificam a necessidade de uma política de segurança de informação nas empresas.

Nas últimas décadas, houve um significativo aumento da quantidade de informações sensíveis circulando de um ponto a outro, tanto dentro da organização como dela para o mundo todo, via internet. E por mais que a proliferação dos dispositivos móveis e dos serviços de cloud computing sejam aspectos mais recentes, também vêm impulsionando os investimentos em ambientes de TI seguros.

Já é questão de primeira necessidade ter políticas que, documentadas, detalhem procedimentos e diretrizes para eliminar a subjectividade ao lidar com informações sensíveis. Assim, as empresas podem gerenciar os riscos por meio de controles bem definidos, que ainda fornecem referências para auditorias e acções corretivas.

Mas o que exatamente é uma política de segurança da informação? Quer entender como é desenvolvida e por que documentá-la é tão importante a empresa? Então acompanhe comigo!

Para realmente entender o que é essa política, você precisa saber o que exatamente significa segurança da informação. De acordo com a definição da norma ISO 27001, que estabelece as diretrizes gerais para a gestão da informação de uma empresa, segurança de informação nada mais é que o acto de proteger os dados da empresa (especialmente aqueles confidenciais) contra diversos tipos de ameaças e riscos — espionagens (fruto da engenharia social), sabotagens, incidentes com vírus ou códigos maliciosos e até acidentes, como incêndio e inundação.

A segurança de informação é, então, obtida pela implementação de uma gama de controles que incluem procedimentos de rotina (como as verificações de antivírus), infraestrutura de hardware e software (como a gestão de soluções para assinatura eletrônica de documentos), além da criação de uma política devidamente documentada.

Chegamos, assim, à política de segurança de informação, definida como as regras que ditam o acesso, o controle e a transmissão da informação em uma organização. Lembrando que uma política de segurança não é um documento imutável ou inquestionável. Muito pelo contrário, requer actualização constante e participação não só da direcção da empresa, mas também dos funcionários e da equipa de TI.

Quais os princípios básicos da segurança de informação?

Como se trata de uma verdadeira metodologia de protecção às informações da empresa, a PSI é implementada nas organizações por intermédio de alguns princípios básicos, os quais garantem que cada variável importante receba a devida atenção e corrobore com o objectivo central da acção que é aumentar a integridade dos sistemas de informações.

Os princípios mencionados são: confidencialidade, integridade e disponibilidade. Cada um deles denota uma postura diferente dentro da empresa, exigindo acções pontuais para que se mantenham sempre presentes.

Que benefícios ela traz à gestão da empresa?

O bem mais importante que qualquer empresa possui é justamente a informação. E especialmente hoje, com o mercado sendo obrigado a lidar com quantidades massivas de informação em diversas camadas, é preciso se manter constantemente atento às situações que envolvem o manuseio de dados.

Ataques à integridade dos sistemas das empresas vêm crescendo tanto em número como em sofisticação. Assim, informações críticas e confidenciais correm o risco de serem corrompidas, perdidas ou até mesmo de cair nas mãos da concorrência. De toda forma, os prejuízos são incalculáveis.

Com uma política de segurança da informação bem desenhada, é possível reduzir consideravelmente esses riscos, dando à organização a devida protecção contra ameaças internas e falhas de segurança.

Uma vez implementada a política de segurança de informação, o aumento da transparência e a elevação da eficiência do negócio surgem como consequências naturais. Essa política deve ser mais clara possível, para que os colaboradores entendam como organizar a informação seguindo um padrão para facilitar os fluxos de processos em todas as escalas.

Como elaborar uma política de segurança da informação?

A elaboração de uma PSI depende de alguns cuidados básicos, algumas acções prévias que ajudarão a compor a estrutura necessária e a cultura mais indicada para que todos saibam lidar com os conceitos e ferramentas.

A seguir, listamos alguns pontos que merecem ser destacados na elaboração dessa política. Vejamos:
Definição dos contornos e ferramentas necessárias.

Com já foi dito, uma política de informação deve atender aos requisitos da empresa. No entanto, essa etapa não pode ser feita só com profissionais do sector de TI, mas por todos os sectores da organização, abrangendo diferentes equipas, visto que ela será aplicada e replicada à todos os funcionários.

Nesta etapa serão definidos os processos e tarefas que poderão ser alterados para garantir a segurança. A exemplo, podemos citar:

• definição de cronogramas de backup;
• estabelecimento de regras para o uso de senhas e credenciais de acesso;
• controle de acesso aos espaços físicos;
• definição de diretrizes para o acesso à informação de diferentes profissionais e equipas, estabelecendo graus de acessibilidade;
• criação de planos de contingência e de gestão de riscos;
• definição das políticas de actualização de softwares.

Todas essas medidas, de alguma forma, impactam o trabalho de diferentes sectores da empresa. Daí a importância de que todos participem, já que acções pontuais, realizadas por cada funcionário, quando somadas, formam um ambiente mais seguro.

