dezembro 04, 2020

Por : Sharoda Rapeti 

As empresas de telecomunicações têm um papel significativo a desempenhar em África como aceleradoras de crescimento, à medida que buscamos reduzir a exclusão digital e construir uma economia pós-pandemia resiliente.

As melhores estratégias para alcançar isso estão ainda a ser identificadas, mas está claro que a solução será uma combinação de investimento financeiro, infraestrutura, conectividade de banda larga de alta velocidade expandida e implantação da inovação pela qual a indústria de telecomunicações é tão conhecida.

Pesquisa pandémica

Na Delta Partners, recentemente conduzimos pesquisas e produzimos um relatório sobre as perspectivas pós-pandemia para operadoras de telecomunicações, onde consolidamos as opiniões de especialistas de cerca de 100 executivos seniores de telecomunicações de todo o mundo.

A nível regional de África, o confinamento viu um aumento significativo na conectividade de dados. Isso ocorreu devido a um claro aumento na aceitação do consumidor em aplicativos como videoconferência, streaming de vídeo, redes sociais e jogos. Um crescimento semelhante no consumo de dados foi verificado no campo empresarial, à medida que os negócios mudaram rapidamente para modelos de trabalho em casa.

Também significativo foi que, do lado da empresa, surgiram evidências claras da demanda reprimida por soluções baseadas em nuvem. A curto, médio prazo, pode-se presumir com segurança que haverá a necessidade de construir e expandir redes confiáveis, seguras e de baixa latência. 

Sobre a questão das despesas de capital, enquanto os líderes na Europa perceberam uma desaceleração nos gastos após a pandemia, a situação era bem diferente em África. Cerca de 58% dos líderes que operam em países africanos viram a pandemia como um acelerador da indústria.

Aprofundando os resultados da pesquisa, sobre a questão dos modelos de rede e investimento em infraestrutura, África emergiu como a região de maior pontuação, com 83% dos entrevistados a contar com um aumento na mudança para modelos de compartilhamento de infraestrutura passiva e 75% dos entrevistados viram um aumento na adopção de compartilhamento de RAN.

Sobre o impacto da pandemia nas suas marcas, 67% dos entrevistados em África acreditaram que houve um impacto geral positivo na sua marca devido às respostas rápidas que conseguiram demonstrar para reduzir a ansiedade e a incerteza durante o surto, onde haviam demonstrado a sua capacidade de lidar com o tráfego de rede mais alto.

Perspectiva de gastos com infraestrutura inteligente

A um nível alto, o sector das telecomunicações tem mostrado boa resiliência na maioria dos países africanos e os resultados da pesquisa apontam para boas perspectivas para o sector das telecomunicações em África. Contudo, há uma condição. O sucesso da expansão das telecomunicações dependerá da abordagem correta da indústria em relação aos investimentos, bem como às parcerias.

Isso inclui o ritmo em que construimos - ou reaproveitamos - infraestrutura em grande escala para maior conectividade de dados.

É necessário um maior foco nos aspectos de investimento e operacionais das partes de contratação de infraestrutura (infraco) do negócio de telecomunicações.

Com a sua grande demografia jovem, a África continuará a experimentar altos níveis de migração rural para urbana, e precisará diversificar as economias para criar crescimento e fornecer estímulo de crescimento em outras indústrias. A maneira mais eficaz de fazer isso é encorajar uma mudança dos sectores baseados em commodities para a indústria de TIC.

Isso também exigirá uma expansão das redes de telecomunicações. À primeira vista, o investimento em infraestrutura de telecomunicações pode parecer uma perspectiva assustadora, e dado o relativo subinvestimento em infraestrutura na maioria dos países africanos, os modelos de parceria podem ser uma forma de minimizar o risco dos investimentos e alcançar um nível mais alto de sucesso.

Por exemplo, os 6,5 milhões de km de estradas de África podem ser usados ​​para transportar cabos de telecomunicações. Assim como as nossas redes de electricidade, completas com postes de transporte de cabos. Até mesmo aquedutos podem transportar cabos de telecomunicações, enquanto postes de rua podem dobrar como estações base 5G.

O trabalho em equipe faz o sonho africano funcionar

A inclusão digital é vital para todas as economias africanas. Ela oferece oportunidades como um setor por si só, ao mesmo tempo que fornece a conectividade que pode transformar indústrias legadas e equipá-las para o futuro. No entanto, construir a infraestrutura de telecomunicações para habilitá-la pode ser caro. África terá que investir de forma inteligente. Investir inteligente significa trabalhar com o que temos e construir parcerias.

Público-privado, corporativo-PME, corporativo-comunidade, governo-comunidade ... Todas essas parcerias se tornarão importantes à medida que África procura preparar-se - e ao seu povo - para o futuro digital.