O Internet Exchange Point (IXP) ou Ponto de Troca de Tráfego - em Português, é uma plataforma vocacionada para troca de tráfego “peering” entre entidades (membros) que pode ser público e/ou privado. O IXP interliga redes de internet que possuem ASN (sigla em inglês para Autonomous System Number) uma espécie de bilhete de identidade de operador na internet.

Quais são os benefícios para o Provedor de Internet?

O Provedor de Internet optmiza a sua rede e entrega uma boa experiência de navegação ao consumidor final (todos os agentes que usam a internet para fins de trabalho, entretenimento e comunicação).

Qual é o procedimento para um Provedor se ligar ao IXP?

1. Entrar em contacto com o pessoal de suporte do IXP;
2. Interligar a sua rede ao IXP através de uma porta ou pagamento de taxa de membro;
3. Trocar tráfego com o router server da plataforma (quando aplicável);
4. Estabelecer sessões de troca de tráfego “peering” estratégicos;

O racional é simples, quanto mais sessões de peering (troca de tráfego) melhor.

Com os passos acima, o Provedor de Internet garante que o tráfego dos seus utilizadores finais seja trocado «localmente» o que contribui para a redução de latências, boa navegabilidade, incremento de performance e qualidade geral.

Em Angola existem duas plataformas neutras de troca de tráfego o Angonix criado 2015 e gerido pela Angola Cables e o Angola IX criado em 2006 e gerido pela Associação Angolana de Provedores de Internet (AAPSI).


  FONTE: PCH

▪ Membros activos: Número de entidades ligadas ao IXP;
▪ Pico de tráfego: maior volume de tráfego trocado no IXP num determinado instante;
▪ Número de Prefixos por IXP: quantidade de blocos IP partilhado no IXP;

Qual é o impacto deste crescimento de tráfego no dia-a-dia do consumidor final?

O utilizador final pode e deve se beneficiar de uma plataforma de tamanha importância para o ecossistema de telecomunicações, mas para isso o Provedor que lhe preste o serviço de internet tem de estar ligado a um IXP local. O acesso às plataformas (entendimento ou trabalho colaborativo) passa a ser mais facilitado com menos tempo de espera, maior suavidade na reprodução de conteúdos digitais (lag).

Como mensagem final devemos entender que a indústria de telecomunicações engloba múltiplos agentes numa cadeia de valor com vários interlocutores (Provedores de internet «grossista» e «retalhista», operador de backhaul e last lastmile, gestão de infraestruturas, serviços, etc). Para este ecossistema gerar valor e win-win, é necessário que entre os players se estabeleçam relações colaborativas, como estratégias de peering, presença comum em data center e acima de tudo, aportem os ganhos de eficiência de rede ao consumidor final, Nós.

Desde aparição do Node JS, a web nunca foi a mesma, Node JS é um framework que influenciou muito na forma como se desenvolve aplicações web e mobile modernas, diríamos que o Node JS foi mais além, deu possibilidades a linguagem de programação Javascript a ter um lugar de destaque no desenvolvimento de aplicações embarcados, diríamos mais que, o Node Js trouxe o Javascript em todos os lugares tirando - o assim da sua zona de conforto, a Web.

Por um lado, isso tem sido muito bom porque o Node Js quebrou uma barreira que enfrentamos há mais de 20 anos, hoje podemos desenvolver aplicações web com conexões bidirecionais em tempo real, onde o cliente e o servidor podem iniciar a comunicação, permitindo que eles troquem dados livremente. E por outro lado isso é mau, o facto do Node JS ter trazido o Javascript em todos os lugar faz com que para alguns o NodeJs seja um martelo para todos os pregos. Hoje nós vamos conhecer  o propósito do Node JS e onde ele brilha mais, boa leitura.

Porque Node Js foi criado?

Tudo aconteceu quando o Ryan Dahl o criador do NodeJS, se deparou com o desafio de fazer o carregamento de ficheiros, infelizmente para ele a experiência era desastrosa por ter sido complexo e desafiador de mais, a tentativa de oferecer uma boa experiência de uso dessa feature (funcionalidade). Para teres uma ideia do que se trata, Ryan Dahl, queria que o sistema enquanto carregasse o ficheiro pudesse mostrar um medidor de progresso do carregamento em tempo real isso era um problema, daí veio a solução, uma vez que ele já tinha um conhecimento vasto sobre servidores orientados a eventos, para criar a primeira versão do Node só precisava de uma linguagem de programação e ele escolheu javascript porque acreditava que poderia ser usada facilmente por desenvolvedores web mais acostumados a trabalhar com tecnologias web. Como o javascript carece de bibliotecas do lado do servidor, Dahl e outros desenvolvedores tiveram que criar o que são consideradas bibliotecas padrão para o Javascript do lado do servidor.