Felizmente, trabalhar juntos é uma mentalidade fortemente africana. Se pudermos traduzir com sucesso essa propensão de colaborar, no espaço das telecomunicações, usando o compartilhamento de infraestrutura e parcerias intersectoriais, a capacitação digital do nosso povo pode muito bem ser a salvação do nosso continente.

  • Sharoda Rapeti, sócia não executiva da empresa de consultoria Delta Partners. Este artigo de opinião foi adaptado da sua apresentação no AfricaCom 2020.

A forma mais perspicaz de captar a sua atenção é fazer-lhe uma pergunta indiscreta: Qual é a sua geração?

No fundo, esta é apenas uma forma subtil de lhe perguntar a idade… quanto a resposta, os pensadores sociais já propõem uma classificação, veja em que geração se encaixa de acordo ao seu ano de nascimento.

  • Geração baby boomers | 1945-64 |Hoje entre 56 e 75 anos de idade
  • Geração X | 1965 -81 |Hoje entre 39 e 55 anos de idade
  • Geração Millennial | 1982-94 | Hoje entre os 26 e 38 anos de idade
  • Geração Z | 1995-09 | Hoje entre os 11 e os 25 anos de idade
  • Geração Alpha | 2010 | Hoje entre 0 e os 10 anos de idade

 

Os Millennial e a geração Z são o grupo populacional predominante de acordo com dados estatísticos. Eles partilham também mais afinidades entre si, sobretudo na passagem de testemunho quanto a sua relação com a tecnologia.

Enquanto os Millennial foram os «nativos» da tecnologia (early adopters), vivenciaram a migração do mecânico para o digital,  já a geração Z nasceu com o ADN 4.0 no corpo.

A cassete, disquete, VCR podem ser termos que a «nova vaga» de pessoas tenha de ir pesquisar no dicionário www.

A geração Z é «always on», casada com os smartphones, tablets, das redes socias, a  geração do «faço tudo pela net», tendências que, diga-se de passagem, já contagiou também as gerações que lhe antecederam. A geração Z é um público de consumo e de comunicação poderoso para o emergente ecossistema do empreendedorismo tech e dá corpo ao conceito da monetização $ (Marca, Conteúdos, Imagem) pelos canais digitais como as novas profissões XPTO.

Curioso que dentro do meu grupo geracional, os Millennial passei por uma realidade (Europa) em que os jovens só comunicavam por SMS, diria então que nesse contexto os jovens gostavam do filme de suspense que era enviar uma comunicação sem ter certeza de resposta.

Depois, passei por uma realidade (África) em que os jovens só comunicavam por «voz», aqui diria então que os jovens gostavam de filme de acção, pois a vida era urgente e o feedback tinha de ser instantâneo.

Actualmente tudo está mais híbrido, agora em qualquer realidade geográfica os jovens comunicam por «dados» (audiovisual)m diria então que todos os filmes são bons, bastam ser «live».

Enfim, com tudo o que já vejo acontecer acho que a passagem de testemunho para a geração do futuro, a geração Alpha vai ser verdadeiramente entusiasmante. Faz-me lembrar as sagas da Marvel, em que quando acaba o filme, caem as letras, eles sempre nos surpreendem com um teaser dos próximos capítulos. É que «Alpha» significa “dominante” e “líder”, ou seja, os “candengues” já estão a vir com a Word Wide Web como o nome do seu grupo sanguíneo.

Se virem meninos de até 10 anos de idade, peçam-lhe um autógrafo, pois está ali o líder do mundo digital de depois-de-amanhã. Tenho dito!

 

Por: Hélio Pereira

Não é novidade para ninguém que os preços da internet no país andam pelos céus. Nos últimos meses, a alteração sem aviso prévio de tarifários de algumas operadoras levou os consumidores a um ataque de nervos justificado. Os motivos por trás destas flutuações dos preços não são puramente comerciais. O acesso dos provedores de internet à fonte do sinal e a vista gorda da regulação a monopólios existentes explicam grande parte do problema.

Quando há muito barulho e confusão é preciso parar um pouco, respirar fundo e entender o que realmente se passa. A dica é válida também para o problema dos preços da internet e para os aumentos aparentemente injustos e injustificados dos preços dos serviços móveis que têm causado polémica nos últimos tempos e um rombo nos bolsos dos consumidores.

Ao contrário do que seria de esperar, para os operadores nacionais, os preços altos, mais que uma oportunidade, são uma dor de cabeça. O poder de compra em Angola é conhecido. Assim como a capacidade de expansão do sector com base nesse mesmo poder de compra. No nosso país, a internet parece ser cada vez mais um artigo de luxo. E o país não está para isso.

As causas são várias e todas elas dão-nos uma internet de baixa qualidade e a preços instáveis e exorbitantes. Uma delas é que, em Angola, não existe tal coisa de partilha de infraestrutura tecnológica. O conceito é simples: em vez de construir e investir sozinhas na sua própria rede digital, como acontece no nosso país, as operadoras juntam-se em consórcios para construir e interconectar uma teia digital ampla, onde todas põem a sua parte para levar internet de qualidade a todos os lados. Desta forma, baixam os custos de investimento, baixam os preços ao consumidor e ganha a rede digital nacional, que se torna mais vasta e robusta.