Ecosisstema do NodeJS

Após a criação do NodeJs os  desenvolvedores receberam a tecnologia com grande entusiasmo usando - o assim como backend para seus protótipos. O que mais influencia na adoção do Node JS é o seu ecossistema funcional de bibliotecas reutilizáveis. E Já que estamos a falar de bibliotecas vale a pena falarmos um pouco sobre o NPM (Node Package Manager). Uma das biblioteca responsável pela ampla adoção do Node JS é a Sockect.io esta é uma biblioteca responsável na conectividade em tempo real entre servidores e clientes, esta tecnologia disponibiliza de uma forma automática a tecnologia de conexão apropriada em diferentes caso de usos seja via websocket, Ajax Streaming, Ajax polling etc dependendo do recurso disponíveis do navegador, de modo geral o npm conta com vários tipo de bibliotecas basta.

NPM é o gerenciador de pacotes oficial do Node JS, de acordo com o developers.slashdot.org npm é o maior repositório de pacotes do mundo, só essa informação por si já diz muita coisa sobre a importância que o NodeJs.

A grande vantagem do Node JS está em tornar o seu sistema de E/S (Entrada & Saída) orientada a eventos e sem bloqueio, isso torna as aplicações web mais performáticas e eficientes. É importante que se saiba por mais que o Node JS atacou bem o problema que se propõe a resolver (E/S orientada a eventos, e E/S não bloqueantes), Node JS não é uma plataforma bala de prata que dominará o mundo do desenvolvimento web por completo sem deixar espaço para mais ninguém. Que fique bem claro, o Node JS é uma tecnologia que atende a uma necessidade específica e entender isso é extremamente importante.

Temos alguns lugar aonde não se recomenda usar o NodeJS principalmente quando queremos fazer operações com uso intensivo de CPU, na verdade se considerarmos usar o NodeJS para cálculos pesados anula quase todas as suas vantagens.

Onde o NodeJs brilha?

Um diferencial grande entre Node Js e as tecnologias tradicionais web está na forma de como se faz a requisição, para as tecnologias tradicionais em cada conexão ou requisição gera um novo thread, ocupando a RAM do sistema e, eventualmente, maximizando a quantidade de RAM disponível, o Node JS faz diferente ele opera em um único thread de  entrada (E) sem bloqueio, permitindo que ele suporte dezenas de milhares de conexões.

Quando ou onde usar o Node JS?

Como já dissemos anteriormente, o Node JS não é um martelo para todos os eventuais pregos, tem alguns lugar onde o Node Js brilha mais e tem outros lugares onde não se aconselha a usar o Node JS, agora vamos ver alguns lugar onde o Node JS brilha mais.

Chat em tempo Real

Chat é um aplicativo multiusuário em tempo real mais comum. Anteriormente   usava - se IRC (Internet Relay Chat) que é um protocolo de comunicação utilizado na internet, hoje em dia podemos implementar um chat facilmente usando o Node Js com websockets rodando na porta 80 padrão.

Entradas em filas (Queues)

Esse caso de uso implementa-se na eventualidade de estarmos recebendo uma grande quantidade de dados simultâneos, isso pode causar danos de performance e de segurança as vezes, para evitar isso, nós criamos uma fila para processar melhor e com mais seguranças os dados que nós estamos recebendo dos usuários, o Node js pode lhe dar bem com requisições simultâneas mais as bases de dados já não, porque a operação com as bases de dados são operações bloqueantes, uma de cada vez, e a outra não entra em acção se a primeira não terminar. A solução é reconhecer o comportamento do cliente antes que os dados sejam realmente persistidos em uma base de dados.

Com essa abordagem, o sistema mantém sua capacidade de resposta sob uma carga pesada, o que é particularmente útil quando o cliente não precisa de confirmar uma acção de persistir um determinado dado. Exemplos típicos incluem operações que não precisam refletir instantaneamente (dar um like em um artigo), actualizar os dados de rastreamento do usuário etc.

Transmissão de dados

Em plataformas web tradicionais, as requisições e respostas HTTP são tratadas como eventos isolados. Já com o Node Js, é possível processar arquivos enquanto eles ainda estão sendo enviados, já que os dados chegam por meio de um fluxo e podemos processá-los em tempo real. Isso pode ser feito para codificação de áudio ou vídeo em tempo real e proxy entre diferentes fontes de dados.

Proxy

O Node.js é facilmente empregado como um proxy do lado do servidor, onde pode lidar com uma grande quantidade de conexões simultâneas de uma maneira sem bloqueio. É especialmente útil para fazer proxy de diferentes serviços com diferentes tempos de resposta ou coletar dados de vários pontos de origem.

Dashboard

Se tem uma coisa que de verdade Node Js brilha, é na hora de construirmos sistemas web com fluxos de dados em tempo real, assim sendo o Node Js é uma ferramenta ideal para implementar software como o de navegação de corretores, usado para rastrear preços das acções, realizar calculos, análises técnicas, criar gráficos e tabelas em tempo real.

Quando ou Onde não usar o Node JS?