Em Angola, a lei obriga as operadoras a partilhar a infraestrutura, mas na prática é lei morta. O Decreto Presidencial nº 16 de Novembro de 2017 é peremptório neste quesito, mas quem devia regular o sector, aplicar multas por incumprimento, abanar o sistema, simplesmente não o faz.

Este “egoísmo digital” das empresas de telecomunicações nacionais é, no entanto, apenas a ponta do icebergue. Porque o sistema está de cabeça para o ar desde a base. Em Angola, a internet chega através dos cabos submarinos de fibra óptica SACS e WACS. Os dois são geridos por uma só empresa, a Angola Cables, e este é, para as operadoras nacionais (as tais que também não partilham infraestrutura), um bico de obra.

A palavra é “monopólio”. E com monopólios e falta de mão dura dos agentes reguladores, o sector fica um tanto ou quanto ao deus-dará, eliminando o factor concorrência que estimula o aumento da qualidade e a redução de preços. A tal da Estratégia Nacional de Banda Larga, que por vezes ecoa por aí, não é clara. Existe, de facto? É parte desse plano macro para recuperar infraestruturas e que quer tornar Angola num hub digital? Ou é outra coisa?

Ao mesmo tempo, queixam-se os operadores, há a questão da carga tributária. Com a reforma do Código de Imposto Industrial de Julho passado, o sector das telecomunicações passou a ser taxado 35%. Além disso, há o dólar na sua dança diabólica. Os serviços digitais estão indexados a esta moeda. É sabido que as empresas do sector precisam de importar tecnologia, não só de produtos como de serviços. Como tal, a constante desvalorização da moeda e da inflação, que corrói qualquer bom resultado operacional das empresas.

Primeiro, para quem não sabe, eu trabalho numa startup de tecnologia e educação. No mês passado, completei 2 anos nessa mesma Startup, então decidi partilhar com vocês a minha experiência sobre as vantagens e desvantagens de se trabalhar numa Startup, especialmente no nosso mercado angolano.

O que é uma Startup?

De acordo com o wikipedia, uma startup é uma "empresa" recém-criada ainda em fase de desenvolvimento que é normalmente de base tecnológica, mas pode aparecer em vários sectores.

Separei 3 vantagens e desvantagens de se trabalhar em uma startup. Sem mais delongas vamos ao que te trouxe aqui.

Vantagens.

1- Autonomia:

Geralmente nas empresas tradicionais você tem aquela obrigação de estar lá todos os dias das 8h às 16h ou 17h, cumprir a formalidade e aquela burocracia toda. Nas startups isso é diferente, você não é obrigado a isso.

Por exemplo, eu geralmente trabalho em casa, vou no escritório quando é necessário ou quando há uma reunião presencial. Me sinto muito mais autônomo quando acordo a qualquer momento e me visto como eu quiser para poder trabalhar em casa.

2- Redes de Contacto ou Networking:

Tem uma frase do Henrique Bastos que é meu instrutor que eu carrego comigo:

"As melhores oportunidades vêm das conexões humanas que você forma ao longo da sua carreira."

Trabalhar nesses ambientes te dão a oportunidade de você se conectar com pessoas de várias áreas. Eu particularmente, já tive a oportunidade de conhecer profissionais muito interessantes que hoje alguns acabaram por se tornar parceiros de alguns projectos que hoje tenho orgulho.

3- Aprender o tempo todo:

Se você gosta muito de aprender, estar sempre actualizado, entender como as coisas funcionam, sobre o que está por vir, quais são as novas tendências e tecnologias do mercado, isso pode ser uma boa vantagem para você. Nesse ecossistema das startup tudo pode acontecer, então você é obrigado a estar sempre de olhos abertos e bem mesmo.

Desvantagens

1- Apagar fogo a qualquer momento:

As startups começam com poucas pessoas, às vezes uma acaba por exercer 3 ou 4 funções diferentes, a dependência da empresa por você é muito maior. A tua carga horária de trabalho pode ser muito pesada no início, incluindo finais de semana e feriados em que você pode receber uma chamada para resolver um problema.

2- Falta de infraestrutura:

As Startups normalmente possuem pouco dinheiro, inclusive para investir em infraestruturas ou em outros recursos. Limitações dos recursos, sejam recursos humanos ou mão de obra, instalações ou ferramentas. Você precisará encontrar soluções viáveis dentro do orçamento existente e precisará estar aberto para executar diversas funções.

Soluções, hoje já existem em Luanda alguns coworking que oferecem espaços (embora pequenos), para que algumas Startups possam alugar e manter uma infraestrutura melhor.