Quando se trata de computação pesada, Node Js não é a melhor escolha. Definitivamente não quererás desenvolver uma api de computação Fibonacci em NodeJS. Em geral, qualquer operação com que usa de forma intensiva a CPU anula os benefícios de taxa de transferência que o Node Js oferece com o seu modelo E/S não bloqueante e orientado a eventos, porque nessa operação, todas as requisições de entrada serão bloqueadas enquanto o thread está ocupado com sua análise de números isso leva o sistema a entender que estejas a executar seus cálculos na mesma instância do Node com a qual estejas respondendo as requisições.

Conclusão

O nosso objectivo foi conhecer mais de perto o Node JS, desde a motivação que levou o seu criador Ryan Dahl até as suas vantagens e desvantagens.

Vimos que quando as pessoas enfrentam os problemas com Node Js, quase sempre resume-se ao facto de que as operações de bloqueio são a raiz de todos males. Lembre-se o Node js não foi criado para resolver o problema de dimensionamento de computação. Ele foi criado para resolver o problema de escalonamento de E/S.

Sem mais assunto, não me resta mais nada senão me despedir e agradecer pela sua companhia e  espero que o resto do teu dia seja abençoado, happy coding!. Até a próxima.

Por: Tânia J. A. Costa Consultora de carreira e negócios

 

Já diz o ditado a “ocasião faz o ladrão”. E a ocasião é esta do actual cenário aonde vivemos de “home office”, aplicativos bancários e outras ferramentas virtuais, devido a pandemia que vem assombrando o mundo. O aumento significativo do uso da internet, trabalho remoto e de aplicativos bancários contribuíram, também, a um aumento do risco de ataques cibernéticos protagonizados pelos famosos criminosos virtuais ou “hackers”.

Uma das diversas maneiras do criminoso virtual agir é com a prática do método de “phishing” - o termo deriva da palavra em inglês fishing que significa “pesca”-, sendo o pescador o invasor e as suas informações que quer obter os peixes. O pescador pesca informações de extrema confidencialidade do peixinho para ter acesso e, então, usurpar os seus dados e agir de forma incorreta: essa analogia é a razão do título deste texto.

Entretanto, lamentavelmente assim como o vírus do novo coronavírus que está sempre em constante mutação ou a gripe que muda e transforma-se em cada ser humano, a pesca criminosa não tem ainda um método de prevenção infalível. Os cibercriminosos usam inúmeras iscas e algumas vezes direccionadas a funcionários de uma empresa específica ou até mesmo pessoas singulares com actividades constantes online.

Usando campanhas de emails, solicitando os seus dados pessoais; ou os aplicativos de COVID 19; ou a solicitação de instalação de um software com ofertas de carros; ou a criação de ligações (links) com descontos fantásticos durante o natal ou, ainda, em qualquer época festiva: é impossível enumerar as infinitas técnicas usadas por eles para atrair o peixinho e fazer que ela morda a isca.

Seguramente, por esta razão, diversas empresas apostaram na implementação de políticas e regras de condutas de cibersegurança para consciencializar e diminuir os riscos dos ataques virtuais, bem como informar os funcionários sobre as consequências de um ataque.

Basta recordar o ataque informático ocorrido na empresa petrolífera Sonangol que deixou os sistemas informáticos paralisados. O que aconteceu foi que: “Desde a página observador.pt os "hackers" acederam à 700 computadores e privou dos serviços de email cerca de 500 funcionários da petrolífera dos quais extraíram informação privilegiada (Observadores.pt 25/01/2020).

O ataque de pirataria terá deixado à gestão das infraestruturas tecnológicas abalada. A prática de roubo mostra que o mercado é malévolo. No entanto, existem recomendações indispensáveis para evitar dissabores e prevenir a nossa confidencialidade, mesmo que haja quem diga que no mundo digital já não existe confidencialidade. Uma vez que entramos para esse mar digital somos alvos de pescadores criminosos, que andam atrás das nossas informações.

Neste sentido, trabalhar em tele-trabalho requer redobrar as nossas atenções e triplicar as medidas de cibersegurança com vista a mitigar as vulnerabilidades. Visto que, muitas vezes, não nos encontramos em escritórios onde esses são equipados, com protecção, aplicativos e ferramentas fundamentais que bloqueiam, rastreiam e denunciam automaticamente actividades suspeitas de “hacker”, a nossa vigilância deve ser maior, porque estamos expostos.

É preciso considerar a cibersegurança com uma componente chave para o sucesso profissional e melhor desempenho nas organizações. O apelo constante de uma cultura de cibersegurança diminui os riscos contra os novos golpes de “pishings”.

Embora já frisado que a segurança online não se consegue garantir a 100%, deve-se ainda assim, seguir escrupulosamente as inúmeras medidas de prevenção recomendadas pelas empresas adoptando por comportamentos e práticas de segurança adicionais como forma de evitar ataques, nomeadamente: actualizações constantes do software do computador, o uso de um antivírus eficaz e com grande desempenho, a alteração da palavra-chave de forma regular, optar pela autenticação em dois passos e fazer backups diários.

Essas medidas embaraçam a rede do pescador criminoso que se vê encurralado e impossibilitado de pescar. Todavia concerne a cada de nós, na sua existência no mar digital, colaborar e proteger-se contra as iscas do cibercriminoso, identificando, corrigindo e denunciado atempadamente todas actividades suspeitas de ciberespionagem, fraude e outras ameaças à quem de direito, garantindo assim maior segurança de informação e um singelo contributo para a consolidação de mundo digital saudável.

 

Por: Alexandre Sérgio Manganda | Economista | Ceo e Fundador da Startup Field Right.

 

O propósito geral visa demonstrar a importância de se compreender esse fenómeno tecnológico que está rompendo paradigmas económicos e sociais. Na medida em que o momento actual é de buscar pela modernização dos procedimentos da economia, a fim de facilitar e acelerar o desenvolvimento económico. Possibilitar ao leitor tomar um primeiro contacto com matéria. No dia a dia os agentes económicos buscam transaccionar ou investir em Bitcoins em mercados diferentes. No modo lógico podemos dizer que está pesquisa acaba sendo de extrema importância para a literatura económica e áreas afins. Conforme Farhi (1999 pág. 107) “o impacto macroeconómico da arbitragem não pode ser subestimado, já que essas operações transformam-se num dos principais veículos de unificação internacional dos preços de activos financeiros de mesma natureza”, de seu ajustamento temporal e a sua transmissão dos impactos sofridos num mercado para os outros.

 

É necessário ressaltar que o presente artigo não pretende discutir ou mesmo aprofundar questões técnicas de informática ou discussões sobre qual é a melhor criptomoeda, e qual é a melhor linguagem de programação ou sistema de criptografia, apesar de utilizarmos essas ferramentas.Para compreendermos melhor é factível analisarmos a moeda criptográfica Bitcoin e a tecnologia blockchain, descrevendo brevemente, sua história e consolidação como a principal criptomoeda no mercado até 2017. A relação entre Blockchain e Bitcoin? É muito comum as pessoas podem confundirem essas duas coisas e é natural que façam Blockchain é a plataforma tecnológica utilizada para o funcionamento da rede Bitcoin e de várias outras criptomoedas. Bitcoin é a primeira e a mais conhecida aplicação da tecnologia Blockchain. A tecnologia blockchain surgiu em Outubro de 2008, e o seu fundador é Satoshi Nakamoto lançou seu artigo denominado Bitcoin: a Peer-to-Peer Electronic Cash System, na internet (MANAF, ET AL,2011). É importante frisar que as relações económicas caminham junto com a evolução da humanidade. Nesse aspecto, nos primórdios da história quando não existia dinheiro a troca de produtos era uma prática comum, ao longo do tempo as mercadorias poderiam ser trocadas por alguns metais como, por exemplo, a prata ou o ouro. Sendo assim, um conceito de valor foi dado pelas pessoas aos metais, que obtiveram poder de troca, isso facilitou a prática e o desenvolvimento da economia ao longo dos séculos (ANTONOPOULUS, 2016, pág. xvii).

As moedas virtuais, possuem valor adquirido e consequentemente tem valor de compra. Não obstante, as criptomoedas rompem com o modelo tradicional da economia, na qual toda operação financeira é feita com a supervisão de um órgão fiscalizador, como seria o papel do banco central nas operações que envolvem o kwanza em Angola. No caso dos bitcoin, entra em cena o sistema blockchain em que tudo é fiscalizado e confirmado por milhares de computadores em várias partes do mundo, sem haver um único órgão para isso. A criptomoeda pode servir como uma maneira de driblar a inflação e resolver alguns outros factores económicos. Pesquisa da KPMG realizada em 2019 revelou que 41% dos líderes tecnológicos são favoráveis à adopção de blockchain nos negócios durante os próximos três anos. A instituição entrevistou mais de 740 líderes globais, de mais de 12 países. A pesquisa também mediu o impacto da tecnologia e 48% dos participantes declararam que o blockchain pode mudar a forma como os negócios serão conduzidos nos próximos anos.

Algumas pesquisas já mostraram que as criptomoedas possuem pouca correlação com outros activos, como acções ou moedas. Assim, é possível aumentar o retorno de seu portefólio e ainda diminuir os riscos gerais. Claro, o investidor deve ter cuidado com quanto de seu património colocar em criptomoedas. No Mercado Bitcoin, não recomendamos mais que 10%. Além disso, o Bitcoin é seguro por conta da blockchain, tecnologia por trás das criptomoedas, sendo imutável e permanente.
Quando fazemos uma transacção com Bitcoin , ela é reunida a outras, em um bloco. Cálculos de rentabilidade não são lineares, para Angola isso é uma vantagem .

As criptomoedas podem ser utilizadas internacionalmente para exportar ou importar serviços usa-lá como forma de pagamentos, então podemos considerá-las divisas. Portanto a grande vantagem é que o nosso custo de energia (0.03 USD/kWh) é baixo do que comparando com outros países, como por exemplo os EUA ( 0.10 USD/kWh).