3- Assumir altos riscos ou instabilidade:

Na verdade, isso não é uma desvantagem exclusivamente das startups, como diz o meu amigo Andrade Caetano: o mercado é agressivo, e ele está certo. O mercado de Luanda particularmente é muito "violento", Luanda é capital de Angola e a cidade mais populosa, basicamente é aqui onde todas as coisas do país acontecem, você tem sempre novos projectos, novas ideias (que podem não dar certo), novas empresas a fechar, algumas a demitir. A instabilidade no mercado das startups é muito maior do que nas outras empresas tradicionais.

Só para ter uma ideia, de acordo com o Ministério da Economia, a taxa de mortalidade anual das empresas em Angola ronda os 70%, ou seja, por cada 100 empresas criadas, no prazo de um ano, apenas 30 sobrevivem.

 

Por: Sílvio Almada| Presidente da AAPSI

 

O impacto das 5G na área dos transportes promete ser uma verdadeira revolução. As novas redes móveis ajudam já algumas “cidades inteligentes” a gerir o trânsito, os sistemas de transporte público e a emissão de gases poluentes. Tecnologias existentes, como os veículos autónomos ou a geolocalização, ganham agora nova velocidade com a ultra-conectividade, confiabilidade e baixa latência das 5G.

Mais um dia em Luanda. O director de uma empresa tem uma reunião das 9 às 11 da manhã na Marginal. Depois de deixar o chefe, o motorista Sr. José estaciona o carro onde pode, liga o rádio, o ar condicionado por uns minutos (ninguém aguenta este calor!) e começa uma longa espera de duas horas. Entretanto, ali ao lado, na Mutamba, o contabilista dessa mesma empresa acaba de sair de um encontro de trabalho. Não sabe que o Sr. José está num veículo corporativo a poucos metros, meio acordado meio a dormir. Entra então noutro carro da firma que a secretária agendou só para ele e regressa ao escritório a todo o gás.

Dois automóveis e dois condutores num vaivém e cochilos descoordenados e sem sentido – o subaproveitamento de recursos é óbvio. Exemplos como este são muitos, e quando levados a grande escala (uma empresa de transporte ou uma cidade) somam perdas significativas. O que tem isto a ver com as 5G? Tudo. A gestão das redes públicas ou privadas de transportes pode ser uma dor de cabeça para empresas e autoridades, e é precisamente uma das áreas em que a nova tecnologia de redes sem fios pode ter um impacto significativo.

Uma experiência na Inglaterra demonstra-o bem. Para testar a eficiência da sua frota, o Departamento de Transportes usou sistemas integrados de redes móveis 5G, Internet das Coisas e Inteligência Artificial e analisou o uso diário de 600 automóveis. Contas feitas, as autoridades concluíram que 120 destes veículos eram absolutamente desnecessários e desfizeram-se deles. A decisão poupou à instituição uns significativos 500 milhões de dólares.

Em situações como esta, o bolso agradece e o meio ambiente respira de alívio. A monitorização dos veículos promove não só as poupanças, mas também a eficiência energética e a redução de gases poluentes. Segundo o estudo “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”, promovido pela Huawei e pela consultora internacional Analysys Mason, os transportes são, talvez, o sector em que as 5G podem impulsionar uma mudança mais dramática quando falamos de sustentabilidade. Os veículos são responsáveis por cerca de um terço das emissões em várias regiões do planeta. O Livro branco 5G verde foi lançado a 19 de Julho deste ano e é resultado de uma parceria entre a organização global de consultoria e pesquisa, Analysys Mason, e a Huawei, a multinacional chinesa presente em Angola há mais de 20 anos, onde tem contribuído significativamente para a transformação digital nos sectores público e privado.

Cientes das novas possibilidades, cidades como Londres, Berlim, Madrid ou Copenhaga adoptaram soluções tecnológicas urgentes. Sistemas inovadores analisaram o tráfego, as horas de ponta, a concentração da poluição, o próprio comportamento dos condutores e armaram um plano viário que reduziu as emissões de veículos motorizados entre 30% e 60%. A gestão eficiente dos transportes em tempo real (controlo automático de semáforos consoante o volume de tráfego, por exemplo) e a adopção de energias verdes foram chave para diminuir o congestionamento e a contaminação crónica destas capitais.

O futuro em marcha

As histórias sobre automóveis inteligentes que se deslocam ou estacionam sozinhos, sem intervenção directa do condutor (nem riscos no carro do vizinho), não são novidade. Muito menos as aplicações de telemóvel guiadas por GPS que traçam o trajecto entre o ponto A e o ponto B, calculam o tempo de viagem e dizem como evitar as vias com mais trânsito.

O que as 5G representam para estas tecnologias é o aumento exponencial da confiabilidade, da cobertura e uma enorme velocidade de processamento de dados, reduzindo ao mínimo o chamado “tempo real” de análise. O factor segurança sairá certamente a ganhar. O atraso de uma fracção de segundo numa indicação ou alerta pode ser fatal quando estamos ao volante. Os avanços vão ser rápidos. Até 2027, estima a consultora Analysys Mason, mais de 830 milhões de automóveis terão ligações directas às redes móveis de última geração.