As empresas ou pessoas que vão fazer mineração em Angola, estarão literalmente a comercializar a energia (que é paga em Kz) por criptomoedas. De facto por causa deste baixo custo de energia, os miners em Angola serão um dos últimos a perder rentabilidade e em Angola as empresas ou pessoas ganharam sempre. A inserção de criptoactivo em Angola à economia mundial como sabemos, que o país primordialmente é exportador de petróleo e, até certo ponto, de diamantes, limitou de forma significativa o potencial de diversificação da economia, tornou extremamente difícil a criação de um sector manufactureiro nacional capacitado para competir com as importações ou preparado para exportação, e reforçou que a presença de blockchain e criptomoeda essencialmente extractiva da economia.

Para regulamentação de Criptoativo em Angola devem incidir em questões secundárias, como por exemplo, incentivar a implementação de medidas de informação e segurança para os consumidores, alertando para os risco e vantagens do seu uso, assim como é feito para quaisquer outros serviços financeiros. As corretoras de criptomoedas devem servir para estimular sempre melhorarem sua comunicação com seus clientes, e reforçar seus mecanismos de segurança. Incentivos como desoneração tributárias para mineradores de criptomoedas e empresas de tecnologia devem ser experimentados, visto que o mercado de criptomoedas tem grande impacto na economia, além de fomentar vários ramos da ciência como a matemática, direito, economia, ciência da computação e em especial “big data”, criptografia e desenvolvimento de hardware.Por fim, governos e mercados (empresas e sociedade civil) devem se preparar para entrar na era digital, estimulando a inovação e pesquisa nas universidades para possibilitar o surgimento de novas tecnologias e serviços que irão trazer novas facilidades e desafios.

Em suma é importante ressaltar que, como vivemos na era digital, onde todos estão conectados as redes sociais, qualquer movimento de grandes empresas, visando aumentar artificialmente a importância de determinada moeda, será facilmente detectado e desmoralizado, por isso, a pesquisa deve realmente ser focada na moeda que mais benefícios trás para a economia nacional.

Hipótese dos mercados eficientes postula que o preço dos activos reflecte totalmente na toda informação disponível. A teoria foi desenvolvida e sustentada empiricamente e maioritariamente pelos economistas Eugene Fama e Kenneth French.

Mostram as evidências mais robustas para a hipótese dos mercados eficientes tem origem de estudos de evento. Ou seja, eventos precisamente datados e com um efeito expressivo nos preços (exemplo: combate a corrupção em Angola) fornecem uma estimativa da velocidade de ajuste de preços à chegada da nova “informação” (ver Fama e French (1980), Fama (1991) e Cochrane (1991)). Para a literatura de finanças corporativas os resultados apontam que os preços rapidamente se ajustam às informações que “fazem preço”, como mudanças na estrutura de capital e mudanças de política de dividendos. A implicação directa da teoria de mercados eficientes em sua vertente forte e semi-forte é que obter retornos em excesso consistentemente é impossível.

Conclui-se, que as criptomoedas são uma evolução da economia, sobretudo, vinculada as tecnologias dos computadores e da internet nesse novo século. Sendo assim, as moedas virtuais serão cada vez mais usadas pelo mundo, o que contribui para uma nova revolução económica que se inicia. Dessa forma, os governos precisam desenvolver políticas para esse novo cenário. O governo angolano, através do ministério da economia, deve divulgar o tema para que haja esclarecimento, promover campanhas nas universidades para que os estudantes se despertem para o significado das moedas virtuais. Já as empresas angolanas, devem favorecer o uso dessas moedas como já acontece em outros países, a fim de que facilitem seu uso. Dessa forma, será extremamente bom para a economia angolana o uso das criptomoedas como, por exemplo, o Bitcoin. 

Por: Tânia J. A. Costa | Consultora de carreira e negócios

 

A comunicação representa um pilar para as sociedades, as suas estruturas, os seus próprios e a maneira como eles se interelacionam. A revolução das tecnologias de informação nos anos 70 mudou completamente o paradigma da forma de estarmos conectados. Logo após descrição dos anos 80 foi criada a internet que toma uma abordagem e gestão infinita de informações, redução drástica das distâncias geográficas e, consequentemente, criar-se novos hábitos e aumentar a tendência da sociedade a utilizar como redes sociais tanto como forma de exposição como de comunicação.

Não surpreende, pois, que desde 2010 seja comemorado anualmente o dia 30 de Junho como o dia das redes digitais, segundo o site americano Mashable: celebrar o dia das redes sociais é uma forma de reconhecer a revolução digital que transformou a média num ambiente e espaço social. O dia é comemorado com uma organização de encontros informais de pessoas de todo o mundo por meios tecnológicos ou presencialmente.

As redes digitais têm um impacto significativo para as carreiras profissionais das pessoas, elas capacitam-se uma ferramenta imprescindível para alcançar aquela promoção necessária, encontrar aquele emprego de sonho, sempre e quando tivermos uma postura correta. Nesse sentido, as empresas estão cada vez mais comprometidas em escolher profissionais que prezem por um equilíbrio comportamental digital. O excesso da exposição pessoal informal, uma disseminação de preconceitos, como fotografias comprometedoras que reflictam hábitos etílico, trazem uma imagem negativa e podem contribuir para ocultar e ou barrar oportunidades.

Nos dias de hoje, muitas empresas a nível mundial usam como redes sociais para fazer, recrutamento, marketing nas redes digitais e já é comum em Angola notarmos algumas empresas de renome e “status” no mercado com essas mesmas tendências. Tal é o caso de empresas como o Grupo Zahara (detentora das lojas Kero), Angola LNG, AMO ANGOLA, O Grupo TOP BRANDS ANGOLA.

Paralelamente, muitos usam as redes sociais para divulgação de suas ideias e ideologias com um mod de se promoverem, estimularem a adesão de inúmeros seguidores e divulgar os seus feitos. Um bom exemplo é, de certeza, o Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço que tem uma página oficial na rede social denominada Twitter (João Lourenço @ jlprdeangola): Vossa Excelência usa uma página para abordar sobre questões do país ou, também, congratular-se pelos efeitos de muitos cidadãos destacados, na nossa sociedade.

“Felicito as autoridades do município do Andulo, pelas soluções inovadoras no quadro das medidas de redução do risco de contaminação pelo COVID 19. Vosso exemplo de busca permanente por soluções locais deve ser seguido e replicado pelo resto do país” foi um dos twitters de João Lourenço @jlprdeangola, no passado dia 17 de Junho.

Entretanto, existem no mundo recursos redes digitais, sendo as mais famosas no Facebook, Instagram, linkedin, Twitter e o Whatsaap. Porém, um bom exemplo de autopromoção e postura profissional digital no linkedin, uma rede social criada em 2002 no intuito de permitir partilha de informações profissionais no mercado de trabalho, networking, obtenção de um curriculum vitae virtual, dar e receber feedbacks, gerar parcerias , crescer, desenvolver, buscar conhecimento e novas ideias. Esta plataforma permite que o nível de conversa abordado seja o mais profissional possível e nela os profissionais criam um ego de reconhecimento, de desenvolvimento e não de aparências como outras redes sociais.

Em vista disso, um perfil adequado em uma rede digital pode contribuir no alcance dos seus objetivos pessoais e profissionais. É, pois, sermos fundamentais responsáveis ​​com o conteúdo textual e visual, uma forma como destino as redes sociais procurando o terceiro filtro de Sócrates “utilidade”. Ou seja, como bem aquele pensador: “se não tiver necessidade necessária, não é necessário”.

Tenha uma postura digital equilibrada, porque ela pode abrir portas, oportunidades e reconhecimento.

A pandemia que assola o mundo, teve um efeito cascata afectando diversas dimensões socio-económicas, além da saúde.

Sem desfavor da seriedade que o tema merece e com o máximo respeito pelas vítimas e o contexto do «novo normal», vamos, no entanto, ficcionar um pouco sobre a relação entre a Covid-19 e a forma como redesenhou o «Trabalho».

Antes da pandemia, eu tinha 3 certezas na vida:

1. O Homem nasce.

2. O Homem perece.

3. E que o dia tinha 24H.

Hoje e durante uma pandemia, comai a ter dúvidas sobre o ponto 3. Em termos absolutos o dia continua a ter 24H mas, em termos relativos sentimos que como 24H de hoje se tornou psicologicamente mais longo.

Antigamente, as 24H eram compostas por: 8H de sono + 8H de trabalho + 8H para cada um realizar as suas necessidades da pirâmide de Maslow.

Actualmente, a ordem natural das coisas parece ter sido interrompida. Imaginando uma bolsa de valores por exemplo, diria que as «horas de sono» e «horas de realização pessoal» perderam bastante comuns ao contrário das «horas de trabalho» que têm uma espécie de «jackpot» neste «novo normal».  

Enfim, o «novo normal» de trabalho acabou por alterar a verdade absoluta sobre o dia ter 24H ao redefinir a gestão de tempo que fazemos nesse período.  

Puxando pela imaginação e se pudéssemos brincar um pouco com coisas sérias, diria que o Covid-19 é uma espécie de «Patrão mau»:

  • Nos faz trabalhar mais horas por dia e pelo mesmo salário.
  • Nos retira subsídios (transporte) porque já «não vamos» ao trabalho porque literalmente «vivemos» no trabalho. 
  • Já não nos controla com o tradicional livro de ponto porque o novo biométrico é o sinal «online» das plataformas de colaboração.
  • A nossa presença já não é medida com o «olhómetro», mas com «prova de vida» por exemplo, emails trocados, presença em reuniões, relatórios de status de tarefas com mais hiper-produtividade.
  • Nos «dissuade» de sair à rua fazer manifestações sobre direitos laborais devido ao necessário «distanciamento social».    
  • Já não nos deixa negociar super-contratos de trabalho e solicitar por exemplo: viatura de serviço, casa ou subsídio de deslocalização, porque agora o trabalho é descentralizado: anywhere, everywhere; all the time.   