Também na indústria, o uso de veículos “movidos a 5G” começa a ganhar espaço. Algumas empresas passaram a gerir o transporte de mercadorias através destes novos sistemas. Na China, exemplifica o livro branco “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”, uma empresa optou também por usar drones guiados por via remota para avaliar as condições da linha de gasodutos. Ao substituir os veículos terrestres que antes faziam este trabalho, os supervisores puderam receber pela primeira vez imagens HD em directo dos vários quilómetros da infraestrutura, o que aumentou a qualidade de análise.

O mundo anda a diferentes velocidades, e enquanto o motorista Sr. José dormita no carro estacionado na Marginal, a rapidez e a confiabilidade das 5G conecta cada vez mais equipamentos, pessoas, sensores e processos em tempo real. A sustentabilidade energética é uma das grandes ambições deste avanço tecnológico. A integração de soluções inovadoras em sectores aparentemente diferentes como os transportes, construção, segurança, saúde e indústria é possível e aumentará a eficiência do todo. Sem marcha atrás.

Sendo formado na área de Humanidades, sempre tive como maior desafio entender as matemáticas da vida. Sobretudo, a filosófica frase da matemática que dizia que: “menos com menos dá mais”, ou seja, (-) x (-) = (+).

Complicado?

Simplificando, basicamente significa que “Tamanho não é documento”. Em muitos sectores de actividade e para o utilizador de tecnologias de informação a tendência da miniaturização é observável.

Em 1956, um hard disk de 5MB pesava mais do que 1 tonelada. Hoje um micro SD card pode armazenar 1 Terabyte e ser mais leve que uma pena.  

As versões “mini” de diversos produtos T.I começam a proliferar tal como os desenvolvimentos e inovações da indústria da microeletrónica.

Acontece que antes, nós apenas precisávamos da tecnologia. Hoje, além de precisarmos de tecnologia, precisamos que a tecnologia ande connosco o tempo todo.

Para a tecnologia passar a ser a nossa “sombra” ela tem de ser leve, estética, funcional, de grande performance e acima de tudo portátil, tem de ser uma tecnologia que se adapta ao nosso constante movimento.

Descomplicando na equação matemática e complicando um pouco no Português de Camões, podemos dizer que:

  • A tecnologia less is more vai ao encontro do consumidor 4.0 que procura soluções menos invasivas e de encontro a era dos dinossauros em que Big was always better (quanto maior melhor).

Todavia, as inovações são tão rápidas, que neste exacto momento discutir “size” (tamanho) de hardware ou recursos já é conversa de leigos. Actualmente, tudo aquilo que procuramos (infraestrutura, softwares, plataformas) está a migrar para a “nuvem” e conteúdos e serviços web-based.

Cheguei a conclusão que o Homem errou estrategicamente em começar a ocupar terreno na lua. Devíamos sim, nos preocupar em arranjar um lote na cloud, pois é para lá que caminham todas as coisas boas do digital. Tenho dito!

Autor: Turbo Sells ( Empresa de Consultoria em Vendas B2B e B2C) 


A sua empresa de IT  ainda cria  flyers para distribuir? Aprenda com a Turbo Sells sobre como divulgar da melhor maneira os seus produtos ou serviços. 

1.Press release:  é necessário que as Relações Públicas funcionem  na sua empresa, pois,  a imprensa,  é um  canal onde o  seu público espera por notícias para se manter actualizado. Divulgar o seu produto ou serviço através da imprensa, aumenta a possibilidade de impulsionar as vendas dos seus produtos/serviços. O ponto crucial aqui  é trabalhar apenas com órgãos de comunicação que se enquadram ao perfil do seu público-alvo. 

2.Conferências, palestra e  workshops: esses programas são educativos, a melhor forma de vender produtos de IT, passa por educar o seu público para fazê-lo compreender a importância do seu produto para o seu negócio. Este método elimina as rejeições, causa curiosidade, desperta o interesse  e torna as negociações mais suaves. 

3.Case study: crie  de forma eficiente casos de estudos  para  demonstrar ao mercado o impacto do seu produto para o seu público-alvo. Este método,  acelera o processo de tomada de decisão de compra por parte dos clientes. 

4.Landing page: crie uma landing page para promover um produto específico da sua empresa, divulgue-na através do Adwords e Redes sociais. A landing page é importante porque vai directo ao assunto,  é mais prático e informativo. Assim, aumenta-se o tráfego de potenciais clientes. 

 

 

Por: Sílvio Almada| Presidente da AAPSI

 

O estado do sistema de saúde angolano é crítico e precisa de um tratamento de choque. Mais médicos, mais hospitais, mais políticas públicas. E mais tecnologia. As novas redes móveis 5G podem ser uma das soluções para levar a assistência básica às zonas rurais e ajudar a resolver a falta crónica de médicos e especialistas que asfixia a saúde angolana.