Por fim, depois de reflectir ainda mais, cheguei a conclusão que afinal este Patrão não é mau, o problema são as «más companhias». Desde que o Patrão conheceu a «Internet», aquela rede de redes que permite estarmos conectados a escala global e possibilidades de interacção, tudo ficou assim. E parece que essa amizade veio para ficar. Tenho dito.

 

Por: José Silva | CEO da Multipla



A Pandemia do COVID19, virá mudar mudanças na nossa vida social, laboral e pessoal. Hoje em dia os colaboradores das empresas que precisavam ir para o escritório da empresa para fazerem diversos trabalhos, como: Suporte técnico, atendimento ao cliente, vendas, consultoria financeira ou comercial, desenvolvimento de programas, contabilidade da empresa, produção e publicidade digital, etc , de certeza hoje está a pensar o que mudou?

O que mudou foi a perspectiva de ver o trabalho e como ele deve ser efectuado. Deixamos hoje de ir para o escritório estamos a trabalhar remotamente sem perder tempo de casa para o trabalho, apanhar filas de trânsito intermináveis, apanhar transportes públicos cheios, ou levar o carro e sofrer ao final do mês com a conta do combustível e manutenção, seguro , etc, não perde tempo em se preparar, arranjar e escolher a roupa para vestir para o trabalho, não tem fazer comer ou ficar preocupada com o que vai almoçar e gastar esse dinheiro fora em comida muitas vezes mal confeccionada e alguns casos nada contribuir para a dieta ou restrições alimentares, hoje já não tem de se preocupar em sair a hora do trabalho e pensar que vai apanhar o mesmo calvário de trânsito, transporte publico, aumento dos combustíveis, greves, etc. Hoje pode levantar-se tomar um pequeno almoço mais sossegado sem pensar que se sair 10 minutos mais tarde, chega 1 hora mais tarde ao escritório, já não tem de se preocupar que não final do mês vai ter de comprar roupa ou sapatos novos, pois o que leva para o trabalho já está fora de moda ou bastante usado e nem sempre são confortáveis ​​(saia, blusas, sapatos, fato, gravata, etc). Hoje pode preparar o seu almoço de acordo com o gosto e a vontade de fazer o dia e seguir a sua dieta ou conforme suas restrições alimentares sem problema. Hoje pode organizar sua agenda de trabalho e reuniões de uma forma mais calma e sem estresse, pois não tem de perder tempo para se deslocar ao escritório do cliente ou fornecedor que muitas vezes pode levar uma parte do dia, agora pode fazer em 10 segundos .

Com todo este tempo poupado por assim dizer , podemos afirmar que temos mais tempo para descansar e mais tempo para preparar as nossas tarefas laborais e com isso o nível de produtividade ser bem maior? ERRADO.

O que mudou foram os pressupostos de trabalho e não a mentalidade e os processos dentro das empresa e nos seus colaboradores, porque até agora tudo isto que se faz agora , embora tenha sido desenhado , falado , discutido, debatido e muitas vezes ensaiado dentro das empresas, nunca foi obrigado a ser aplicado e por isso hoje estamos perdidos entre as ferramentas que nos permitem trabalhar remotamente e aceder a toda a empresa e a melhoria na Produtividade e da qualidade de vida de cada um.

Por isso as empresas vão perceber que não precisam construir grandes Sedes, ter grandes salas de reunião , montar uma série de infraestruturas para ajudar a qualidade de trabalho, quando muito desses funcionários tem na sua residência uma qualidade habitacional bastante inferior, pois muitos deles nem espaço tem para ter o seu computador , pois ou está ocupar a mesa da sala de Jantar ou o local onde as crianças brincam. A quantidade de infraestruturas rodoviárias e de transportes públicos que os estado e privados investem para fornecer um fluxo IN and OUT dos locais de trabalho e para casa. A quantidade de energia e água gastos nisso tudo , etc, etc. Em vez de se construir habitações melhores e maiores com locais próximos de lazer comuns de forma que possam viver e trabalhar de forma confortável e sem interferir na vida doméstica da família.

Os mil milhões de investidos em centros de negócios se for direccionados uma parte para o lazer e habitação pessoal de certeza que no final do ano a poupança será enorme. Claro que a economia como ela hoje está prevista e como grandes empresas não ficarão contentes com este paradigma, mas o futuro não pode comportar em determinados locais a quantidade de pessoas que sai todos os dias para os seus locais de trabalho no centro das cidades e o seu Regresso, prejudicando o ambiente e a saúde pública de todos.

Vamos reflectir e pensar se o este novo paradigma, não pode ser uma solução à poluição ambiental, ou esgotar de recursos naturais ao consumo desenfreado de tanta coisa que nada ajuda ao desenvolvimento humano. Atenção isto não quer dizer que a relação social não seja importante, mas já agora vale a pena pensar nisto.