Uma prolongada e aguda dor de cabeça, assim poderíamos descrever a saúde em Angola. A infraestrutura hospitalar do país é precária e insuficiente. Se nas cidades a falta de recursos humanos e insumos é grave, em muitos pontos do interior do país nem o básico existe. O diagnóstico é preocupante e exige um urgente cocktail de medicamentos de muitas cores.

A nova tecnologia 5G, dizem os especialistas, pode fazer parte desta receita, detonando um elemento activo conhecido por “telemedicina”. As experiências noutras partes do mundo dão-nos perspectiva. Na análise “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”, a Huawei descreve como a China criou um exitoso sistema de consultas à distância em comunidades onde faltavam médicos.

Importa lembrar que o Livro branco 5G verde foi lançado a 19 de Julho deste ano, numa parceria entre a organização global de consultoria e pesquisa, Analysys Mason, e a Huawei, a multinacional chinesa presente em Angola há mais de 20 anos, ao longo dos quais tem apoiado os sectores público e privado em termos de transformação digital.

Também em países mais avançados, as 5G estão a revolucionar a saúde. Na Inglaterra, conta o documento, o desenvolvimento das novas redes móveis permitiu driblar a pandemia de coronavírus, garantir a distância social entre médicos e pacientes e realizar 25,5 milhões de consultas remotas desde Março deste ano. Ferramentas como o Microsoft Teams ou aplicações móveis criadas exclusivamente para o sistema de saúde inglês lideraram a mudança de paradigma.

Casos como estes dão-nos pistas sobre como a chamada e-Health poderia ajudar Angola a suavizar algumas dores crónicas, entre as quais a falta de profissionais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no nosso país há apenas 2,1 médicos por cada 10 mil habitantes, entre 3 e 5 vezes menos que o recomendável. Os poucos que há, sabemos bem, concentram-se nas zonas urbanas, obrigando muitos angolanos a percorrer quilómetros e quilómetros para tentar chegar com vida a centros de saúde sem condições. A aposta em soluções potencializadas pelas 5G poderia, à semelhança de outros lugares do mundo, criar sistemas de consultas à distância com benefícios óbvios e imediatos.

A tecnologia agora à disposição pode também pôr um fim, ainda que paliativo, a ironias trágicas do nosso sistema de saúde. Como a dos aparelhos médicos de última geração, caríssimos, que apodrecem em hospitais porque ninguém os sabe usar. Algo parecido acontecia em centros de saúde chineses, lê-se em “5G Verde: Construindo um Mundo Sustentável”. Para reverter o quadro, as autoridades maximizaram o potencial da plataforma das consultas médicas à distância para ensinar os técnicos de comunidades pequenas a usar empoeirados aparelhos de tomografia e de ressonância magnética. No limite, a tecnologia 5G possibilitará até o controlo remoto destes dispositivos a partir de um simples telemóvel. Para Angola, soluções de formação como estas seriam um bálsamo.

Cirurgias à distância e uma injecção de adrenalina

A lista das vantagens da telemedicina é longa e inclui, entre outras, a possibilidade de enviar para os telemóveis dos médicos ficheiros pesados (diagnósticos, raios-x, exames) ou de usar aparelhos e sensores IoT (Internet das Coisas) para medir e monitorizar remotamente, e em tempo real, a evolução de doentes. Contudo, no campo da saúde, a tecnologia das “cirurgias à distância” é a que mais desperta a atenção mediática nesta nova era.

As operações remotas não são novidade, mas as 5G estão a elevá-las a outro nível. A baixa latência desta geração de redes móveis faz com que as indicações de um médico em qualquer ponto do mundo cheguem ao bloco operatório num milésimo de segundo. Impulsionadas por esta rapidez, equipas de tecnologia e saúde já trabalham para que, num futuro não muito distante, um cirurgião se possa sentar no seu consultório, conectar-se a uma rede 5G e guiar de forma instantânea e com alto grau de precisão um braço robótico instalado numa sala de operações distante.

Neste cenário de “ficção científica”, as vantagens multiplicam-se. A inteligência artificial aplicada aos mecanismos 5G promete aumentar a capacidade de prever riscos de saúde latentes para os pacientes, aproveitando uma inédita capacidade de processamento dados. E a realidade virtual ou aumentada fará com que o pessoal da saúde crie diagnósticos interactivos e construa ambientes terapêuticos por computação espacial.

Estes “Hospitais do Futuro” entusiasmam a própria OMS. A instituição está atenta ao potencial das 5G e reconhece que a eficácia, inovação e baixos custos da nova tecnologia são vitais para desenvolver a assistência médica em todo o mundo.

Angola não tem uma sólida infraestrutura tecnológica, é certo, mas as possibilidades estão aí e é urgente tê-las em conta. Neste tratamento prolongado, o novo mundo das 5G pode ser uma das injecções de adrenalina que o coração arrítmico do nosso sistema de saúde pede a gritos.

 

 

Fonte: O País

1) Acertar o passo

Um relatório sobre 5G em África da GSMA, uma organização comercial global para operadoras de telefonia móvel, estima que apenas sete países africanos, incluindo África do Sul, Nigéria e Quênia, terão 5G até 2025. E isso representará apenas 3% dos serviços móveis dados em comparação com 16% globalmente.

2) Reduzir custos

Depois que o 5G decolar em regiões como a África Subsariana, o ganho anual do mmWave 5G crescerá muito mais rápido a partir de 2026, fechando a lacuna entre os primeiros e os tardios adotantes.

3) Modelo de negócios

Actualmente, a tecnologia 5G em África não deve visar apenas os dispositivos de consumo directamente, uma vez que a maioria dos africanos mantém os dispositivos por cerca de 4 anos ou mais. No mercado africano, deve haver alguns modelos de negócios claros no uso de 5G para acesso sem fio fixo ou usando um Equipamento nas Instalações do Cliente e certos casos de uso específicos da indústria, como turismo, hotelaria, mineração e transmissão de mídia.

4) Menos impostos para as operadoras

O mito de que 5G é muito caro por causa do hardware e da tecnologia deveria ser abandonado. Na verdade, uma grande proporção do custo vem de obstáculos como processo de aprovação e alternativas. Uma solução chave para o desafio do modelo de negócios no continente é reduzir os custos da rede, do espectro ao backhaul e aos impostos cobrados sobre as operadoras, dados, dinheiro móvel e dispositivos. Os governos podem desempenhar um papel fundamental para ajudar a resolver essas barreiras, assumindo uma posição de liderança e comprometendo-se a fornecer esse apoio.

5) 5G é uma tecnologia verdadeiramente revolucionária. Ficar para trás durante a era 3G e 4G não impede necessariamente que uma sociedade aproveite ao máximo o 5G

Ao contrário das gerações anteriores de tecnologia móvel, que tendia a apresentar um único recurso inovador para os usuários (1G permite que você ande e fale, 2G permite enviar textos, 3G permite que você entre na internet e 4G permite transmitir), o 5G promete um conjunto completo de melhorias dramáticas. Ele usa uma infra-estrutura sem fio totalmente nova para atingir velocidades até 100 vezes mais rápidas do que 4G e promete eliminar quase todos os atrasos de processamento. Ele também dará o pontapé inicial na internet das coisas, já que foi projectado para conectar bilhões de máquinas, aparelhos e sensores a baixo custo sem esgotar as baterias.

6) 5G traz muitas mudanças que atendem perfeitamente às necessidades dos países africanos

Enquanto o 5G prepara o terreno para novas oportunidades em muitos campos, suas três principais vantagens e MBB (banda larga móvel aprimorada), URLLC (Ultra Reliable Low Latency Communications), mMTC (massivas Comunicações de tipo de máquina) trará disrupções para indústrias que muito país africano visa desenvolver, como:

 Manufatura

O fortalecimento do sector manufatureiro e da autossuficiência tem recebido mais prioridade desde o surto do COVID-19. O 5G está preparado para ajudar as operações de produção de manufatura a se tornarem mais flexíveis e eficientes, ao mesmo tempo em que melhora a segurança e reduz os custos de manutenção.

Energia e serviços públicos

Infraestruturas críticas como energia e serviços públicos se beneficiarão das tecnologias 5G, que podem criar soluções mais inovadoras em produção, transmissão, distribuição e uso de energia, bem como a próxima onda de recursos e eficiência de redes inteligentes.

Agricultura

Agricultores em todo o mundo estão usando a tecnologia IoT para optimizar os processos agrícolas, incluindo gerenciamento de água, fertirrigação, segurança do gado e monitoramento de safras, observou o relatório. O 5G pode permitir a colecta de dados em tempo real, permitindo que os agricultores monitorem, rastreiem e automatizem os sistemas agrícolas para aumentar a lucratividade, eficiência e segurança.

7) 5G pode ajudar África, mesmo para a próxima pandemia

O potencial de inovação por meio da digitalização é enorme no sector de saúde, e isso será acelerado com a introdução da tecnologia 5G. No contexto de África Austral, isso poderia ser particularmente benéfico, pois os cuidados de saúde através de dispositivos móveis permitirão que aqueles em áreas remotas tenham acesso a assistência que salva vidas. A tecnologia 5G também permitirá o acesso em tempo real aos dados de saúde, o uso de tecnologia vestível e ainda aproximará a realidade da cirurgia remota. Por meio de realidade aumentada (RA) e realidade virtual (VR), o 5G pode auxiliar no treinamento de profissionais médicos remotamente.

 

Fonte: MERCADO

Por: Tânia J. A. Costa Consultora de carreira e negócios

 

“O câmbio de 10.000 kwanzas por uma nota de 100 dólares entrará em vigor em Janeiro 2021, relatou o Governador do BNA numa entrevista concedida ao website americano do Tesouro”. Com certeza esta notícia deixou o caro leitor muito feliz e, por alguns instantes, esqueceu-se do actual contexto de saúde que vivenciamos. E já agora leia esta outra notícia bomba: “O vírus da Covid-19 é apenas uma gripe e deve ser tratada como qualquer outra doença, segundo relato no website da OMS, datado de 12/09/2020”.

Espere um momento. Agora respire e pergunte-se: será que as notícias acima relatadas são de fonte fidedigna? Algum outro jornal as publicou? As notícias que acabou de ler são extremamente falsas.

Caro leitor, com a expansão das plataformas digitais é crucial termos a preocupação de filtrar e cruzar informações com outras fontes para não sermos vítimas e transmissores de notícias falsas (“Fake news”). A expressão “Fake news” tornou-se conhecida em 2016, quando decorria a campanha presidencial dos Estados Unidos da América, onde a candidata Hillary Clinton foi excessivamente atacada com notícias falsas a seu respeito pelos apoiantes de Donald Trump (BBC News 2016). No entanto, a prática de publicação de “Fake news” ocorre desde o século XIX, sem data oficial. De acordo com o dicionário Merriam-Webster a palavra “Fake” foi inserida recentemente no vocabulário, sendo que anteriormente os países de língua inglesa usavam a expressão “False news” para abordar informações distorcidas, de grande propaganda.

Certamente que a rápida expansão da Internet e dos meios digitais tornou quase impossível o combate às “Fake news”, sendo que existe um mercado que alimenta essa prática. Esse mercado, normalmente, é financiado por pessoas ou grupos altamente organizados, bem posicionados financeiramente, que contratam os produtores de “Fake news” para publicação de conteúdos que comprometam os seus opositores ou, ainda, que provoquem pânico generalizado na sociedade, com base na divulgação de temas ou notícias distorcidas.

Os produtores de falsas notícias são pessoas, grupos ou organizações com diversas actividades profissionais, desde jornalistas, engenheiros informáticos, profissionais de marketing ou até mesmo ex-polícias, que garantem a publicação de conteúdos falsos com a máxima segurança dos equipamentos, para que não haja rastreamento dos conteúdos publicados. Para garantir um serviço de alto nível aos seus clientes, as equipas especializadas na produção de falsas notícias investem em soluções tecnológicas de ponta e em estratégias de localização que dificultam a identificação de quem as contrata, resultando assim quase impossível a punição por esse tipo de crime.

Embora em Angola já esteja em vigor a Lei de Protecção das Redes e Sistemas Informáticos, que inclui o Ciberterrorismo (Lei 7/17, de 16 de Fevereiro) ainda assim nos deparamos com situações de possíveis notícias falsas.

Um exemplo bem claro é a notícia relacionada com a Primeira Dama de Angola Ana Dias Lourenço, que se tornou destaque na mídia angolana e nalguns websites internacionais, que divulgaram o seguinte:

“Informações avançadas esta sexta-feira 22/05/2020 dão conta que a Primeira-Dama de Angola Ana Dias Lourenço terá sido recentemente evacuada e internada na capital francesa, na sequência da contaminação por um vírus desconhecido”.

Entretanto, no Jornal da Noite, do mesmo dia em que a dignitária estaria supostamente no exterior do país “internada na sequência da contaminação por um vírus desconhecido”, a TPA divulgou uma matéria em que a Primeira-Dama surgia saudável numa reunião com a ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira e a ministra da Saúde Sílvia Lutucuta. Segundo a notícia da televisão pública, na reunião foi abordada a situação das populações mais vulneráveis e da Covid-19 em Angola.

Assim sendo, podemos fazer uma auto-análise se no dia 22 de Maio de 2020 estávamos perante uma produção de “Fake news” e, se assim foi, com que intuito foi produzida essa “notícia”? Tenhamos em atenção que a referida “notícia” generalizou um sentimento misto de inquietação, pânico e descontentamento social, que, oportunamente, a matéria publicada no Jornal da Noite permitiu rapidamente contornar. São muitas as pessoas singulares e instituições que são alvos dos produtores de “Fake news”, muitas vezes sem poderem defender-se ou contornar a situação devido à rapidez como a informação falsa circula nas redes socias.

Independentemente dos conteúdos publicados, a sociedade, e sobretudo os fazedores de informação, jogam um papel primordial na difusão de notícias falsas e é necessário acautelarmo-nos fazendo uma verificação das notícias antes de as partilharmos com os nossos contactos, pautando-nos sempre por um equilíbrio nos princípios e nos valores, no intuito de divulgarmos apenas notícias credíveis e fundamentadas.

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